ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª VICE-PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Nirvanda Medeiros

1ª DIRETORA DE FINANÇAS: Gilda Maria Oliveira Freitas

2ª DIRETORA DE FINANÇAS: Rita Guedes

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Stella Frota Salles

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Evan Gomes Bessa

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Marçal

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de outubro de 2017

VICENTE ALENCAR ( Da Academia Cearense de Cultura e Arte - ACCA ).


CANTO AO AMOR

Desnudo minha alma
quando estou contigo.
E amo,
penso,
vibro,
descubro raízes, 
brigo com meus valores,
caminho firme dentro da vida,
pois teus conceitos são janelas
por onde passo a enxergar
pormenores.
São momentos de atenção,
onde ao sabor dos movimentos
e do calor dos corpos,
sei que vivo.
Sou um homem aberto aos
teus encantos,
aos teus olhares
e teu amor.
Encontro-me contigo, e,
comigo mesmo,
quando estamos juntos. 
Juntos, em corpo, 
pois, juntos, estaremos sempre
todo o tempo,
mesmo separados.
Teu sorriso é meu sorriso,
tua dor é a minha dor, 
pois divido nossas emoções.

(Sócio Benemérito da AJEB-CE)

segunda-feira, 17 de julho de 2017

DOIS POEMAS DE VICENTE ALENCAR




AO LONGE


Um sino é ouvido 
ao longe.
Uma prece é lembrada 
dentro do tempo.
Mãos se elevam juntas
em oração.
Há um pedido,
há uma verdade.
São corações
que se unem,
se encontram.
Um sino é ouvido
ao longe,
e uma
mensagem de saudade
torna-se ainda
mais presente.


LIBERDADE


A liberdade de criar
pertence ao coração.

Ele chama, conversa,
dita o que quer
e o que deseja.

Todo o seu corpo 
atende ao chamado.

Ali, naquele momento,
é apenas um ser
que ama.

Nada impedirá
seus pensamentos,
sua paixão,
o seu conforto de querer.

A liberdade de criar
faz seu coração dizer
tudo o que quer.

E você se encanta
e até se espanta
com tanto amor.

(Do Livro: Poesias entrando pela noite)

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

UM POEMA PARA A MULHER AMADA


PARA QUÊ?

Vicente Alencar
(Da Academia Camocinense de Ciências,
Artes e Letras - ACCAL).

Se estamos poetando
para que,
esta preocupação
com a rina,
com a métrica,
com a estrofe?
Para que esta preocupação?
Tudo que se escreve,
deve ter sabor,
deve ter perfil, 
deve ter alma,
deve ter amor!
As vezes, 
não necessariamente.
Mas,
que se fale tudo que se quer,
se diga tudo,
aquilo que se deseja,
mas, 
fale com o coração,
diga com ele,
ou para ele.
Para a mulher amada
para a mulher querida
para a mulher lembrada.
A desejada,
a que está longe,
quase perto.
Somente interessa 
o recado do coração;
Deixe a rima de lado
se você não quer usá-la.
Mas fale com todo o amor
e todo o pecado, 
pelos caminhos do coração!
Para que mais?

sábado, 25 de junho de 2016

BELO POEMA DE FERNANDA BENEVIDES


INVENTÁRIO DO CREPÚSCULO

Esmaece a tarde.
O horizonte banha-se nas águas cinzas do oceano.
Flocos de algodão desfilam pelo éter,
rumo ao poente.
Rebanhos do céu vestem-se de azul
para saudar a noite.
Apagam-se as dunas do Cumbuco.
Coqueiros tremulam, tímidos, ao vento.
Espumas de neve frisam o litoral
delimitando o mar.
Da sacada,
vejo o crepúsculo acasalar o dia,
num copular lento, contínuo e fecundo.
Nasce a noite.
O sol dilui-se ao afago das estrelas.
Vaga-lumes luzem, efêmeros, pelos ares.
Aves deitam em seus ninhos
a exaustão da liberdade.
Crianças bocejam.
Luzes artificiais iludem-nos as retinas,
na derradeira hora vespertina.
Minha alma de poeta
ascende ao asceta.
Saúdo a noite em seu momento primeiro.
A luz que morre no poente
desperta o Oriente.
O tempo não tem tempo.

sábado, 4 de junho de 2016

POEMA DE VICENTE ALENCAR



QUANDO EU MORRER DE AMOR
Vicente Alencar

Quando eu morrer de amor
você talvez nem se lembre de mim.

O tempo passou por nós
o mundo nos viu e ouviu.
Vivemos os dias tranquilos
e  intranquilos de quem ama.

As noites de luar nos envolveram
juntaram nossos sonhos.
Construíram nossos sentimentos
e desceram lindos raios
sobre nossos cabelos
notadamente na lua cheia.

Quando eu morrer de amor
você talvez nem se lembre de mim,
mas não esquecerá tudo o que vivemos.


sábado, 30 de janeiro de 2016

UM BELO POEMA DE LÚCIA HELENA PEREIRA


SEM TEMA
Lúcia Helena Pereira

Ouço canções de amor
Na brisa fresca da hora,
Quando a lua se despede da noite
E o sol agonizando no horizonte
Explode em raios luminosos!
À minha frente, a estrada escura e longa,
Onde moram anônimos poetas
E uma criança faminta
Brinca de ser feliz!
Mais adiante o proletário
Adentra em seu modesto casebre,
Está arfante, após o dia de trabalho
Na grande fábrica de suor e lágrimas.
E suas mãos mornas e molhadas
Acariciam a magra esposa.
Depois, resignadamente,
Come a pobre ceia.
Cansado sobe à velha rede para repousar
Enquanto a chuva, sem pedir licença,
Vai molhando o seu barraco.
Esperando um milagre
Fecha os olhos e adormece
Porque precisa sonhar,
Apenas sonhar!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

POEMA DE FIM DE ANO - MÁRIO QUINTANA


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Mora uma louca chamada Esperança:
E quando todas as buzinas fonfonam
quando todos os reco-recos matracam
quando tudo berra quando tudo grita quando tudo apita
A louca tapa os ouvidos
e
atira-se
e – ó miraculoso vôo! –
Acorda outra vez menina, lá embaixo, na calçada.
O povo aproxima-se, aflito
E o mais velhinho curva-se e pergunta:
– Como é teu nome, menininha dos olhos verdes?
E ela então sorri a todos eles
E lhes diz, bem devagarinho para que não esqueçam nunca:
– O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

POESIA RELIGIOSA (Lucas, 2, 1-14) (1)




O NASCIMENTO DE JESUS
Vianney Mesquita (2)



Factum est autem in diebus illis exiit edictum 
a Caesare Augusto, ut describeretur universus orbis.

O arauto do Imperador/O pergaminho descerra,/Com o fim de anunciar/A ordem que o edito encerra,/Mandando recensear/Os habitantes da Terra.
Naqueles dias saiu um edito por parte de Cesar Augusto, para ser recenseada toda a Terra.
De muito recenseamento/Foi Augusto ordenador./E do Lácio império imenso,/Sendo da Síria o gestor,/Quirino geriu o censo/Como seu governador.
Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino Governador da Síria.
Era costume do povo/Apresentar-se à contagem/Cada qual em sua cidade,/ Sem problema de estalagem,/Com pouca dificuldade,/ Evitando-se viagem.
E iam todos recensear-se, cada qual à sua própria cidade.
Nessa primeira estatística,/ Com José foi diferente:/ Tinha que, de Nazaré - / Pois de David procedente - / Ir até Belém, que é /Onde o Rei se faz semente.
Ora, José subiu também da Galileia, de Nazaré, até a Judeia, a cidade de David chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, ...
Sendo cepa de David,/ José empregou a ideia/ De, com a esposa Maria,/Ir a Belém da Judeia,/ Onde se recensearia/ Cidadão da Galileia.
... a fim de recensear-se com Maria, sua esposa, que se achava grávida.
Nessa vilegiatura,/ Em dias de descansar,/ Quando em Belém se encontrava/ E estando o prazo a findar,/ Eis que a Virgem delivrava,/ Vendo o Pequeno aflorar.
E quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de Ela dar à luz, e teve o seu Filho primogênito,...
Envolveu o Nato em pano/ E não achando hospedagem,/ Recostou-se à manjedoura,/ De animais a albergagem/ Que a Humanidade entesoura/ Em tão ditosa passagem.
...que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver para eles lugar na hospedaria.
Havia na região/ Alguns apascentadores,/ Os quais no chão pernoitavam,/ Como é mister dos pastores,/ Que depois se transformavam/ Em fiéis adoradores.
Na mesma região, havia uns pastores, que pernoitavam nos campos e faziam a guarda noturna do seu rebanho.
Porque o Anjo do Senhor,/ Juntamente à sua glória,/ Cercou-os de muita luz,/ Diz São Lucas na História/ Da Bíblia, que nos conduz/ E não nos sai da memória.
Apareceu-lhes então o Anjo do Senhor e a glória do Senhor cercou-os de luz,...
Temerosos de início,/ Mas a seguir se acalmaram./ Disse o Anjo: - não temais – / E, atentos, escutaram/ Uma narração veraz/ Que nunca mais deslembraram.
...e eles tiveram muito medo. Disse-lhes o Anjo: Não temais, pois vos anuncio uma grande alegria para todo o povo:
Falou ele: - nasceu hoje/ O Messias, Salvador,/ Em Belém lá na Judeia,/ Dos homens o Redentor,/ Cuja obra giganteia/ Enche a Terra de louvor.
Nasceu-vos hoje na cidade de David um Salvador que é o Messias Senhor!
Servir-vos-á de sinal/ Um sucesso inusitado:/ Em panos encontrareis/ Um Menino circundado,/ A quem vós adorareis,/ Pois traz o Verbo Encarnado.
Isto vos servirá de sinal: encontrareis o Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.
Louvando a Deus, num repente,/ Os contingentes sagrados,/ Anjos como iluminuras,/ Em telas ricas ornados,/ Deram glórias nas alturas/ E paz aos homens amados.
De súbito, juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas e paz na Terra entre os homens do seu agrado.
Após esse Nascimento,/ Mudou o placard da partida,/ Transformou-se o coração,/ Transmudou-se a nossa lida,/ Que agora tem por missão/ As glórias da outra vida.
Não há nada nesta estrofe, a não ser alguma ilação lógica de qualquer crente acerca do nascimento, vida, paixão e morte de Jesus Cristo, que esteja explícito na Sagrada Escritura.



(1) Extraído de ... E o Verbo se Fez Carne – textos bíblicos em versos (Sobral: Edições UVA, 2004, pp. 35-37), com Nihil Obstat de Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, arcebispo metropolitano de Fortaleza, datado de 27 de setembro de 2003.

Os escritos em corpo menor e recuados representam a letra exata do Evangelho de São Lucas, de 2, 1-14, que o poeta transferiu com fidelidade verbal para a grade métrica das sextilhas com versos de sete sílabas – seis estrofes isossilábicas e heterorrímicas no sistema de rimas ABCBCB.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

UM POEMA DE ZENAIDE MARÇAL



  Insônia
Zenaide Marçal

Acalenta-me a brisa
no silêncio pesado desta noite.
Mas, como dormirei
se a ilusão fugiu
e, ao apagar das luzes,
restou-me apenas
o barulho,
insuportável,

das lembranças?

sexta-feira, 11 de julho de 2014

POEMA DE SÉRGIO MACEDO


O POETA EXISTE


O poeta existe, o homem não existe.
O poeta é o pensamento,
O homem é a realização frustrada.

O poeta caminha por qualquer estrada, vem e vai.
Ao homem, demanda precauções na ida.
Eventual ausência de volta,
Ao poeta, tramitar no tempo é verdade.
Ao homem, pura falácia.

Ao poeta, fantasia, verdade e  mentira
A ordem dos fatores não altera o poema.
À ética, o homem.

Ao poeta cabe o amor indefinido, indecifrado,
eterno, sem limites, arestas.
Ao homem, o pão nosso de cada dia,
passado presente e futuro,
Aí sim, transita no tempo.

Minha vida não é um pretexto, mas uma ocasião.
O poeta é eterno, sou pequeno demais
Frente ao poeta, dono das dimensões e dos tempos,
Das forcas e dos partos,
Dos saltos e dos voos, das alturas
E dono dos autores e dos atores, da torpeza
Da dor e do sonho,
É dono da vagabundagem da alma e do espírito,
É deus de seus mitos e palavras.

Não o é o homem.

SÉRGIO MACEDO

sexta-feira, 23 de maio de 2014

UM POEMA DE GISELDA MEDEIROS


CANÇÃO DA ESPERA

                Passas.
                Teu vulto é um oásis
                onde quero aprender
                o ofício das areias
                nas longas noites
                em que as estrelas
                fiam fios finos
                de fluida luz.

                Teus passos na tarde
                ecoam ainda
                em minhas manhãs,
                alvacentas e lânguidas,
                como o marulho das vagas
                que ficaram para trás.

                Mas passas,
                indiferente e lento,
                sobre meus anseios
                com mãos enfeitadas de adeuses
                a romper em flores
                de esquecimento.

                E passas tão perto de mim
                e tão distante!
                Não conheces o mapa
                de meus arquipélagos
                nem sabes da beleza
                de meus profundos mares
                onde há conchas e corais
                em êxtase.


              ( in: TEMPO DAS ESPERAS)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

UM POEMA DE LILA XAVIER

POESIA PERECÍVEL

Minha poesia
Não é sonora
É perecível ao tempo
É metástase no corpo de algum ente.
Sufrágio de outras almas
Que sofreram os horrores
Dos amores perdidos.

Minha poesia
Não é sonora
Ela se constitui do não-sentido das coisas
São frases textuais desconexas
Sem nexo, sem paladar.

Minha poesia
Não é sonora
Ela não passa de efêmera literatura
Composta de tantas palavras
Jogadas ao vento.

Palavras profanas
Recitadas com gritos inaudíveis
Exclusivos, apenas, aos meus ouvidos
E só aos meus ouvidos!
Faço questão da ênfase!

Tais palavras nada, nada poéticas
Pertencem a um magistrado comunista
Trôpego, bêbado
Político, célebre e patético,
Que representa
A rudeza do meu ser...
Vindo à tona e se mostrando
Como um vestido lindo
Que resgata o ego ferido
Num totalitarismo frascário.

Minha poesia
Não é sonora
É trégua entre o “eu” e “eu”
Entre ser e não ser-nada
Apenas desenha o bulício do esferográfico
Que incrementa a pseudo
Imortalidade dos eruditos.

Minha poesia
Não é sonora
Porque alimentada de pretensão sectária,
Do zelo de uma poesia letrada
Que provoca e exorta
Uma compulsão nos militantes.

Os poetas (os verdadeiros) imortais
Escrevem subliminarmente
Em diáfanos dialetos
E, com certeza, estarão vivos
Dentro de mim.

Lila Xavier.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ ANO NOVO, QUERIDOS AJEBIANOS!



Feliz Ano Novo!
Giselda Medeiros

O ano começa...
Uma nova luz te chegará
pela primeira aurora.
E teus sonhos serão sóis,
que hás de conservar ardendo,
sempre em chamas.
Eles te impulsionarão,
da aurora ao arrebol de cada dia
da tua vida!
A  felicidade, então, te sorrirá,
em asas e plumas,
mesmo na languescência
dos poentes...
E A LUZ!
A luz do teu sonho
virá, sempre,
pela madrugada sangrenta,
e desabrochará,
 linda e majestosa,
em pétalas!
Faça-se a Luz!

Feliz Ano Novo para você!

sábado, 30 de novembro de 2013

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS


NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS
 
Maria vem até nós
Na medalha milagrosa:
Suas mãos derramam graças
Como raios luminosos.

No reverso da medalha
A letra M e a cruz;
E os corações amorosos
De Maria e de Jesus.

Ó Maria, Mãe de Deus,
Concebida sem pecado,
Nossa Senhora das Graças!

Ó Maria Imaculada,
Rogai agora por nós,
Que recorremos a vós!

Horácio Dídimo
Música de Mauro Augusto

domingo, 28 de julho de 2013

VINDE, ESPÍRITO DE AMOR - Horácio Dídimo


A luz do conhecimento
Dai-nos, Senhor, neste dia;
Conduzi-nos ao caminho
Da vossa sabedoria.

Dai-nos pronta inteligência
para seguir a verdade;
Enchei-nos de fortaleza
de conselho e de piedade.

Dai-nos o santo temor,
Para que todos os dons
Tenham em nós boa acolhida.

Vinde, espírito de Amor,
e levai-nos a Jesus;
Caminho, verdade e vida.


(Da Academia Cearense de Letras.)

terça-feira, 2 de julho de 2013

UM TROCADILHO MUITO INTERESSANTE



Pessoa  & Pessoa. 

Pessoa é digna pessoa;
Pessoa pessoa é:
Não  aquele outro Pessoa
Que a gente sabe quem é...

O nosso amigo Pessoa
É  filho do Ceará;
Já o outro, é de Lisboa,
e entre nós não mais está...

Ambos pessoas seletas,
Porque dois grandes poetas
Em seus versos de esplendor...

O de Lisboa, gigante;
O do Ceará, brilhante,
Como grande Trovador!

J. Udine - 30-06-2013.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

PEREIRA DE ALBUQUERQUE E SUA LIRA



FACE A FACE
Pereira de Albuquerque

Breve, embora, foi terna e linda por demais
nossa história de amor que se interrompe, enfim;
e eu me ponho a indagar, entre doridos ais:
amante à moda antiga, o que será de mim?

Que implacável é a sorte! Ah! juro que jamais
suspeitei me ocorresse algo tão rude assim.
Mas que se há de fazer? Se não me queres mais,
só te resta partir... Adeus, é mesmo o fim!

Vai! o sonho acabou... é a vida, o amor é vário.
Não te guardo rancor; antes, pelo contrário,
cresces diante de mim ainda mais terna e linda.


Nunca esqueças que aqui terás sempre um amigo:
eu que, enquanto vivi minha ilusão contigo,
fui feliz - ah, se fui! - e te agradeço ainda!