ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

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2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

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CONSELHO

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

A PRAÇA DO LICEU - Vicente Alencar


A Praça do Liceu
devorou meus anos
de infância.
Verde, linda,
bem cuidada,
com banquinhos
de madeira,
mulheres bem vestidas,
homens conversando,
crianças brincando.
Quantos anos se passaram?
Foram 10,foram 20,foram 30?
Mais, até mais.
A Praça do Liceu se foi.
Seus belos casarões já não existem.
Os bangalôs deram lugar a espigões,
de imenso mau gosto.

Perdeu a praça,
perdeu a cidade.
Hoje, apenas um espaço.
Não é praça, não,
não é quadra esportiva
não é lugar para ficar,
não é local para conversas.

A Praça do Liceu passou no tempo,
dando lugar a uma intensa saudade.
Afinal, o Liceu, o Jacarecanga,
já não são os mesmos.
Se foram os jardins,
se foram as rosas,
se foram pessoas.

Ficou apenas a saudade.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

SOMOS DE TUDO! - Eliane Arruda






Somos do mundo,
somos das estradas,
estradas que
as suas terras cortam.
Somos da noite
e das madrugadas,
das madrugadas
e manhãs douradas...
Somos de tudo,
Ah! Somos de tudo,
até que um dia,
venha o destino
e para sempre
encerre
essa jornada!



7 de agosto de 2011 22:08

sábado, 9 de abril de 2011

MEU INESQUECÍVEL ANJO AZUL – 1917-2011

(In memoriam de minha inesquecível mãe)

Assim como Jesus chorou a morte de Lázaro,
Também eu choro a morte do meu Anjo Azul;
Do meu anjo maternal, que fora o meu lábaro,
A bandeira do amor, da paz, da carícia blue...

Fica um vazio imenso no meu coração!
Lágrimas invisíveis jorram dos meus olhos,
Dos olhos de minh’alma em pranto e solidão.
São dores de saudade, dores dos abrolhos,

Dos espinhos agudos que perfuram a alma.
Mas, nesse abismo em luz, o meu Senhor me acalma,
E, em sua complacência, me conforta em Luz!

Sua Viva e eficaz Palavra vibra em mim:
Fortaleço-me na Fé, nessa hora de splim
Nos braços piedosos do meu bom Jesus!

Autor: J. Udine – 05-04-2011

A AJEB-CE LEVA SUAS CONDOLÊNCIAS À FAMÍLIA DO POETA J. UDINE EM RAZÃO DO FALECIMENTO DE SUA PRANTEADA MÂEZINHA

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

SIMPLESMENTE POESIA


MOTE:

Eu passei a vida inteira
colecionando ilusões!...

GLOSA:

A desilusão primeira,
não me serviu de lição.
Vivi sempre, com emoção,
a tomar por verdadeira
uma promessa, uma jura...
E, assim, cheia de ternura,
eu passei a vida inteira.

Acreditei nas paixões,
numa amizade sincera,
e também no amor que impera
quando enlaça corações.
Sou mesmo assim... Que fazer?
Sei que vou envelhecer
colecionando ilusões!...

(Zenaide Marçal/CE)


(de MENSAGENS POÉTICAS - Ademar Macedo)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

SAUDADE - Vicente Alencar


Dores profundas
momentos dificeis
lágrimas que caem.

Nuvens carregadas
céu bonito de chuva,
uma ausência sentida.

Lembranças alargadas,
saudades marcantes,
o passado é presente.

Há quase um choro
pois o pranto ameaça
e meus olhos embaçam.

(SÓCIO BENEMÉRITO DA AJEB)

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

SOLIDÃO - J. Udine


Amada, a solidão mora em tua alma!
És como a Lua em seu vagar, tristonha...
Vê se pensas em mim, mantendo a calma,
Na fantasia que tua alma sonha...

Sei que teu coração há muito abrasa...
Que sofres por amor tão triste dor...
Quem me dera possuir douradas asas
Para contigo estar teu beija-flor!...

Enquanto o tempo passa - vã espera -
A solidão, em plena primavera,
Não nos oferta a beleza das flores...

Então os nossos versos, mui tristonhos,
Não passam de elegias e de sonhos:
Somos amantes a sofrer de amores!...

POEIRA DE ESTRELAS - Maria Luísa Bomfim


Meus poemas são como galhos
emaranhados de uma planta.
Falam de alegria, tristeza, amor,
vida, decepção.
Os sentimentos brincam como ciranda
em minha volta,
caminhando errantes em meu pensamento,
para depois transformarem-se
em poeira de estrelas!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

DORME O POETA - Neide Azevedo Lopes


O gato esconde-se no sofá
E o jardim derrama-se em vermelho
A lesma vasculha o muro
E o jornal espalha notícias pela casa
O doce de cereja ferve em desespero
E a solitária xícara pede café
A poeira suja os pés da mesa
E a saudade passeia por cima das horas
Impaciente, a pena salta da gaveta
E o livro tomba em desalento.
O silêncio, junto a ti, também ressona
E a denúncia de uma longa espera
Cai sobre todas as coisas.
Tudo é tão quieto enquanto dormes,
Que ouço o escuro entrando pela porta...
(Teoria dos Afetos)

sábado, 7 de agosto de 2010

SER PAI - José Wagner de Paiva Queiroz Lima




Ser Pai traz em si toda uma Simbologia...

Imagem consciente e inconsciente que trazemos conosco...

Arquétipo que as gerações cuidam em transmitir,

Do amigo que inspira proteção e confiança,

Modelo de exemplo a ser, paradoxalmente,
seguido e questionado,

Amparo compreensivo, amoroso e forte
nos momentos precisos,

Símbolo varão do trabalho honesto e da integridade interior,

Da experiência, da sabedoria, da poesia da Vida,

Da dedicação e persistência, da fé e da esperança...

Dos sonhos acalentados e da luta cotidiana...

Das mãos calejadas e dos cabelos grisalhos...

Do olhar e da mão amiga, do abraço acolhedor...

A Homenagem dos Filhos que hoje também são Pais.

(Psicólogo/Jornalista/escritor)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Declaração de Amor à Fortaleza - José Wagner de Paiva Queiroz Lima, 52, psicólogo/jornalista & escritor



Há três décadas que encantado estou
Por ti, Fortaleza bella, imensa e magistral...
Pelas tuas ensoladas e festeiras praias,
Tuas mulheres, musas esculturais e sedutoras,
De grandes profissionais, cientistas, poetas e artistas...
Cidade das Ciências e do Saber Acadêmico,
Metrópole que muitos ajudaram a projetar,
E torná-la marco da cultura nacional...
Gosto de teus shoppings... de teus cinemas...
De tuas praias... de tuas Universidades...
De tua música... e do feitiço das meninas...
Fortaleza, que cheiras a poesia e romances pitorescos,
Com teus luares iluminados e sóis aquecedores
És Paixão eterna a tantos que te conhecem e admiram...
Em ti me aportei.. em ti aterrizei
Como no colo quente e acolhedor da mulher amada...
E aqui fiquei, assim desejoso de ti,
Dos teus olhares... dos teus afagos...
Dos teus abraços...do teu eterno Amor

quarta-feira, 2 de junho de 2010

ROSAS DA MANHÃ - Giselda Medeiros



Quando vieres
vem de leve
assim como a primeira estrela
que paciente desponta
jogando sua luz
por entre as brumas
consciente da importância
de sua chegada.

Vem com dedos de carícias
silenciosas
com mãos de artista
leves
para que não me doa
o poema que fizeres.
Ou melhor
vem como quiseres.
Estarei aqui
em mim
dentre outras mulheres,
mas a única que te sabe
florir em versos.

Mas vem como a primavera,
sem pressa para voltar,
consciente da beleza das cores
que em mim deixarás
em aveludados olores.

Vem como a tarde
que espera a noite para adormecer.
Quero ver-nos florir
em rosas de alvorada
quando despertarmos manhã.

terça-feira, 18 de maio de 2010

CANINDÉ - Vicente Alencar


Canindé,
aos pés de tua abençoada Basílica
repousam as esperanças
dos desafortunados
também filhos de Deus.
Dos esquecidos pelos Governantes,
das vitimas da seca inclemente,
dos que nasceram em hora errada,
dos que vivem sem saber por quê.
Aqueles não sabem
que os problemas seus
são também meus,
são também nossos.

Canindé,
aos pés de tua abençoada Basílica,
soam lamentos,
soam gemidos,
soam preces
dos não lembrados pela sorte.
A reza, a fé, o terço,
a mensagem,
os lábios secos em oração.
Os olhos já doentes
que pedem atenção,
o corpo, coitado, martirizado,
que pede perdão,
sem saber por quê.


Em toda a vastidão da fé,
em todo momento de oração,
São Francisco
faz o que pode e,
com suas bençãos e sua força,
pede a Deus por todos.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

NAUFRÁGIO - Vicente Alencar


Os dias passaram
após o naufrágio.
Não se tornaram
diferentes daqueles.
Mas, na vida,
muitas vezes,
não temos opções,
não temos escolha.
Vivo as sobras de um desastre
que se arrasta pelo tempo.

Não se pode apagar vivências
nem diluir saudades.
O passado é um cofre
de lembranças.
Não sei esquecer.

Não posso desligar
a chave do tempo
que continua,
que me enternece,
que me enconraja,
que me faz sofrer,
pois não sei esquecer.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

EM LINHO E SEDAS - Giselda Medeiros



Teu corpo – aquário de minhas ânsias –
envolto em linho e sedas de lembranças,
transita cálido em meus pensamentos
sob um feroz e líquido silêncio.

Somente escuto o som de tua flauta...
E esse rumor que dela vem me excita,
ária de sol, de sal, em minhas carnes,
latejos de emoção, laivos de êxtase.

No entanto, indiferente aos meus apelos,
dormes qual rio impresso na paisagem
que escorre de teus dedos feito harpas.

E o som que vem do linho e vem das sedas
sobe, cresce, esparrama-se alagando,
do pensamento, as foscas alamedas.

BOIADA - VITAL ARRUDA




Eu nunca vi tanto encanto
numa noite enluarada
ouvindo o meu próprio canto
tangendo minha boiada.

As estrelas ofuscando
com seu brilho encantador
e a natureza buscando
muita paz e muito amor.

Foi este misto de encanto
que eu vivi na madrugada;
sem mágoa, sem desencanto,
tangendo minha boiada.

segunda-feira, 22 de março de 2010

O POVOAMENTO DA SOLIDÃO - José Costa Matos



Eu trago em mim
os povoadores da solidão.
E mando que se façam bandeirantes,
e quebrem pararelos
e quebrem meridianos,
na guerra contra todas as fronteiras.
E descubram ouro no sono das montanhas
e apresem os índios nas surpresas da inocência
e façam filhos nas negras
mães da solidão
e pisem a cabeça das serpentes
com a ilusão de esmagar todas as mágoas
que não podem ser destruídas
sob as sapatorras da marcha escapista.
E batam nos peitos brutos
e gritem para as quebradas das serras:
- nós somos os decifradores
dos mistérios do sofrimento!
E morram apertando as mãos
as esmeraldas que mentiram
na febre de Fernão Dias Pais Leme.
Eu sei fazer os povoadores da solidão.
Tive lições de milagres
aos pés de Deucalião e Pirra:
se eu lançar pedras sobre o meu ombro,
elas se transmudarão em homens e mulheres,
que amarão
e povoarão as galáxias
e cantarão hinos de exorcizar o medo
e plantarão sementes
e rezarão missas de agradecer colheitas
e crucificarão deuses
e criarão vacas
e terão a vontade viageira de turismar estrelas
e a vontade miúda de chorar
o amor difícil dos sonetos,
e só assim serão humanos.
eu sei descobrir os povoadores da solidão.
Eles podem não ter massa
nem carga elétrica
nem campo magnético,
como os neutrinos.
Mas eu vou buscá-los
em qualquer ponto do universo,
para os banquetes comemorativos
da glória do meu Rei.
A minha solidão está grávida de mim.
Sou o plenificador
dos espaços e tempos vazios,
porque sou o viveiro
de todas as Histórias dos homens
e de todas as profecias de Deus.

domingo, 14 de março de 2010

CORAÇÃO OBSCURO - Evan Bessa


A noite, o pavor me assalta
Fantasmas espremem minha dor
E mistérios reaparecem em flashs.
No escuro, trituro o dissabor.

Uma luz adentra o quarto da minh’alma
Mas não chega ao coração obscuro
Há em mim uma escuridão profunda
Que permeia meus tecidos duros.

Meus sonhos são mosaicos partidos
Trincados, em cacos, resistentes
Em minha volta só há melancolia
O sofrimento me deixa impertinente.

Ao raiar o dia estou angustiada
No íntimo não há luz, só sombra.
O sol aquece o corpo doído, inerte
E a dor insiste, resiste e assombra.

DIA NACIONAL DA POESIA - Homenagem a todos os Poetas!


A POESIA
Giselda Medeiros

Penso no poema,
e ela me vem,
a Poesia,
das profundezas de sua carne
macia e verde
com seu ruflar de asas de mel
e de arminho.
Esgueira-se buliçosa
no sótão de minha vida
qual furacão
de sons e de palavras,
metáforas azuis, a entreter as chamas
da agonia.
E ei-la aprisionada nos domínios
do poema
açoitada pelos ventos
que trouxeram de ti
a essência da paisagem
de tua alma.

(do livro Tempo das Esperas)

domingo, 7 de março de 2010

A UMA CERTA MARIA - NILZE COSTA E SILVA


Quero falar de uma Maria
Ausente, escondida
feito coruja nos campos
rasga mortalhas das noites
distante do mundo
sem saber ler nem escrever seu nome

Em sua infância tão pobre
um amiguinho invisível ensinou-a a inventar brinquedos
amarelos, verdes, azuis...
Eram brinquedos tão lindos!
Ninguém, senão Maria, tinha aquele privilégio
de brincar com o menino Jesus

Mas um dia Ele partiu...
deixando-a envergonhada de ter crescido assim
com uma sina obstinada, tatuada, corpo e alma
para levar a mensagem ao povo de Juazeiro
Teve chagas pelo corpo
teve a boca alagada do sangue da hóstia consagrada
O sangue corria dos lábios, pela língua e pelas mãos
pelos paninhos brancos que o padre limpava o chão

Maria de Araújo!
Quem te fez assim tão forte
Sozinha na noite escura da cidadezinha pobre
desalentada, desacreditada pela Santa Inquisição?

Ah, essa Maria de tantas dores...
Insubmissa às leis humanas
deu comunhão a dois padres da primeira comissão
Insultada, perseguida pela Igreja arrogante
que não acreditava que Deus amava aquela mulher
pobre, negra e analfabeta.

O bispo não concebia que o divino condenava
a tripla discriminação
e escolheu a beata, chamada Maria de Araújo
pra transmitir ao seu povo sua mensagem de amor
como escolhera outrora
os tão pobres pescadores
homens analfabetos que se tornaram apóstolos
da fé que Jesus pregou

A beata do milagre afrontou a arrogância
da segunda comissão
E quando foi inquirida e lhe dada a hóstia na boca
falou com toda ousadia:
“Jesus Cristo tá dizendo, que a hóstia não sangrou
pois os padres da comissão não estão em estado de graça
pra me dar a comunhão”

Por isso foi torturada,
Presa na sozinha cela da Casa de Caridade
Ao voltar pra sua terra
Morreu triste e esquecida
Sem véu, sem nome, sem lar
Padre Cícero ordenou dar-lhe enterro merecido
Mas mesmo depois de enterrada
ainda foi injustiçada
Teve o túmulo violado
como quem nunca nasceu
Mas um dia Juazeiro vai lembrá-la com amor
e dar-lhe a paz merecida
sabendo que Jesus Cristo
amou aquela mulher ousada e destemida

Que assim seja!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

MEU AMOR IMORTAL - Lise Hortencia




Quero que venhas para mim, agora,
Trazendo-me a alegria do teu jeito.
As flores que plantaste – amor perfeito –
Em mim murcharam quando foste embora.

Quero que venhas para mim, agora,
fazer-me renascer junto a teu peito,
trazer a luz ao meu olhar desfeito,
comigo ver a vida em nova aurora.

A vida que ficou pesada e triste...
Simulando uma paz que não existe,
sorrindo apenas para não chorar,

eu sigo, tal palhaço em picadeiro,
tornando o pranto em riso o dia inteiro,
sem ter idéia aonde te encontrar!