ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª VICE-PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Nirvanda Medeiros

1ª DIRETORA DE FINANÇAS: Gilda Maria Oliveira Freitas

2ª DIRETORA DE FINANÇAS: Rita Guedes

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Stella Frota Salles

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Evan Gomes Bessa

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Marçal

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

terça-feira, 2 de julho de 2013

UM TROCADILHO MUITO INTERESSANTE



Pessoa  & Pessoa. 

Pessoa é digna pessoa;
Pessoa pessoa é:
Não  aquele outro Pessoa
Que a gente sabe quem é...

O nosso amigo Pessoa
É  filho do Ceará;
Já o outro, é de Lisboa,
e entre nós não mais está...

Ambos pessoas seletas,
Porque dois grandes poetas
Em seus versos de esplendor...

O de Lisboa, gigante;
O do Ceará, brilhante,
Como grande Trovador!

J. Udine - 30-06-2013.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

PEREIRA DE ALBUQUERQUE E SUA LIRA



FACE A FACE
Pereira de Albuquerque

Breve, embora, foi terna e linda por demais
nossa história de amor que se interrompe, enfim;
e eu me ponho a indagar, entre doridos ais:
amante à moda antiga, o que será de mim?

Que implacável é a sorte! Ah! juro que jamais
suspeitei me ocorresse algo tão rude assim.
Mas que se há de fazer? Se não me queres mais,
só te resta partir... Adeus, é mesmo o fim!

Vai! o sonho acabou... é a vida, o amor é vário.
Não te guardo rancor; antes, pelo contrário,
cresces diante de mim ainda mais terna e linda.


Nunca esqueças que aqui terás sempre um amigo:
eu que, enquanto vivi minha ilusão contigo,
fui feliz - ah, se fui! - e te agradeço ainda!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

REUNIÃO DE JUNHO 2013 DA AJEB-CE

Neste mês de junho, a AJEB-CE, por meio de sua presidente Nirvanda Medeiros, promoveu excelente palestra em homenagem ao centenário de nascimento de Vinicius de Moraes, proferida pelo Dr. Pedro Jorge Medeiros, atual presidente do Náutico Atlético Cearense e membro efetivo da Academia Cearense de Retórica. Também promoveu o lançamento do livro "Sendas Perfumadas - pequenas ideias viscerais", da ajebiana Rosa Firmo. A apresentação foi de Giselda Medeiros.Presentes, além das sócias efetivas e sócios colaboradores, simpáticos convidados de Rosa Firmo.


Abertura da sessão pela presidente Nirvanda Medeiros



O palestrante Pedro Jorge Medeiros


Escritora Eliane Arruda entrega ao palestrante Diploma de Honra ao Mérito


Giselda Medeiros faz a apresentação do livro "Sendas Perfumadas"


Os agradecimentos da Autora


O autógrafo


Autógrafo para Maria do Carmo Fontenelle


Autógrafo para Evan Bessa


O palestrante e a autora


Presidente Nirvanda Medeiros e Presidente de Honra Giselda Medeiros


Auditório


Rosa Firmo e Neide Freire


Deusdedit Rocha é diplomado como Sócio Colaborador


Rejane Costa Barros recebe Diploma de Honra ao Mérito


Nilze Costa e Silva recebe de Giselda Medeiros Diploma de Honra ao Mérito


Giselda Medeiros e Neide Freire


Giselda, Nirvanda, Pedro Jorge e Reinaldo


SENDAS PERFUMADAS – OS CAMINHOS DE ROSA

APRESENTAÇÃO DO LIVRO POR GISELDA MEDEIROS

Dentre inúmeras leituras que faço, deparei-me, certa vez, com um pensamento, cujo autor, infelizmente, foge-me à memória. Ei-lo: "A glória da amizade não é só a mão estendida, nem o sorriso carinhoso, nem mesmo a delícia da companhia. É a inspiração espiritual que vem quando você descobre que alguém acredita e confia em você".

Foi exatamente o que senti – essa “inspiração espiritual” – ao constatar a confiança que Rosa Firmo tem em mim, concedendo-me o prazer de apresentar seu livro “Sendas Perfumadas – Pequenas Ideias Viscerais”.
Ser escolhida para tão importante missão é a maior distinção que nos é conferida, pois um livro representa para o autor o melhor de si, aquilo que veio do seu íntimo, a sua identidade. E tal preciosidade só a confiamos a quem temos muita amizade. Por isso o faço com o coração plenamente feliz e grato.

Rosa Firmo, essa pessoa incomum, cuja espiritualidade aflora nesse “Sendas Perfumadas”,  leva-nos a entender o significado da vida e da morte, de sua presença no mundo, das alegrias e tristezas do nosso cotidiano, ensinando-nos o modo de como lidar com as adversidades, com a dor, seja ela física, moral ou espiritual.

Nascida no distrito de Quitaiús, Lavras da Mangabeira (CE), a autora, assim se autodefine:
“Sou hóspede de mim mesma, de minhas decisões, daquilo que afirmei ou neguei, que fiz, ou deixei de fazer. Sinto-me completamente inacabada, sempre me construindo, tentando acertar. O de hoje não é o de ontem, nem será o de amanhã. Eu escrevo simplesmente. Considero-me ainda uma criança na arte de escrever. Sou aprendiz de Ser, prisioneira do sol no ocaso - Vislumbrando uma "Luz".

A autora integra a Academia Lavrense de Letras, a Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB-CE e a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins - de Natal (RN).
Tem livros publicados em prosa e poesia, a saber: “Nobreza de Uma Mulher Sertaneja” (2001), “Cidades Históricas de Minas Gerais” (2003), “Chuvas de Verão” (2005), “Prisioneira do Sol no Ocaso” (2006), “Ponderações na Perspectiva de Luz” (2007), “Os Cantos do Luar” (2008), “O Rosário de Quitaiús” (2010). “Chiquinho de Domingos, um sertanejo sonhador” (2011). E, hoje, “Sendas Perfumadas - Pequenas Ideias Viscerais”.

Maria Lúcia Macedo Maciel, na orelha desse último livro, assim se expressa:  “Além da literatura, a autora desenvolve habilidades da pintura e da música, mostrando a sua versatilidade e abrindo oportunidades de perceber a vida de outras formas..
A seleção de textos contida nesse trabalho demonstra que Rosa é uma pessoa intensa, que escreve sobre a vida, gente, experiências, encontros, felicidade e existência, de forma equilibrada, irradiando luz e brilho pessoal”.

Realmente, a imagem contida no título – “sendas perfumadas”, somada à do subtítulo, remete-nos à abstração do que encontraremos em nosso caminhar que nos levará ao imponderável. Por isso, temos que colocar aromas extraídos do mais profundo de nós, e, como propala nossa ajebiana, “agregar valores como, espírito de cooperação, compreensão, sustentado pelo processo bilateral, que permitem o equilíbrio. Procurar o caminho certo é imprescindível”.

E, para concluir, de modo majestático, como bem merece Rosa Firmo, trago a palavra competente de Dimas Macedo:
“Rosa sabe o que é empreender a escritura, o que é namorar com o texto, o que é ser poeta e o que é escrever com determinação. Sabe o que é dizer a memória e o que é acender a paixão de criar, a partir de um ponto de observação”.
Parabéns, Rosa, por nos mostrar essa dimensão do homem, visto como ser naturalmente humano e divino (já que foi criado à imagem e semelhança de Deus), o que constitui, temática ou implicitamente, a sua mais profunda essência e aspiração.  
Muito obrigada
18/6/2013
Palavras de agradecimentos da autora


Lançamento do Livro “Sendas Perfumadas”
Dia: 18/06/2013

Bom dia a todos

   Quero, ao mesmo tempo, saudar e agradecer a Diretoria da AJEB, representada pela nossa presidente Maria Nirvanda Medeiros. A Lúcia Maciel que escreveu a orelha deste livreto, a Giselda, pela delicadeza de fazer tão bela apresentação e ainda a Zenaide Marçal que me incentivou a fazer este lançamento; a nossos/as confreiras; aos familiares e amigas aqui presentes.

É sempre uma emoção publicar um trabalho. Divido com vocês a minha emoção por este momento e por adquirirem esta minha singela obra. São textos de cunho espiritualista e educativo relacionados à área da Educação, reflexões do cotidiano. Uma semeadura das minhas observações.

  No dia-a-dia, na urdidura deste trabalho, tornei-me mais ciente de que não existe verdade absoluta, existem sim caminhos que podemos escolher e seguir, até mesmo ultrapassá-los, porém sabemos que consequências poderão advir se não procurarmos o caminho mais seguro.

A nossa vida é pontuada de sinais, no entanto somos nós que temos de atentar para estes sinais e escolher o melhor caminho para segui-lo. E a este, agregar valores como, espírito de cooperação, compreensão, sustentado pelo processo bilateral, que permitem o equilíbrio, como vem sendo buscado na nossa querida AJEB.
Procurar o caminho certo é imprescindível. O importante é fazer nossas escolhas, elaborar nossas ideias, opiniões, a nossa verdade e publicá-las.
Há uma centelha de luz em cada um de nós que nos impulsiona como uma chama seduzindo nossos corações, fortalecendo-nos a cada passo da nossa caminhada na tentativa de transcender o óbvio.

Estou celebrando com vocês este momento tão oportuno com a sensação de um sonho concretizado, mais uma semente lançada.

Muito obrigada


terça-feira, 4 de junho de 2013

LANÇAMENTO DE "UM CONTO EM CADA CANTO" - DE TEREZA PORTO




ENTREVISTA COM MÔNICA SILVEIRA 












Senhoras e Senhores,

Começo agradecendo a presença de todos os que se dispuseram a compartilhar comigo esse momento tão importante pra mim. É com muita satisfação que hoje, nessa atmosfera festiva, reencontro amigos que há tempos não via, além de pessoas com vasta contribuição no meio literário e no meio musical, parentes queridos e todos os demais presentes que apreciam a literatura, que não só fazem da leitura um instrumento especial de deleite, como também valorizam e apoiam a produção literária cearense.
O livro “Um conto em cada canto”  que hoje trago a público representa minha primeira incursão na seara da prosa, eu que sempre, desde a adolescência, gostava de passar meu tempo mergulhada nas águas revoltas da poesia. Confesso que a experiência é bem diversa. Enquanto o fazer poético exige um olhar para dentro, um revirar de registros mentais plenos de emoção, um caminhar no tempo pretérito, em que se ressuscitam fantasmas, a construção da prosa tem o foco direcionado ao processo criativo de uma realidade paralela, que de repente envolve o autor numa trama com personagens que, embora a princípio pouco delineados, à medida que o  enredo se desenvolve ganham força, impõem os rumos e conduzem toda ação, quase sempre  independentemente da vontade de seu criador. 
Considero a melhor e mais profunda definição  de literatura a que foi feita pela  grande poeta Cecília Meireles, na tese “O Espírito Vitorioso” que apresentou quando concorreu à cátedra de Literatura na Escola Normal do Rio de Janeiro, à época Distrito Federal. Ela muito bem define a relação entre a literatura e o homem, quando diz que “A literatura nos mostra o homem com uma veracidade que as ciências talvez não têm. Ela é o documento espontâneo da vida em trânsito. É o depoimento vivo, natural, autêntico”. 
E é esse ser e essa vida em trânsito que tento retratar em cada conto. Um ente com suas peculiaridades, seus anseios, suas rotinas e dramas pessoais, apresentados em histórias curtas que permeiam o real e o imaginário, o cômico e o trágico, a vida e a morte.

Por fim, quero mais uma vez agradecer e agradecer e agradecer. Ao Ideal Clube, na pessoa de seu Diretor Cultural, Dr. José Telles, pela acolhida; ao amigo Vicente Alencar, pelas palavras; ao grande professor e acadêmico Juarez Leitão, pelo prefácio; à Editora Premius pelo excelente trabalho de editoração; ao Carlos Alberto Dantas, pelo projeto gráfico; à Elisa Pontes, pela capa; às minhas amigas das academias literárias que aqui me pretigiam. Enfim, mais uma vez, a todos que aqui vieram compartilhar comigo esse dia tão especial. Só posso dizer MUITO OBRIGADA!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

AJEB-CE REALIZA HOMENAGEM A FRANCISCO CARVALHO, COM PALESTRA DA PROFESSORA ANA VLÁDIA MOURÃO


A DIMENSÃO POÉTICA DE FRANCISCO CARVALHO
Vládia Mourão*

Este título tão abrangente comportaria um ensaio, mas não é este nosso intuito. Na verdade quando falamos de dimensão queremos apenas expressar a grandeza da poética de Francisco Carvalho.
Francisco Carvalho, que nasceu na cidade de Russas, em 11 de junho de 1927 e faleceu em Fortaleza no dia 5 de março deste ano, é uma das vozes mais expressivas da literatura cearense.
Donatário de vasta obra, desde seu primeiro livro intitulado Cristal da Memória, publicado em 1955, elencando-se a seguir Canção atrás de Esfinge (1965), Do Girassol e da Nuvem (1960), O Tempo e os Amantes (1960), Dimensão das Coisas (1967), Memorial de Orfeu (1969), Os Mortos Azuis (1971), Pastoral dos Dias Maduros (1977), As Verdes Léguas (1979), Rosa de Eventos (1982), Quadrante Solar (1982), As Visões do Corpo (1984), Barca dos Sentidos (1989), Rosa Geométrica (1990), Exercícios de Literatura (1990), O Tecedor e sua Trama (1992), Crônica das Raízes (1992), Flauta de Barro (1993), Galope de Pégaso (1994), Sonata dos Punhais (1994), Artefatos de Areia (1995), Textos e Contextos (1995), Rosa dos Minutos (1996), Raízes da Voz (1996), Os Exílios do Homem (1997), Girassóis de Barro (1997), Romance da Nuvem Pássaro (1998), A Concha e o Rumor (2000), O Silêncio é uma Figura Geométrica (2002), Centauros Urbanos (2003), Memórias do Espantalho (2004), Corvos de Alumínio (2007) e Mortos não jogam Xadrez (2008).
O poeta Francisco Carvalho, que foi vencedor do Prêmio Nestlé de Literatura, em 1982, com o livro Quadrante Solar e do Prêmio da Fundação Biblioteca do Rio de Janeiro, em 1997, com Girassóis de Barro, surgiu na literatura em pleno domínio da geração de 45. Mesmo assim, o poeta não se vinculou, de forma rígida, a nenhum movimento estético coletivo. Seus livros trazem, de modo geral, as experiências inovadoras do modernismo, como a desarticulação da estrutura do poema, mas apresentam um certo rigor formal presente no parnasianismo, bem como o enigma do simbolismo. Na verdade, ele conhece todas as técnicas da arte poética, e utilizou todas em sua poesia.
Como dimensionar a poesia de Francisco Carvalho? Autor de 32 livros, na sua maioria de poesia e outros de textos diversos (crítica, reflexões sobre literatura, prosa poética). Poeta de fôlego, trabalhou incansavelmente por mais de 50 anos, feito comparável em nossa literatura somente a Carlos Drummond de Andrade. Isto se levássemos em conta apenas o critério quantitativo, mas em relação à qualidade, podemos afirmar que se trata de um projeto literário coerente, desde sua estréia até seu último livro publicado.
Em 1996, o Poeta foi escolhido para participar do conjunto de dez autores indicados ao Vestibular da Universidade Federal do Ceará, com o livro Raízes da Voz.
Em 2004, este mesmo livro chamaria a atenção do cantor e compositor cearense Raimundo Fagner, que lançou o disco “Donos do Brasil”, musicando alguns poemas de Francisco Carvalho, dentre eles “O bicho homem”, “Cesta básica”, “Esse touro vale ouro”.      
A poesia de Francisco Carvalho é genuína, original, única e universal. É como disse, certa vez o escritor José Alcides Pinto: “nosso poeta canta para o mundo inteiro, para os quatro continentes, para todas as nações e para todos os povos. Sua linguagem é universal, desconhece as fronteiras e, sendo o que é, um poeta legítimo, tem seu lugar assentado no tempo de hoje e da posteridade”.
Sobre os temas mais recorrentes na poesia de Francisco Carvalho sempre apontamos a presença muito forte da temática social, quando o autor escreve para despertar consciências, criticando o posicionamento das elites responsáveis pela permanência das desigualdades sociais: “vagos vêm vindo os pobres / rasos que roçam os lagos / ricos do que não têm / Vêm dourados de andrajos / saudosos de ninguém”.
A seguir vêm as angústias do homem, os questionamentos existenciais, como se observa através do poema intitulado “Os Acontecimentos”, inserido no livro As Visões do Corpo: “Chega um tempo em que os acontecimentos desabam / poeira invisível / sobre os teus cabelos / Um momento em que os fatos governam o teu destino e o teu sexo / tua alma, tua voz, tua sombra / e até a solidão dos teus passos dentro da noite”.
Recorrentes também são as questões de ordem metafísica, ou mesmo a morte como condição substancial à vida, bem como as preocupações com o fazer poético, através da elaboração e agrupamento das palavras que compõem o poema: “A hora do poema é a hora de partir para longe / e de voltar para perto / A hora de entrar e de sair / A hora de acender e de apagar / A hora de germinar do lado direito / A hora de reverdecer do lado esquerdo / A hora do poema é a hora de morrer e ressuscitar”. A palavra é a raiz de tudo, é o alicerce de todo o processo construtivo do poema. Leitor rigoroso, trabalhador metódico, artífice da palavra, usa o verbo e o adjetivo com competência.
Não poderíamos deixar de ressaltar a importância da temática da infância em sua obra, na linha de retorno às suas raízes, sem precisão temporal, o poeta refaz os caminhos perdidos numa procura obstinada pela infância, pelo reencontro com o eu, como profere “há rumor de infância soterrada no coração”. É o homem buscando reconstituir o seu primeiro mundo, onde nasceu essa poesia meio pastoril, que se entrelaça com a infância. Aliás, as experiências vividas ou imaginadas têm importante papel na formação do poeta adulto, justamente porque permanecerão armazenadas para, mais tarde, se transformarem em matéria-prima a serem processadas para auxiliar na composição de sua poesia.
Nesse sentido, podemos afirmar que a infância, a memória, os fragmentos do passado, as lembranças do pai, da cidade em que nasceu, tudo está ali misturado, amassado como o barro, um vaso de barro de que é feito o homem, um vaso de Deus, este é o Poeta Francisco Carvalho.


*Professora de Literatura e autora de Três Dimensões da Poética de Francisco Carvalho.


A Mesa Diretora da Sessão


A palestrante Vládia Mourão à Tribuna


Giselda Medeiros e Ana Vládia Mourão expondo suas obras


Nirvanda Medeiros, Giselda Medeiros e Ana Vládia Mourão, sendo agraciada com um mimo


J Udine, Cícero Modesto e Maria do Carmo Fontenelle


Rejane Costa Barros homenageia as mães que já se encantaram


A nova sócia Selma Cabral faz uma homenagem bíblica às mães


Os ajebianos: J Udine, Cícero Modesto e Maria do Carmo Fontenelle


A palestrante ladeada por Cícero Modesto e Giselda Medeiros


Ana Vládia e o grupo dos ajebianos


Giselda Medeiros agradece em nome da AJEB-CE.

terça-feira, 14 de maio de 2013

PAZ - É PRECISO LUTAR POR ELA!


QUERO A PAZ VIVA
.
Quero meu País livre
Da ganância e do pecado,
O meu Senhor louvado
Em todos os c orações...

Quero caminhar nas ruas,
Encontrar pessoas sorrindo,
Não saber mais o destino
Da fome, da dor e da solidão.

Quero a luz e a justiça
Despertando as consciências
O respeito e a fidelidade
Na construção de um novo mundo.

Quero o grito de liberdade
Para os corações oprimidos
Com sentimentos de igualdade
Para nossos irmãos esquecidos.

Quero sentir a felicidade
De ver mãos poderosas
Que governam a nossa história
De tão justas, milagrosas...

Quero a Paz viva!
No olhar de cada criança
Nas cabeças embranquecidas
No meu Brasil mais esperança.

Quero minhas mãos unidas
Na ciranda sem conflitos
Vivendo a fraternidade
Respeitando as leis da verdade
Daquele que deu a vida por nós.

Cléo Anselmo

domingo, 12 de maio de 2013

REJANE COSTA BARROS É ENTREVISTADA EM "PAPO LITERÁRIO"

A JORNALISTA MÔNICA SILVEIRA ENTREVISTOU A AJEBIANA REJANE COSTA BARROS, NO PROGRAMA DA TVC, "PAPO LITERÁRIO", EM RAZÃO DE SUA PREMIAÇÃO (1° LUGAR) NO CONCURSO LITERÁRIO PROFESSORA EDITH BRAGA, PROMOVIDO PELA AJEB-CE. FORAM PREMIADAS TAMBÉM, NA CATEGORIA POESIA, AS AJEBIANAS SABRINA MELO (2° LUGAR) E CLARA LÊDA (3° LUGAR). NA CATEGORIA PROSA, AS VENCEDORAS FORAM (POR ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO): CELINA CÔRTE PINHEIRO, EVAN BESSA E IDA CARVALHO.
PARABÉNS A TODAS ELAS!



terça-feira, 30 de abril de 2013

APRESENTAÇÃO DE POLICROMIAS VOLUME 7 - HERMÍNIA LIMA

POLICROMIAS


Inicio as minhas palavras, como não poderia deixar de ser, agradecendo à escritora e amiga Giselda Medeiros pelo convite para estar aqui com vocês e, especialmente agradeço, pela confiança de me delegar tarefa tão importante como esta. Espero fazer jus ao crédito de Giselda.
Dou continuidade à minha fala, tomando por empréstimo as palavras do dramaturgo e poeta russo Bertold Brecht, que, em versos, cantou assim:

Nos demais,
todo mundo sabe,
o coração tem moradia certa,
fica bem aqui no meio do peito,
mas comigo a anatomia ficou louca,
sou todo coração.

É exatamente assim que vos falo agora, sentindo-me toda coração. Esta afirmação vale também para definir o modo como eu li este número de Policromias. Diante da riqueza e diversidade dos textos contidos no volume, optei por me dar o prazer de fazer uma leitura movida pela emoção, li, portanto, com o coração, desnudei-me das armas da crítica técnica, deixei de lado a racionalidade própria do julgamento acadêmico e lancei-me prazerosamente no embalo dos textos, como leitora comum que se delicia com as  surpresas ofertadas em cada página.
Ao pensar no que escreveria sobre este volume de Policromias, deparei-me com algumas dificuldades, entre elas, destaco as seguintes: como escrever sobre coletânea tão diversificada? Como ordenar o meu discurso de modo a não comprometer a clareza diante de tantos gêneros e temas? Como não ser injusta nos destaques e citações? Confesso que, a princípio, a vontade primeira foi comentar cada um, um por um, os textos da coletânea. Mas, jamais poderia fazê-lo para um discurso de apresentação, com certeza, se assim o fizesse, neste momento, eu os estaria submetendo a um texto muito longo e de leitura enfadonha. Assim sendo, optei por agrupar os textos em dois blocos, pelos gêneros: poesia e prosa. Facilitando assim a minha abordagem e citando rapidamente os nomes em destaque em cada um dos gêneros.
 Antes de comentá-los, porém, é indispensável que aqui se faça uma referência às figuras de Mundinha Negreiros e Aluísio Matias de Paula, homenageados na folha de rosto deste volume. Ela professora e sócia efetiva da AJEB-CE. Autora de várias obras, entre elas, os romances: Eudora, Trilhas da Saudade, Manoela e Amanhã Será Outro Dia, este último, em parceria com a escritora Nilze Costa e Silva. Ele, Aluísio Matias de Paula, Membro da Associação Cearense de Imprensa e da União Brasileira de Trovadores – Fortaleza. Sócio Colaborador da AJEB. Sócio Benemérito da ALMECE. Autor dos livros: Mensagens para a vida e Memórias em Poesias, dentre outras publicações em coletâneas locais e nacionais. Aos dois homenageados, deixo aqui o registro da minha referência.

Também não poderia deixar de destacar, antes de mergulhar no corpus desta coletânea, as palavras de Cecília Meireles que epigrafam a obra:

Adormece o teu corpo com a música da vida.
Encanta-te.
Esquece-te.
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Queira ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.

Parece-me que este fragmento, muito bem escolhido, além de adequar-se a várias circunstâncias de vida, adequa-se também à tarefa do escritor. Tarefa à qual se dedicam todos os que publicam nesta Policromias. Escrever, como diz Cecília, tem a ver com entregar-se à música da vida, escrever é encantar-se, é esquecer-se de si mesmo e deixar-se levar pela volúpia da dispersão, escrever é deixar a pequenez de ser apenas humano e buscar a imortalidade pelas palavras. Os versos de Cecília aqui destacados, caem bem a todos os participantes deste volume. E com estes versos, por meio da voz dessa grande poetisa brasileira, eu homenageio e saúdo nesta noite a todas as jornalistas escritoras, parabenizando-as por fazerem parte desta associação, AJEB, nos seus 43 anos de existência. Sem esquecer a participação masculina neste volume, mas lembrando que estou a referir-me a uma instituição composta predominantemente por mulheres, cabe aqui também, para homenagear esta maioria, invocar as palavras de Cora Coralina, quando ela nos diz: Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores. Penso que é isso também que vocês fazem quando escrevem, vão escalando a montanha da vida, removendo as pedras que aparecem em seus caminhos, como aquela pedra no caminho de Drummond, pedras que aparecem em suas rotinas de profissionais, de mães, de donas de casa, de escritoras; mas, ao mesmo tempo, vocês vão plantando flores, enquanto escrevem e semeiam, com os vossos textos, a beleza, a vida, o viço, o perfume que ameniza a dureza das pedras do dia-a-dia. Neste sentido, posso afirmar que os seus textos, metaforicamente, são flores, porque eles enfeitam, perfumam e anunciam as sementes para a boa vida. Digo isto simplesmente por não acreditar em vida de qualidade, no sentido maior da palavra, sem a presença da arte, da literatura em geral e da poesia, em especial, porque elas nos conduzem à reflexão e ao engrandecimento humano.

Voltemos, pois, ao essencial: os textos que compõem a Policromias. Neste volume temos um total de cem textos, em autorias femininas e masculinas. Como já anunciei antes, para abordá-los, agrupei-os por gênero, em dois grandes blocos: poesia e prosa. Inicio, pois, pelos textos em versos. Começo mencionando o lirismo romântico de Giselda Medeiros, com seus poemas de amor e de amor à poesia. Em seguida, deparamo-nos com as palavras de Maria Nirvanda Medeiros que usa o verso para fazer homenagens fraternas a entes queridos. Rejane Costa Barros oferta-nos um poema no qual revela um canto amoroso em forma de chamado na voz de um eu lírico feminino que se metaforiza em estrada a ser percorrida. Tereza Porto, em um lirismo ora calmo, ora ofegante,  oferece-nos poemas de entrega e de vigília nos lençóis. Enquanto Maria Helena do Amaral Macedo fala de silêncios e saudades na casa vazia e no piano mudo. Maria Ilnah Soares e Silva, em suas poesia e prosa poéticas, reflete sobre um amor, uma prece, um rio, uma noite e sobre a paz. Em prosa e verso também, temos os textos de Ana Paula Medeiros, a cantar o amor erótico no qual a carne espera e entra em erupção. E, embora não sendo poesia, mas, já que citei a autora, merece aqui destacar também e recomendar a leitura do conto “O casamento”. Margarida Alencar nos fala de volta, de retorno, de reencontro com um lugar que é aconchego e afago, num outro poema eleva um canto de saudação ao vento. Regine Limaverde, no texto aqui publicado, optou pela reflexão filosófica, em versos que falam de grandes silêncios e do maior de todos eles: a morte. Rosinha Medeiros, em três poemas, derrama declarações intensas ao amado. A poesia de Mary Ann Leitão Karam revela um eu lírico que assume sofrer por amor e por saudades. Nos versos de Nadya Gurgel, há uma reflexão metalinguística que faz reverência à própria poesia. Em seguida aos versos de Nadya, acompanhamos a visita noturna de uma coruja que se fez mote para o poema de Nilze Costa e Silva. São de Rosa Firmo Bezerra Gomes os poemas que fazem exaltação alusiva ao Natal e ao sertão. Em um gesto poético fraterno, Sabrina Melo homenageia à mãe e filha. Seguindo a vertente da reflexão existencial, Viviane Fernandes nos fala de vida, do amor e da morte. Enquanto Regina Barros Leal, em suas introspecções, apresenta-nos uma mulher a desnudar-se diante de si mesma. O lirismo amoroso de Rejane Costa Barros, em O Jogo, aclama a excentricidade de um time composto por apenas dois participantes, que, na verdade, são amantes. Temos ainda Sabrina Melo que, no poema A pipa, evoca uma reminiscência de infância. Por fim, para encerrar esta seção de mulheres poetas, lembro os versos de Clara Lêda de Andrade Ferreira que se fazem protesto ecológico a favor do sofrido e aviltado Rio Cocó.
Ainda nesta seara poética, surgem as autorias masculinas: Eduardo Fontes que filosofa sobre a vida e a morte por meio da personificação de uma árvore. A relembrar os nossos cordelistas, embora não seja um cordel, temos as quadras de Humberto Ferreira Oriá, a nos falarem de lua, de vida, de fé e de virtudes. Nos versos de Manuel César revela-se um canto ao amor fraterno e a denúncia contra o desmatamento. Vicente Alencar faz uso do verbo para louvar a natureza e a antiga Fortaleza. Sérgio Macedo invoca Epicuro e desenvolve a vertente da reflexão filosófica nos quatro poemas que publicou.
Nesta produção poética masculina ainda destacam-se como sonetistas, em temas variados: João de Deus Pereira da Silva, Vital Arruda de Figueiredo, J. Udine e Moacir Gadelha.         Aplausos aos sonetistas, pois sabemos o que é exigido do poeta que se dedica a escrever um bom soneto. E assim bem o diz Udine em sua Carpintaria poética.
Deixemos agora os poetas e poetisas e falemos dos prosadores. O texto inaugural da obra é uma crônica de Beatriz Alcântara, um texto de memórias, a recordar o Grupo Seara, Amizade e Literatura. Nele, a autora nos conta a história da criação da Revista do Grupo Seara. No gênero ensaio, Ebe Braga contribuiu para a publicação com o texto sobre Francis Bacon que vem seguido de duas crônicas sobre a criação da mulher e o Natal, ambas da autoria de Maria Luísa Bomfim. Zenaide Braga Marçal faz denúncia ecológica e reflexão sobre a guerra a partir de visão poética da Esquadrilha da Fumaça em Fortaleza. Ma. do Carmo Carvalho Fontenelle nos oferta a crônica-conto do chinês, o notívago cancioneiro que sensibilizou as minhas memórias de infância com cheiros de candeeiros e canções antigas. Maria Evan Gomes Bessa exalta a prática da fé e a alvissareira chegada das chuvas de abril, presença que desejamos tanto nesta Fortaleza quente dos dias presentes. Passeamos pela beleza da serra de Baturité em busca do casarão da família Magalhães Bezerra no texto de Ma. Argentina Austragésilo de Andrade. Ednilo Soárez, por meio da intertextualidade, leva-nos também à reflexão filosófica sobre a felicidade. Marcelo Gurgel Carlos da Silva brinca jocosamente, numa crônica bem humorada, com o episódio de instalação do estaleiro na praia do Titanzinho. Abordando um tema bem atual Celina Côrte Pinheiro versa sobre redes sociais numa analogia com as redes de pesca e trata também dos temas: prostituição e violência urbana. Zinah Alexandrino toma uma ocorrência cotidiana como mote da sua crônica: a renovação da carteira de motorista. Por sua vez, Heloisa Barros Leal elege a noite por confidente, personificando-a e fazendo com ela uma reflexão existencial. A liberdade metaforizada em forma de borboleta revela reflexão sobre o cotidiano das mulheres na crônica de Rafaela de Medeiros Ribeiro. Em sua crônica Cláudio Queiroz declarando-se neófilo do sertão e saboreando o balanço de uma rede, reflete sobre a vida em geral e sobre a vida sertaneja. José Pereira de Albuquerque, pesaroso, em um texto comovente, narra o trágico acidente que vitimou um vizinho quase amigo, o Cavalheiro do Ar, major Lindemberg. Rosa Virgínia Carneiro de Castro, em seu ensaio biográfico, por meio da citação de grandes filósofos, homenageia o escritor, geólogo e sanitarista Bernivaldo Carneiro. Sílvio dos Santos Filho versa, em tom filosófico, distinguindo os valores das coisas e das pessoas. Ma. Ida Francisco de Carvalho transporta-nos a uma noite de réveillon e põe em cena um jogo de xadrez que é metáfora da própria vida. Por fim, lembremo-nos do discurso de José Augusto Bezerra cujo texto foi escrito para comemorar o 118º. aniversário desta Academia. Neste texto, José Augusto não só retoma a história da Academia, mas a complementa com o registro dos acontecimentos do ano de 2012. E lamenta, pesarosamente, duas perdas irreparáveis para esta Casa: Barros Pinho e José Alves Fernandes. Aos dois deixo aqui também a minha homenagem.
Concluo dizendo que esta breve síntese que fiz agora não expressa a totalidade nem a riqueza de todos os textos publicados; entretanto, como já disse antes, seria inadequado estender o meu comentário para além deste limite. Assim, mais uma vez, parabenizo a todos e a todas que participaram deste sétimo volume de Policromias e, novamente, agradeço à oportunidade de poder partilhar com vocês este momento.

Hermínia Lima
23/4/2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

AJEB- MISSÃO CUMPRIDA



LANÇAMENTO DE POLICROMIAS Nº 7



Num trabalho desenvolvido por Giselda Medeiros, que coordenou a obra, e pela presidente Nirvanda Medeiros, a AJEB (Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil) lançou, dia 23 de abril, à noite, no Auditório da Academia Cearense de Letras,  a sua coletânea intitulada POLICROMIAS -7° Volume, em comemoração aos 43 anos de fundação da AJEB.



A apresentação da obra foi feita pela escritora Hermínia Lima, docente da Universidade de Fortaleza-UNIFOR, com um trabalho belíssimo que encantou a todos os presentes. O Cerimonial foi muito bem conduzido pelo jornalista Vicente Alencar.
O Editor de POLICROMIAS, administrador e escritor Dorian Sampaio Filho, também falou sobre a obra, a qual edita desde o primeiro volume, destacando-lhe a importância.

Também ocorreu  a premiação do V CONCURSO LITERÁRIO PROFESSORA EDITH BRAGA, com a presença de Conceição Seabra, representando a ilustre Professora Ebe Braga, a Patronesse do Concurso.



Os cheques e diplomas foram entregues às vencedoras pela Organizadora do Concurso, Giselda Medeiros.

As premiadas foram:

Vencedoras em Poesia


1 - Rejane Costa Barros, com o poema "O JOGO".
2 - Sabrina Melo, com o poema "A PIPA".
3 - Clara Lêda, com o poema "CHORA, COCÓ, CHORA".

Vencedoras em Prosa


1 - Celina Côrte Pinheiro, com o conto SOLIDÃO.
2 - Evan Bessa, com o conto O ARC- ÍRIS.
3 - Ida Carvalho, com o conto FELIZ ANO NOVO.


NOMES DA OBRA
Estão inseridos em  POLICROMIAS (7º volume) nada menos que 45 escritores e poetas, abaixo citados: 


SÓCIAS HONORÁRIAS
Beatriz Alcântara
Ebe Braga Frota

DIRETORIA
Giselda Medeiros.
Nirvanda Medeiros.
Maria Luísa Bomfim
Zenaide Marçal.
Rejane Costa Barros.
Maria do Carmo Fontenelle.
Evan Bessa.
Argentina Andrade.
Tereza Porto.

CONSELHO
Maria Helena do Amaral Macedo.
Maria Ilnah Soares.

CONVIDADOS
Ana Paula de Medeiros Ribeiro.
Ednilo Soàrez.
Eduardo Fontes.
Humberto Oriá.
José Augusto Bezerra.
Manoel César.
Marcelo Gurgel.
Margarida Alencar.
Rafaela de Medeiros Ribeiro.
Rosinha Medeiros.
Regine Limaverde.

SÓCIAS EFETIVAS
Celina Côrte Pinheiro.
Heloísa Barros Leal.
Mary Ann Karam.
Nádya Gurgel.
Nilze Costa e Silva.
Regina Barros Leal.
Rosa Firmo.
Sabrina Melo.
Viviane Monteiro.
Zinah Alexandrino.

SÓCIOS BENEMÉRITOS
Cláudio Queiroz.
João de Deus Pereira da Silva.
Lêda Maria.
Pereira de Albuquerque.
Vicente Alencar.
Vital Arruda.
SÓCIOS COLABORADORES
J. Udine.
Moacir Gadelha.
Rosa Virgínia Carneiro.
Sérgio Macedo.
Silvio dos Santos Filho.

Ainda foram admitidos pela AJEB-CE:


Sócias Efetivas (4):
1. Cleonídia Maria e Silva Anselmo.
2. Elinalva Alves de Oliveira.
3. Maria Eveline Weimar Chaves Medeiros.
4. Maria Selma de Sá Cabral.



Sócios Colaboradores (3):
1. Deusdedit Rocha.
2. Cícero Modesto Gomes.
3. Pedro Jorge Medeiros.


Foram agraciados com o Diploma Honra ao Mérito:

1. Giselda Medeiros.
2. Raymundo Netto.



De parabéns todo o quadro social da Associação de Jornalistas e escritoras do Brasil – AJEB-CE, pela festa muito bem preparada e desenvolvida, sob os aplausos de uma plateia numerosa e  atenta.

AGRADECIMENTOS

Os agradecimentos da noite ficaram a cargo de Giselda Medeiros, que os proferiu em versos: 


Boa-noite, Senhoras e Senhores,
Convidados que aqui, hoje, vieram
Cingir, da AJEB, a fronte, com suas cores,
Nesta noite referta de alegria.

Comemorando o seu aniversário,
Fazendo história com POLICROMIAS,
Em seu sétimo volume matizado,
A AJEB rememora Edith Braga,
Em concurso literário de poesias,
De contos, crônicas, bem inspirados,
Cujos poetas, cronistas vencedores
Recebem hoje os prêmios conquistados.

Mas, esta noite é de agradecimentos:
Primeiro, a Deus, que pôs em nosso peito
O Amor que move nossos pensamentos;
À Hermínia, por sua inteligência e arte
Genial com que falou da produção
Dos que lidam no altar ajebiano,
Bem como de onze gentis convidados
Que muito ilustram nossa antologia.
À Professora Hermínia, pois, a gratidão
Por sua análise percuciente,
Em que misturam-se a ontologia,
O criticismo e a visão de mundo
Com que define o ideal estético,
Em suas avaliações sempre presentes.
Por isso deixa, intacta, em nossa alma,
A silhueta esbelta da beleza.

Agradecemos a todos da ACL,
Casa guiada por José Augusto,
Amante fiel dos livros e das Artes,
Que nos acolhe como um filho amado;

Aos que carregam a bandeira da AJEB;
Aos amigos que, infalivelmente,
Dão-nos apoio. Também à Dona Ebe,
Deste nosso concurso, a Patronesse. 

Os agradecimentos penhorados
À Gráfica e Editora RDS;
E ao diagramador Carlos Alberto Dantas,
Autor da capa e do projeto gráfico.

Agradecemos aos poetas, prosadores
Participantes do nosso Concurso,
Cujos trabalhos, pelo seu valor,
O júri enalteceu com mil louvores.

Nesta festa maior pela cultura,
Aplaudamos nós a literatura,
A palavra semeada no papel
Aberta em flor de tons, perfume e mel
Na diversidade do pensamento.

Deixai-nos, pois, cantar alegremente,
Em nome de Nirvanda, a Presidente,
E agradecer com nosso humilde verso
A alegria dessa hora, a beleza
Do sorriso, o esplêndido encantamento
Da palavra que nos fortalece, e borda
De estrelas as noites mais escuras
Para acalmar, com seus lampejos rútilos,
A imensa dor do mundo, a humana dor,
Na mais colossal linguagem: o AMOR.

Muito obrigada a todos os presentes,
Pois noss’alma modula, assim contente,
A mais intensa e esplêndida emoção,
Emoldurada pela gratidão.
                                                            
                                                           Muito Obrigada
                                                              Giselda Medeiros
                                                                 23/4/2013