sexta-feira, 31 de maio de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
AJEB-CE REALIZA HOMENAGEM A FRANCISCO CARVALHO, COM PALESTRA DA PROFESSORA ANA VLÁDIA MOURÃO
A
DIMENSÃO POÉTICA DE FRANCISCO CARVALHO
Vládia Mourão*
Este
título tão abrangente comportaria um ensaio, mas não é este nosso intuito. Na
verdade quando falamos de dimensão queremos apenas expressar a grandeza da
poética de Francisco Carvalho.
Francisco
Carvalho, que nasceu na cidade de Russas, em 11 de junho de 1927 e faleceu em
Fortaleza no dia 5 de março deste ano, é uma das vozes mais expressivas da
literatura cearense.
Donatário
de vasta obra, desde seu primeiro livro intitulado Cristal da Memória, publicado em 1955, elencando-se a seguir Canção atrás de Esfinge (1965), Do Girassol e da Nuvem (1960), O Tempo e os Amantes (1960), Dimensão das Coisas (1967), Memorial de Orfeu (1969), Os Mortos Azuis (1971), Pastoral dos Dias Maduros (1977), As Verdes Léguas (1979), Rosa de Eventos (1982), Quadrante Solar (1982), As Visões do Corpo (1984), Barca dos Sentidos (1989), Rosa Geométrica (1990), Exercícios de Literatura (1990), O Tecedor e sua Trama (1992), Crônica das Raízes (1992), Flauta de Barro (1993), Galope de Pégaso (1994), Sonata dos Punhais (1994), Artefatos de Areia (1995), Textos e Contextos (1995), Rosa dos Minutos (1996), Raízes da Voz (1996), Os Exílios do Homem (1997), Girassóis de Barro (1997), Romance da Nuvem Pássaro (1998), A Concha e o Rumor (2000), O Silêncio é uma Figura Geométrica (2002), Centauros Urbanos (2003), Memórias do Espantalho (2004), Corvos de Alumínio (2007) e Mortos não jogam Xadrez (2008).
O
poeta Francisco Carvalho, que foi vencedor do Prêmio Nestlé de Literatura, em
1982, com o livro Quadrante Solar e do
Prêmio da Fundação Biblioteca do Rio de Janeiro, em 1997, com Girassóis de Barro, surgiu na literatura
em pleno domínio da geração de 45. Mesmo assim, o poeta não se vinculou, de
forma rígida, a nenhum movimento estético coletivo. Seus livros trazem, de modo
geral, as experiências inovadoras do modernismo, como a desarticulação da
estrutura do poema, mas apresentam um certo rigor formal presente no parnasianismo,
bem como o enigma do simbolismo. Na verdade, ele conhece todas as técnicas da
arte poética, e utilizou todas em sua poesia.
Como
dimensionar a poesia de Francisco Carvalho? Autor de 32 livros, na sua maioria
de poesia e outros de textos diversos (crítica, reflexões sobre literatura,
prosa poética). Poeta de fôlego, trabalhou incansavelmente por mais de 50 anos,
feito comparável em nossa literatura somente a Carlos Drummond de Andrade. Isto
se levássemos em conta apenas o critério quantitativo, mas em relação à
qualidade, podemos afirmar que se trata de um projeto literário coerente, desde
sua estréia até seu último livro publicado.
Em
1996, o Poeta foi escolhido para participar do conjunto de dez autores
indicados ao Vestibular da Universidade Federal do Ceará, com o livro Raízes da Voz.
Em
2004, este mesmo livro chamaria a atenção do cantor e compositor cearense
Raimundo Fagner, que lançou o disco “Donos do Brasil”, musicando alguns poemas
de Francisco Carvalho, dentre eles “O bicho homem”, “Cesta básica”, “Esse touro
vale ouro”.
A
poesia de Francisco Carvalho é genuína, original, única e universal. É como
disse, certa vez o escritor José Alcides Pinto: “nosso poeta canta para o mundo
inteiro, para os quatro continentes, para todas as nações e para todos os
povos. Sua linguagem é universal, desconhece as fronteiras e, sendo o que é, um
poeta legítimo, tem seu lugar assentado no tempo de hoje e da posteridade”.
Sobre
os temas mais recorrentes na poesia de Francisco Carvalho sempre apontamos a
presença muito forte da temática social, quando o autor escreve para despertar
consciências, criticando o posicionamento das elites responsáveis pela
permanência das desigualdades sociais: “vagos vêm vindo os pobres / rasos que
roçam os lagos / ricos do que não têm / Vêm dourados de andrajos / saudosos de
ninguém”.
A
seguir vêm as angústias do homem, os questionamentos existenciais, como se
observa através do poema intitulado “Os Acontecimentos”, inserido no livro As Visões do Corpo: “Chega um tempo em
que os acontecimentos desabam / poeira invisível / sobre os teus cabelos / Um
momento em que os fatos governam o teu destino e o teu sexo / tua alma, tua
voz, tua sombra / e até a solidão dos teus passos dentro da noite”.
Recorrentes
também são as questões de ordem metafísica, ou mesmo a morte como condição
substancial à vida, bem como as preocupações com o fazer poético, através da
elaboração e agrupamento das palavras que compõem o poema: “A hora do poema é a
hora de partir para longe / e de voltar para perto / A hora de entrar e de sair
/ A hora de acender e de apagar / A hora de germinar do lado direito / A hora
de reverdecer do lado esquerdo / A hora do poema é a hora de morrer e ressuscitar”.
A palavra é a raiz de tudo, é o alicerce de todo o processo construtivo do
poema. Leitor rigoroso, trabalhador metódico, artífice da palavra, usa o verbo
e o adjetivo com competência.
Não
poderíamos deixar de ressaltar a importância da temática da infância em sua
obra, na linha de retorno às suas raízes, sem precisão temporal, o poeta refaz
os caminhos perdidos numa procura obstinada pela infância, pelo reencontro com
o eu, como profere “há rumor de infância soterrada no coração”. É o homem
buscando reconstituir o seu primeiro mundo, onde nasceu essa poesia meio
pastoril, que se entrelaça com a infância. Aliás, as experiências vividas ou
imaginadas têm importante papel na formação do poeta adulto, justamente porque
permanecerão armazenadas para, mais tarde, se transformarem em matéria-prima a serem
processadas para auxiliar na composição de sua poesia.
Nesse
sentido, podemos afirmar que a infância, a memória, os fragmentos do passado, as
lembranças do pai, da cidade em que nasceu, tudo está ali misturado, amassado
como o barro, um vaso de barro de que é feito o homem, um vaso de Deus, este é
o Poeta Francisco Carvalho.
*Professora de Literatura e
autora de Três Dimensões da Poética de
Francisco Carvalho.
Giselda Medeiros e Ana Vládia Mourão expondo suas obras
Nirvanda Medeiros, Giselda Medeiros e Ana Vládia Mourão, sendo agraciada com um mimo
J Udine, Cícero Modesto e Maria do Carmo Fontenelle
Rejane Costa Barros homenageia as mães que já se encantaram
A nova sócia Selma Cabral faz uma homenagem bíblica às mães
Os ajebianos: J Udine, Cícero Modesto e Maria do Carmo Fontenelle
A palestrante ladeada por Cícero Modesto e Giselda Medeiros
Ana Vládia e o grupo dos ajebianos
Giselda Medeiros agradece em nome da AJEB-CE.
terça-feira, 14 de maio de 2013
PAZ - É PRECISO LUTAR POR ELA!

QUERO A PAZ VIVA
.
Quero meu País livre
Da ganância e do pecado,
O meu Senhor louvado
Em todos os c orações...
Quero caminhar nas ruas,
Encontrar pessoas sorrindo,
Não saber mais o destino
Da fome, da dor e da solidão.
Quero a luz e a justiça
Despertando as consciências
O respeito e a fidelidade
Na construção de um novo mundo.
Quero o grito de liberdade
Para os corações oprimidos
Com sentimentos de igualdade
Para nossos irmãos esquecidos.
Quero sentir a felicidade
De ver mãos poderosas
Que governam a nossa história
De tão justas, milagrosas...
Quero a Paz viva!
No olhar de cada criança
Nas cabeças embranquecidas
No meu Brasil mais esperança.
Quero minhas mãos unidas
Na ciranda sem conflitos
Vivendo a fraternidade
Respeitando as leis da verdade
Daquele que deu a vida por nós.
Cléo Anselmo
Quero meu País livre
Da ganância e do pecado,
O meu Senhor louvado
Em todos os c orações...
Quero caminhar nas ruas,
Encontrar pessoas sorrindo,
Não saber mais o destino
Da fome, da dor e da solidão.
Quero a luz e a justiça
Despertando as consciências
O respeito e a fidelidade
Na construção de um novo mundo.
Quero o grito de liberdade
Para os corações oprimidos
Com sentimentos de igualdade
Para nossos irmãos esquecidos.
Quero sentir a felicidade
De ver mãos poderosas
Que governam a nossa história
De tão justas, milagrosas...
Quero a Paz viva!
No olhar de cada criança
Nas cabeças embranquecidas
No meu Brasil mais esperança.
Quero minhas mãos unidas
Na ciranda sem conflitos
Vivendo a fraternidade
Respeitando as leis da verdade
Daquele que deu a vida por nós.
Cléo Anselmo
domingo, 12 de maio de 2013
REJANE COSTA BARROS É ENTREVISTADA EM "PAPO LITERÁRIO"
A JORNALISTA MÔNICA SILVEIRA ENTREVISTOU A AJEBIANA REJANE COSTA BARROS, NO PROGRAMA DA TVC, "PAPO LITERÁRIO", EM RAZÃO DE SUA PREMIAÇÃO (1° LUGAR) NO CONCURSO LITERÁRIO PROFESSORA EDITH BRAGA, PROMOVIDO PELA AJEB-CE. FORAM PREMIADAS TAMBÉM, NA CATEGORIA POESIA, AS AJEBIANAS SABRINA MELO (2° LUGAR) E CLARA LÊDA (3° LUGAR). NA CATEGORIA PROSA, AS VENCEDORAS FORAM (POR ORDEM DE CLASSIFICAÇÃO): CELINA CÔRTE PINHEIRO, EVAN BESSA E IDA CARVALHO.
PARABÉNS A TODAS ELAS!
sábado, 11 de maio de 2013
terça-feira, 30 de abril de 2013
APRESENTAÇÃO DE POLICROMIAS VOLUME 7 - HERMÍNIA LIMA
POLICROMIAS
Inicio as minhas palavras, como não poderia deixar de ser,
agradecendo à escritora e amiga Giselda Medeiros pelo convite para estar aqui
com vocês e, especialmente agradeço, pela confiança de me delegar tarefa tão
importante como esta. Espero fazer jus ao crédito de Giselda.
Dou continuidade à minha fala, tomando
por empréstimo as palavras do dramaturgo e poeta russo Bertold Brecht, que, em
versos, cantou assim:
Nos demais,
todo mundo sabe,
o coração tem moradia certa,
fica bem aqui no meio do peito,
mas comigo a anatomia ficou louca,
sou todo coração.
todo mundo sabe,
o coração tem moradia certa,
fica bem aqui no meio do peito,
mas comigo a anatomia ficou louca,
sou todo coração.
É
exatamente assim que vos falo agora, sentindo-me toda coração. Esta afirmação
vale também para definir o modo como eu li este número de Policromias. Diante da riqueza e diversidade dos textos contidos no
volume, optei por me dar o prazer de fazer uma leitura movida pela emoção, li,
portanto, com o coração, desnudei-me das armas da crítica técnica, deixei de
lado a racionalidade própria do julgamento acadêmico e lancei-me prazerosamente
no embalo dos textos, como leitora comum que se delicia com as surpresas ofertadas em cada página.
Ao pensar
no que escreveria sobre este volume de Policromias,
deparei-me com algumas dificuldades, entre elas, destaco as seguintes: como
escrever sobre coletânea tão diversificada? Como ordenar o meu discurso de modo
a não comprometer a clareza diante de tantos gêneros e temas? Como não ser
injusta nos destaques e citações? Confesso que, a princípio, a vontade primeira
foi comentar cada um, um por um, os textos da coletânea. Mas, jamais poderia
fazê-lo para um discurso de apresentação, com certeza, se assim o fizesse,
neste momento, eu os estaria submetendo a um texto muito longo e de leitura
enfadonha. Assim sendo, optei por agrupar os textos em dois blocos, pelos
gêneros: poesia e prosa. Facilitando assim a minha abordagem e citando
rapidamente os nomes em destaque em cada um dos gêneros.
Antes de comentá-los, porém, é
indispensável que aqui se faça uma referência às figuras de Mundinha
Negreiros e Aluísio Matias de Paula, homenageados na folha de rosto deste
volume. Ela professora e sócia efetiva da AJEB-CE. Autora de várias
obras, entre elas, os romances: Eudora, Trilhas da Saudade, Manoela e Amanhã Será Outro Dia,
este último, em parceria com a escritora Nilze Costa e Silva. Ele, Aluísio Matias de Paula, Membro
da Associação Cearense de Imprensa e da União Brasileira de Trovadores –
Fortaleza. Sócio Colaborador da AJEB. Sócio Benemérito da ALMECE. Autor dos
livros: Mensagens para a vida e Memórias
em Poesias, dentre outras publicações em coletâneas locais e
nacionais. Aos dois homenageados, deixo aqui o registro da minha referência.
|
Também não
poderia deixar de destacar, antes de mergulhar no corpus desta coletânea, as palavras de Cecília Meireles que
epigrafam a obra:
Adormece
o teu corpo com a música da vida.
Encanta-te.
Esquece-te.
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Queira ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.
Encanta-te.
Esquece-te.
Tem por volúpia a dispersão.
Não queiras ser tu.
Queira ser a alma infinita de tudo.
Troca o teu curto sonho humano
Pelo sonho imortal.
Parece-me que este
fragmento, muito bem escolhido, além de adequar-se a várias circunstâncias de
vida, adequa-se também à tarefa do escritor. Tarefa à qual se dedicam todos os que
publicam nesta Policromias. Escrever,
como diz Cecília, tem a ver com entregar-se à música da vida, escrever é encantar-se,
é esquecer-se de si mesmo e deixar-se levar pela volúpia da dispersão, escrever
é deixar a pequenez de ser apenas humano e buscar a imortalidade pelas
palavras. Os versos de Cecília aqui destacados, caem bem a todos os
participantes deste volume. E com estes versos, por meio da voz dessa grande
poetisa brasileira, eu homenageio e saúdo nesta noite a todas as jornalistas
escritoras, parabenizando-as por fazerem parte desta associação, AJEB, nos seus
43 anos de existência. Sem esquecer a participação masculina neste volume, mas
lembrando que estou a referir-me a uma instituição composta predominantemente por
mulheres, cabe aqui também, para homenagear esta maioria, invocar as palavras
de Cora Coralina, quando ela nos diz: Eu
sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e
plantando flores.
Penso que é isso também que vocês fazem quando escrevem, vão escalando a
montanha da vida, removendo as pedras que aparecem em seus caminhos, como
aquela pedra no caminho de Drummond, pedras que aparecem em suas rotinas de profissionais,
de mães, de donas de casa, de escritoras; mas, ao mesmo tempo, vocês vão
plantando flores, enquanto escrevem e semeiam, com os vossos textos, a beleza,
a vida, o viço, o perfume que ameniza a dureza das pedras do dia-a-dia. Neste
sentido, posso afirmar que os seus textos, metaforicamente, são flores, porque
eles enfeitam, perfumam e anunciam as sementes para a boa vida. Digo isto simplesmente
por não acreditar em vida de qualidade, no sentido maior da palavra, sem a
presença da arte, da literatura em geral e da poesia, em especial, porque elas
nos conduzem à reflexão e ao engrandecimento humano.
Voltemos, pois, ao
essencial: os textos que compõem a Policromias.
Neste volume temos um total de cem textos, em autorias femininas e masculinas. Como
já anunciei antes, para abordá-los, agrupei-os por gênero, em dois grandes
blocos: poesia e prosa. Inicio, pois, pelos textos em versos. Começo
mencionando o lirismo romântico de Giselda
Medeiros, com seus poemas de amor e de amor à poesia. Em seguida,
deparamo-nos com as palavras de Maria
Nirvanda Medeiros que usa o verso para fazer homenagens fraternas a entes
queridos. Rejane Costa Barros oferta-nos
um poema no qual revela um canto amoroso em forma de chamado na voz de um eu
lírico feminino que se metaforiza em estrada a ser percorrida. Tereza Porto, em um lirismo ora calmo,
ora ofegante, oferece-nos poemas de
entrega e de vigília nos lençóis. Enquanto Maria
Helena do Amaral Macedo fala de silêncios e saudades na casa vazia e no
piano mudo. Maria Ilnah Soares e Silva,
em suas poesia e prosa poéticas, reflete sobre um amor, uma prece, um rio, uma
noite e sobre a paz. Em prosa e verso também, temos os textos de Ana Paula Medeiros, a cantar o amor
erótico no qual a carne espera e entra em erupção. E, embora não sendo poesia,
mas, já que citei a autora, merece aqui destacar também e recomendar a leitura
do conto “O casamento”. Margarida
Alencar nos fala de volta, de retorno, de reencontro com um lugar que é
aconchego e afago, num outro poema eleva um canto de saudação ao vento. Regine Limaverde, no texto aqui
publicado, optou pela reflexão filosófica, em versos que falam de grandes
silêncios e do maior de todos eles: a morte. Rosinha Medeiros, em três poemas, derrama declarações intensas ao
amado. A poesia de Mary Ann Leitão Karam
revela um eu lírico que assume sofrer por amor e por saudades. Nos versos de Nadya Gurgel, há uma reflexão
metalinguística que faz reverência à própria poesia. Em seguida aos versos de
Nadya, acompanhamos a visita noturna de uma coruja que se fez mote para o poema
de Nilze Costa e Silva. São de Rosa Firmo Bezerra Gomes os poemas que fazem exaltação alusiva ao Natal e ao sertão.
Em um gesto poético fraterno, Sabrina Melo
homenageia à mãe e filha. Seguindo a vertente da reflexão existencial, Viviane Fernandes nos fala de vida, do amor
e da morte. Enquanto Regina Barros Leal,
em suas introspecções, apresenta-nos uma mulher a desnudar-se diante de si
mesma. O lirismo amoroso de Rejane Costa
Barros, em O Jogo, aclama a
excentricidade de um time composto por apenas dois participantes, que, na
verdade, são amantes. Temos ainda Sabrina
Melo que, no poema A pipa, evoca
uma reminiscência de infância. Por fim, para encerrar esta seção de mulheres
poetas, lembro os versos de Clara Lêda
de Andrade Ferreira que se fazem protesto ecológico a favor do sofrido e
aviltado Rio Cocó.
Ainda nesta seara poética,
surgem as autorias masculinas: Eduardo
Fontes que filosofa sobre a vida e a morte por meio da personificação de
uma árvore. A relembrar os nossos cordelistas, embora não seja um cordel, temos
as quadras de Humberto Ferreira Oriá,
a nos falarem de lua, de vida, de fé e de virtudes. Nos versos de Manuel César revela-se um canto ao amor
fraterno e a denúncia contra o desmatamento. Vicente Alencar faz uso do verbo para louvar a natureza e a antiga
Fortaleza. Sérgio Macedo invoca
Epicuro e desenvolve a vertente da reflexão filosófica nos quatro poemas que
publicou.
Nesta produção poética masculina
ainda destacam-se como sonetistas, em temas variados: João de Deus Pereira da Silva, Vital Arruda de Figueiredo, J. Udine e
Moacir Gadelha. Aplausos aos
sonetistas, pois sabemos o que é exigido do poeta que se dedica a escrever um
bom soneto. E assim bem o diz Udine em sua Carpintaria
poética.
Deixemos agora os poetas e
poetisas e falemos dos prosadores. O texto inaugural da obra é uma crônica de Beatriz Alcântara, um texto de
memórias, a recordar o Grupo Seara,
Amizade e Literatura. Nele, a autora nos conta a história da criação da
Revista do Grupo Seara. No gênero ensaio, Ebe
Braga contribuiu para a publicação com o texto sobre Francis Bacon que vem
seguido de duas crônicas sobre a criação da mulher e o Natal, ambas da autoria
de Maria Luísa Bomfim. Zenaide Braga Marçal faz denúncia
ecológica e reflexão sobre a guerra a partir de visão poética da Esquadrilha da
Fumaça em Fortaleza. Ma. do Carmo
Carvalho Fontenelle nos oferta a crônica-conto do chinês, o notívago
cancioneiro que sensibilizou as minhas memórias de infância com cheiros de
candeeiros e canções antigas. Maria Evan
Gomes Bessa exalta a prática da fé e a alvissareira chegada das chuvas de
abril, presença que desejamos tanto nesta Fortaleza quente dos dias presentes.
Passeamos pela beleza da serra de Baturité em busca do casarão da família
Magalhães Bezerra no texto de Ma.
Argentina Austragésilo de Andrade. Ednilo
Soárez, por meio da intertextualidade, leva-nos também à reflexão
filosófica sobre a felicidade. Marcelo
Gurgel Carlos da Silva brinca jocosamente, numa crônica bem humorada, com o
episódio de instalação do estaleiro na praia do Titanzinho. Abordando um tema
bem atual Celina Côrte Pinheiro
versa sobre redes sociais numa analogia com as redes de pesca e trata também dos
temas: prostituição e violência urbana. Zinah
Alexandrino toma uma ocorrência cotidiana como mote da sua crônica: a
renovação da carteira de motorista. Por sua vez, Heloisa Barros Leal elege a noite por confidente, personificando-a
e fazendo com ela uma reflexão existencial. A liberdade metaforizada em forma
de borboleta revela reflexão sobre o cotidiano das mulheres na crônica de Rafaela de Medeiros Ribeiro. Em sua
crônica Cláudio Queiroz
declarando-se neófilo do sertão e saboreando o balanço de uma rede, reflete
sobre a vida em geral e sobre a vida sertaneja. José Pereira de Albuquerque, pesaroso, em um texto comovente, narra
o trágico acidente que vitimou um vizinho quase amigo, o Cavalheiro do Ar,
major Lindemberg. Rosa Virgínia Carneiro
de Castro, em seu ensaio biográfico, por meio da citação de grandes
filósofos, homenageia o escritor, geólogo e sanitarista Bernivaldo Carneiro. Sílvio dos Santos Filho versa, em tom
filosófico, distinguindo os valores das coisas e das pessoas. Ma. Ida Francisco de Carvalho transporta-nos
a uma noite de réveillon e põe em cena um jogo de xadrez que é metáfora da própria
vida. Por fim, lembremo-nos do discurso de José
Augusto Bezerra cujo texto foi escrito para comemorar o 118º. aniversário desta
Academia. Neste texto, José Augusto não só retoma a história da Academia, mas a
complementa com o registro dos acontecimentos do ano de 2012. E lamenta,
pesarosamente, duas perdas irreparáveis para esta Casa: Barros Pinho e José
Alves Fernandes. Aos dois deixo aqui também a minha homenagem.
Concluo dizendo que esta
breve síntese que fiz agora não expressa a totalidade nem a riqueza de todos os
textos publicados; entretanto, como já disse antes, seria inadequado estender o
meu comentário para além deste limite. Assim, mais uma vez, parabenizo a todos
e a todas que participaram deste sétimo volume de Policromias e, novamente, agradeço à oportunidade de poder
partilhar com vocês este momento.
Hermínia
Lima
23/4/2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
AJEB- MISSÃO CUMPRIDA
LANÇAMENTO DE
POLICROMIAS Nº 7
Num trabalho desenvolvido por Giselda Medeiros, que
coordenou a obra, e pela presidente Nirvanda Medeiros, a AJEB (Associação de
Jornalistas e Escritoras do Brasil) lançou, dia 23 de abril, à noite, no
Auditório da Academia Cearense de Letras, a sua coletânea intitulada POLICROMIAS -7°
Volume, em comemoração aos 43 anos de fundação da AJEB.
A apresentação da obra foi feita pela escritora Hermínia Lima, docente da Universidade de Fortaleza-UNIFOR, com um trabalho belíssimo que encantou a todos os presentes. O Cerimonial foi muito bem conduzido pelo jornalista Vicente Alencar.
A apresentação da obra foi feita pela escritora Hermínia Lima, docente da Universidade de Fortaleza-UNIFOR, com um trabalho belíssimo que encantou a todos os presentes. O Cerimonial foi muito bem conduzido pelo jornalista Vicente Alencar.
O Editor de POLICROMIAS, administrador e escritor Dorian
Sampaio Filho, também falou sobre a obra, a qual edita desde o primeiro volume,
destacando-lhe a importância.
Também ocorreu a premiação do V CONCURSO LITERÁRIO PROFESSORA EDITH BRAGA, com a presença de Conceição Seabra, representando a ilustre Professora Ebe Braga, a Patronesse do Concurso.
Os cheques e diplomas foram entregues às vencedoras pela Organizadora do Concurso, Giselda Medeiros.
As premiadas foram:
Vencedoras em Poesia
1 - Rejane Costa Barros, com o poema "O JOGO".
2 - Sabrina Melo, com o poema "A PIPA".
3 - Clara Lêda, com o poema "CHORA, COCÓ, CHORA".
Vencedoras em Prosa
1 - Celina Côrte Pinheiro, com o conto SOLIDÃO.
2 - Evan Bessa, com o conto O ARC- ÍRIS.
3 - Ida Carvalho, com o conto FELIZ ANO NOVO.
NOMES DA OBRA
Estão inseridos em POLICROMIAS (7º volume) nada menos que 45
escritores e poetas, abaixo citados:
SÓCIAS HONORÁRIAS
Beatriz Alcântara
Ebe Braga Frota
DIRETORIA
Giselda Medeiros.
Nirvanda Medeiros.
Maria Luísa Bomfim
Zenaide Marçal.
Rejane Costa Barros.
Maria do Carmo Fontenelle.
Evan Bessa.
Argentina Andrade.
Tereza Porto.
CONSELHO
Maria Helena do Amaral Macedo.
Maria Ilnah Soares.
CONVIDADOS
Ana Paula de Medeiros Ribeiro.
Ednilo Soàrez.
Eduardo Fontes.
Humberto Oriá.
José Augusto Bezerra.
Manoel César.
Marcelo Gurgel.
Margarida Alencar.
Rafaela de Medeiros Ribeiro.
Rosinha Medeiros.
Regine Limaverde.
SÓCIAS EFETIVAS
Celina Côrte Pinheiro.
Heloísa Barros Leal.
Mary Ann
Karam.
Nádya
Gurgel.
Nilze Costa e Silva.
Regina Barros Leal.
Rosa Firmo.
Sabrina Melo.
Viviane Monteiro.
Zinah Alexandrino.
SÓCIOS BENEMÉRITOS
Cláudio Queiroz.
João de Deus Pereira da Silva.
Lêda Maria.
Pereira de Albuquerque.
Vicente Alencar.
Vital Arruda.
SÓCIOS COLABORADORES
J. Udine.
Moacir Gadelha.
Rosa Virgínia Carneiro.
Sérgio Macedo.
Silvio dos Santos Filho.
Ainda foram admitidos
pela AJEB-CE:
Sócias Efetivas (4):
1. Cleonídia Maria e Silva Anselmo.
2. Elinalva Alves de Oliveira.
3. Maria Eveline Weimar Chaves Medeiros.
4. Maria Selma de Sá Cabral.
Sócios Colaboradores
(3):
1. Deusdedit Rocha.
2. Cícero Modesto Gomes.
3. Pedro Jorge Medeiros.
Foram agraciados com o Diploma Honra ao Mérito:
1. Giselda Medeiros.
2. Raymundo Netto.
De parabéns todo o quadro social da Associação de
Jornalistas e escritoras do Brasil – AJEB-CE, pela festa muito bem preparada e
desenvolvida, sob os aplausos de uma plateia numerosa e atenta.
AGRADECIMENTOS
Os agradecimentos da noite ficaram a cargo de Giselda
Medeiros, que os proferiu em versos:
Boa-noite, Senhoras e Senhores,
Convidados que aqui, hoje, vieram
Cingir, da AJEB, a fronte, com suas cores,
Nesta noite referta de alegria.
Comemorando o seu aniversário,
Fazendo história com POLICROMIAS,
Em seu sétimo volume matizado,
A AJEB rememora Edith Braga,
Em concurso literário de poesias,
De contos, crônicas, bem inspirados,
Cujos poetas, cronistas vencedores
Recebem hoje os prêmios conquistados.
Mas, esta noite é de agradecimentos:
Primeiro, a Deus, que pôs em nosso peito
O Amor que move nossos pensamentos;
À Hermínia, por sua inteligência e arte
Genial com que falou da produção
Dos que lidam no altar ajebiano,
Bem como de onze gentis convidados
Que muito ilustram nossa antologia.
À Professora Hermínia, pois, a gratidão
Por sua análise percuciente,
Em que misturam-se a ontologia,
O criticismo e a visão de mundo
Com que define o ideal estético,
Em suas avaliações sempre presentes.
Por isso deixa, intacta, em nossa alma,
A silhueta esbelta da beleza.
Agradecemos a todos da ACL,
Casa guiada por José Augusto,
Amante fiel dos livros e das Artes,
Que nos acolhe como um filho amado;
Aos que carregam a bandeira da AJEB;
Aos amigos que, infalivelmente,
Dão-nos apoio. Também à Dona Ebe,
Deste nosso concurso, a Patronesse.
Os agradecimentos penhorados
À Gráfica e Editora RDS;
E ao diagramador Carlos Alberto Dantas,
Autor da capa e do projeto gráfico.
Agradecemos aos poetas, prosadores
Participantes do nosso Concurso,
Cujos trabalhos, pelo seu valor,
O júri enalteceu com mil louvores.
Nesta festa maior pela cultura,
Aplaudamos nós a literatura,
A palavra semeada no papel
Aberta em flor de tons, perfume e mel
Na diversidade do pensamento.
Deixai-nos, pois, cantar alegremente,
Em nome de Nirvanda, a Presidente,
E agradecer com nosso humilde verso
A alegria dessa hora, a beleza
Do sorriso, o esplêndido encantamento
Da palavra que nos fortalece, e borda
De estrelas as noites mais escuras
Para acalmar, com seus lampejos rútilos,
A imensa dor do mundo, a humana dor,
Na mais colossal linguagem: o AMOR.
Muito obrigada a todos os presentes,
Pois noss’alma modula, assim contente,
A mais intensa e esplêndida emoção,
Emoldurada pela gratidão.
Muito Obrigada
Giselda Medeiros
23/4/2013
23/4/2013
sábado, 20 de abril de 2013
É FESTA NA AJEB-CE
ESTAMOS CONVIDANDO VOCÊ PARA A NOSSA FESTA COMEMORATIVA DOS 43 ANOS DE FUNDAÇÃO DA AJEB-CE.
VEJA O CONVITE E SEJA NOSSO CONVIDADO.
domingo, 14 de abril de 2013
sexta-feira, 12 de abril de 2013
CARTA À MINHA CIDADE, COMPLETANDO NESTE SÁBADO, DIA 13/4, 287 ANOS - NILZE COSTA E SILVA
Fortaleza, minha
cidade amada.
Não sei como nem porque este rio da minha vida veio desaguar
por estas terras. Sei que tinha pouquíssimo tempo de vida e não sabia um
tantinho assim do que fosse ser alguém no mundo. Meu espaço era tão
pequenininho! Compunha-se de uma rua, que parecia enorme, uma casa grande de
altas paredes e um quintal repleto de bananeiras e castanholeiras. Depois esse
mundo foi crescendo, se expandindo, saía pelo quintal que ia dar na Rua José
Avelino, subia até o Quartel General, passava pelo Passeio Público e Praça da
Estação. Se subisse à esquerda, no 1º quarteirão, seguia pela ladeira que se
encontrava com a Rua Monsenhor Tabosa e desembocava na Igreja da Prainha e
Seminário Velho, onde se ordenaram ilustres párocos, como Padre Cícero e
Monsenhor Tabosa.
Se resolvesse ir pela
ladeira seguinte, entrava na Biblioteca Pública, uma casa antiga situada em
frente à Praça do Cristo Redentor, onde a minha adolescência ia percorrer os
livros envelhecidos que eu olhava, folheava e lia com zelo e admiração.
Fui crescendo e conhecendo
essa Cidade Mulher, que um dia ouvi chamarem de “loura desposada do sol”.
Meu primeiro contato com Fortaleza foi com o seu lado mais
antigo: Praia de Iracema, Alfândega e Arraial Moura Brasil - zona de
meretrício, cujo nome nem se podia citar, na época. Foi por ali que se iniciou
o comércio da cidade, indo ao Passeio Público, Praça da Estação e afastando-se
cada vez mais do mar.
Sendo um ser de beira de praia, senti-me arrastada para
outros lados da cidade, Bezerra de Meneses, Parque Araxá, Parquelândia, Barra
do Ceará, Bairro Ellery, Dionísio Torres e Bairro Edson Queiroz, onde fico até
hoje.
Em criança, tinha que
me deixar levar pela vontade dos adultos. A brusca mudança e o mundo daquela
gente grande me assustaram. A cidade exaltava-se, alvoroçava-se, enchia-se de
pessoas estranhas que já não faziam parte da minha infância rodeada de mar.
Na adolescência,
angustiei-me ao perceber que a cidade inchava daquela gente expulsa do sertão
pela seca e desigualdades fundiárias. Viadutos, bairros periféricos e terrenos
baldios eram invadidos.
A minha Fortaleza mudou-se comigo da Praia de Iracema para
um outro cenário. Via-me estranha, como se numa outra cidade, maquiando-se,
afastando-se, não mais se penteando na orla como uma “loura desposada do sol”.
Você crescia, Fortaleza, com sua dupla personalidade. De um
lado ardente, ousada e bela. De outro, deslavada, desvalida, triste e pobre em
sua periferia.
- Do livro Fortaleza Encantada (Livraria
Cultura)
segunda-feira, 8 de abril de 2013
AJEB COMEMORA, HOJE, 8 /4/13, 43 ANOS DE SUCESSO - FELIZ ANIVERSÁRIO, AJEB!
FELIZ ANIVERSÁRIO, AJEB - 43 ANOS DE SUCESSO
Geraldina Amaral
Graças
a Deus, o Ceará possui expressivos talentos femininos que, a cada geração, vêm
despertando, colorindo o mundo com seus escritos, quer seja em prosa, quer seja
em verso. É óbvio que a mulher não quer ser melhor que o homem. O que quer é
respeito, reconhecimento, sobretudo, de sua capacidade intelectiva, do valor de
seu fazer literário. Tal como ele, ela interpreta o ato criador como uma forma
de libertação, de superação de suas angústias existenciais, num buscar
arraigado de paz e harmonia, para si e para o outro.
Tudo
isso me veio à mente, ao voltar-me, neste meu exílio temporário, para a leitura
de obras de colegas filiadas à Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil
(AJEB/CE), contidas na coletânea “Policromias”, que, tendo à frente a
escritora, poetisa e acadêmica Giselda Medeiros, tem-se revelado como uma das coleções
mais produtivas e atuantes do nosso querido Ceará.
O
mérito dessa fundação deve-se à escritora paranaense Hellê Vellozo, que, em 8
de abril de 1970, desvinculava-se de sua filiação junto à AMMPE (Asociación de
Mujeres Periodistas y Escritoras), passando a ter autonomia, no Brasil, como
AJEB (Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil), espalhando-se através
de coordenadorias por muitos estados brasileiros.
A
coordenadoria do Ceará, que já teve duas Presidentes Nacionais – Nenzinha Galeno
e Giselda Medeiros – tem hoje, à frente, a ajebiana Nirvanda Medeiros, cuja
Diretoria vai festejar os 43 anos de fundação da AJEB, com uma festiva
comemoração, dia 23 próximo, com o lançamento do sétimo volume de “Policromias”
e com a entrega dos prêmios do V Concurso Literário Professora Edith Braga e
diplomação de novos sócios.
De
parabéns a AJEB, sua Diretora e todos os que pertencemos à sua valorosa coordenadoria
do Ceará.
domingo, 7 de abril de 2013
7 de ABRIL - DIA DO JORNALISTA
O abraço carinhoso a cada um dos jornalistas que honram o quadro social da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB-CE, pelo transcurso, hoje, 7 de abril, do DIA DO JORNALISTA.
"A função do Jornalista é levar à Sociedade as notícias de interesse, em todos os seus pormenores. Nessa atividade, é necessária a plena liberdade (Jornalista Vicente Alencar - Sócio Benemérito da AJEB-CE).
quarta-feira, 3 de abril de 2013
sexta-feira, 29 de março de 2013
FELIZ E SANTA PÁSCOA AOS AJEBIANOS
A MORTE DE JESUS.
(Na Sexta-Feira da Paixão)
A morte de Jesus - grande mistério -
Traz o fulgor eterno de uma estrela.
Quando a medito, em seu teor etéreo,
Finito é meu pensar em entendê-la.
Oro, medito e rezo, com critério,
Na ininterrupta busca em compreendê-la;
Mas quanto mais me empenho, nesse mistério,
Sou como tênue chama de uma vela...
Senhor - infunde em mim a Tua Luz!
Basta-me a Fé, apenas, ó Jesus,
Para eu crer na Tua morte redentora...
Pois bem sei que morreste por Amor,
Grande mistério em Luz e esplendor,
Para salvar a Humanidade pecadora...
J. Udine – 29-03-2013.
sábado, 16 de março de 2013
AJEB REALIZA SESSÃO EM HOMENAGEM À MULHER
MESA DIRETORA DOS TRABALHOS
A PRESIDENTE NIRVANDA MEDEIROS COM O ORADOR DA SESSÃO, SERIDIÃO MONTENEGRO
A EXALTAÇÃO À MULHER POR SERIDIÃO MONTENEGRO
PRESIDENTE NIRVANDA MEDEIROS ENCERRA A SESSÃO
quinta-feira, 14 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
AJEBIANA LEDA COSTA LIMA - Poetisa e Trovadora
CRISTAL DE ESTRELAS
Abri a porta do meu coração
e ante o teu fascínio, ajoelhei-me!
Mas por que prometes
o que não me podes dar?
Na luta pela vida, sou mulher forte!
Porém, quando se trata de sentimentos,
sou como uma bolha de sabão
rompendo-se ao sopro da brisa,
sem que ninguém a toque...
Sou pequenino búzio entre rochedos...
Sou cristal, assim tão frágil,
que diante de um grito de angústia
ou gesto de traição
desfar-se-á em mil fragmentos
estilhaçando a ilusão
que em mim habita...
Mas, buscarei espelhar-me
em tua grandeza, e, pequenina como sou,
qual grão de areia,
hei de transformar-me
em cristal de estrelas
para poder brilhar contigo
bem junto do teu Céu!
(do livro RASTROS DO SILÊNCIO)
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