sexta-feira, 4 de outubro de 2013
AJEBIANAS DO CEARÁ - EVAN BESSA
EVAN BESSA
ATUAL 1ª TESOUREIRA DA AJEB-CE
Maria Evan Gomes Bessa
Pedagoga, formada em Letras com especialização em Literatura luso-brasileira.
Publicou oito livros infantis, dois de poesia e um de crônica. Faz parte da
Academia Feminina de Letras do Ceará, da Ala Feminina da Casa de Juvenal
Galeno, da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e da Rede de
Escritoras Brasileiras – REBRA. Lançou "Estação Outonal - Poesia" e um livro de Contos.
AJEBIANAS DO CEARÁ - MARIA LUÍSA BOMFIM
MARIA LUÍSA BOMFIM
ATUAL 1ª VICE-PRESIDENTE DA AJEB- CE
Maria
Luísa Silva Bomfim
nasceu em Fortaleza-CE.
Escritora, poetisa, professora, advogada. É sócia
efetiva da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-CE) e da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará - ALMECE.
Participa do Grupo de Leitura “As Traças”. Co-redatora do informativo
“Traçando”. Sócia fundadora do Grupo Lítero-musical “Arteculando”. Publicou Poeira
de Estrelas (poesia – 2004). Tem trabalhos publicados em várias antologias,
coletâneas e informativos, inclusive em Policromias e AJEB Letras. Foi Presidente da AJEB - Coordenadoria do Ceará.
AJEBIANAS DO CEARÁ - NIRVANDA MEDEIROS
NIRVANDA MEDEIROS
PRESIDENTE ATUAL DA AJEB - COORDENADORIA DO CEARÁ
Maria Nirvanda
Medeiros nasceu em Camocim – Ceará.
Pedagoga com especialização em Administração Escolar e Supervisão
Escolar. Pós- graduada em Psicopedagogia. Escreveu vários artigos, publicados
em revistas, jornais e livros. Sempre profere palestras. Em 1985, publicou
o livro DOMADORAS 100%. É acadêmica –
cadeira número 25 - da Academia
Leonístíca de Cultura do Ceará, da qual foi Presidente (biênio 2004/2005).
É membro
da Academia Feminina de Letras, Academia Metropolitana de Fortaleza. Em 2008 publicou o livro Navegar Pela Vida; em 2005, organizou e participou de artigos do
livro Rememorando Dias Felizes.
É membro ativo da ALFE (Associação
Lojista Feminina). Foi Diretora Cultural, tendo coordenado quatro Revistas da
ALFE. Ex- Presidente da ACEPEME – Associação Cearense das Pequenas e Médias
Escolas. Membro Ativo da AJEB (Associação
de Jornalistas e Escritoras do Brasil, sendo Presidenta atual – biênio
2012/2014. Foi ex-Diretora do Instituto Educacional O Brasinha. É
Companheira Leão, tendo sido, em
2005/2006, Presidente do Lions Clube
Fortaleza – Fátima.
AJEBIANAS DO CEARÁ - GISELDA MEDEIROS
GISELDA MEDEIROS
PRESIDENTE DE HONRA DA AJEB-CE
Giselda Medeiros
Nasceu em Prata-Acaraú-CE. Graduadaem Letras. Professora de Língua Portuguesa e
Literatura Brasileira. Membro da Academia Cearense de Letras, Academia Cearense
da Língua Portuguesa, Academia Fortalezense de Letras, Academia de Letras e
Artes do Nordeste, Sociedade Amigas do Livro, Associação de Jornalistas e
Escritoras do Brasil, da qual foi Presidente Nacional (2002/2006), da União
Brasileira de Trovadores - seção Fortaleza, da Associação Brasileira de
Bibliófilos e da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno. Ostenta o título de
Princesa dos Poetas do Ceará.
Nasceu em Prata-Acaraú-CE. Graduada
Obras publicadas: POESIA: Alma Liberta (1986), Transparências (1989), Cantos Circunstanciais (1996), Tempo das Esperas (2000) e Ânfora de Sol (2010). PROSA: Sob Eros e Thanatos (2002), Crítica Reunida (2007).
Prêmios literários: “V Prêmio
Literário Cidade de Fortaleza - Categoria Conto” (1995); “IV Concurso Nacional
de Crônicas - Brasília – DF” (1995); “II Prêmio Ceará de Literatura” 1995); “Prêmio
Osmundo Pontes de Literatura – Poesia” (1999); “Prêmio Henriqueta Lisboa” e “Prêmio Lacyr Schettino – Poesia”
(MG, 2003), “Prêmio Lúcia Fernandes Martins de Poesia” (2008), “XV Prêmio de Poesia Falada do Norte e
Nordeste – SE”, dentre outros.
Medalhas:
Medalha E. D’Almeida Vitor –
Conselho Editorial da Revista Brasília – DF;
Medalha e Diploma do Centenário da Academia Paraense de Letras –
Belém, 2004; Medalha Carlos Drummond de
Andrade – outorgada durante o I
ENOAL (Encontro Norte/Nordeste de Autores Literários) – Natal/RN
– 2003; Medalha e Diploma
Sesquicentenário do Barão de Studart – Academia Cearense de
Letras no Estado do Rio de Janeiro – 2006.
Seu nome é verbete no Dicionário de Mulheres – Hilda Flores – RS
Também no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras – Nelly Novaes
Coelho – SP
Fortuna
Crítica de Giselda Medeiros
De nome firmado em nosso meio intelectual como poetisa de ousados
lampejos, Giselda Medeiros fazia por merecer as louvações a esses atributos
sensitivos, usando diferenciado instrumental de transmutação enlevatória dos
signos expressos em sua linguagem versificada. Em contínuo avanço nessa área da
estética literária, a poetisa Giselda Medeiros chegaria ao Tempo das Esperas,
com mais esse acervo de poemas modernistas fazendo jus, em 1999, ao Prêmio
Osmundo Pontes destinado ao gênero de sua maior produtividade intelectual.
F. S. Nascimento
Os contos de Sob Eros e Thanatos são polifônicos:
enquadram-se, ora, no gênero fantástico; mas, também, estabelecem, aqui e ali,
diálogos com o maravilhoso – muito presente nas narrativas latino-americanas,
em que a realidade histórica ou social está aliada a um mundo mágico –; há os
textos alegóricos; e, ainda, os que nascem da colheita dos grãos cotidianos,
sofrendo tênue transfiguração: a angústia de um pai pela impossibilidade de
reencontrar os filhos que com ele dividem a ceia; a alma da família aprisionada
nos retratos; o homônimo do professor machadiano; os desastres de Lúcia; a fome
de uns olhos; o milagre do Natal; a verdade inescrutável do rabecão; a epifania
de um furto; um rouxinol guardião da beleza; o discurso das flores; a cegueira
do mar; os investimentos de Leila...
Carlos
Augusto Viana
Com o livro Sob Eros
e Thanatos, Giselda Medeiros apresenta um universo de personagens
multiformes, sejam femininos, sejam masculinos, quer adultos, quer crianças,
todos muito bem desenhados, e os mostra em situações às vezes próximas do
irreal ou do fantástico, mas sempre tendo como objetivo pintar a alma humana.
Por outro lado, a contista manipula a linguagem da prosa ficcional como os bons
prosadores, utilizando a narração tanto em primeira como em terceira pessoa com
a mesma desenvoltura.
Nilto Maciel
Aos contos de Giselda Medeiros não lhes cabe a denominação de lineares ou de histórias
concretas para serem lidas e narradas oralmente, pelas calçadas ou em círculos
de pessoas. Os cenários e motivos ou, melhor dizendo, os pretextos são
materiais e concretos: a pousada. A casinha da esquina. A fogueira. A lagoa. A
pescaria. A serpente. As flores. A surpresa é que a Autora faz pouquíssimas
referências (descrições) à pousada. À lagoa. À fogueira. À casinha da
esquina... O leitor vai perceber o pulo rápido e espontâneo e sutil do concreto
para o abstrato. Do motivo concreto e particular para o universal. Do palpável
ao imaterial. É o aproveitamento do cenário da pescaria, por exemplo, para a
fundamentação da traição e para dizer da força do sexo proibido. A serpente é
só o pretexto para o aguçamento do desejo sexual e sua concretização.
Dias da Silva
A temática envolve
sobretudo a vida, diante da tragicidade do destino do homem, ser inconcluso
cuja sina é sempre uma trágica incógnita.
A poetisa é consagrada.
E a contista, não tenho dúvidas, terá o mesmo destino. Simplesmente porque é
grande!
Genuíno Sales
Tempo das Esperas é
o seu último livro de poemas e com ele Giselda se inscreve entre os melhores
poetas de sua geração. Nele a poetisa fala dos motivos e das causas primeiras
de sua criação, assim como dos elementos e ritmos que os deuses lhe autorizaram
louvar, pois o seu canto, em essência, é um ponto de equilíbrio entre a criação
e a louvação, entre a solidão e a paisagem, entre o amor e a poeira do caos que
se planta gravada na memória.
Dimas Macedo
Sua poesia reflete as
angústias do tempo presente, inclusive as expectativas do homem finissecular,
dilacerado por conflitos de toda ordem, que lhe atingem o corpo e a alma. Mas a
sua poesia também canta a esperança, os crepúsculos e alvoradas cósmicas. E
canta sobretudo as aleluias do amor, mostrando assim que o ser humano, qualquer
que seja a situação em que se encontre, pode alçar vôo para as regiões mais
altas do sonho.
Francisco Carvalho
Vejo-a, portanto, como
uma autora em permanente ascensão, cuidando, com seriedade, de seu ofício. O
ofício de ser intérprete do espírito humano, numa época a um só tempo gloriosa
e terrível, como a que vivemos. E sabe tirar proveito, sempre, de seu
comprovado talento, sendo uma das poetisas de maior expressão, nos dias que
passam, na Literatura do Ceará.
Artur Eduardo
Benevides
No livro Transparências, encontro uma
poetisa que domina o instrumental poético, sabendo trabalhar tanto o verso
livre quanto o verso medido, este notadamente nos sonetos, coisa não muito
comum nos poetas que vão surgindo ultimamente.
Sânzio de Azevedo
Com dois livros de poemas publicados, numa
seqüência ascensional, sua trajetória luminosa e lídima alcança, agora, com Cantos
Circunstanciais, alturas estelares. Versejando com fluência e desembaraço
em todos os ritmos, Giselda Medeiros conquistou o seu lugar ao sol no cenário
poético da terra alencarina.
Ferreira Nobre
Giselda já firmou
definitivamente o seu nome como poetisa e já se revelou, de permeio, como uma
das nossas contistas mais imaginosas. Contista da condição humana e do
imponderável, onde Eros e Tanatos se abraçam. Poetisa também de escol, que paga
tributo à lírica e à arte literária de qualidade estética relevante. Crítica
Reunida é o livro da sua diversidade e do seu engenho sofisticado e mais
ambicioso. Sei que falar em ambição, no caso de Giselda, é agredir um pouco à
sua sensibilidade e à sua leveza. Mas a sua ambição literária se fez exatamente
contra a sua vontade, e se fez exatamente a partir da sua discussão e da
sutilidade com que dissemina no texto que elabora as marcas inconfundíveis do
seu tirocínio teórico.
Dimas Macedo
Inclinando-se para a
elegia, a poesia de Giselda Medeiros segue a linha do sofrimento amoroso de uma
Florbela Espanca e lembra em alguns aspectos a suavidade do poetar de uma
Cecília Meireles, mas sempre mostrando a necessária criatividade, portando uma
imagística criativa e impregnando-se de uma sensualidade entre contida e
instigante. Encontra-se nessa poesia a construção de um “claro enigma”, em que
o hermético não se instaura, pois a autora acena com pistas clarificadoras de
um sentido subjetivo. A dor causada por adversidades opõe-se, entre os versos,
ao prazer amoroso, sempre implícito, pois esse apenas se vislumbra como desejo
tormentosamente irrealizado.
Linhares Filho
José
Telles
domingo, 29 de setembro de 2013
TRIBUTO À MEMÓRIA DO TROVADOR EZEQUIEL PINTO DE SOUZA - GISELDA MEDEIROS
A UM POETA QUE SE FEZ
ESTRELA
(para Ezequiel Pinto
de Souza – in memoriam)
Deixemos, então, que esse
murmúrio de águas correntes
embale nossa saudade.
Deixemos que as nuvens
movediças
desçam com seu olhar de
náufragos
sobre o peito das nossas lembranças.
Deixemos que essa música de
terra molhada
penetre em nosso coração
e acorde os versos do poeta
adormecido.
Deixemos que nossos olhos
volúveis
e cheios de dúvidas
perscrutem no espelho do
horizonte sombrio,
silencioso ancoradouro dos
sonhos,
a luminosidade daquela
estrela
pousada em nossa humana visão
na invisível forma de Poesia,
na invisível forma de quem,
serenamente,
foi projetar-se na pupila de
Deus,
sem inércia nem esquecimento,
sem amargura nem
fraquejamento,
porque a felicidade divina se
lhe fez sorriso.
Agora, é como depois de um
temporal,
e um anjo derramou sua taça
cheia de amor
sobre o grande rio da vida,
alagando-lhe as margens de
saudade.
terça-feira, 24 de setembro de 2013
UM TEXTO DE CELINA CÔRTE PINHEIRO
MAIS MÉDICOS SEM
MÁSCARAS
O programa de governo "Mais Médicos", gerador de
tantas polêmicas, fez-me voltar no tempo e recordar minha participação no
Projeto Rondon, em 1972, quando já doutoranda. A meta daquele programa era
inserir profissionais de diferentes áreas, sobretudo a médica, em cidades
brasileiras desassistidas e de poucos recursos. Fui designada para Corguinho,
no Mato Grosso. Prometeram-nos o deslocamento por avião. Exultei! Contudo, de
Ribeirão Preto a São Paulo, conduziram-nos de trem, por horas a fio, em um
percurso que seria feito confortavelmente, já àquela época, de ônibus, em
apenas quatro horas. Não havia assentos disponíveis e viajei a noite toda
sentada sobre minha mala. Apenas lá pelas cinco ou seis horas da manhã,
consegui sentar-me em um dos bancos desocupados pelos passageiros.
De São Paulo a Corguinho, fomos de ônibus. No total, quase
dois dias de viagem desconfortável e exaustiva. Porém, nosso sonho de ajudar e
colocar em prática o que havíamos aprendido, falava mais alto.
Foram 45 dias de trabalho, quando pude perceber que, por
trás do bem que fazíamos, havia, sobretudo, o desejo político de manutenção do
poder. A população era carente de tudo e não possuía noções mínimas de educação
sanitária. A cidade, por sua vez, destituída de saneamento básico. O experiente
prefeito sugeria o acréscimo de complexo B ao nosso receituário onde
predominavam os programas "Mais Médicos".
Nosso raciocínio se afunilava pela monotonia de
diagnósticos. Tampouco havia condição de algo mais... Nossa presença se
constituía uma bênção para a população extremamente carente e sem noção de que
as medidas eram meramente paliativas. Satisfazia-se com pouco. Saímos dali
enaltecidos pelos moradores e felizes com nosso exercício de solidariedade.
Eles, por sua vez, continuariam a ingerir água contaminada e a ter diarreia...
No atual programa, diferenças gritantes no transporte e no
receptivo. No mais, talvez a mesma farsa e o mesmo viés eleitoreiro.
Comprove-se sua efetividade através da comparação honesta, sem mascarar a
realidade, entre os indicadores atuais e após dois ou três anos do programa.
Sonhamos com a real melhoria da qualidade de vida da população!
Celina Côrte Pinheiro
Médica
domingo, 15 de setembro de 2013
UM OLHAR SOBRE "MOSAICOS", DE THEREZA LEITE - GISELDA MEDEIROS
Hölderlin nos assevera que é somente na profundeza do
sofrimento que ressoa em nós o canto vital do mundo.
Constatamos a veracidade de tal
assertiva, após a leitura de Mosaicos (Fortaleza, Expressão Gráfica e Editora, 2003), livro
de estréia de Maria Thereza Leite, no qual podemos visualizar, através da
intimidade da autora com a ficção, o drama visceral de suas personagens na
espantosa relação com o seu meio e com o social. Seu poder criacional emerge de
cada página, de cada conto lido, em que a grande solidão humana é o fio que
tece a túnica de suas personagens, da mesma maneira que é ela, a solidão, que,
ao se desprender do papel, em sua abissal existência, vem buscar o aconchego do
leitor, tal é a interação autora/leitor, para juntos entoarem seu canto vital.
Neste livro, vislumbramos uma
narradora fluente, conhecedora dos meandros da estrutura ficcional, aquela que,
penetrando numa atmosfera, por vezes irreal, é capaz de convencer seu leitor de
que as situações (por mais insólitas que sejam) vividas pelas personagens são
de incontestável plausibilidade.
A precisão com que
define as personagens, o detalhe, a narração vigorosa apresentam-se-nos sob
aquele tom tchekoveano que, indubitavelmente, é a arma principal para a
detonação do conflito.
O conto “Mosaicos”, que intitula o
livro, é, em nosso ver, o que mais condensa aquela atmosfera de ansiedade, face
à luta que Ana trava com a morte: Ana sabia desde pequena, do que
entreouvira entre sussurros e passamentos da mãe – a sua morte era esperada
muito cedo. /.../ Mas intuía que, se aquela doença nervosa mostrava-se
em ataques súbitos e rápidos, ela teria todo o resto do tempo – os momentos
intercalados – para viver.
Thereza Leite também trabalha,
nessa sua obra, o drama social deste terceiro milênio, em que, frente aos
avanços da tecnologia, o homem se debate angustiado ante violência, às drogas, à marginalização que o
levam para outros caminhos: a homossexualidade, a loucura, o adultério e o
suicídio.
Vejamos o destino de Jairo,
personagem do conto “O ‘olho da libélula’”: Atrevera-se a olhar o cenário,
percebendo as marcas das balas no muro. /.../ Poucos muros brancos. Muros
desenhados a limo./.../ Muros de lixo. /.../ Muros gravados à bala./.../
Respiro fundo, e o vejo sobre a mesa fria, pela última vez. Inerte. O olhar no
vazio. E brado meu mais alto gemido, como se fosse para um filho meu, nesta
sala de silêncio: - Logo você, Jairo! Logo você! Ou o drama interior de Jorge, em “A ave de
palha”: Faz tempo que elas vivem nessa simbiose. /.../ Elas pensam que eu
não percebo! Quanto a mim não sei explicar. Fui deixando como estava. /.../
Temos um outro triângulo, bem mais difícil de ser aceito: duas mulheres amigas,
um homem, e a promessa de um recém nascido. E ainda o conflituoso mundo
d’“O colecionador de vitrines”, a debater-se entre a sua realidade e o
preconceito social, até a sua opção de lançar-se “ao espaço, com a dignidade e a beleza de um
trapezista”: /.../ quando, à noite, uma insônia sem cura vinha perturbar o
seu sono, era o nome de Pedro que repetia bem baixo. Não havia como fugir à
sentença: os sons, os cheiros e os toques, ao povoarem a sua meninice, haviam
deixado um chão marcado de fortes lembranças, para sempre. E também o
delírio de Vicência, no conto “Um varal novo para ‘o inverno’”, em seu afã de
fazer bonecas, muitas bonecas “escuras e claras – iguais às moças dos retratos
encontrados no armário do quarto de despejo”, entre os pertences do marido
ausente: Compridos alfinetes, com a cabeça de bolinha colorida, espetavam o
peito dos bonecos de calça azul, prendendo as camisas de xadrez em inúmeros
pontos, como se fossem botões. Mas havia alfinetes desnecessários... Alguns,
espetados nas costas.
São assim, engenhosos, os
contos de Thereza Leite, em que a descrição, dentro de uma linguagem elegante,
serve não só de pano de fundo à ação de suas personagens que, de tão
impregnadas à paisagem descrita, chegam a confundir-se de tal modo que ela, a
paisagem, toma a ação das personagens, fundindo-se ambas num cenário ativo e
perquiridor. Vejamos este trecho de “A Angústia das Árvores do Parque”: Como
para me consolar, os oitis, pesados de frondoso verde, entrelaçados, me olharam
com olhos acolhedores. Os algarobos, com suas folhas encharcadas, traziam
pingos de lágrimas, nas pontas das suas folhas.
Poderíamos continuar, sem
nenhum sinal de canseira, a desbravar os caminhos da escritura de Thereza
Leite, se não fora a delimitação do espaço que nos cerceia uma visão mais
alongada desse universo rico e permeado de inusitados pousos, onde poderíamos
ancorar nosso olhar e descobrir paisagens magníficas, em que a dor e a solidão
humanas, longe de despertarem medos, nos entoariam seu canto harmonioso e
vital, pois é, nesses instantes, que nos descobrimos gente.
Que venham, pois, mais e mais Mosaicos,
trabalhados pela exímia mão dessa artesã da palavra que é Thereza Leite, para
enfeitarem nosso chão de pequenos peixes coloridos, estrelas do mar num
amarelo radiante, sóis alaranjados, verdes pujantes, tiras de céu infinito.
GISELDA MEDEIROS
domingo, 25 de agosto de 2013
REUNIÃO DA AJEB EM AGOSTO DE 2013
CONFIRA FOTOS DA REUNIÃO DA AJEB-CE EM 20/8/2013
NA PAUTA: HOMENAGEM AO CASAL ARGENTINA E GUTEMBERG ANDRADE POR SUAS BODAS DE OURO E HOMENAGEM AOS PAIS.
NA PAUTA: HOMENAGEM AO CASAL ARGENTINA E GUTEMBERG ANDRADE POR SUAS BODAS DE OURO E HOMENAGEM AOS PAIS.
Presidente Nirvanda Medeiros abre a sessão
Saudação aos Pais
Vital Arruda, Gutemberg Liberato e Pereira de Albuquerque
Rejane Costa Barros faz a homenagem ao casal Argentina e Gutemberg
O casal recebe Diploma da AJEB pelas Bodas de Ouro
Argentina faz os agradecimentos
Luiz Falcão faz convite à AJEB para Parceria na divulgação do Projeto CAMINHOS DE IRACEMA
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
UM POEMA DE CLÉO ANSELMO
SONHOS DE MINHA
ESSÊNCIA!
A minha alma cansada de esperar,
Reclama por um olhar...
Um toque ou um gesto de carinho,
Que me faça renascer
Sem medo de entregar
O que ousei guardar.
Sinto o perfume do amor
Sei, são fagulhas de amor
que resplandecem meu coração,
O gosto e teu sabor
Pressinto a tua presença,
Da essência das fagulhas
deste amor a me visitar...
Sinto meu sonhos sonhos
a se realizar na penumbra
do meu coração, em noite de luar
E percebo hoje que apenas sinto.
Mas sei, amanhã irei realizar...
domingo, 28 de julho de 2013
VINDE, ESPÍRITO DE AMOR - Horácio Dídimo
A luz do conhecimento
Dai-nos, Senhor, neste dia;
Conduzi-nos ao caminho
Da vossa sabedoria.
Dai-nos pronta inteligência
para seguir a verdade;
Enchei-nos de fortaleza
de conselho e de piedade.
Dai-nos o santo temor,
Para que todos os dons
Tenham em nós boa acolhida.
Vinde, espírito de Amor,
e levai-nos a Jesus;
Caminho, verdade e vida.
sexta-feira, 19 de julho de 2013
ANIVERSÁRIO DE GISELDA MEDEIROS - 17/7/2013
SAUDAÇÃO DE NIRVANDA MEDEIROS
HOMENAGEM À GISELDA
FELIZ ANIVERSÁRIO!
Agradecemos primeiro
a Deus pelos amigos e amigas que temos,
e por estarem conosco, nesta noite
memorável.
Agradecemos nossa
estimável amiga Giselda Medeiros, “ PRINCESA DOS POETAS DO CEARÁ”, pela
delicadeza de nos ter dado a oportunidade de estarmos aqui, fazendo parte de
sua família, na comemoração de seu aniversário natalício.
GISELDA,
Você é uma Pessoa COMPETENTE, RESPONSÁVEL, AMADA E SÁBIA!
Pronunciaremos palavras que comecem com a letra “S”:
Da Sabedoria, da Seriedade, da
Solidariedade, da Sensibilidade, da Sociabilidade, da Segurança, do
Serviço, do Sentimento, e do Sorriso.
Estas palavras
apontam o caminho da ESPERANÇA, da FÉ e da AÇÂO, características das pessoas
vencedoras.
Desejamos a você um canteiro
de oportunidades. Continue sendo amante da alegria, e cada vez mais
apaixonada pela vida, com sua luz, sendo amiga da sabedoria.
Augusto Cury recomenda e nós também recomendamos:
• Jamais
desista de si mesma,
• Jamais
desista das pessoas que você ama,
• Jamais
desista de ser Feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.
E você é um ser humano especial!
Antes de tudo, você é uma criação de Deus, pessoa que
enriquece seus amigos com sábias palavras e lições; e pessoa de grande estima,
que faz a história.
Parabéns pelo seu brilho!
Plagiando
alguns pensamentos do Texto, “O GRANDE HOMEM”, de autor desconhecido,
Escreverei – “UMA GRANDE MULHER”
É tranquila, calma, paciente, mantém seu modo de pensar;
Pensa com clareza, fala com inteligência, vive com
simplicidade,
É do futuro e não do passado;
Não dispensa nenhum ser humano;
Não busca aplauso, jamais se ofende,
Possui sempre mais do que julga merecer.
Respeita somente a verdade,
Tem mente, “MULHER” e coração de menina,
Conhece a si mesma, tal qual é, e conhece DEUS.
Giselda:
Plante um jardim no seu coração!
• Plante
semente de amor,
• Plante
semente de alegria,
• Plante
semente de perseverança;
• Ao ver a
beleza das plantas e das flores, chamar-se-lhe-á a planta da Sabedoria!
Parabéns, amiga aniversariante!
Para finalizar minhas palavras, lembro São Francisco de
Assis quando disse:
“TODA CULTURA QUE O HOMEM POSSUI É A QUE ELE UTILIZA.”
Obrigada.
Nirvanda
Medeiros
17/07/2013
AGRADECIMENTOS DE GISELDA
CANTO DE AGRADECIMENTO
Deixai-me cantar...
Deixai-me expressar em versos
a beleza desta hora,
o sorriso da alegria,
no esplendoroso universo
do sonho que me alimenta a vida.
Porque poeta é ser capaz
de cantar o inacessível,
de pôr estrelas nas noites mais escuras,
de traduzir, em rútilos lampejos,
a imensa dor do mundo, a humana dor,
na mais esplêndida linguagem: o Amor.
Deixai-me, então, cantar este momento...
Deixai-me agradecer com meu humilde verso
a beleza desta hora,
a alegria do sorriso
e esse grande encantamento
da manifestação do vosso amor!
Assim, prosseguirei cantando.
Assim, prosseguirei sonhando
um sonho estonteantemente belo
como o mar sob o farol das estrelas.
Assim cantando, agradeço esta homenagem.
Assim cantando, deixo-vos minha mensagem,
a peregrinar no espaço desta hora
em que minha alma de alegria exulta
na mais querida
e esplêndida emoção.
Giselda Medeiros
Fortaleza, 17/7/2013
Fortaleza, 17/7/2013
Com Marcelo Gurgel
Rosa Firmo, Evan Bessa, Giselda e Nirvanda Medeiros
Com Ítalo Gurgel e Vicente Alencar
Com Vicente Alencar, Maria Helena Macedo, Maria do Carmo Fontenelle, Vilani e João de Deus
Com José Augusto Bezerra e Bernadete
Com os Acadêmicos Regine Limaverde, José Augusto Bezerra e Batista de Lima
Com Constança Távora
Com o Acadêmico Ernando Uchoa Lima
Com Rejane Noronha
Com Aldo Melo e Sabrina Melo
Com Rejane Noronha, Conceição Seabra e Euda
Com as filhas Rosinha, Ana Paula e a neta Rafaela Medeiros
Com a irmã Maria do Carmo, as filhas, a neta e os amigos
Os Parabéns!
terça-feira, 9 de julho de 2013
AJEBIANA REGINA BARROS LEAL APRESENTA SÁVIA FERRAZ E SEU LIVRO "RASCUNHOS DE UM TEMPO"
EM PRINCÍPIO EXPRESSO
MINHA ALEGRIA EM PARTICIPAR DESSE EVENTO TÃO ESPECIAL EM QUE SÁVIA FERRAZ APRESENTA A OBRA
LITERÁRIA RASCUNHOS DE UM TEMPO
NUMA CIRCUNSTANCIA PARTICULAR DE REGOZIJO.
MEUS DIZERES SÃO DIRIGIDOS
Á MULHER, Á ESCRITORA, A MÃE, ENFIM, Á AMANTE DA VIDA.
PARA ELA O BRILHO, OS APLAUSOS, OS SORRISOS,
AS REVERÊNCIAS!
INICIO MINHA FALA
AFIRMANDO: SAVIA É UMA CRONISTA E COMO TAL, SE INSPIRA NOS ACONTECERES DO
COTIDIANO, NOS CENARIOS PARTICULARES, OS QUAIS NÃO
ESCAPAM Á SUA CURIOSIDADE FEMININA.
SÁVIA CONTA EXPERIÊNCIAS INUSITADAS, LEMBRANÇAS AVIGORADAS PELA EMOÇAO, REVELANDO INTELIGÊNCIA, ARGUMENTAÇÃO E SENSIBILIDADE.
TRANSBORDA DE
AMOR AO ESCREVER SOBRE OS AMORES DE SUA VIDA
RASCUNHOS DE
UM TEMPO- PERCORRE O
ITINERÁRIO DA MULHER QUE NARRA FATOS CORRIQUEIROS, CENÁRIOS IRREVERENTES, AS INCONTIDAS
EMOÇÕES, O PRIMEIRO BEIJO, A SENSUALIDADE FEMININA, OS MEDOS, AS ANGÚSTIAS, AS PRINCIPAIS
DESCOBERTAS E OS SOBRESSALTOS DIANTE DO INEXORÁVEL.
A CRONISTA
RASCUNHA A VIDA INSERINDO TEMPOS DIFERENTES, TEMAS DÍSPARES, ARTICULANDO
EXPERIÊNCIAS, ESTÓRIAS DE VIDA, TESTEMUNHOS E ESPERANÇA NO DEVIR.
SÁVIA ATRAVESSA
AS EMOÇÕES COM UM OLHAR FUNDANTE.
NA APRESENTAÇÃO
DE SEU LIVRO ELA DESPONTA SUA AUTENTICIDADE AO EXPRESSAR:
SEI QUE O QUE ESCREVO REPRESENTA MUITO
DE MINHA VIVÊNCIA,
ASSIM, INTRODUZ O
LEITOR ÀS SUAS VIVÊNCIAS, QUESTIONA, CRIA, RECRIA, REINVENTA A VIDA,
SURPREENDE, AGUÇANDO A CURIOSIDADE DO LEITOR.
É UMA ESCRITA
PERMEADA DE TRAVESSURAS, CONJECTURAS, REFLEXÕES E QUESTIONAMENTOS.
NA CRÔNICA REPENSANDO REGISTRA;
IMPOSSÍVEL AFASTAR-SE DA REALIDADE DO COTIDIANO. DEIXAR
DE VER, DE ESCUTAR, DE PERCEBER ATRAVÉS DOS SORRISOS E DOS OLHARES, DAS
EXPRESSÕES DE ENFADO, DAS GARGALHADAS RUIDOSAS A VIDA ACONTECENDO A NOSSA
VOLTA.
CORAJOSAMENTE
DESCREVE, Á SUA MANEIRA, SITUAÇÕES VIVENCIADAS DE FORMA ATRAENTE, COMPARTILHA
OS MOMENTOS DE SOLIDÃO, EXPRESSA SUAS DORES, SUAS ANGUSTIAS, ALEGRIAS E DESEJOS
SINGULARES.
SE A MORTE ME PEGAR DESPREVINIDA NÃO QUERO QUE FAÇAM
GRANDES CENAS DE DOR
SÁVIA, EM SUAS
NARRATIVAS REVELA UM OLHAR EMPÁTICO AO ACOLHER OS AMIGOS, AS PESSOAS PRESENTES
EM SUA EXISTENCIA.
SUAS CRÔNICAS
DESTACAM REMINISCÊNCIAS, ABRE FENDAS NO TEMPO E VISUALIZA MOMENTOS DE AMOR, DE
GARGALHADAS E SAUDADES DE OCASIÕES PECULIARES.
RASCUNHANDO O TEMPO - É A OBRA DE UMA MULHER RUIDOSA, PERTINENTE E
IMPERTINENTE. AO HISTORIAR SITUAÇÕES DO COTIDIANO, ELA MANIFESTA A AGONIA DA
SOLIDÃO, O INUSITADO DO INDISCRITIVEL, BEM COMO ESTÓRIAS IMPREGNADAS DE
SENTIMENTOS PARADOXAIS E INSTIGANTES.
AS IDAS E VINDAS
DA MENINA DO INTERIOR QUE AGARRA A VIDA COM TENACIDADE E ENFRENTA A CIDADE, O
NOVO, DE UMA FORMA CORAJOSA.
MÃE, PROFISSIONAL, COM VASTA EXPERIÊNCIA NA ÁREA SOCIAL, CRAVA RAIZES
POR ONDE PASSA,
ENFIM, UMA MULHER QUE TRANSCENDE O TEMPO.
A ESCRITORA
PERCORRE O TRAJETO DA OUSADIA, DA CORAGEM AO DESNUDAR SEGREDOS E EMOÇÕES PARTICULARES.
CONTA, DE FORMA
SINGULAR O SEU MERGULHO LITERÁRIO, OS SEUS PRECIOSOS LIVROS, A SUA FOME PELAS
LETRAS. DESCREVE QUE ATÉ BULAS DE REMÉDIO NÃO ESCAPARAM À SUA GULA.
ESCREVE E DEDICA SUA
OBRA ÁS MULHERES, Á SIMONE DE BEAUVOIR EM PARTICULAR, DESTACANDO PERPLEXIDADE AO
DESCOBRIR SUA PRÓPRIA FEMINILIDADE, SUA SENSUALIDADE E AO CRIAR SUAS FANTASIAS.
AS CRÔNICAS FAZEM
UMA VARREDURA NO COTIDIANO QUE A ESCRITORA OBSERVOU E VIVENCIOU AO LONGO DE SUA
HISTORIA E, DE FORMA PESSOAL, PARTICULARIZA SITUAÇÕES FAMILIARES, AMORES, O SENTIMENTO
MATERNAL, OS ACERTOS E DESACERTOS EXISTENCIAIS, AS EXPERIÊNCIAS PARADOXAIS,
EFÊMERAS, ETERNAS E DENSAS NA CIRCUNSTANCIA VIVIDA. DIANTE DA INEXORÁVEL
FINITUDE HUMANA.
EU PODERIA
ESCREVER MAIS SOBRE A ESCRITORA E SUA OBRA RASCUNHOS
DE UM TEMPO, ENTRETANTO, VAMOS ESTENDER UM TAPETE VERMELHO E DAR
PASSAGEM A ESCRITORA, A CRONISTA QUE TERÁ MUITO QUE DIZER, E, COM CERTEZA,
SORVEREMOS SUAS PALAVRAS COMO UMA BELA TAÇA DE VINHO.
É A SUA NOITE!
PARABÉNS, SAVIA.
REGINA
BARROS LEAL
domingo, 7 de julho de 2013
100 DICAS DE LEITURA - REVISTA BRAVO
Quais são os 100 livros fundamentais, essenciais,
imperdíveis da literatura brasileira? Que romance, poesia, crônica ou conto
você não pode deixar de ler na vida? Dom Casmurro, Brás Cubas, Macunaíma,
Sargento de Milícias, Grande Sertão: Veredas e outras grandes obras do Brasil.
A revista Bravo selecionou os 100 melhores livros dos melhores autores do país.
Aqueles clássicos que caem no vestibular com 100% de certeza. Um ranking dos
livros mais importantes do Brasil. Veja a lista no final do texto ou siga as
dicas de 17 educadoras que selecionaram os livros essenciais para ler dos 2 aos
18 anos e chegar à vida adulta com boas referências, no hotsite Biblioteca Básica.
Especial: Dicas de Livros
Centenas de dicas de todos os gêneros literários, para você
e sua família!
Escritores costumam
ser, até por ofício, bons frasistas. É com essa habilidade em manejar palavras, afinal, que constroem
suas obras, e é em parte por causa dela que caem no esquecimento ou passam para
a história. Uma dessas frases, famosa, é de um dos autores que figuram nesta
edição, Monteiro Lobato: "Um país se faz com homens e livros". Quase
um século depois, a sentença é incômoda: o que fazer para fazer deste um Brasil
melhor? No que lhe cabe, a literatura ainda não deu totalmente as suas respostas.
Outro grande criador de frases, mais cínico na sua
genialidade, é o dramaturgo e escritor Nelson Rodrigues, outro autor
representado nesta edição. Dizer que "toda unanimidade é burra" é muito mais que um dito
espirituoso: significa mesmo uma postura em relação às coisas do mundo e do
homem tão crucial quanto aquela do criador do Sítio do Picapau Amarelo.
É evidente que o ranking das 100 obras obrigatórias da
literatura brasileira feito nesta edição não encontrará unanimidade entre os
leitores. Alguns discordarão da ordem, outros eliminariam títulos ou
acrescentariam outros. E é bom que seja assim, é bom que haja o dissenso:
ficamos longe da burrice dos cânones dos velhos compêndios e da tradição
mumificada.
Embora tenha sua inevitável dose de subjetividade, a seleção
feita nesta edição, contudo, está longe de ser arbitrária. Os livros que, em
seus gêneros (romance, poesia, crônica, dramaturgia), ajudaram a construir a
identidade da literatura nacional não foram desprezados (na relação geral e na
ordem). Nem foram deixados de lado aqueles destacados pelas várias correntes da
crítica, muito menos os que a própria revista BRAVO!, na sua missão de divulgar
o que de melhor tem sido produzido na cultura brasileira, julgou merecer.
O resultado é um guia amplo, ao mesmo tempo informativo e
útil. Para o leitor dos livros de ontem e hoje, do consagrado e do que pode
apontar para o inovador. Não só para a literatura, mas também, como queria
Lobato, para os homens e para o país que ainda temos de construir. A seguir, os
100 livros essenciais da literatura brasileira, listados em ordem alfabética de
autor. Leia e divirta-se!
Adélia Prado: Bagagem
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos
Noite na
Taverna
Antonio Callado: Quarup
Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
Augusto de Campos: Viva Vaia
Augusto dos Anjos: Eu
Autran Dourado: Ópera dos Mortos
Basílio da Gama: O Uraguai
Bernando Élis: O Tronco
Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo
Claro Enigma
Castro Alves: Os Escravos
Espumas Flutuantes
Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência
Mar Absoluto
Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H.
Laços de
Família
Cruz e Souza: Broquéis
Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
Dias Gomes: O Pagador de Promessas
Dyonélio Machado: Os Ratos
Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
Euclides da Cunha: Os Sertões
Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
Fernando Sabino: O Encontro Marcado
Ferreira Gullar: Poema Sujo
Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
Graça Aranha: Canaã
Graciliano Ramos: Vidas Secas
São Bernardo
Gregório de Matos: Obra Poética
Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas
Sagarana
Haroldo de Campos: Galáxias
Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
Ignácio de Loyola Brandão: Zero
João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
João do Rio: A Alma Encantadora das Ruas
João Gilberto Noll: Harmada
João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela
Terras do Sem Fim
Jorge de Lima: Invenção de Orfeu
José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen
José de Alencar: O Guarani
Lucíola
José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto
José Lins do Rego: Fogo Morto
Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada
Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé
Luiz Vilela: Tremor de Terra
Lygia Fagundes Telles: As Meninas
Seminário dos Ratos
Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas
Dom
Casmurro
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de
Milícias
Manuel Bandeira: Libertinagem
Estrela da
Manhã
Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
Mário de Andrade: Macunaíma;
Paulicéia
Desvairada
Mário Faustino: o Homem e Sua Hora
Mário Quintana: Nova Antologia Poética
Marques Rebelo: A Estrela Sobe
Menotti Del Picchia: Juca Mulato
Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo
Murilo Mendes: As Metamorfoses
Murilo Rubião: O Ex-Mágico
Nelson Rodrigues:
Vestido de Noiva
A Vida Como
Ela É
Olavo Bilac: Poesias
Osman Lins: Avalovara
Oswald de Andrade: Serafim Ponte Grande
Memórias
Sentimentais de João Miramar
Otto Lara Resende: O Braço Direito
Padre Antônio Vieira: Sermões
Paulo Leminski: Catatau
Pedro Nava: Baú de Ossos
Plínio Marcos: Navalha de Carne
Rachel de Queiroz: O Quinze
Raduan Nassar: Lavoura Arcaica
Um Copo de
Cólera
Raul Pompéia: O Ateneu
Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu
Cartas Chilenas
Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
Visconde de Taunay: Inocência
Texto Helio Ponciano
e Marcelo Pen
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