domingo, 7 de agosto de 2016
AJEBIANA EM DESTAQUE
No Encontro
Mulheres Pague Menos, acontece
uma promoção, denominada A Estrela é Você, da qual participam
apenas mulheres, com um texto sobre sua história de amor dentro de sua visão de
mundo.
O Tema do
11º encontro 2016 foi “De Coração pra
Coração”. A jornalista Leda Nagle foi uma das componentes da equipe de
seleção dos textos. E, pela segunda, a ajebiana Rosa Firmo foi classificada
pela equipe de redação do Encontro Mulheres Pague Menos, ficando entre as dez
escolhidas entre as centenas de mulheres
que escreveram.
Nesse 11º
encontro (disse ela), “preferi não falar da minha história. Escrevi essa
simples mensagem de otimismo para nós, mulheres. Com o desejo de melhorar nossa
relação e conquistarmos um mundo mais pacífico. Não me envaideci por ter sido
classificada, fiquei honrada por contribuir para um evento de um mar de
mulheres”.
A AJEB-CE
parabeniza nossa associada e publica aqui, n’O Ajebiano, seu texto premiado.
Parabéns,
Rosa Firmo!
De Coração Pra Coração
O dia amanheceu
luminoso, a crisálida já se rasgava em cores, os corações fervorosos rompem o
casulo da esperança em marcha harmoniosa na busca de doar amor.
Um
coração amoroso e confiante busca, questiona, espera desejoso, uma vida de mais
qualidade para o planeta.
E nesse
caminhar no dia a dia devemos procurar ofertar ao outro palavras que evoquem
sutilezas, gestos que possam ancorar no coração como o pouso leve da borboleta
nas flores orvalhadas, como a magia da música sussurrando no ouvido, como um
raio de luz entrando na janela, como um fio d’água escorrendo na cachoeira.
No mundo
hodierno faz-se necessário, de coração
pra coração, ancorar na singeleza da poesia, que expressa sentimentos de
esperança e asperge amor e encantamento para a humanidade.
Faz-se
necessário dizer milhões de vezes, louvado seja Deus na medida do amor
incondicional, com maestria e fé: O importante em nossas vidas é não cessar
esforços de compartilharmos experiências positivas, alegria, amor e não temer
os obstáculos.
De coração pra coração devemos, manter a visualização de um mundo mais pacífico.
Rosa Firmo
(Regra
exigida: texto de apenas vinte linhas).
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
SAUDADE, DRA. CELINA CÔRTE PINHEIRO!
A Associação
de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB-CE, por intermédio de sua
Presidente, Dra. Gizela Nunes da Costa, vem externar sua tristeza pela perda
irreparável, acontecida hoje, dia 3 de agosto de 2016, de sua sócia efetiva, Dra.
Celina Côrte Pinheiro, mulher de grande talento, médica e escritora,
conceituada entre seus pares.
Desse modo,
estamos todos de luto e profundamente consternados pelo passamento dessa mulher
forte, amiga verdadeira, ser humano
solidário, profissional competente, mãe devotada, esposa cuidadosa e avó
estremecida.
Para que
fique sempre em nossa memória a vida de nossa associada, deixamos essas
pinceladas da história de sua vida.
Celina nasceu na cidade de Ribeirão Preto, Estado
de São Paulo, em 24 de julho de 1949. Filha do casal Cândido Côrte e Maria Conceta Bianco Côrte. Formou-se em Medicina e
concluiu sua especialização na mesma cidade. Casou-se aos 26 anos com o médico
Francisco Wilson Pinheiro de Sousa, também ortopedista, com quem teve três
filhos: Fernando, Fabrício e Flávio, todos já casados. Tem três netos: Gabriel,
Giulia e Felipe.
Graduou-se
pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
da Universidade de São Paulo
(USP) no ano de 1973. Médica Residente
do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) -
Área de Ortopedia e Traumatologia no período de 1974 a 1976. Estagiária na área de Ortopedia e
Traumatologia do Pavilhão “Fernandinho Simonsen” da Santa Casa de Misericórdia
de São Paulo no período de fevereiro a julho de 1976. Membro Titular da
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) - desde 1976. Especialista em Ortopedia e Traumatologia
pela Associação Médica Brasileira (AMB) - 1977.
Membro titular da Sociedade Latino-Americana de Ortopedia e
Traumatologia (SLAOT) - desde 1979. Preceptora de residentes na Clínica de
Acidentes – de 1977 a 1980. Preceptora de residentes no IJF de 1977 a 1990. Preceptora de residentes no HGF de 1980 a
1990. Servidora pública no Instituto Dr. José Frota desde 1977. Servidora
pública concursada pelo INAMPS, lotada no Hospital Geral de Fortaleza, de 1980
a 2004. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina Física e
Reabilitação Regional do Ceará desde 1980.
Chefe do Centro Cirúrgico da Emergência do HGF no período de 1994 a
1996. Chefe da Emergência do HGF em
1997. Recertificação pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
(SBOT) – 2003. Membro do Comitê de Osteoporose da SBOT. Supervisora das Residências Médicas dos
hospitais da rede pública estadual (CERME/ESP-CE) de julho de 2004 a setembro de 2009. Assessora do Secretário da Saúde para
desenvolvimento das Residências Médicas na rede estadual (SESA/BID) desde 2009.
Proprietária da Clínica Ortopédica e Traumatológica S/C Ltda. (CLINORT) desde
1976.
OUTRAS
ATIVIDADES: Colaboradora do DN Infantil (semanário do jornal Diário do
Nordeste) no período de 1984 a 1990. Colaboradora do Fort News (semanário do
jornal Tribuna do Ceará) de 1986 a 1988, além de outros cadernos literários e
jornais espíritas em alguns Estados do Brasil, além do Ceará.Colaboradora do
periódico Gazeta Espírita. Membro do Conselho Editorial dos jornais Fortaleza
Espírita e Ceará Espírita. Membro do Conselho Editorial do Jornal da SBOT –
Regional do Ceará. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores
(SOBRAMES) desde 1987. Secretária da SOBRAMES no biênio 1988-1990 e
Vice-Presidente no biênio 1990-1992. Membro da Academia Feminina de Letras do
Ceará (AFELCE) desde 2002. Membro da Academia de Letras dos Municípios do
Estado do Ceará (ALMECE) desde 2003 – representante do município de Aquiraz.
Secretária-geral da ALMECE no período de 2006 a 2008. Sócia efetiva da
Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil- coordenadoria do Ceará. Membro
eleito do Conselho de Leitores do Jornal O POVO em 2008. Membro reeleito do
Conselho de Leitores do Jornal O POVO em 2009. Colaboradora do DN Infantil –
convidada pela editoria em 2008. Colaboradora do Jornal O POVO e DIÁRIO DO
NORDESTE. Executa alguns instrumentos musicais desde a infância.
PREMIAÇÕES:
3º lugar no Concurso do Centro Médico Cearense em outubro de 1984. 1º lugar no
Concurso de Prosa e Poesia da SOBRAMES – Regional de Alagoas em 1990. 3º lugar
no Concurso Terça-Feira em Prosa e Verso em dezembro de 2002. Diploma de Mérito
Cultural pela ALMECE em 2002 e da Associação de Jornalistas e Escritoras do
Brasil – CE, em 2016. Diploma de Sócio Emérito da ALMECE em 2004; 3º lugar no
Concurso Internacional “Escrevendo para a Infância”, realizado pela Editora
Aliança (SP) em 2004. Menção honrosa no
4º Concurso Terça-Feira em Prosa e Verso em 2004. Menção honrosa em Concurso de Pintura
realizado pela UNIMED; 1º lugar na I
Jornada Literária de Camocim, realizada pela SOBRAMES-CE, no período de 24 a 26
de outubro de 2008. Menção honrosa no
Concurso Mensal de Trovas da União Brasileira de Trovadores (UBT) – regional do
Ceará, em 2009. Faleceu em 3 de agosto de 2016, em Fortaleza-CE.
sexta-feira, 22 de julho de 2016
"JE SUIS FRANÇAIS" MATÉRIA PUBLICADA NO DIÁRIO EM 22/07
“Je suis français”
O mundo está perplexo. Mais uma vez os desajustes individuais, de grupos, de nações estão conduzindo países ricos, emergentes e pobres para uma crise que abrange aspectos éticos, morais, socioeconômicos, políticos, de desesperança, de irresponsabilidade, de injustiça e de violência. Para aonde vamos? O que queremos? No último dia 14, a França comemorava mais um ano da “Queda da Bastilha”, movimento apoiado em três palavras que representam a essência da democracia: liberdade, igualdade e fraternidade. É a maior festa nacional daquele País amigo. De repente, na bela cidade de Nice surge no meio da multidão um caminhão dirigido por um monstro, covarde e criminoso atropelando centenas de pessoas, deixando mais de cem mortos e duzentos feridos. Verdadeira barbárie. Por quê? Qual a razão? Não existe razão para tamanha perversidade e ignorância. Não basta dizer que é um “lobo solitário” ou é a orientação de algum grupo terrorista, mas o apocalipse moral e ético da sociedade mundial. Saliento, todavia, que tal quadro dantesco não é culpa da democracia, como chegam a dizer alguns idiotas, mas a falta de democracia. Nos últimos dois anos, a França foi agredida de forma terrível por três atentados: Charlie Hebdo, Bataclan e agora Nice. Outros países também estão sendo vítimas de ações terroristas, matando inocentes. Falta generosidade e entendimento entre as pessoas. “ Quando em desespero, eu me lembro que durante toda a história o caminho da verdade e do amor sempre ganharam”(Mahatma Gandhi). “Nous sommes françaises”.
Gonzaga Mota
Professor aposentado da UFC
sábado, 16 de julho de 2016
ANIVERSÁRIO DE GISELDA MEDEIROS - 2016
A Presidente de Honra da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - CE, Giselda Medeiros, recebeu bela homenagem pelo transcurso de seu aniversário.
Ajebianas e ajebianos compareceram ao almoço, dia 13 de julho, no Náutico Atlético Cearense para cantar os parabéns.
A Presidente Gizela Nunes da Costa passou a condução dos trabalhos à cerimonialista, escritora Francinete Azevedo, antes, porém, prestando uma homenagem póstuma, com um minuto de silêncio, à Lúcia Helena Pereira, pelos seus feitos à AJEB-RN, como presidente dessa coordenadoria e pelo seu dinâmico trabalho como Presidente Nacional da AJEB.
A cerimonialista exaltou a pessoa e a escritora, Giselda Medeiros, com belas palavras. Em seguida, passou a palavra à secretária, Rejane Costa Barros, responsável pela louvação à aniversariante. Com um discurso poético, Rejane traçou a personalidade da escritora homenageada (transcrito mais abaixo).
Em nome da família de Giselda, seu filho, Jorge Francisco de Medeiros, fez os agradecimentos pela homenagem à sua mãe.
A aniversariante, em rápidas palavras, mostrou sua visível emoção, agradecendo a todos os amigos ali presentes com um poema.
O jornalista Vicente Alencar fez a leitura das notícias culturais.
Ao final, as fotos, imagens da bela recepção.
Giselda Medeiros e a celebração da vida
O Ceará, terra bem-aventurada que produz bons frutos, permitiu que Prata se transformasse em ouro. Fortaleza recebeu uma menina, que cresceu, virou mulher, estudou, tornou-se professora, casou, construiu uma bela família, talentosa, que decifrou os mistérios da literatura, tornou-se poetisa de primeira linhagem e também a Princesa dos Poetas do Ceará. Intelectual de provada e admirada sabedoria, descobriu com perfeito discernimento o saber e o sabor da poesia, sua grata companheira, usando-a como fonte vital de sua produção. Destaca-se ainda, no conto, na trova, na crônica, na crítica literária.
Giselda Medeiros é mulher simples, sensível, bem-intencionada e que ama Fortaleza, pois por ela foi recebida e adotada como filha. Sabe ser moderada na medida em que não é submissa e sabe ser audaz, se fazendo nobre, sem soberba. Tem um jeito franco e cordial de ser, naturalmente, sem precisar fazer tipo, sem nunca fingir ou negar sua personalidade. Sua alma é ampla e aberta como o sol que brilha a cada dia. Seu coração, assim como o nosso mar, é belo de se ver e navegar. Sua vida é assim, sem mistério ou disfarces, desfraldada como uma bandeira, sugerindo esperanças e convidando-nos a acompanhá-la. É feita de pura paixão. De ânsia de trabalho e de vitória. De luz e fé. Como todo o bom povo nordestino.
Nascida no dia 14 de julho, onde ainda hoje se comemora, na França, a vitória da liberdade, com a Tomada da Bastilha, filha do casal Jorge Francisco de Medeiros e Raimunda de Sousa Fernandes Medeiros, tem muitas histórias a nos contar e muitas lições de vida a nos repassar.
Um dia o destino tratou de nos aproximar e de nos fazer amigas. Assim, permanecemos. Desfrutamos de uma cumplicidade literária e afetiva, e agradecemos sempre por esse encontro, pleno de respeito, admiração e reciprocidade. Essa mulher de marca esplêndida de dignidade não tem frustrações e sente-se uma pessoa feliz com o mundo em que vive e com sua família; é um ótimo exemplo a ser seguido.
Giselda honra-me a sua fidelidade e o tratamento afetivo que me dispensa diariamente. Procuro também dedicar a ti o meu desvelo, minha solidariedade, e um amor altaneiro e sincero, de amiga, com a felicidade de nesse recente Dia das Mães de 2016, ter recebido de ti um recadinho muito carinhoso no qual me adotavas como filha em seu sensível coração materno. Obrigada!
O poeta Alberto de Oliveira, num de seus poemas diz que a boa idade é a da maturidade, porque é o tempo da sabedoria e da serenidade. E realmente, é.
Amiga, que Deus, que a fez com toda essa capacidade de não envelhecer, a conserve desse mesmo jeito: companheira de todos os momentos, boa e leal em todas as circunstâncias, com essa lucidez poética incrível e esse espírito de menina-mulher plena de jovialidade interior.
Receba de todos nós, seus amigos, os votos de parabéns, por mais um ano de vida, por seu bom exemplo, sua conduta, sua família, pela missão que vem cumprindo com tanta consciência e dignidade.
Muito obrigada por você existir em nossas vidas!
Parabéns por seu aniversário!!!!
Rejane Costa Barros
Fortaleza, 13 de julho de 2016
FOTOS
quarta-feira, 13 de julho de 2016
AJEB NACIONAL PUBLICA NOTA DE PESAR PELO FALECIMENTO DE LÚCIA HELENA PEREIRA
Foi com profundo pesar que a Associação de
Jornalistas e Escritoras do Brasil-AJEB, recebeu a triste notícia do
falecimento da nossa tão apreciada colega ex-presidente da AJEB Nacional, Lucia
Helena Pereira. A Literatura perde uma grande poeta, escritora que dedicou uma
parte de sua vida em defesa dos interesses de um nobre grupo de mulheres
intelectuais. Lucia Helena, pouco antes da minha posse havia se disponibilizado
a colaborar com a AJEB na regularização das ATAS das Assembleias Gerais
Nacionais Ordinárias . E,mesmo doente após 30 dias na UTI, enviou um e mail
à ex-presidente Daisy Buazar dando
sugestões e encorajando-a a seguir em
frente. Naquele momento deu-nos a luz e apontou-nos o melhor caminho. Hoje a
AJEB está regularizada juridicamente frente ao Cartório de Curitiba.
Porém,estamos tristes pela sua partida, mas com a crença de que a luz Divina
lhe acolheu para o descanso na paz
eterna.
" Aquele que habita no esconderijo do
Altíssimo,à sombra do Onipotente descansará." (Salmo 91.1)
Com nosso apreço e gratidão.
Maria Odila Menezes de Souza
Presidente Nacional da AJEB
sexta-feira, 1 de julho de 2016
THEATRO JOSÉ DE ALENCAR COMEMORA CENTO E SEIS ANOS
OS
CENTO E SEIS ANOS DO THEATRO JOSÉ DE ALENCAR
Rejane Costa Barros
O mundo cultural cearense se
movimenta em comemoração dos cento e seis anos do THEATRO JOSÉ DE ALENCAR,
inaugurado a 17 de junho de 1910.
Durante todo este ano de 2016, como
acontece em cada ano, numerosos eventos deverão lembrar esse importante
acontecimento, que colocou Fortaleza entre as cidades brasileiras dotadas de
magníficas casas de espetáculos, a exemplo de Recife (Teatro Santa Isabel),
Belém (Teatro da Paz), São Luís (Teatro Artur de Azevedo), Natal (Teatro
Alberto Maranhão) Rio de Janeiro (Teatro Municipal) e Manaus (Teatro Amazonas).
A necessidade de dotar a nossa
capital de um grande Teatro era aventada desde meados do século 19, quando o
Presidente da Província João Silveira de Sousa enviou à Assembleia Provincial o
primeiro projeto de sua construção.
A intenção da administração pública
haveria de se manifestar em vários outros governos por toda a segunda metade
daquele século, sem, contudo realizar-se, por carências financeiras, flagelos
climáticos e condescendência a outras prioridades, de sorte haver-se por longo
tempo a construção do teatro oficial virar alvo da descrença popular ou ser
tratada pelo ceticismo geral como mero arrebatamento demagógico.
A cidade de Icó, desde 1860, e
Sobral, desde 1880, já contavam com seus respectivos teatros, o que poderia ser
interpretado como uma posição cultural mais avançada do que a da capital, que
assim se mostrava acanhada como sociedade civilizada e de ilustração da
inteligência.
Embora a arte cênica fosse
costumeiramente praticada em Fortaleza, pois aqui tinham sido fundadas várias
casas teatrais e montadas inúmeras peças cômicas e trágicas, burletas, operetas
e esquetes, carecia a Capital do Ceará de um edifício apropriado, um espaço
condizente onde pudessem ser representados o talento e a criatividade de nossos
artistas.
Antecederam o THEATRO JOSÉ DE
ALENCAR, na Fortaleza do século 19, o Teatro Concórdia (1830), o Teatro
Taliense (1842), o Teatro São José (1876), o Teatro das Variedades (1877), o
Teatro São Luis (1880) e o Teatro Iracema (1897), espaços humildes, alguns dos
quais exigindo que os espectadores levassem de casa as cadeiras para assistir
aos espetáculos.
Somente no começo do século 20, no
Governo do Comendador Nogueira Accioly, velho oligarca que vinha do Império e
aderira à República, tiveram início as obras de construção do teatro, na antiga
Praça Marquês de Herval, hoje Praça José de Alencar.
O Governo Estadual não dispondo de
recursos econômicos para uma obra daquele porte, contraiu o primeiro empréstimo
internacional do Ceará com o Banco Nacional da França, tendo como fiadores os
Irmãos Boris, titulares da Casa Boris, na época uma das mais importantes
empresas instaladas no Ceará.
Iniciado em 1908, o THEATRO JOSÉ DE
ALENCAR seria concluído dois anos depois, em 1910, tendo sido inaugurado com
uma sessão solene que contou com números musicais e discursos oficiais. A
primeira peça levada à cena seria “O Dote”, de Artur de Azevedo, e aconteceria
somente a 23 de setembro daquele ano.
O edifício, de estilo eclético, pois
nele se misturam o neoclassicismo e a influência setecentista luso-brasileira,
foi construído dentro dos melhores padrões arquitetônicos que o país podia
oferecer, como Teatro Monumento. Sua estrutura é de ferro fundido, importado da
Escócia, e sua decoração empregou, além do renomado artista nacional Rodolfo
Amoedo, o talento local de nossos pintores, dentre eles o fabuloso Ramos
Cotoco, que também era um bom poeta, compositor e excelente boêmio.
O teatro, nos moldes como o
conhecemos, tem origem nas festas em homenagem a Dionísio, o deus grego do
vinho, e, desde os antigos, tinha a função de representar a vida em todos os
seus momentos de alegria, paixão, esperança, dúvida, remorso ou dor.
Em todos os tempos a arte dramática
foi uma apreciada e comovente modalidade diversional e teve marcante influência
nas culturas dos povos.
De William Shakespeare, o brilhante
renascentista inglês, ao nosso dramaturgo e comediógrafo Carlos Câmara, os
autores teatrais figuram como representantes destacados da literatura de todos
os povos.
Mais do que o cinema e as novelas de
televisão, o teatro produz uma empatia imediata com o público, com ele
repartindo as emoções ali manifestados.
Emblema e símbolo dos sentimentos, o
teatro é uma manifestação artística sublime, que retrata a alma humana de
maneira grandiosa, na apoteose da felicidade ou nos desvãos da amargura,
comprovando que, indiferente ao avanço da tecnologia e dos fascínios da
modernidade, em essência, somos os mesmos seres, sujeitos às oscilações da
sorte e aos vendavais do destino.
Ir ao teatro é uma demonstração de
civilidade e as escolas públicas e privadas deveriam desenvolver programas de
estudo e prática teatrais, tornando a arte cênica um instrumento costumeiro de
educação.
Portanto, no momento em que
comemoramos os cento e seis anos de nosso belo e monumental THEATRO JOSÉ DE
ALENCAR, seria interessante que pudéssemos ter esse sonho acatado e futuramente
realizado. Como seria bom que fosse incluído no currículo das escolas
municipais e estaduais de nosso Estado, a Educação Teatral.
Vida longa ao nosso belo THEATRO
JOSÉ DE ALENCAR.
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Lançamento de Canções Exercício de Resignação- ROSA FIRMO
A ilustre poetisa, Rosa Firmo, realizou o lançamento do seu belo livro de poesia, intitulado - Canções Exercício de Resignação, na ADUFC, dia 28 de junho. Foi uma noite memorável, recheada de apresentações artísticas, com destaque para Nonato Luiz, violonista de prestígio internacional.
Estiveram presentes vários escritores, poetas, artistas e um grande número de amigos.
PARABÉNS, ROSA FIRMO!
Agradecimentos da Autora
sábado, 25 de junho de 2016
BELO POEMA DE FERNANDA BENEVIDES
INVENTÁRIO DO CREPÚSCULO
Esmaece a tarde.
O horizonte banha-se nas águas cinzas do oceano.
Flocos de algodão desfilam pelo éter,
rumo ao poente.
Rebanhos do céu vestem-se de azul
para saudar a noite.
Apagam-se as dunas do Cumbuco.
Coqueiros tremulam, tímidos, ao vento.
Espumas de neve frisam o litoral
delimitando o mar.
O horizonte banha-se nas águas cinzas do oceano.
Flocos de algodão desfilam pelo éter,
rumo ao poente.
Rebanhos do céu vestem-se de azul
para saudar a noite.
Apagam-se as dunas do Cumbuco.
Coqueiros tremulam, tímidos, ao vento.
Espumas de neve frisam o litoral
delimitando o mar.
Da sacada,
vejo o crepúsculo acasalar o dia,
num copular lento, contínuo e fecundo.
Nasce a noite.
O sol dilui-se ao afago das estrelas.
Vaga-lumes luzem, efêmeros, pelos ares.
Aves deitam em seus ninhos
a exaustão da liberdade.
Crianças bocejam.
Luzes artificiais iludem-nos as retinas,
na derradeira hora vespertina.
Minha alma de poeta
ascende ao asceta.
Saúdo a noite em seu momento primeiro.
A luz que morre no poente
desperta o Oriente.
O tempo não tem tempo.
vejo o crepúsculo acasalar o dia,
num copular lento, contínuo e fecundo.
Nasce a noite.
O sol dilui-se ao afago das estrelas.
Vaga-lumes luzem, efêmeros, pelos ares.
Aves deitam em seus ninhos
a exaustão da liberdade.
Crianças bocejam.
Luzes artificiais iludem-nos as retinas,
na derradeira hora vespertina.
Minha alma de poeta
ascende ao asceta.
Saúdo a noite em seu momento primeiro.
A luz que morre no poente
desperta o Oriente.
O tempo não tem tempo.
sexta-feira, 24 de junho de 2016
REUNIÃO DA AJEB-CE, DIA 21 DE JUNHO DE 2016
Gizela Nunes Costa esteve à frente de mais uma reunião ordinária da AJEB-CE. Foi um encontro agradável e produtivo, uma vez que a Presidente deu espaço a todas as ajebianas para apresentar suas produções, levar sugestões, a fim de que nossas reuniões e projetos apresentem maior interação com a cultura cearense. Gizela faz questão de afirmar sempre que sua gestão na AJEB é compartilhada, o que dá oportunidade de uma participação coletiva diante dos caminhos de nossa AJEB.
A Presidente diplomou todas as ajebianas, em seus respectivos cargos, da Diretoria.
A Presidente de Publicação, Giselda Medeiros, falou sobre a edição do nono volume de Policromias,pedindo a valiosa participação das ajebinas e dos sócios colaboradores, beneméritos e honorários, no sentido de fazer sempre o melhor para manter a AJEB-CE no seu patamar de sucesso.
Encerrada a sessão, foi servido um lanche, ocasião em que todos se confraternizaram em torno dos aniversariantes do mês (junho).
A seguir, faremos o registro iconográfico dessa sessão.
Assinar:
Postagens (Atom)


























