ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª VICE-PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Nirvanda Medeiros

1ª DIRETORA DE FINANÇAS: Gilda Maria Oliveira Freitas

2ª DIRETORA DE FINANÇAS: Rita Guedes

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Stella Frota Salles

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Evan Gomes Bessa

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Marçal

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

HOMENAGEM PÓSTUMA À DRA. CELINA CÔRTE PINHEIRO



A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB-CE realizou, em sua reunião ocorrida dia 18 de outubro de 2016, em sua sede, sita no Palácio da Luz, a sua homenagem póstuma à Dra. Celina Côrte Pinheiro, uma de nossas atuantes ajebianas.
A sessão contou com a presença de seu filho, odontólogo Fernando Pinheiro, que, após a homenagem, muito emocionado, agradeceu o carinho da AJEB-CE.  
A nossa presidente, Dra. Gizela Nunes da Costa, abriu a sessão, com a saudação que se segue: 

 HOMENAGEM PÓSTUMA À DRA. CELINA CÔRTE PINHEIRO

          Na elaboração da Chapa Papa Francisco, eleição da AJEB-CE, biênio 2016/2018, convidamos a Dra, Celina Côrte Pinheiro para compor o Conselho Fiscal da Entidade. O convite foi muito bem-aceito. Mas no dia da posse da nova Diretoria ela não pôde comparecer por motivos superiores.
          Dra. Celina Côrte Pinheiro é natural de Ribeirão Preto, São Paulo, nascida em 24 de julho de 1941. Em sua terra natal graduou-se em Medicina. Fez residência e estágio na Santa Casa de São Paulo em Ortopedia e Traumatologia. Passou a residir em Fortaleza no ano de 1976. Casou-se com seu colega médico Dr. Wilson Pinheiro e desse enlace nasceram três filhos: Flávio, promotor de justiça de Icó, Fernando, odontólogo, e Fabrício, engenheiro que vive na África.
          Trabalhou muitos anos na Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará na qualidade de responsável pela seleção dos residentes. O seu nome consta em todas as entidades nacionais e internacionais que congregam ortopedistas e traumatologistas.
          O ano de 1980 é o marco inicial da incursão da Doutora Celina no mundo literário. Escreveu artigos no Jornal da Sociedade de Ortopedia e Traumatologia do Ceará e no Jornal Médico em Revista. Foi articulista do Jornal O Povo, tendo integrado o Conselho de Leitores do aludido jornal.
          Em 1987 passou a ser sócia efetiva da SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional do Ceará, participando de 20 (vinte) antologias. Exerceu vários cargos na Diretoria. Presidiu a Entidade em dois períodos: 2012/2014 e 2014/2016. A sua administração competente foi motivo de reconhecimento de todos os seus pares.
          Pertencia a inúmeras Entidades Culturais, tais como: AFELCE – Academia Feminina de Letras do Ceará, SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Regional do Ceará, AJEB – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil Coordenadoria do Ceará, ALMECE – Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará etc. Além disso, foi agraciada com diversos prêmios literários.
          Celina era uma médica competente e humana, pintora e desenhista de talento e exímia pianista. Faleceu em Fortaleza-CE em 03 de agosto de 2016.
          Esta é a homenagem póstuma que as Ajebianas do Ceará prestam à Dra. Celina Côrte Pinheiro, hoje habitante da dimensão maior onde acreditamos que tenha sido recebida pelo Senhor de braços abertos.
           Obrigada,
Gizela Nunes da Costa

Presidente da AJEB Coordenaria do Ceará 

Em seguida, a ajebiana Zenaide Marçal, foi à tribuna e registrou a sua homenagem:


 Celina Côrte Pinheiro e  sua lembrança entre nós.

     Hoje,  nós que fazemos a AJEB, reverenciamos a memória de Celina Côrte Pinheiro , essa ajebiana que sempre prestigiou com sua  afável presença as nossas reuniões mensais.
    Louve-se a sua fortaleza de espírito na dedicação ao seu esposo e nosso amigo Dr.Wilson Pinheiro diante das difíceis circunstâncias que, nesses últimos tempos, a Vida lhe apresentou.
    Como se não bastassem as suas ocupações de médica ortopedista, dedicou-se à literatura, participando, além da AJEB como sócia efetiva, de várias Associações literárias entre as quais a Almece – Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará, e a Sobrames – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – CE, na qual foi eleita presidente para o biênio 2012/2014.
    Seus escritos, repletos do humor peculiar aos bons cronistas, se fazem presentes em publicações diversas, de modo particular nas Antologias  das entidades acima referidas.
     Assim, na Sobrames , teve participação em: 
Receitas Literárias, com Modernidades, Marketing às Avessas, Força da Imaginação;
Murmúrios Literários, com O Violino, GPS, Restrições e Exigências;                                                    
Ressonâncias Literárias com Síndrome de Popcorn, Zelo excessivo e Mário Gomes, o Poeta da Praça do Ferreira.
    Vale notar que Celina , ao falar do Poeta da Praça do Ferreira, dá mostra de grande sensibilidade , além de abrir sua alma de poeta ao compor, em homenagem ao mesmo, o poema  que transcrevo a seguir:

 Mário Gomes, o Poeta da Praça do Ferreira
“Onde será que dorme
O poeta Mário Gomes?
Será nos bancos compridos
Lá da Praça do Ferreira?
Ou então sob as marquises
De tanta loja faceira?
Será sob a proteção
Das bancas que vendem revistas
Ou será que só faz hora
Em frente à Coluna da Hora
Poetas? Poetas não dormem
Apenas adormecem para sonhar poemas...

 Na ALMECE, como representante do município de Aquiraz, publicou A Ponta de um Icebergde onde extraí este trecho: “Havia uma curiosidade não respondida em meu íntimo face ao fato de Aquiraz ser considerada a primeira capital do Ceará” .

Na Antologia da AJEB, a nossa Policromias   que já atinge o oitavo volume, Celina participou dos três últimos, sendo:
Sexto volume, com Domésticas; 
Sétimo, com Redes Virtuais, De Família, Indiferença;
Oitavo, em 2015, escolheu um escritor de alta projeção, Rubem Alves, sobre quem escreveu com segurança e competência.
    Quanto a ele, diz a saudosa ajebiana:
    “ O tempo de sua transmutação chegou, conforme ele mesmo escreveu um dia: A alma é uma borboleta... Há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento da grande metamorfose...”.
    E continua Celina: “Eu senti daqui e lamentei. Mas,  por que prantear a ausência corpórea se seu pensamento permanece imortalizado entre nós?”
 É  legítima  essa sua afirmação!    

Por isto mesmo posso dizer que sei, que de par com a saudade que sentimos dela, o seu pensamento, também, permanecerá entre nós através da excelência de sua obra literária.

                                    Zenaide Braga Marçal  
    

Nossa Secretária, Rejane Costa Barros, reverenciou a memória de Celina, lendo um trabalho de sua autoria e, em seguida, um texto do Dr. Francisco José Pessoa, colega da SOBRAMES.


CELINA CÔRTE PINHEIRO FOI ENCENAR A VIDA EM OUTRO UNIVERSO

          Estamos nesse momento com a saudade batendo à nossa porta e pedindo licença para se instalar. Ela se achega para trazer à tona, a figura terna e doce de nossa amiga, a ajebiana Celina Côrte Pinheiro. Natural de Ribeirão Preto-SP, ao vir para Fortaleza, tornou-se tão nordestina como um mandacaru, um pé de juazeiro, uma imagem do Padre Cícero, um romance de cordel, a sanfona do Rei do Baião.
          Celina era competente médica, pintora, desenhista, escritora e soube recentemente, que era exímia pianista. Gostava de versar sobre o cotidiano e o fazia muito bem. Externava na pena toda a sua verve, aguda e luminosa, expressada de um modo todo particular, verdadeiro e franco.
          Seu tom irreverente fazia dela uma pessoa autêntica e possuía uma qualidade que a maioria dos amigos admirava, era a de sempre fazer às pessoas, um elogio.     Tinha para dizer, aquela palavra amiga, nos brindava com um sorriso, um afago, um conselho. Era bom estar perto dela.
          Partiu numa quarta-feira de agosto, logo após seu aniversário. Foi tranquila e com a serenidade dos justos. As paredes de sua casa, que muitas vezes a viram passar, agora são pedaços de vida, unidas por argamassa que compartilharam de seu caráter e seu comportamento irretocável.
          Sua alma estava pronta e arrumada para o encontro com o encantamento que nunca imaginou ser tão rápido. O séquito celestial a conduziu ao reino iluminado da deusa Minerva, sua morada definitiva ao lado de anjos, arcanjos, querubins e santos da mais nobre linhagem das pradarias do universo.
          A natureza dotou-a de talento para a Medicina, para a vida familiar, para caminhar nos trilhos da escrita, com abnegação e persistência, vocação para o estudo e a consciência do trabalho. Mas deu-lhe, sobretudo, o dom perfeito do discernimento, a capacidade extraordinária de distinguir o que era principal do secundário, o transitório do essencial, a substância da veleidade efêmera.
          A partir de agora, em qualquer latitude da terra quando estivermos mirando o universo em noites mornas de aconchego, escutaremos cirandas em lentos compassos e saberemos que numa daquelas estrelas, ela repousa.
          Hoje é Dia do Médico e esta homenagem veio no momento propício. A AJEB Coordenadoria do Ceará sente muito orgulho por Celina Côrte Pinheiro ter feito parte do quadro de sócias efetivas e tão bem ter-se destacado e participado ativamente da vida literária de nossa cidade.
          Amiga Celina, você agora está encantada, pairando acima da razão, da lei, da ordem e da desordem humana e hoje sei que não estou sozinha nesse território da saudade. Desejamos a ti os versos, os encantos, as orações, a alegria de lembrar os bons momentos vividos contigo, em sonoros cantos, numa felicidade tímida e resguardada.
          Descanse em paz!
          Rejane Costa Barros
Fortaleza, 18 de outubro de 2016.

 Segue-se o testemunho laudatório do Dr. Francisco José Pessoa



 CELINA, UM SER ESPECIAL
 Por Francisco José Pessoa de Andrade Reis

          Cada existência terrena que experimentamos no nosso ciclo ascensional, como espíritos que somos, é coroada de provas, missões e quitação de débitos contraídos em vidas passadas. Celina deixou-nos cedo, talvez, por ter cumprido seu estágio com louvor, pois, trazia consigo um saldo polpudo de qualidades positivas na sua conta bancária celestial. Mulher de comando, decidida quando tomava para si o timão, sem perder a suavidade dos gestos e a doçura das palavras, enxergava com a intuição que sempre lhe servia de azimute, a faixa não com o dizer de chegada, mas, de ponto de partida. Estava sempre a trabalhar pela causa dos mais necessitados de conforto espiritual, de carinho familial, de apoio financeiro, enfim, praticava a verdadeira caridade assim como nos ensinou o Cristo. Celina escritora, fazia das frases marionetes que bailavam sob os cordéis mágicos de sua pena, descrevendo cenários e situações com um realismo próprio do século XIX, no proscênio dos nossos dias.     Celina médica, que deixou marcados com sua sapiência na especialidade e afeto no trato, tantos residentes seus, hoje colegas de trabalho, que, embora excelentes especialistas, terão dificuldades em tratar essa fratura que, tenho certeza, levará tempo para consolidar-se, o seu adeus e a sua saudade. Celina Sobrames, que fez da nossa associação uma Côrte, por onde desfilaram poetas, escritores e menestréis, com a fortaleza e exuberância de um Pinheiro, também símbolo da honradez e da eternidade, verdadeiro paraíso dos escolhidos. Celina espírita, talvez esse adjetivo seja a nascente de onde brotavam sua sinceridade, sua simplicidade, sua honradez, sua fé, seu amor ao próximo, sua perseverança, sua capacidade de perdoar, virtudes que ela exercitou no seu último viver entre nós. Sinto-me feliz por ter tido o prazer de ter ouvido sua última execução ao piano e ver o Wilson beijá-la como numa despedida, naquele domingo que eu não pensei, fosse o derradeiro. Nossas conversas continuarão, minha amiga, e sabedores que somos de que a vida é eterna, até um dia, mas, que não seja tão breve. Tome um beijo minha amiga-irmã, acompanhado dessa décima.

 Uma diva, uma dádiva

A mulher... esse invento acostelado
Que o bom DEUS sabiamente pôs no mundo
Para torná-lo um tanto mais fecundo
E, por fim, para ser mais habitado
Calculou e ficou bem calculado
Como fez com a nossa Presidente
Da Sobrames – Ceará ah! minha gente
Pense numa mulher laboriosa
Tão afável, tão meiga, carinhosa,
Que São Paulo nos deu como presente!


O filho de Dra. Celina Côrte Pinheiro, Dr. Fernando Pinheiro, agradeceu a homenagem e o carinho da AJEB-CE.



Encerrada a primeira parte da pauta, seguiu-se a exposição de livros de literatura infantil, escritos por nossas ajebianas.
Evan Bessa e Francinete Azevedo encenaram trechos do livro "Conversas com a Vovó", de Evan Bessa. 
Francinete Azevedo falou sobre sua produção nessa área da literatura.
A seguir houve sorteio de livros e de brindes.











Ao encerramento da reunião, Gutemberg Liberato de Andrade e sua esposa, Argentina, fizeram a entrega de um cordel à ajebiana Rejane Costa Barros, narrando fatos de sua vida.



Fechou-se a proveitosa reunião com  um refinado coquetel, em que todos, ajebianos e ajebianas, se congratularam com simpatia, solidariedade e fraternidade.
18/10/2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

LANÇAMENTO DE "METÁFORA DOS SENTIDOS"

Na sessão da AJEB-CE, realizada no dia 20 de setembro de 2016, dentre outros assuntos da pauta, constou o lançamento do livro da ajebiana Zinah Alexandrino, intitulado Metáfora dos Sentidos".

Foi um acontecimento muito prestigiado pelo público amante da Poesia. O editor Assis Almeida fez a apresentação do livro. Em seguida, a Autora apresentou os seus agradecimentos.

A presidente da AJEB-CE, Gizela Nunes da Costa, teceu comentários elogiosos à Autora e ao seu livro, enfatizando o desempenho do apresentador.

Giselda Medeiros, autora do Prefácio de "Metáfora dos Sentidos", parabenizou a Autora pela beleza externa e interna do livro, lendo um parágrafo do Prefácio, que discorria sobre o ser poeta.

Após o lançamento, foi servido um coquetel, ocasião em que todos se confraternizaram, alegremente.

Apresentação – Metáfora dos Sentidos, Zinah Alexandrino

Bom dia, senhoras, senhores...

Com muita honra aqui estamos para prestigiar o lançamento do livro Metáfora dos Sentidos, da poetisa Zinah Alexandrino.

É uma manhã celebrativa, pois sempre que uma obra literária, independente do gênero, é apresentada aos leitores ficamos com a certeza da perpetuação da vida por meio da arte da escrita. Tem sido assim há séculos.

Essa perpetuação da vida por meio da palavra antes sentida e depois escrita se nos revela como um milagre, um renascimento ou quiçá uma perspectiva jamais vislumbrada por nós, tão ocupados que somos e estamos, com/na a urgência das horas.

O que nos permite ver Zinah Alexandrino em Metáfora dos Sentidos? O que nos dá a conhecer de si e o que nos sinaliza para que busquemos com paciência e delicadeza?

As temáticas escolhidas pela poetisa compõem um caleidoscópio que nos convida a contemplar a diversidade das palavras. Ora, mas que graça teria vivermos a linearidade constante? O que queremos com a busca da segurança engessada se os sentidos nos permitem experimentar novas texturas, enxergar detalhes e diferenciar olores e odores?

Por esse viés saboreamos em Metáfora dos Sentidos não a ruptura com os assuntos triviais, mas o acréscimo do improvável como unir a aparente aridez de vocábulos da cibernética ou da matemática à doçura das palavras gentis e apresentar o resultado com a naturalidade de quem contempla o despertar e o ocaso, dia após dia, num frenesi de cidade grande.

O amor é a matéria-prima do poeta e Zinah não se se esquiva de frequentar esse lugar comum. Mas o faz com segurança e sem pieguismos, desnudando a proposta sem preâmbulos:

“ Livra-te das paixões passageiras,
Elas impedirão de encontrares
Teu verdadeiro amor,
Que sou eu” (Prescrição, pág. 64)

E como apresentar a poetisa? Ela é aquela que as frestas de cada poema nos permitem contemplar, mas seus versos a refletem sem meias-palavras:

O QUE SOU

Eu sou assim:
Lua em plenilúnio,
Sol escaldante,
Terra brava,
Lago sereno,
Estrela faiscante...
Depende das fases da lua.
Mormente, eu sou o que sou:
Aquela mulher que todo homem
Gostaria de ser!

Metáfora dos Sentidos, um hiato no tempo para nos deixarmos encantar e seduzir, provar e gostar, ler e recitar... transformar-se. Essa é a missão da poesia.

Parabéns, Zinah! Quem venham outras Metáforas e não se demore, a salvação do mundo, como dizia Dostoievsky, está na beleza e o belo se faz na poesia nossa de cada dia! Aplausos!


Assis Almeida – Editor


Agradecimentos da Autora

Estendo meu cordial bom dia a todos aqui presentes, na pessoa de nossa presidente da AJEB, a Dra. Gisela Nunes!

Agradeço ao meu Deus, por mais esta oportunidade de lançar mais um livro de minha obra, Metáfora dos Sentidos; à nossa presidente, por ter dado abertura para este lançamento juntamente com o apoio de toda a diretoria e dos demais associados, em especial à nossa diretora de eventos, Nirvanda Medeiros, e à secretária, Rejane Costa Barros.

Agradeço, também, à nossa presidente de honra, a escritora e princesa dos poetas cearenses, Giselda Medeiros, pelo proficiente prefácio deste meu livro e à escritora, Arleni Portelada, pela apresentação da orelha, na qual ela me apresenta com toda a sua singularidade. Ao meu diagramador e design gráfico, Armando Oliveira Bastos que, pela terceira vez, desenvolve com sua arte peculiar tão sugestiva capa. Ao meu editor o Psicólogo e escritor, Presidente da Academia Brasileira de Psicólogos Escritores, Assis Almeida, por aceitar minha solicitação para esta bela apresentação.

Caríssimos convidados, meus pares das lides literárias, meus amigos e meus familiares aqui presentes. Há exatamente dez anos, no ano de 2006, eu lancei meu primeiro livro de poesia, o Sutilezas e eu não pensara que lançaria mais um livro no gênero. No entanto, aqui me encontro, uma vez mais, a lançar esta obra que, como já afirmou o Dr. Roberto Pontes, no prefácio do meu primeiro livro, Sutilezas: “Um poeta certamente não escreve versos para ganhar dinheiro e enriquecer porque o sistema capitalista não reconhece utilidade à poesia. Também, se é de fato poeta, depois de produzir o primeiro poema, não consegue mais livrar-se da sina de tudo converter em verso, rima, estrofe, ritmo e modo poemático.” E, ele ainda acrescenta esta observação do poeta francês Pierre Reverdy: ”Como admitir sem um triste sorriso a ideia de envelhecermos ruminando versos”. Eis seu pensamento, aqui, se concretizando!

Meus queridos, devido o horário não ser muito propício ao evento e à velocidade do tempo e ao meu desejo de estar mais perto de vocês, decidi que não ficaria sentada, como é de praxe, autografando.

Desde já, aceitem meus agradecimentos, pelas suas honrosas presenças, o meu mais caloroso abraço e toda a minha gratidão.
                                               Zinah Alexandrino


MEMÓRIA ICONOGRÁFICA



















quinta-feira, 18 de agosto de 2016

UM POEMA PARA A MULHER AMADA


PARA QUÊ?

Vicente Alencar
(Da Academia Camocinense de Ciências,
Artes e Letras - ACCAL).

Se estamos poetando
para que,
esta preocupação
com a rina,
com a métrica,
com a estrofe?
Para que esta preocupação?
Tudo que se escreve,
deve ter sabor,
deve ter perfil, 
deve ter alma,
deve ter amor!
As vezes, 
não necessariamente.
Mas,
que se fale tudo que se quer,
se diga tudo,
aquilo que se deseja,
mas, 
fale com o coração,
diga com ele,
ou para ele.
Para a mulher amada
para a mulher querida
para a mulher lembrada.
A desejada,
a que está longe,
quase perto.
Somente interessa 
o recado do coração;
Deixe a rima de lado
se você não quer usá-la.
Mas fale com todo o amor
e todo o pecado, 
pelos caminhos do coração!
Para que mais?

terça-feira, 9 de agosto de 2016

domingo, 7 de agosto de 2016

AJEBIANA EM DESTAQUE


 No Encontro Mulheres Pague Menos, acontece uma promoção, denominada A Estrela é Você, da qual participam apenas mulheres, com um texto sobre sua história de amor dentro de sua visão de mundo.  
O Tema do 11º encontro 2016 foi “De Coração pra Coração”. A jornalista Leda Nagle foi uma das componentes da equipe de seleção dos textos. E, pela segunda, a ajebiana Rosa Firmo foi classificada pela equipe de redação do Encontro Mulheres Pague Menos, ficando entre as dez escolhidas  entre as centenas de mulheres que escreveram.
Nesse 11º encontro (disse ela), “preferi não falar da minha história. Escrevi essa simples mensagem de otimismo para nós, mulheres. Com o desejo de melhorar nossa relação e conquistarmos um mundo mais pacífico. Não me envaideci por ter sido classificada, fiquei honrada por contribuir para um evento de um mar de mulheres”.
A AJEB-CE parabeniza nossa associada e publica aqui, n’O Ajebiano, seu texto premiado.
Parabéns, Rosa Firmo!

De Coração Pra Coração

O dia amanheceu luminoso, a crisálida já se rasgava em cores, os corações fervorosos rompem o casulo da esperança em marcha harmoniosa na busca de doar amor.
Um coração amoroso e confiante busca, questiona, espera desejoso, uma vida de mais qualidade para o planeta.
E nesse caminhar no dia a dia devemos procurar ofertar ao outro palavras que evoquem sutilezas, gestos que possam ancorar no coração como o pouso leve da borboleta nas flores orvalhadas, como a magia da música sussurrando no ouvido, como um raio de luz entrando na janela, como um fio d’água escorrendo na cachoeira.
No mundo hodierno faz-se necessário, de coração pra coração, ancorar na singeleza da poesia, que expressa sentimentos de esperança e asperge amor e encantamento para a humanidade.
Faz-se necessário dizer milhões de vezes, louvado seja Deus na medida do amor incondicional, com maestria e fé: O importante em nossas vidas é não cessar esforços de compartilharmos experiências positivas, alegria, amor e não temer os obstáculos.
De coração pra coração devemos, manter a visualização de um mundo mais pacífico.
Rosa Firmo
(Regra exigida: texto de apenas vinte linhas).

Fortaleza, 22/07/2016. 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

SAUDADE, DRA. CELINA CÔRTE PINHEIRO!



A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB-CE, por intermédio de sua Presidente, Dra. Gizela Nunes da Costa, vem externar sua tristeza pela perda irreparável, acontecida hoje, dia 3 de agosto de 2016, de sua sócia efetiva, Dra. Celina Côrte Pinheiro, mulher de grande talento, médica e escritora, conceituada entre seus pares.
Desse modo, estamos todos de luto e profundamente consternados pelo passamento dessa mulher forte,  amiga verdadeira, ser humano solidário, profissional competente, mãe devotada, esposa cuidadosa e avó estremecida.
Para que fique sempre em nossa memória a vida de nossa associada, deixamos essas pinceladas  da história de sua vida.


Celina nasceu na cidade de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, em 24 de julho de 1949. Filha do casal Cândido  Côrte e Maria  Conceta Bianco Côrte. Formou-se em Medicina e concluiu sua especialização na mesma cidade. Casou-se aos 26 anos com o médico Francisco Wilson Pinheiro de Sousa, também ortopedista, com quem teve três filhos: Fernando, Fabrício e Flávio, todos já casados. Tem três netos: Gabriel, Giulia e Felipe.
Graduou-se pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto  da  Universidade de São Paulo (USP) no ano de 1973.   Médica Residente do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP) - Área de Ortopedia e Traumatologia no período de 1974 a 1976.  Estagiária na área de Ortopedia e Traumatologia do Pavilhão “Fernandinho Simonsen” da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo no período de fevereiro a julho de 1976. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) - desde 1976.     Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Associação Médica Brasileira (AMB) - 1977.  Membro titular da Sociedade Latino-Americana de Ortopedia e Traumatologia (SLAOT) - desde 1979. Preceptora de residentes na Clínica de Acidentes  – de 1977 a 1980.  Preceptora de residentes no IJF  de 1977 a 1990.   Preceptora de residentes no HGF de 1980 a 1990. Servidora pública no Instituto Dr. José Frota desde 1977. Servidora pública concursada pelo INAMPS, lotada no Hospital Geral de Fortaleza, de 1980 a 2004. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitação Regional do Ceará desde 1980.  Chefe do Centro Cirúrgico da Emergência do HGF no período de 1994 a 1996.  Chefe da Emergência do HGF em 1997. Recertificação pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) – 2003. Membro do Comitê de Osteoporose da SBOT.  Supervisora das Residências Médicas dos hospitais da rede pública estadual (CERME/ESP-CE) de julho de  2004 a setembro de 2009.  Assessora do Secretário da Saúde para desenvolvimento das Residências Médicas na rede estadual (SESA/BID) desde 2009. Proprietária da Clínica Ortopédica e Traumatológica S/C Ltda. (CLINORT) desde 1976. 
OUTRAS ATIVIDADES: Colaboradora do DN Infantil (semanário do jornal Diário do Nordeste) no período de 1984 a 1990. Colaboradora do Fort News (semanário do jornal Tribuna do Ceará) de 1986 a 1988, além de outros cadernos literários e jornais espíritas em alguns Estados do Brasil, além do Ceará.Colaboradora do periódico Gazeta Espírita. Membro do Conselho Editorial dos jornais Fortaleza Espírita e Ceará Espírita. Membro do Conselho Editorial do Jornal da SBOT – Regional do Ceará. Membro Titular da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (SOBRAMES) desde 1987. Secretária da SOBRAMES no biênio 1988-1990 e Vice-Presidente no biênio 1990-1992. Membro da Academia Feminina de Letras do Ceará (AFELCE) desde 2002. Membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará (ALMECE) desde 2003 – representante do município de Aquiraz. Secretária-geral da ALMECE no período de 2006 a 2008. Sócia efetiva da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil- coordenadoria do Ceará. Membro eleito do Conselho de Leitores do Jornal O POVO em 2008. Membro reeleito do Conselho de Leitores do Jornal O POVO em 2009. Colaboradora do DN Infantil – convidada pela editoria em 2008. Colaboradora do Jornal O POVO e DIÁRIO DO NORDESTE. Executa alguns instrumentos musicais desde a infância. 

PREMIAÇÕES: 3º lugar no Concurso do Centro Médico Cearense em outubro de 1984. 1º lugar no Concurso de Prosa e Poesia da SOBRAMES – Regional de Alagoas em 1990. 3º lugar no Concurso Terça-Feira em Prosa e Verso em dezembro de 2002. Diploma de Mérito Cultural pela ALMECE em 2002 e da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – CE, em 2016. Diploma de Sócio Emérito da ALMECE em 2004; 3º lugar no Concurso Internacional “Escrevendo para a Infância”, realizado pela Editora Aliança (SP) em 2004.  Menção honrosa no 4º Concurso Terça-Feira em Prosa e Verso em 2004.  Menção honrosa em Concurso de Pintura realizado pela UNIMED;  1º lugar na I Jornada Literária de Camocim, realizada pela SOBRAMES-CE, no período de 24 a 26 de outubro de 2008.  Menção honrosa no Concurso Mensal de Trovas da União Brasileira de Trovadores (UBT) – regional do Ceará, em 2009. Faleceu em 3 de agosto de 2016, em Fortaleza-CE.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

"JE SUIS FRANÇAIS" MATÉRIA PUBLICADA NO DIÁRIO EM 22/07‏



“Je suis français”
 
O mundo está perplexo. Mais uma vez os desajustes individuais, de grupos, de nações estão conduzindo países ricos, emergentes e pobres para uma crise que abrange aspectos éticos, morais, socioeconômicos, políticos, de desesperança, de irresponsabilidade, de injustiça e de violência. Para aonde vamos? O que queremos? No último dia 14, a França comemorava mais um ano da “Queda da Bastilha”, movimento apoiado em três palavras que representam a essência da democracia: liberdade, igualdade e fraternidade. É a maior festa nacional daquele País amigo. De repente, na bela cidade de Nice surge no meio da multidão um caminhão dirigido por um monstro, covarde e criminoso atropelando centenas de pessoas, deixando mais de cem mortos e duzentos feridos. Verdadeira barbárie. Por quê? Qual a razão? Não existe razão para tamanha perversidade e ignorância. Não basta dizer que é um “lobo solitário” ou é a orientação de algum grupo terrorista, mas o apocalipse moral e ético da sociedade mundial. Saliento, todavia, que tal quadro dantesco não é culpa da democracia, como chegam a dizer alguns idiotas, mas a falta de democracia. Nos últimos dois anos, a França foi agredida de forma terrível por três atentados: Charlie Hebdo,  Bataclan e agora Nice. Outros países também estão sendo vítimas de ações terroristas, matando inocentes. Falta generosidade e entendimento entre as pessoas. “ Quando em desespero, eu me lembro que durante toda a história o caminho da verdade e do amor sempre ganharam”(Mahatma Gandhi). “Nous sommes françaises”.

Gonzaga Mota
Professor aposentado da UFC

sábado, 16 de julho de 2016

ANIVERSÁRIO DE GISELDA MEDEIROS - 2016




A Presidente de Honra da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - CE, Giselda Medeiros, recebeu bela homenagem pelo transcurso de seu aniversário.

Ajebianas e ajebianos compareceram ao almoço, dia 13 de julho, no Náutico Atlético Cearense para cantar os parabéns.

A Presidente Gizela Nunes da Costa passou a condução dos trabalhos à cerimonialista, escritora Francinete Azevedo, antes, porém, prestando uma homenagem póstuma, com um minuto de silêncio, à Lúcia Helena Pereira, pelos seus feitos à AJEB-RN, como presidente dessa coordenadoria e pelo seu dinâmico trabalho como Presidente Nacional da AJEB.

A cerimonialista exaltou a pessoa e a escritora, Giselda Medeiros, com belas palavras. Em seguida, passou a palavra à secretária, Rejane Costa Barros, responsável pela louvação à aniversariante. Com um discurso poético, Rejane traçou a personalidade da escritora homenageada (transcrito mais abaixo).

Em nome da família de Giselda, seu filho, Jorge Francisco de Medeiros, fez os agradecimentos pela homenagem à sua mãe.

A aniversariante, em rápidas palavras, mostrou sua visível emoção, agradecendo a todos os amigos ali presentes com um poema.

O jornalista Vicente Alencar  fez a leitura das notícias culturais.

Ao final, as fotos, imagens da bela recepção.


Giselda Medeiros e a celebração da vida

          O Ceará, terra bem-aventurada que produz bons frutos, permitiu que Prata se transformasse em ouro. Fortaleza recebeu uma menina, que cresceu, virou mulher, estudou, tornou-se professora, casou, construiu uma bela família, talentosa, que decifrou os mistérios da literatura, tornou-se poetisa de primeira linhagem e também a Princesa dos Poetas do Ceará. Intelectual de provada e admirada sabedoria, descobriu com perfeito discernimento o saber e o sabor da poesia, sua grata companheira, usando-a como fonte vital de sua produção. Destaca-se ainda, no conto, na trova, na crônica, na crítica literária.
          Giselda Medeiros é mulher simples, sensível, bem-intencionada e que ama Fortaleza, pois por ela foi recebida e adotada como filha. Sabe ser moderada na medida em que não é submissa e sabe ser audaz, se fazendo nobre, sem soberba. Tem um jeito franco e cordial de ser, naturalmente, sem precisar fazer tipo, sem nunca fingir ou negar sua personalidade. Sua alma é ampla e aberta como o sol que brilha a cada dia. Seu coração, assim como o nosso mar, é belo de se ver e navegar. Sua vida é assim, sem mistério ou disfarces, desfraldada como uma bandeira, sugerindo esperanças e convidando-nos a acompanhá-la. É feita de pura paixão. De ânsia de trabalho e de vitória. De luz e fé. Como todo o bom povo nordestino.
          Nascida no dia 14 de julho, onde ainda hoje se comemora, na França, a vitória da liberdade, com a Tomada da Bastilha, filha do casal Jorge Francisco de Medeiros e Raimunda de Sousa Fernandes Medeiros, tem muitas histórias a nos contar e muitas lições de vida a nos repassar.
          Um dia o destino tratou de nos aproximar e de nos fazer amigas. Assim, permanecemos. Desfrutamos de uma cumplicidade literária e afetiva, e agradecemos sempre por esse encontro, pleno de respeito, admiração e reciprocidade. Essa mulher de marca esplêndida de dignidade não tem frustrações e sente-se uma pessoa feliz com o mundo em que vive e com sua família; é um ótimo exemplo a ser seguido.
          Giselda honra-me a sua fidelidade e o tratamento afetivo que me dispensa diariamente. Procuro também dedicar a ti o meu desvelo, minha solidariedade, e um amor altaneiro e sincero, de amiga, com a felicidade de nesse recente Dia das Mães de 2016, ter recebido de ti um recadinho muito carinhoso no qual me adotavas como filha em seu sensível coração materno. Obrigada!
          O poeta Alberto de Oliveira, num de seus poemas diz que a boa idade é a da maturidade, porque é o tempo da sabedoria e da serenidade. E realmente, é.
          Amiga, que Deus, que a fez com toda essa capacidade de não envelhecer, a conserve desse mesmo jeito: companheira de todos os momentos, boa e leal em todas as circunstâncias, com essa lucidez poética incrível e esse espírito de menina-mulher plena de jovialidade interior.
          Receba de todos nós, seus amigos, os votos de parabéns, por mais um ano de vida, por seu bom exemplo, sua conduta, sua família, pela missão que vem cumprindo com tanta consciência e dignidade.
 
          Muito obrigada por você existir em nossas vidas!
          Parabéns por seu aniversário!!!!
Rejane Costa Barros

Fortaleza, 13 de julho de 2016

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