ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª VICE-PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Nirvanda Medeiros

1ª DIRETORA DE FINANÇAS: Gilda Maria Oliveira Freitas

2ª DIRETORA DE FINANÇAS: Rita Guedes

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Stella Frota Salles

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Evan Gomes Bessa

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Marçal

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

quinta-feira, 3 de julho de 2014

HINO DA AJEB


Hino da AJEB
                                                  Kina de Oliveira

Do norte ao sul do Brasil
no interlúdio da emoção
Surge o conto, a prosa, o verso
As rimas do coração
A força, a luz da cultura
A chama do interior
se curva no encontro amigo
Nas mãos o ramo do trigo
Na mente, a fértil semente
As escritoras comungam
A lei que enaltece o mundo
a união, o sonho e o amor
A ideia se amplia e cresce
Nos encontros da poesia
A ficção e o romance
Adornam a fantasia
O vigor desvenda a vida
As jornalistas unidas
É bandeira refletida
Na conquista do saber
Divulgando sem temor
A luz do conhecimento
O manancial das ideias
Que nutre a lida e o teor
No direito, a liberdade
no labor, a inspiração
No universo a essência
O despertar da consciência
A crença, a fé e a razão
Abarcam o brilho da vida
No celeiro das letras, a busca
O baluarte da realização!
No desafio do trabalho
A pesquisa, e no atalho
O critério da imagem
Ao somar força e energia
É no doar e receber
Que a intuitiva linguagem
Nutre o calor da mensagem
mais profunda da emoção
O espírito revela o sonho
Nos limites da paixão
Como a flor exala o perfume
E como o fruto o sabor
As escritoras da AJEB
Unidas na comunhão
Sem fronteiras construindo
Um mundo em transição
Fortalecendo as mudanças
Desvendando, descobrindo
Caminhando passo a passo
Na alquimia estreita o laço

(in: Literata - junho 2014. SP-SP)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

FIQUE DE OLHO NESSES ERROS!


1 - 'Custas' só se usa na linguagem jurídica, e designa despesas feitas no processo. Portanto, devemos dizer: "O filho vive à custa do pai". No singular.

2 - Não existe a expressão 'à medida em que'. Ou se usa à medida que, correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que, equivalente a tendo em vista que.

3 - O certo é 'a meu ver' e não ao meu ver.

4 - 'A princípio' significa 'inicialmente', 'antes de mais nada'. Ex: "A princípio, gostaria de dizer que estou bem".
 'Em princípio' quer dizer 'em tese'. Ex: "Em princípio, todos concordaram com minha sugestão".

5 - 'À-toa' (com hífen) é adjetivo e significa 'inútil', 'desprezível'. Ex: "Esse rapaz é um sujeito à-toa".
 'À toa'
(sem hífen) é uma locução adverbial e quer dizer 'a esmo', 'inutilmente'. Ex: "Andava à toa na vida".

6 - Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: "Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe...".
 Mas podemos dizer: "Caso o veja por aí...".

7 - 'Acerca de' quer dizer 'a respeito de'. Ex: "Falei com ele acerca de você".
Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Ex: "Há cerca de um mês que não a vejo".

8 - Alface é substantivo feminino. "A alface está bem verdinha".

9 - Além pede sempre o hífen: 'além-mar', 'além-fronteiras', etc.

10 - Algures é advérbio de lugar e quer dizer 'em algum lugar'. Já alhures significa 'em outro lugar'.

11 - Mantenha o timbre fechado do o no plural de 'almoços', 'bolsos', 'estojos', 'esposos', 'sogros', 'polvos', etc.

12 - O certo é 'alto-falante', e não auto-falante.
PS-CA - Porque 'alto-falante' fala alto; já o 'automóvel' se move sozinho, ninguém o empurra (por isso considero que andam falando muito alto do avião dos irmãos Wright, coitados, que não levantava vôo sozinho; tinha que ser catapultado; e nem rodas tinha...).

13 - O certo é 'alugam-se casas', e não aluga-se casas. Mas devemos dizer precisa-se de empregados, trata-se de problemas. Observe a presença da preposição (de) após o verbo. É a dica pra não errar.

14 - Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Ex: 'afrouxar', 'encaixe', 'feixe', 'baixa', 'faixa', 'frouxo', 'rouxinol', 'trouxa', 'peixe', etc.


15 - Ancião tem três plurais: 'anciãos', 'anciães', 'anciões'.

16 - 'Ao invés de' significa 'ao contrário de', ou seja, traz ideia de oposição. Ex: "Ela gosta de usar preto ao invés de branco". "Ao invés de chorar, ela sorriu".
 'Em vez de' significa 'em lugar de'. Não tem necessariamente a ideia de oposição. Ex: "Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas". (Estudar não é antônimo de brincar).

17 - Ainda se vê e se ouve muito aterrisar em lugar de aterrissar, com ss. Escreva sempre com o ss.

18 - Não existe preço barato ou preço caro. Só existe preço alto ou baixo.
 O produto, sim, é que pode ser caro ou barato. Ex: "Esse televisor é muito caro. O seu preço é muito alto".

19 - Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas estão erradas. Deve-se escrever 'bem-vindo', sempre com hífen.

20 - Nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc. O nome fica sempre coladinho. "O Sport se tornou tetracampeão no ano 2000". "O Náutico foi hexacampeão em 1968". "O Brasil foi bicampeão em 1962".

21 - Uma revista 'bimensal' é publicada duas vezes ao mês, ou seja, 'de 15 em 15 dias'.
 Já a revista 'bimestral' só sai de dois em dois meses. Percebeu a diferença?

22 - Hoje, tanto se diz 'boêmia' como 'boemia'. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonacidade no mia.

23 - Diz-se 'Eu caibo' dentro daquela caixa. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo é irregular.

24 - Preste atenção: 'o senador Luiz Estêvão foi cassado'. Mas 'o leão foi caçado' e nunca foi achado. Portanto, 'cassar' (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.

25 - Existem palavras que só devem ser empregadas no plural. Ex: os óculos, as núpcias, as olheirasos parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas, etc.

26 - Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de caráter é 'caracteres'. Então, "O Zeca pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres".

27 - Cartão de crédito e cartão de visita não pedem hífen. Já cartão-postal exige o tracinho.

28 - Catequese se escreve com s, mas catequizar é com z. Esse português...

29 - O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc.


30 - Censo é de recenseamento; senso refere-se a juízo. Ex: "O censo deste ano deve ser feito com senso crítico".

31 - Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe. Porque champagne é palavra masculina.

32 - Cidadão só tem um plural: cidadãos.

33 - Cincoenta não existe. O correto é cinquenta.

34 - Tem gente que ainda erra ao falar gratuito dando tonicidade no i, como de fosse 'gratuíto'. A tonacidade correta deve ser dada no u, tanto ao falar gratuito quanto intuito, circuito, fortuito, etc.

35 - E ainda tem gente que lê rubrica e teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras.

36 - Ninguém diz 'eu coloro esse desenho'. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A mesma coisa acontece com o verbo abolir. Ninguém é doido de dizer eu abulo.
 Pra dar um jeitinho, diga: "Eu vou colorir esse desenho". "Eu vou abolir esse preconceito".

37 - Outro verbo danado é computar. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo?
 Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam.

38 - Outra vez atenção: os verbos terminados em uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em e, não em i.
 Ex: "Eu quero que ele continue assim". "Efetue essas contas, por favor". "Menino, continue onde estava".

39 - Mas, ao contrário do item anterior, os verbos terminados em uir devem ser escritos naqueles tempos com i, não com e.
 Ex: "Ele possui muitos bens". "Ela me inclui entre seus amigos de confiança". "Isso influi bastante nas minhas decisões". "Aquilo não contribui em nada com o progresso".

40 - Coser significa costurar. Cozer significa cozinhar.

41 - O correto é dizer 'deputado por São Paulo', 'senador por Pernambuco', e não 'deputado de São Paulo', 'senador de Pernambuco'.

42 - 'Descriminar' é absolver de crime, inocentar. 'Discriminar' é distinguir, separar. Então dizemos: "Alguns políticos querem descriminar o aborto". "Não devemos discriminar os pobres".


43 - Dia a dia (sem hífen) é expressão adverbial que quer dizer 'todos os dias', 'dia após dia'. Ex: "Dia a dia minha saudade vai crescendo".
 Dia-a-dia (com hífen) é substantivo masculino que significa 'cotidiano' e admite o artigo o. Ex: "O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio".
44 - Disenteria é disenteria, e não desinteria.
45 - A palavra 'dó' (pena) é masculina. Portanto, 'Sentimos muito dó daquela moça'.

46 - Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular, sobretudo quando a expressão se refere a quantidade, distância, peso. Ex: "Dez quilos é muito". "Dez reais é pouco". "Dois gramas é suficiente".

47 - Há duas formas de 'proibir a entrada': é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença do artigo a na segunda locução.

48 - Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: 'televisão em cores', e não a cores.

49 - 'Emergir' é 'vir à tona', 'vir à superfície'. Ex: "O monstro emergiu do lago".
 'Imergir' é 'mergulhar', 'submergir', 'afundar'. Ex: "O navio imergiu em alto-mar".


50 - A confusão é grande, mas 'se admitem as três grafias': 'enfarte, enfarto e infarto'.

51 - Nunca devemos dizer estadia em lugar de estada (e vice-versa). 'Estadia' é 'permanência de meios móveis', e as de pessoas é 'estada'. Ex: "A minha estada em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou horas".

52 - Exceção é com ç, e excesso é com ss.

53 - Lembra-se dos 'verbos defectivos'? Lá vai mais um: 'falir'. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: nós falimos, vós falis. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales... Horrível, não?

54 - Todas as expressões adverbiais formadas por 'palavras repetidas' dispensam a crase: 'frente a frente', 'cara a cara', 'gota a gota', 'face a face', etc.

55 - Outra vez tome cuidado. Quando for ao supermercado, peça duzentos ou trezentos gramas de ..., e não duzentas ou trezentas. Porque grama, como medida de massa ou de peso, é substantivo masculino.
 Mas grama, a relva, é substantivo feminino, e você, por favor, "não pise na grama, tão bonita crescidinha".

56 - Frequentemente se ouve coisa do tipo 'Há anos atrás...'.
É um erro de redundância, pois o há já dá idéia de passado.
 Portanto, ou se diz simplesmente 'há anos...' ou 'anos atrás...' Escolha. Mas não junte o  com atrás.



57 - Agora uma arapuca do português: as palavras paroxítonas terminadas em n recebem acento gráfico, mas as terminadas em ns não recebem: 'hífen', 'hifens'; 'pólen', 'polens'.

58 - Atenção: 'Ele interveio' na discórdia, e não 'interviu'. Afinal, o verbo é 'intervir', derivado de 'vir', que se conjuga como o 'vir'.

59 - Item não leva acento. Nem seu plural, itens.

60 - Libido é substantivo feminino. Ex: "Minha libido hoje não tá legal".

61 - Muita gente gosta de estar 'magérrima', 'magríssima', mas o superlativo de magra é 'macérrima'.

62 - Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Ex: "Os alunos mais bem preparados são os ...". E nunca: "Os alunos melhor preparados são os ...".


63 - Essa história de 'mal com l' e 'mau com u' até já cansou: É só decorar que 'Mal' é advérbio, antônimo de bem, e 'mau' é adjetivo, antônomo de bom. Depois é só raciocinar. Ou substituir Mal (ou Mau) por bem e por bom para ver se é com l ou com u.

64 - Pronuncie 'máximo' como se houvesse ss no lugar do x. (mássimo).

65 - Nunca a hora é 'meio-dia e meio'. Isso não existe.
Mas existe 'meio-dia e meia', ou seja, meio-dia e meia hora. 

66 - Não tenho 'nada a ver com isso', e não 'nada haver com isso'.

67 - 'Nem um nem outro' leva o verbo para o singular: Ex: "Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu".

68 - Toda vez que usar o verbo gostar, tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição de. Isso porque "quem gosta, gosta de alguma coisa". Ex: "A coisa de que mais gosto é passear no parque". "A pessoa de que mais gosto é minha mãe".

69 - Lembre-se: 'pára', com acento, é do verbo parar, e 'para', sem acento, é a preposição. Portanto: Ele não pára de repetir para o amigo que tem um carro novo. (PS-CA - Este item está prejudicado pela nova ortografia).

70 - E tem mais: 'pelo' (sem acento), é contração da preposição por com o artigo o, e pêlo, com acento, é cabelo (PS-CA - Idem, talvez, assim como várias seguintes).

71 - E quer mais? 'Pêra', a fruta, leva acento, só para diferenciar de uma antiga preposição também chamada 'pera'. Já o plural de pêra dispensa o acento: 'peras'. Dá pra entender? Parabéns!

72 - Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: 'pôde', terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poder. É para diferenciar de 'pode', a forma do presente. Ex: "Ele até que pôde fazer tudo aquilo, mas hoje não pode mais". Percebeu a diferença?



73 - Pôr só leva acento quando é verbo: "Quero pôr tudo no seu devido lugar". Mas se for preposição, não leva acento. Ex: "Por qualquer coisa, ele se contenta".

74 - Nunca diga, nem escreva '1 de abril', '1 de maio'. Mas sempre: 'primeiro de abril', 'primeiro de maio'. Prevalece o ordinal.

75 - Parece ser errado dizer "Quando eu 'vir' Maria, darei a ela o seu recado", mas esse é o emprego correto do verbo ver no futuro do subjuntivo. "Se eu o vir", "Quando eu o vir", etc.
 Mas se é o verbo vir que está na jogada, a coisa muda: "Quando eu 'vier'", "Se eu 'vier'".

76 - Só use 'quantia' para valores em dinheiro. Para o resto use 'quantidade'. Ex: "Recebi a quantia de 20 mil reais". "Era grande a quantidade de animais no meio da pista".

77 - O prefixo 'recém' sempre se separa por hífen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como oxítona. Ex: "Recém-chegado de Londres".

78 - Retificar é 'corrigir', e Ratificar é 'reafirmar'. Ex: "Eu ratifico o que disse e retifico meus erros".

79 - Ao dizer 'ruim', diga a sílaba mais forte na im. Não tem cabimento outra pronúncia.

80 - Fique atento: só empregamos 'São' antes de nomes que começam por consoante: 'São Mateus', 'São João', 'São Tomé', etc. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos 'Santo': 'Santo Antônio', 'Santo Henrique', etc.

81 - E lembre-se: 'seção', com ç, quer dizer 'parte de um todo', 'departamento': Ex: "seção eleitoral", "seção de esportes". Já 'sessão', com ss, significa intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembléia, um acontecimento qualquer. Ex: "A sessão do cinema demorou muito tempo".

82 - 'Senão' (juntinho) quer dizer "caso contrário"; e 'se não', (separado), equivale a "se por acaso não". Ex: "Chegue cedo, senão eu vou embora". "Se não chegar cedo, eu vou embora". Percebeu a diferença?

83 - , quando é adjetivo, equivale a 'sozinho' e varia em número, ou seja, pode ir para o plural. Mas, quando advérbio, equivale a 'somente' e não varia em nada. Ex: "Brigaram e agora vivem sós" (sozinhos). "Só (somente) boas idéias os motivam".

84 - É comum ouvirmos no rádio e na tv a palavra 'subzídio'; isto é, ouvimos a palavra subsídio com pronúncia de z. Mas a pronúncia correta é de ss. Portanto, escreva 'subsídio' e pronuncie 'subssídio'.

85 - 'Taxar' é 'tributar', 'fixar preço'. 'Tachar' é 'atribuir defeito', 'acusar'.

86 - Nunca diga 'Eu torço para o Flamengo'. Torça 'pelo Flamengo'.


87 - Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: "50% dos estudantes passaram nos testes finais". "Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade". "Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições". "Mais exemplos: 10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas".
 Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível.

88 - 'Um dos que' deixa dúvidas, mas, pela norma culta, devemos pluralizar. Ex: "Eu sou um dos que foram admitidos". "Sandra é uma das que ouvem rádio".
Mas há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão.

89 - 'Veado' se escreve com e, e não com I.

90 - Viagem e Viajem - Esse português da gente tem cada uma: tem viagem com G e viajem com J . Tire a dúvida: viagem é o substantivo. Ex: "A viagem foi boa". Viajem é o verbo. Ex: "Caso vocês viajem, levem tudo".

91 - O prefixo 'vice' sempre se separa por hífen da palavra seguinte: vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc.

92 - Geralmente, se usa o 'x depois da sílaba inicial en': enxaguar, enxame, enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc.
 Mas cuidado com as exceções: encher e seus derivados (enchimento, enchente, enchido, preencher, etc) e quando -en se junta a um radical iniciado por ch: encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc.

93 - Não adianta chiar: 'chuchu' se escreve mesmo com 'ch'.

94 - 'Ciclo vicioso' não existe. O correto é 'círculo vicioso'.

95 - E qual a diferença entre 'achar' e 'encontrar'? Use 'achar' quando você encontra o que estiver procurando, e 'encontrar' quando encontrar algo que você não estiver procurando. Ex: "Achei finalmente o que procurava". "Maria encontrou uma corda debaixo da cama". Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada.

96 - 'Adentro' é uma palavra só: meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro.

97 - Não existe 'adiar para depois'. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois.

98 - 'Afim' (juntinho) tem relação com afinidade: gostos afins, palavras afins. 'A fim de' (separado) equivale a para. Ex: "Veio logo a fim de me ver contente".

99 - Pode parecer estranho, mas conjuga-se o verbo 'aguar' normalmente: eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam.

100 - 'Centigrama' é palavra masculina: dois centigramas.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

GERALDINA AMARAL - UMA AJEBIANA DE OURO


Hoje, 6 de junho de 2014, Gizela Costa, Rose Sendy e eu, deslocamo-nos até Caucaia, para rever, matar saudades de nossa querida Geraldina Amaral, sócia fundadora da AJEB, tendo-a, inclusive, representado em Cannes, na França, em encontro internacional da AMMPE (Asociación Mundial de Mujeres Periodistas y Escritoras), única jornalista brasileira presente àquele evento.
Geraldina Amaral, atualmente, está com 89 anos. Infelizmente, o tempo desceu sobre ela com sua fúria terrível, desmoronando-lhe a consciência. Mas quem conheceu Geraldina Amaral não vai jamais esquecer a sua inteligência, o seu amor às artes, à leitura, à escrita, ao jornalismo, à AJEB, aos amigos.
Transcrevemos, abaixo, um de seus textos, em que podemos sentir a suavidade de sua pena e o encantamento pela palavra.

 Luzes, Luzes, Luzes
Geraldina Amaral

            Quando as luzes se apagaram, fiquei sem pensar. Naquela noite, eu precisava de uma iluminação poderosa que me ajudasse um pouco a manter meu cérebro fora do caos de que estava à beira, quase pronta a cair-lhe no mais íntimo dos recantos. Sim, o caos me esperava ansiosamente, como o amante à criatura desejada. Não me engano, porque “senti” que tudo em meu espírito ameaçava cair, ruir. “Senti”!...
            Reportava-me há dois meses antes: aquele cálice de “Vermuth” que bebemos (eu e você), entre considerações sobre arte e vida, num hesitante diálogo em que nos aproximávamos a medo, esperando por uma única palavra...
            Para mim, aquela tarde foi um delicioso inferno, cheia de crepúsculos e ruídos, de amor e desespero. Seus olhos fixavam-se talvez cansados de olhar alguém distante, através do espaço e do tempo. Ah! Como se fatigam, até a exaustão, os olhos amorosos que procuram o seu amor! E os seus olhos estavam assim, quase sem forças, quase não resistindo ao esforço infinito de ver e sentir e contemplar a grande felicidade do amor ausente.
            Entretanto, na ribalta, não chegara luz suficiente para um bom espetáculo, e a semiobscuridade que as velas acesas concediam não me ajudava em nada.
            Ao menos, se pudesse esquecer que atrás dos bastidores só estavam criaturas feitas para o divertimento ao público, sem, no entanto, poder com ele comunicar-se... “Não passavam de títeres sob as ordens de um velho de longos bigodes e barba crescida, destes que fazem medo às crianças...”
            E a luz, porque não voltava a luz? Todos precisavam dela. Sim, todos precisavam dela. Começava em mim a agonia de Goethe. E a luz? Eu precisava dela para deslumbrar-me e esquecer, e esquecer e esquecer...   

         
Geraldina Amaral – jornalista, escritora e tradutora. É graduada em Letras Neolatinas. Foi professora do Curso de Cultura Hispânica da Universidade Federal do Ceará e de muitos colégios da capital cearense. Faz parte da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno. Sócia fundadora da Academia de Letras e Artes de Caucaia. Escrevia uma coluna semanal no Jornal “O Estado”. É sócia da AJEB-CE, da qual recebeu o honroso título de “Ajebiana de Ouro”. Participa de várias coletâneas, dentre as quais “Policromias” e “AJEB Letras” (antologia nacional). 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

POSSE DA PRESIDENTE NACIONAL DA AJEB


AJEB- Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil
Fundada em 08 de abril de 1970 em Curitiba - PR
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ATA DE POSSE DA PRESIDENTE NACIONAL DA AJEB – ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS E ESCRITORAS DO BRASIL


Aos 27 (vinte e sete) dias do mês de maio de 2014, às 18:00 horas, na sede administrativa da AJEB, situada na Rua Francisco Leitão, 235, conjunto 52, na cidade de São Paulo – SP, ora em trânsito no Espaço Scortecci, situado na Rua Lacerda Franco, 96, na cidade de São Paulo – SP,  realizou-se a solenidade de posse da escritora DAISY BUAZAR, no cargo de PRESIDENTE NACIONAL da AJEB – ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS E ESCRITORAS DO BRASIL, para o biênio 2014/2015, reeleita na Assembléia Geral Ordinária Nacional, realizada em 28 de abril de 2014, na forma do disposto no artigo 1º, inciso II, do Estatuto Social. 


MEMÓRIA FOTOGRÁFICA


A Mesa: João Scortecci, Daisy Buazar e Geni Pires


Maria Clara Gozzoli - mestre de cerimônia 


Ana Maria Clara Guimarães saúda a Presidente


Daisy é homenageada pela AJEB-SP


João Scortecci e Daisy Buazar


Sara Abud, Lurimar e Daisy Buazar



Convidados


Os agradecimentos da Presidente Nacional


Daisy Buazar entre ajebianas paulistas e convidados


A Presidente com Geni, Ana Maria, Leontina e Nilda


Geni Pires e Irene Bassi


Ajebianas paulistas e Colaboradoras


O brinde da Presidente à AJEB


sexta-feira, 30 de maio de 2014

EBE BRAGA FROTA HOMENAGEADA IN MEMORIAM PELA AJEB-CE


Em sessão da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-CE), do dia 20 de maio deste ano, a professora e mestra Ebe Braga Frota foi homenageada (in memoriam), por sua atuação nesta entidade, da qual era Sócia Honorária e patrocinadora do nosso Concurso Literário Professora Edith Braga.
A Presidente de Honra da AJEB-CE, Giselda Medeiros, sua ex-aluna, proferiu a saudação, relembrando pedaços de vida da ilustre homenageada, em sua labuta na área da Educação.
A Família esteve presente, na pessoa de seu filho Dr. Osmar Braga Frota, de sua filha do coração, Conceição Seabra, da amiga Maria Euda Sousa e de Kátia Miranda.
Ao encerrar sua fala, o Dr. Osmar usou a tribuna para agradecer a homenagem, momento em que retratou a mãe, seu caráter, sua responsabilidade e sua ética irrepreensível.
Ao final, foi entregue ao Dr. Osmar uma placa de bronze outorgando à homenageada o título de SÓCIA EMÉRITA da AJEB.

CONFIRA AS FOTOS


A Mesa Diretora dos trabalhos


A saudação por Giselda Medeiros

 

O agradecimento do filho, Dr. Osmar Braga Frota


A outorga da Placa


Dr. Osmar, Giselda Medeiros e Conceição Seabra


Ajebianas e ajebianos



À MINHA QUERIDA MESTRA EBE BRAGA
Giselda Medeiros
                           
Contemplando-te, mestra,
eu vejo o azul do sonho que imprimiste em mim.
Eu vejo a impetuosidade de rios
avassalando-te o conhecimento.
Eu vejo, mestra, a face da ciência
no teu olhar que não parece ver,
mas vê a interioridade dos mistérios.
Eu sinto vir de tuas mãos o afago
que desliza sobre as páginas de um livro,
o livro que trazes na alma, aberto em leque.
Eu vejo teu saber, pairando, aceso,
em luminosas cores,  
por sobre as nossas inutilidades.
Por isso, és Ebe! És perene juventude
a decifrar logismos,
a derramar-se plena e plana
no azul do sonho que imprimiste em mim,
em mim, que aprendi de ti
a pastorear saberes nas vigílias do pensamento.
Ensinaste-me, ó mestra,
ter a canção longos murmúrios
que se acendem lânguidos
para aflorarem belos e divinos.
É tua, agora, mestra, esta canção,
e nela dançam robustas rimas
de sonora gratidão.                                                                                

EBE BRAGA - UMA HISTÓRIA DE VIDA DEDICADA À EDUCAÇÃO

Estamos no dia 10 de julho de 1925. Na pacata Fortaleza, de então, a casa número 38 da Rua Solon Pinheiro ilumina-se. O casal, Anastácio Braga Barroso e Edith da Costa Braga, contemplam eufóricos a concretização do amor: a menina Ebe, que, recebendo no nome a força e a imortalidade do vinho dos deuses, será agraciada, por isso, com o dom de continuar servindo aos humanos o vinho da sabedoria durante toda a sua vida.

O elo entre Ebe e a Educação começa, desde cedo a se fortalecer, e vai imprimindo nela um compromisso de ordem doutrinária, acentuando a formação de algo luminoso e profundo: uma responsabilidade sem limite. 

Sua índole marcada já pelo selo da docência concretiza-se, em 1952, quando ela conclui o Curso Normal, sendo escolhida a oradora da turma.

Não é de se estranhar que, já possuída pela ortodoxia dos princípios filosóficos que procuram nortear a ética do ser humano, viesse ela a enveredar pelo influxo desses princípios. Assim é que, em 1953, submete-se ao vestibular para o Curso de Filosofia, na Faculdade Católica de Filosofia, tendo atingido a maior nota geral. Em virtude dessa conquista, é convidada a lecionar Psicologia, História e Filosofia da Educação no Colégio São José. É também nomeada professora de Economia Doméstica no Ginásio Municipal de Fortaleza. E, em 1955, vai lecionar Psicologia e Sociologia no Colégio Santa Lúcia.

A difusão da capacidade intelectual de Ebe Braga, personificando o abstrato do “homo sapiens”, era um requisito indispensável para que se tivesse a jovem e inteligente professora integrada ao quadro docente dos bons colégios. Desse modo, em 1956, ano em que recebeu o grau de Licenciatura Plena em Filosofia, é nomeada professora interina de Economia Doméstica, na Escola Normal Pedro II, passando ao cargo de Professor Catedrático da mesma disciplina, através de Concurso Público, assim como sua nomeação para Técnica de Educação.   

Em 1964, é criado o Curso Clássico, no Colégio Estadual Justiniano de Serpa, cabendo à Ebe Braga a docência da Sociologia, e, em 1968, da Filosofia, disciplinas, àquela época, exigidas pelo vestibular na área de Humanidades.

Em 1966, é nomeada professora de História e Filosofia da Educação, bem como de Sociologia, no Colégio Municipal Filgueiras Lima.

Ebe Braga agiu sempre de modo determinado, dentro dos preceitos éticos de sua personalidade. Procurou conduzir os seus discípulos com pertinácia, mostrando-lhes as oportunidades para crescerem e enfrentarem, sem medo, as forças, muitas vezes adversas, da existência. Era como sempre nos estivesse a ensinar: Caminhar em si mesmo é uma maneira de entender o próximo, ampliar-lhe o rumo, abrir-lhe o universo. Positivamente, nossa ilustre educadora doava-se como caminho, transmudava-se em universo. Não tinha fronteiras, jamais, exigiu recompensas ou glórias. Elas vieram, sim, mas em decorrência de suas atividades, de seu desprendimento, de sua competência. Tanto é que, em 1982, Ebe Braga recebe a maior comenda na área da Educação: a Medalha Justiniano de Serpa
O peso dos anos, que imprime em nós um ritmo descendente, não o consegue em relação à ilustre educadora. Pelo contrário, enquanto muitos se acomodam às condições de inatividade, ela não cede. Começa a frequentar cursos, na ânsia de mais conhecimentos.
Matricula-se, em 1976, no Curso de Licenciatura Curta em Teologia, no ICRE, concluindo-o em 1979 e, no ano seguinte, conclui também o Curso de Especialização em Tecnologia Educacional para o Ensino Superior.

Um meteoro não pode deter sua vertiginosa trajetória. Desse modo, Ebe Braga conclui, em 1985, com o grau de Licenciatura Plena, o Curso de Ciências Religiosas. Pelo brilhantismo com que sempre se distingue em tudo o que faz, é convidada a lecionar, ali, a disciplina Introdução à Teologia.
            Em 6 de junho de 1997, o auditório do Seminário da Prainha, lotado, em noite memorável, aplaude de pé a bacharelanda na defesa de sua monografia intitulada O Ecumenismo: Processo Evolutivo, requisito para a obtenção do grau de Bacharel em Ciências Religiosas. Realmente, um trabalho de fôlego, que exigiu cansativas pesquisas, em mais de setecentas páginas. E em 2002, no salão nobre do Ideal Clube, em noite repleta de amigos e emoções, Ebe Braga lança seu livro “Ecumenismo: Processo Evolutivo”, uma verdadeira fonte de pesquisa.

Eis, pois, em pinceladas reais, os fatos mais marcantes da história dessa grande mulher que, em 27 de fevereiro de 2014, após travar duras batalhas pela vida, imerge em outra galáxia, de onde, agora, nos adverte, em consonância com esses versos de Santo Agostinho:

“A vida continua significando o que significou: 

continua sendo o que era. 
O cordão de união não se quebrou. 
Por que eu estaria fora de teus pensamentos, 
apenas porque estou fora de tua vista? 
Não estou longe, 
Somente estou do outro lado do caminho. 
Já verás, tudo está bem. 
Redescobrirás o meu coração, 
e nele redescobrirás a ternura mais pura. 
Seca tuas lágrimas e se me amas, 
não chores mais.” 


O preito de saudade, pois, da AJEB, a essa mulher sábia, prudente, Ebe Braga, verdadeira obra-prima da vida.
Obrigada
Giselda Medeiros

20/5/2014

sexta-feira, 23 de maio de 2014

UM POEMA DE GISELDA MEDEIROS


CANÇÃO DA ESPERA

                Passas.
                Teu vulto é um oásis
                onde quero aprender
                o ofício das areias
                nas longas noites
                em que as estrelas
                fiam fios finos
                de fluida luz.

                Teus passos na tarde
                ecoam ainda
                em minhas manhãs,
                alvacentas e lânguidas,
                como o marulho das vagas
                que ficaram para trás.

                Mas passas,
                indiferente e lento,
                sobre meus anseios
                com mãos enfeitadas de adeuses
                a romper em flores
                de esquecimento.

                E passas tão perto de mim
                e tão distante!
                Não conheces o mapa
                de meus arquipélagos
                nem sabes da beleza
                de meus profundos mares
                onde há conchas e corais
                em êxtase.


              ( in: TEMPO DAS ESPERAS)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

HOMENAGEM ÀS MÃES QUE JÁ SE ENCANTARAM - por J. UDINE


MEU INESQUECÍVEL ANJO AZUL. ( 1917 -  2011)
(In Memoriam de minha inesquecível Mãe)

Assim como Jesus chorou a morte de Lázaro,
Também eu choro a morte do meu Anjo Azul;
Do meu anjo maternal, que fora o meu lábaro,
A bandeira do amor, da paz, da carícia blue...

Fica um vazio imenso no meu coração!
Lágrimas invisíveis jorram dos meus olhos,
Dos olhos de minh'alma em pranto e solidão.
São dores de saudade, dores dos abrolhos,

Dos espinhos agudos que perfuram a alma.
Mas, nesse abismo em luz, o meu Senhor me acalma,
E, em sua complacência, me conforta em Luz!

Sua Viva e eficaz Palavra vibra em mim:
Fortaleço-me na Fé, nessa hora de esplim,
Nos braços piedosos do meu Bom Jesus!