ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª VICE-PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Nirvanda Medeiros

1ª DIRETORA DE FINANÇAS: Gilda Maria Oliveira Freitas

2ª DIRETORA DE FINANÇAS: Rita Guedes

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Stella Frota Salles

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Evan Gomes Bessa

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Marçal

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

quarta-feira, 23 de julho de 2014

AJEB-CE PROMOVE ALMOÇO EM HOMENAGEM À GISELDA MEDEIROS PELO SEU ANIVERSÁRIO


A AJEB-CE, por meio de sua Presidente Nirvanda Medeiros, realizou no Náutico Atlético Cearense um almoço de adesão em homenagem à Giselda Medeiros, pelo seu aniversário, ocorrido em 14 de julho. Foi um encontro agradabilíssimo, fino e carregado de amizade.
A ajebiana Maria Luísa Bomfim fez a saudação à aniversariante que estava cercada de sua família e de seus queridos amigos, por isso, radiante de felicidade.

Confira a saudação de Maria Luísa Bomfim


Boa Tarde

Querida Giselda

  Ao ser convidada por nossa presidente Nirvanda Medeiros, para saudá-la esta tarde, em nome da AJEB, fiquei orgulhosa e feliz. Orgulhosa por merecer a confiança dos amigos e amigas, feliz por ter a oportunidade de dizer em público da grande “benquerença” que existe em todos nós por Você. Você, que há bastante tempo reúne o que há de melhor e mais saudável no mundo literário, sempre seguindo rotas tranquilas, harmoniosas, repletas de amor e solidariedade, visando cada vez mais ao enriquecimento  daqueles que gozam do prazer de sua convivência. A riqueza de seus conhecimentos aliada a sua vontade de aparar as arestas que, vez em quando aparecem, nos mostram o desprendimento da partilha, o prazer da amizade e a lógica da sabedoria. Liderança é um “dom”, e esse dom você carrega de uma maneira sábia. Sim, porque existem duas formas de liderar: a positiva e a negativa. A sua, é aquela que nos leva a olhar o belo da vida, a querer ser cada vez melhor no dia a dia, a acreditar que o bem sempre vence o mal, que o amor está acima de tudo.
     Em todas as entidades às quais  você pertence , em todos os grupos de que você participa, essa sua maneira cativante e responsável, aliada ao seu bom humor e simpatia é extremamente eficaz para o bom resultado das metas idealizadas.
 Sabemos que é de suma importância, no convívio social, respeitar o próximo e aceitar as diferenças. Sem isso é difícil compartilharmos bons momentos de prazer e amizade. Essas qualidades em seu coração de mulher amorosa e amadurecida tornam possível, em todos os sentidos, o relacionamento de harmonia existente entre os participantes.
 Nada mais justo, que prestarmos essa sincera homenagem a Você Giselda querida, nossa presidente de honra e eterna princesa da poesia, por mais uma etapa percorrida no calendário de sua existência. Reconhecer seu valor e suas inúmeras qualidades é tarefa simples e prazerosa, pois inteligência, coragem e amor são constantes em tudo que você realiza.
Amiga, você é muito, muito mais do que estas minhas simples, porém, sinceras palavras, você merece nosso aplauso pela dedicação e carinho demonstrados durante todos esses anos na liderança da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, a nossa valorosa AJEB.
Temos imenso orgulho, não só da sua convivência fraterna neste nosso grupo, mas, sobretudo, da sua contribuição, que sem dúvida alguma é sempre muito importante para o êxito de todas as entidades literárias a que você pertence.
Receba os parabéns de todos aqui presentes, por tudo que você já conquistou e por tudo que ainda irá conquistar. 
 Deus lhe abençoe.
MLUISA BOMFIM, 18/07/2014.

Os agradecimentos da Aniversariante



 FOTOS


A Família: Rafaela (neta) e as filhas Ana Paula e Rosinha


Giselda com a Presidente Nirvanda Medeiros


COM AMIGAS E AMIGOS


Maria Helena Macedo



Cláudio Queiroz


Hermínia Lima


Zenaide Marçal e Maria Luísa Bomfim


Conceição Seabra, Beatriz Alcântara, Rejane Noronha e Ednilo Soárez


Tereza Porto e Cybele Pontes


Ernando Uchoa Lima


Conceição Seabra e Euda Barbosa


Evan Bessa e Maria do Carmo Fontenelle


Sabrina e o pai Aldo Melo


Pereira de Albuquerque


Heliane Pimentel e Nirvanda Medeiros


Conceição Seabra, Nirvanda Medeiros e Lêda Maria


J. Udine e Fátima


Nirvanda e Pedro Jorge Medeiros - Presidente do Náutico Atlético Cearense


Alana, Rafaela e Rosinha 


Ednilo Soárez e Rita de Cássia Araújo


Ajebianas e Ajebianos (1)


Ajebianas e ajebianos (2)


A aniversariante agradeceu aos amigos com um poema de Vinicius de Moraes, que se segue:


PROCURA-SE UM AMIGO
Vinicius de Moraes

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

                                                 ............................

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre...” (Vinicius de Moraes).


Náutico Atlético Cearense - 18/7/2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

AJEBIANA JOAQUINA DE OLIVEIRA (KINA DE OLIVEIRA) DESCANSA NOS BRAÇOS DE DEUS.



HOMENAGEM DA AJEB/SP À SUA PRESIDENTE HONORÁRIA KINA DE OLIVEIRA
                                                                           JUVENTUDE  ETERNA
                                                                              Daisy Buazar
                                                                      co-autora Maria Helena Buazar

Jovem, sempre jovem
Olhar atento e sábio
Abraças o mundo como um imã
Que atrai e jamais perde a fôrça
Uma pérola valiosa e rara
Inundas com brilho e arte
Num turbilhão de sentimentos nobres
natureza foi generosa ao criar-te.

Feliz de mim que a tenho amiga
Enlevas minh’alma cativa
Rejuvenesces meu ser com tua aura
Navegas em águas infinitas
Ardentes chamas espalhas
Nada em ti é perdido
De tudo te agraciou a vida
Estendes tuas mãos bem-vindas
Sobre todos que enlaças.

Docemente falas ao meu coração
Enriquece-me com teu condão

Ofereces lições preciosas
Lascivas, lúbricas e lúcidas
Inspiras o livre viver
Vivencias em tudo o prazer
Envolves com ternura a existência
Incansável caminhas em frente
Riso nas faces sempre tens

Amas a mim que te quero bem.

(Falecida em 16 de julho de 2014)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

POEMA DE SÉRGIO MACEDO


O POETA EXISTE


O poeta existe, o homem não existe.
O poeta é o pensamento,
O homem é a realização frustrada.

O poeta caminha por qualquer estrada, vem e vai.
Ao homem, demanda precauções na ida.
Eventual ausência de volta,
Ao poeta, tramitar no tempo é verdade.
Ao homem, pura falácia.

Ao poeta, fantasia, verdade e  mentira
A ordem dos fatores não altera o poema.
À ética, o homem.

Ao poeta cabe o amor indefinido, indecifrado,
eterno, sem limites, arestas.
Ao homem, o pão nosso de cada dia,
passado presente e futuro,
Aí sim, transita no tempo.

Minha vida não é um pretexto, mas uma ocasião.
O poeta é eterno, sou pequeno demais
Frente ao poeta, dono das dimensões e dos tempos,
Das forcas e dos partos,
Dos saltos e dos voos, das alturas
E dono dos autores e dos atores, da torpeza
Da dor e do sonho,
É dono da vagabundagem da alma e do espírito,
É deus de seus mitos e palavras.

Não o é o homem.

SÉRGIO MACEDO

quinta-feira, 3 de julho de 2014

HINO DA AJEB


Hino da AJEB
                                                  Kina de Oliveira

Do norte ao sul do Brasil
no interlúdio da emoção
Surge o conto, a prosa, o verso
As rimas do coração
A força, a luz da cultura
A chama do interior
se curva no encontro amigo
Nas mãos o ramo do trigo
Na mente, a fértil semente
As escritoras comungam
A lei que enaltece o mundo
a união, o sonho e o amor
A ideia se amplia e cresce
Nos encontros da poesia
A ficção e o romance
Adornam a fantasia
O vigor desvenda a vida
As jornalistas unidas
É bandeira refletida
Na conquista do saber
Divulgando sem temor
A luz do conhecimento
O manancial das ideias
Que nutre a lida e o teor
No direito, a liberdade
no labor, a inspiração
No universo a essência
O despertar da consciência
A crença, a fé e a razão
Abarcam o brilho da vida
No celeiro das letras, a busca
O baluarte da realização!
No desafio do trabalho
A pesquisa, e no atalho
O critério da imagem
Ao somar força e energia
É no doar e receber
Que a intuitiva linguagem
Nutre o calor da mensagem
mais profunda da emoção
O espírito revela o sonho
Nos limites da paixão
Como a flor exala o perfume
E como o fruto o sabor
As escritoras da AJEB
Unidas na comunhão
Sem fronteiras construindo
Um mundo em transição
Fortalecendo as mudanças
Desvendando, descobrindo
Caminhando passo a passo
Na alquimia estreita o laço

(in: Literata - junho 2014. SP-SP)

sexta-feira, 20 de junho de 2014

FIQUE DE OLHO NESSES ERROS!


1 - 'Custas' só se usa na linguagem jurídica, e designa despesas feitas no processo. Portanto, devemos dizer: "O filho vive à custa do pai". No singular.

2 - Não existe a expressão 'à medida em que'. Ou se usa à medida que, correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que, equivalente a tendo em vista que.

3 - O certo é 'a meu ver' e não ao meu ver.

4 - 'A princípio' significa 'inicialmente', 'antes de mais nada'. Ex: "A princípio, gostaria de dizer que estou bem".
 'Em princípio' quer dizer 'em tese'. Ex: "Em princípio, todos concordaram com minha sugestão".

5 - 'À-toa' (com hífen) é adjetivo e significa 'inútil', 'desprezível'. Ex: "Esse rapaz é um sujeito à-toa".
 'À toa'
(sem hífen) é uma locução adverbial e quer dizer 'a esmo', 'inutilmente'. Ex: "Andava à toa na vida".

6 - Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: "Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe...".
 Mas podemos dizer: "Caso o veja por aí...".

7 - 'Acerca de' quer dizer 'a respeito de'. Ex: "Falei com ele acerca de você".
Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Ex: "Há cerca de um mês que não a vejo".

8 - Alface é substantivo feminino. "A alface está bem verdinha".

9 - Além pede sempre o hífen: 'além-mar', 'além-fronteiras', etc.

10 - Algures é advérbio de lugar e quer dizer 'em algum lugar'. Já alhures significa 'em outro lugar'.

11 - Mantenha o timbre fechado do o no plural de 'almoços', 'bolsos', 'estojos', 'esposos', 'sogros', 'polvos', etc.

12 - O certo é 'alto-falante', e não auto-falante.
PS-CA - Porque 'alto-falante' fala alto; já o 'automóvel' se move sozinho, ninguém o empurra (por isso considero que andam falando muito alto do avião dos irmãos Wright, coitados, que não levantava vôo sozinho; tinha que ser catapultado; e nem rodas tinha...).

13 - O certo é 'alugam-se casas', e não aluga-se casas. Mas devemos dizer precisa-se de empregados, trata-se de problemas. Observe a presença da preposição (de) após o verbo. É a dica pra não errar.

14 - Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Ex: 'afrouxar', 'encaixe', 'feixe', 'baixa', 'faixa', 'frouxo', 'rouxinol', 'trouxa', 'peixe', etc.


15 - Ancião tem três plurais: 'anciãos', 'anciães', 'anciões'.

16 - 'Ao invés de' significa 'ao contrário de', ou seja, traz ideia de oposição. Ex: "Ela gosta de usar preto ao invés de branco". "Ao invés de chorar, ela sorriu".
 'Em vez de' significa 'em lugar de'. Não tem necessariamente a ideia de oposição. Ex: "Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas". (Estudar não é antônimo de brincar).

17 - Ainda se vê e se ouve muito aterrisar em lugar de aterrissar, com ss. Escreva sempre com o ss.

18 - Não existe preço barato ou preço caro. Só existe preço alto ou baixo.
 O produto, sim, é que pode ser caro ou barato. Ex: "Esse televisor é muito caro. O seu preço é muito alto".

19 - Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas estão erradas. Deve-se escrever 'bem-vindo', sempre com hífen.

20 - Nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc. O nome fica sempre coladinho. "O Sport se tornou tetracampeão no ano 2000". "O Náutico foi hexacampeão em 1968". "O Brasil foi bicampeão em 1962".

21 - Uma revista 'bimensal' é publicada duas vezes ao mês, ou seja, 'de 15 em 15 dias'.
 Já a revista 'bimestral' só sai de dois em dois meses. Percebeu a diferença?

22 - Hoje, tanto se diz 'boêmia' como 'boemia'. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonacidade no mia.

23 - Diz-se 'Eu caibo' dentro daquela caixa. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo é irregular.

24 - Preste atenção: 'o senador Luiz Estêvão foi cassado'. Mas 'o leão foi caçado' e nunca foi achado. Portanto, 'cassar' (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.

25 - Existem palavras que só devem ser empregadas no plural. Ex: os óculos, as núpcias, as olheirasos parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas, etc.

26 - Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de caráter é 'caracteres'. Então, "O Zeca pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres".

27 - Cartão de crédito e cartão de visita não pedem hífen. Já cartão-postal exige o tracinho.

28 - Catequese se escreve com s, mas catequizar é com z. Esse português...

29 - O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc.


30 - Censo é de recenseamento; senso refere-se a juízo. Ex: "O censo deste ano deve ser feito com senso crítico".

31 - Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe. Porque champagne é palavra masculina.

32 - Cidadão só tem um plural: cidadãos.

33 - Cincoenta não existe. O correto é cinquenta.

34 - Tem gente que ainda erra ao falar gratuito dando tonicidade no i, como de fosse 'gratuíto'. A tonacidade correta deve ser dada no u, tanto ao falar gratuito quanto intuito, circuito, fortuito, etc.

35 - E ainda tem gente que lê rubrica e teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras.

36 - Ninguém diz 'eu coloro esse desenho'. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. A mesma coisa acontece com o verbo abolir. Ninguém é doido de dizer eu abulo.
 Pra dar um jeitinho, diga: "Eu vou colorir esse desenho". "Eu vou abolir esse preconceito".

37 - Outro verbo danado é computar. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo?
 Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam.

38 - Outra vez atenção: os verbos terminados em uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em e, não em i.
 Ex: "Eu quero que ele continue assim". "Efetue essas contas, por favor". "Menino, continue onde estava".

39 - Mas, ao contrário do item anterior, os verbos terminados em uir devem ser escritos naqueles tempos com i, não com e.
 Ex: "Ele possui muitos bens". "Ela me inclui entre seus amigos de confiança". "Isso influi bastante nas minhas decisões". "Aquilo não contribui em nada com o progresso".

40 - Coser significa costurar. Cozer significa cozinhar.

41 - O correto é dizer 'deputado por São Paulo', 'senador por Pernambuco', e não 'deputado de São Paulo', 'senador de Pernambuco'.

42 - 'Descriminar' é absolver de crime, inocentar. 'Discriminar' é distinguir, separar. Então dizemos: "Alguns políticos querem descriminar o aborto". "Não devemos discriminar os pobres".


43 - Dia a dia (sem hífen) é expressão adverbial que quer dizer 'todos os dias', 'dia após dia'. Ex: "Dia a dia minha saudade vai crescendo".
 Dia-a-dia (com hífen) é substantivo masculino que significa 'cotidiano' e admite o artigo o. Ex: "O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio".
44 - Disenteria é disenteria, e não desinteria.
45 - A palavra 'dó' (pena) é masculina. Portanto, 'Sentimos muito dó daquela moça'.

46 - Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular, sobretudo quando a expressão se refere a quantidade, distância, peso. Ex: "Dez quilos é muito". "Dez reais é pouco". "Dois gramas é suficiente".

47 - Há duas formas de 'proibir a entrada': é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença do artigo a na segunda locução.

48 - Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: 'televisão em cores', e não a cores.

49 - 'Emergir' é 'vir à tona', 'vir à superfície'. Ex: "O monstro emergiu do lago".
 'Imergir' é 'mergulhar', 'submergir', 'afundar'. Ex: "O navio imergiu em alto-mar".


50 - A confusão é grande, mas 'se admitem as três grafias': 'enfarte, enfarto e infarto'.

51 - Nunca devemos dizer estadia em lugar de estada (e vice-versa). 'Estadia' é 'permanência de meios móveis', e as de pessoas é 'estada'. Ex: "A minha estada em São Paulo durou dois dias. Mas a estadia do navio em Santos só demorou horas".

52 - Exceção é com ç, e excesso é com ss.

53 - Lembra-se dos 'verbos defectivos'? Lá vai mais um: 'falir'. No presente do indicativo só apresenta a primeira e a segunda pessoa do plural: nós falimos, vós falis. Já pensou em conjugá-lo assim: eu falo, tu fales... Horrível, não?

54 - Todas as expressões adverbiais formadas por 'palavras repetidas' dispensam a crase: 'frente a frente', 'cara a cara', 'gota a gota', 'face a face', etc.

55 - Outra vez tome cuidado. Quando for ao supermercado, peça duzentos ou trezentos gramas de ..., e não duzentas ou trezentas. Porque grama, como medida de massa ou de peso, é substantivo masculino.
 Mas grama, a relva, é substantivo feminino, e você, por favor, "não pise na grama, tão bonita crescidinha".

56 - Frequentemente se ouve coisa do tipo 'Há anos atrás...'.
É um erro de redundância, pois o há já dá idéia de passado.
 Portanto, ou se diz simplesmente 'há anos...' ou 'anos atrás...' Escolha. Mas não junte o  com atrás.



57 - Agora uma arapuca do português: as palavras paroxítonas terminadas em n recebem acento gráfico, mas as terminadas em ns não recebem: 'hífen', 'hifens'; 'pólen', 'polens'.

58 - Atenção: 'Ele interveio' na discórdia, e não 'interviu'. Afinal, o verbo é 'intervir', derivado de 'vir', que se conjuga como o 'vir'.

59 - Item não leva acento. Nem seu plural, itens.

60 - Libido é substantivo feminino. Ex: "Minha libido hoje não tá legal".

61 - Muita gente gosta de estar 'magérrima', 'magríssima', mas o superlativo de magra é 'macérrima'.

62 - Antes de particípios não devemos usar melhor nem pior. Ex: "Os alunos mais bem preparados são os ...". E nunca: "Os alunos melhor preparados são os ...".


63 - Essa história de 'mal com l' e 'mau com u' até já cansou: É só decorar que 'Mal' é advérbio, antônimo de bem, e 'mau' é adjetivo, antônomo de bom. Depois é só raciocinar. Ou substituir Mal (ou Mau) por bem e por bom para ver se é com l ou com u.

64 - Pronuncie 'máximo' como se houvesse ss no lugar do x. (mássimo).

65 - Nunca a hora é 'meio-dia e meio'. Isso não existe.
Mas existe 'meio-dia e meia', ou seja, meio-dia e meia hora. 

66 - Não tenho 'nada a ver com isso', e não 'nada haver com isso'.

67 - 'Nem um nem outro' leva o verbo para o singular: Ex: "Nem um nem outro conseguiu cumprir o que prometeu".

68 - Toda vez que usar o verbo gostar, tenha cuidado com a ligação que ele tem com a preposição de. Isso porque "quem gosta, gosta de alguma coisa". Ex: "A coisa de que mais gosto é passear no parque". "A pessoa de que mais gosto é minha mãe".

69 - Lembre-se: 'pára', com acento, é do verbo parar, e 'para', sem acento, é a preposição. Portanto: Ele não pára de repetir para o amigo que tem um carro novo. (PS-CA - Este item está prejudicado pela nova ortografia).

70 - E tem mais: 'pelo' (sem acento), é contração da preposição por com o artigo o, e pêlo, com acento, é cabelo (PS-CA - Idem, talvez, assim como várias seguintes).

71 - E quer mais? 'Pêra', a fruta, leva acento, só para diferenciar de uma antiga preposição também chamada 'pera'. Já o plural de pêra dispensa o acento: 'peras'. Dá pra entender? Parabéns!

72 - Ainda tem mais uma palavra com acento diferencial: 'pôde', terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poder. É para diferenciar de 'pode', a forma do presente. Ex: "Ele até que pôde fazer tudo aquilo, mas hoje não pode mais". Percebeu a diferença?



73 - Pôr só leva acento quando é verbo: "Quero pôr tudo no seu devido lugar". Mas se for preposição, não leva acento. Ex: "Por qualquer coisa, ele se contenta".

74 - Nunca diga, nem escreva '1 de abril', '1 de maio'. Mas sempre: 'primeiro de abril', 'primeiro de maio'. Prevalece o ordinal.

75 - Parece ser errado dizer "Quando eu 'vir' Maria, darei a ela o seu recado", mas esse é o emprego correto do verbo ver no futuro do subjuntivo. "Se eu o vir", "Quando eu o vir", etc.
 Mas se é o verbo vir que está na jogada, a coisa muda: "Quando eu 'vier'", "Se eu 'vier'".

76 - Só use 'quantia' para valores em dinheiro. Para o resto use 'quantidade'. Ex: "Recebi a quantia de 20 mil reais". "Era grande a quantidade de animais no meio da pista".

77 - O prefixo 'recém' sempre se separa por hífen da palavra seguinte e deve ser pronunciado como oxítona. Ex: "Recém-chegado de Londres".

78 - Retificar é 'corrigir', e Ratificar é 'reafirmar'. Ex: "Eu ratifico o que disse e retifico meus erros".

79 - Ao dizer 'ruim', diga a sílaba mais forte na im. Não tem cabimento outra pronúncia.

80 - Fique atento: só empregamos 'São' antes de nomes que começam por consoante: 'São Mateus', 'São João', 'São Tomé', etc. Se o nome começa por vogal ou h, empregamos 'Santo': 'Santo Antônio', 'Santo Henrique', etc.

81 - E lembre-se: 'seção', com ç, quer dizer 'parte de um todo', 'departamento': Ex: "seção eleitoral", "seção de esportes". Já 'sessão', com ss, significa intervalo de tempo que dura uma reunião, uma assembléia, um acontecimento qualquer. Ex: "A sessão do cinema demorou muito tempo".

82 - 'Senão' (juntinho) quer dizer "caso contrário"; e 'se não', (separado), equivale a "se por acaso não". Ex: "Chegue cedo, senão eu vou embora". "Se não chegar cedo, eu vou embora". Percebeu a diferença?

83 - , quando é adjetivo, equivale a 'sozinho' e varia em número, ou seja, pode ir para o plural. Mas, quando advérbio, equivale a 'somente' e não varia em nada. Ex: "Brigaram e agora vivem sós" (sozinhos). "Só (somente) boas idéias os motivam".

84 - É comum ouvirmos no rádio e na tv a palavra 'subzídio'; isto é, ouvimos a palavra subsídio com pronúncia de z. Mas a pronúncia correta é de ss. Portanto, escreva 'subsídio' e pronuncie 'subssídio'.

85 - 'Taxar' é 'tributar', 'fixar preço'. 'Tachar' é 'atribuir defeito', 'acusar'.

86 - Nunca diga 'Eu torço para o Flamengo'. Torça 'pelo Flamengo'.


87 - Todo mundo tem dúvida, mas preste atenção: "50% dos estudantes passaram nos testes finais". "Somente 1% terá condições de pagar a mensalidade". "Acreditamos que 20% do eleitorado se abstenha de votar nas próximas eleições". "Mais exemplos: 10% estão aptos a votar, mas 1% deles preferem fugir das urnas".
 Quer dizer, concorde com o mais próximo e saiba que essa regra é bastante flexível.

88 - 'Um dos que' deixa dúvidas, mas, pela norma culta, devemos pluralizar. Ex: "Eu sou um dos que foram admitidos". "Sandra é uma das que ouvem rádio".
Mas há gramáticos que aceitam o emprego do singular depois dessa expressão.

89 - 'Veado' se escreve com e, e não com I.

90 - Viagem e Viajem - Esse português da gente tem cada uma: tem viagem com G e viajem com J . Tire a dúvida: viagem é o substantivo. Ex: "A viagem foi boa". Viajem é o verbo. Ex: "Caso vocês viajem, levem tudo".

91 - O prefixo 'vice' sempre se separa por hífen da palavra seguinte: vice-prefeito, vice-governador, vice-reitor, vice-presidente, vice-diretor, etc.

92 - Geralmente, se usa o 'x depois da sílaba inicial en': enxaguar, enxame, enxergar, enxaqueca, enxofre, enxada, enxoval, enxugar, etc.
 Mas cuidado com as exceções: encher e seus derivados (enchimento, enchente, enchido, preencher, etc) e quando -en se junta a um radical iniciado por ch: encharcar (de charco), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro), etc.

93 - Não adianta chiar: 'chuchu' se escreve mesmo com 'ch'.

94 - 'Ciclo vicioso' não existe. O correto é 'círculo vicioso'.

95 - E qual a diferença entre 'achar' e 'encontrar'? Use 'achar' quando você encontra o que estiver procurando, e 'encontrar' quando encontrar algo que você não estiver procurando. Ex: "Achei finalmente o que procurava". "Maria encontrou uma corda debaixo da cama". Jorge achou o gato dele que fugiu na semana passada.

96 - 'Adentro' é uma palavra só: meteu-se porta adentro. A lua sumiu noite adentro.

97 - Não existe 'adiar para depois'. Isso é redundante, porque adiar só pode ser para depois.

98 - 'Afim' (juntinho) tem relação com afinidade: gostos afins, palavras afins. 'A fim de' (separado) equivale a para. Ex: "Veio logo a fim de me ver contente".

99 - Pode parecer estranho, mas conjuga-se o verbo 'aguar' normalmente: eu águo, tu águas, ele água, nós aguamos, vós aguais, eles águam.

100 - 'Centigrama' é palavra masculina: dois centigramas.



sexta-feira, 6 de junho de 2014

GERALDINA AMARAL - UMA AJEBIANA DE OURO


Hoje, 6 de junho de 2014, Gizela Costa, Rose Sendy e eu, deslocamo-nos até Caucaia, para rever, matar saudades de nossa querida Geraldina Amaral, sócia fundadora da AJEB, tendo-a, inclusive, representado em Cannes, na França, em encontro internacional da AMMPE (Asociación Mundial de Mujeres Periodistas y Escritoras), única jornalista brasileira presente àquele evento.
Geraldina Amaral, atualmente, está com 89 anos. Infelizmente, o tempo desceu sobre ela com sua fúria terrível, desmoronando-lhe a consciência. Mas quem conheceu Geraldina Amaral não vai jamais esquecer a sua inteligência, o seu amor às artes, à leitura, à escrita, ao jornalismo, à AJEB, aos amigos.
Transcrevemos, abaixo, um de seus textos, em que podemos sentir a suavidade de sua pena e o encantamento pela palavra.

 Luzes, Luzes, Luzes
Geraldina Amaral

            Quando as luzes se apagaram, fiquei sem pensar. Naquela noite, eu precisava de uma iluminação poderosa que me ajudasse um pouco a manter meu cérebro fora do caos de que estava à beira, quase pronta a cair-lhe no mais íntimo dos recantos. Sim, o caos me esperava ansiosamente, como o amante à criatura desejada. Não me engano, porque “senti” que tudo em meu espírito ameaçava cair, ruir. “Senti”!...
            Reportava-me há dois meses antes: aquele cálice de “Vermuth” que bebemos (eu e você), entre considerações sobre arte e vida, num hesitante diálogo em que nos aproximávamos a medo, esperando por uma única palavra...
            Para mim, aquela tarde foi um delicioso inferno, cheia de crepúsculos e ruídos, de amor e desespero. Seus olhos fixavam-se talvez cansados de olhar alguém distante, através do espaço e do tempo. Ah! Como se fatigam, até a exaustão, os olhos amorosos que procuram o seu amor! E os seus olhos estavam assim, quase sem forças, quase não resistindo ao esforço infinito de ver e sentir e contemplar a grande felicidade do amor ausente.
            Entretanto, na ribalta, não chegara luz suficiente para um bom espetáculo, e a semiobscuridade que as velas acesas concediam não me ajudava em nada.
            Ao menos, se pudesse esquecer que atrás dos bastidores só estavam criaturas feitas para o divertimento ao público, sem, no entanto, poder com ele comunicar-se... “Não passavam de títeres sob as ordens de um velho de longos bigodes e barba crescida, destes que fazem medo às crianças...”
            E a luz, porque não voltava a luz? Todos precisavam dela. Sim, todos precisavam dela. Começava em mim a agonia de Goethe. E a luz? Eu precisava dela para deslumbrar-me e esquecer, e esquecer e esquecer...   

         
Geraldina Amaral – jornalista, escritora e tradutora. É graduada em Letras Neolatinas. Foi professora do Curso de Cultura Hispânica da Universidade Federal do Ceará e de muitos colégios da capital cearense. Faz parte da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno. Sócia fundadora da Academia de Letras e Artes de Caucaia. Escrevia uma coluna semanal no Jornal “O Estado”. É sócia da AJEB-CE, da qual recebeu o honroso título de “Ajebiana de Ouro”. Participa de várias coletâneas, dentre as quais “Policromias” e “AJEB Letras” (antologia nacional). 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

POSSE DA PRESIDENTE NACIONAL DA AJEB


AJEB- Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil
Fundada em 08 de abril de 1970 em Curitiba - PR
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ATA DE POSSE DA PRESIDENTE NACIONAL DA AJEB – ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS E ESCRITORAS DO BRASIL


Aos 27 (vinte e sete) dias do mês de maio de 2014, às 18:00 horas, na sede administrativa da AJEB, situada na Rua Francisco Leitão, 235, conjunto 52, na cidade de São Paulo – SP, ora em trânsito no Espaço Scortecci, situado na Rua Lacerda Franco, 96, na cidade de São Paulo – SP,  realizou-se a solenidade de posse da escritora DAISY BUAZAR, no cargo de PRESIDENTE NACIONAL da AJEB – ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS E ESCRITORAS DO BRASIL, para o biênio 2014/2015, reeleita na Assembléia Geral Ordinária Nacional, realizada em 28 de abril de 2014, na forma do disposto no artigo 1º, inciso II, do Estatuto Social. 


MEMÓRIA FOTOGRÁFICA


A Mesa: João Scortecci, Daisy Buazar e Geni Pires


Maria Clara Gozzoli - mestre de cerimônia 


Ana Maria Clara Guimarães saúda a Presidente


Daisy é homenageada pela AJEB-SP


João Scortecci e Daisy Buazar


Sara Abud, Lurimar e Daisy Buazar



Convidados


Os agradecimentos da Presidente Nacional


Daisy Buazar entre ajebianas paulistas e convidados


A Presidente com Geni, Ana Maria, Leontina e Nilda


Geni Pires e Irene Bassi


Ajebianas paulistas e Colaboradoras


O brinde da Presidente à AJEB