ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª VICE-PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Nirvanda Medeiros

1ª DIRETORA DE FINANÇAS: Gilda Maria Oliveira Freitas

2ª DIRETORA DE FINANÇAS: Rita Guedes

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Stella Frota Salles

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Evan Gomes Bessa

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Marçal

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

sábado, 27 de setembro de 2014

REUNIÃO DA AJEB-CE DE 16 DE SETEMBRO DE 2014



A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB-CE - promoveu mais uma movimentada reunião mensal. 
Dessa vez, a Presidente Nirvanda Medeiros trouxe na pauta da reunião vários assuntos que foram repassados a seus associados.
Dr. Raimundo Edson Caledônio foi o conferencista do dia, que apresentou uma resenha do seu livro "REIpública FEUderativa do Brasil", tendo sido muito apreciada por todos os presentes.


Ao final de sua fala, a Presidente Nirvanda Medeiros fez-lhe a entrega de Diploma de Honra ao Mérito.




Em seguida, a ajebiana Francinete Azevedo fez os agradecimentos ao palestrante em nome da AJEB-CE.


Na sequência da pauta, apresentaram-se alguns dos nossos associados, com trabalhos de sua autoria. O Sócio Colaborador Cícero Modesto expôs um trabalho feito em Trovas.


Dando sequência, a escritora Lucineide Souto leu um ensaio, de sua autoria, sobre o livro de Nirvanda Medeiros "Reconstruindo Passos".



Celma Prata, editora do Jornal AGROVALOR, teceu comentários importantes a respeito de um livro de sua autoria.


Falaram ainda Socorro Cavalcanti e Deusdedit Rocha elogiando a palestra apresentada.




Sônia Nogueira e Clara Lêda apresentaram poemas de sua autoria. 
Foi uma manhã de muitas atividades e bastante concorrida.
A Presidente Nirvanda Medeiros concedeu um Voto de Louvor ao Sócio Colaborador Pereira de Albuquerque que, nesse mesmo dia e horário, lançava seu livro "De Mim e de Outros", apresentado pela nossa Presidente de Honra Giselda Medeiros.

Fortaleza, 16/9/2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

J. UDINE HOMENAGEIA O PRÍNCIPE DOS POETAS CEARENSES


AO POETA ARTUR EDUARDO BENEVIDES.
(In memoriam)

O poeta de Pacatuba,
O grande Artur Eduardo,
Não mais toca a sua tuba,
Já não vive ao nosso lado...

O áureo Príncipe imortal
Da mais velha Academia
Foi ser poeta celestial
Na Divina Freguesia,

E nos deixa em triste abismo,
Por calar o seu lirismo,
Por emudecer sua voz...

Só nos resta a grã saudade,
Que ora no nosso peito arde
Numa dor assaz atroz...

J. Udine - 21-09-2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

UM POEMA DE ZENAIDE MARÇAL



  Insônia
Zenaide Marçal

Acalenta-me a brisa
no silêncio pesado desta noite.
Mas, como dormirei
se a ilusão fugiu
e, ao apagar das luzes,
restou-me apenas
o barulho,
insuportável,

das lembranças?

terça-feira, 26 de agosto de 2014

AJEB-CE: SESSÃO DE HOMENAGENS


A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-CE), em sua sessão ordinária do dia 19 de agosto de 2014, prestou merecida homenagem aos PAIS, de modo particular aos PAIS AJEBIANOS. 
A saudação foi feita pela escritora Evan Bessa. Agradeceu, em nome dos PAIS presentes, o escritor Pereira de Albuquerque.

Eis a saudação: A FIGURA PATERNAL
                                                     
 Por solicitação da Presidente Nirvanda, estou aqui para homenagear os pais ajebianos. O que falar diante de pessoas tão especiais? A princípio, parabenizá-los e desejar que bênçãos e graças divinas sejam derramadas sobre a vida de cada um de vocês. Penso que esta homenagem deveria ser diária visto que, todos os dias, pais enfrentam desafios para o desempenho de sua missão no mundo de hoje.
A função do pai na sociedade atual tomou uma nova direção. Saímos da era do patriarcado, em que o pai exercia sua autoridade, sem a mínima possibilidade de questionamento acerca das decisões e definições praticadas no seio da família. Evoluímos para um formato mais liberal, onde o diálogo entre pais e filhos coexiste. Os tempos mudaram! Princípios, valores e a própria estrutura familiar tiveram o seu desenho reformulado, exigindo um novo olhar na condução da família. Há de se manter um diálogo permanente entre pais e filhos. Educar requer dosagem de responsabilidade, pois criar um filho parece uma tarefa das mais difíceis.
As famílias hoje, em sua maioria, abrigam filhos de outros casamentos que convivem debaixo do mesmo teto no dia-a-dia. Hoje, nem sempre o pai é o único provedor da família. Em alguns lares os papéis são invertidos, ou, no mínimo, existe divisão de despesas, a fim de suprir o orçamento doméstico. O casal trabalha o dia todo e mal se encontra com os filhos. Não sobra tempo para acompanhá-los e dar maior atenção. Nesse contexto, a paternidade se traduz como algo diferente do passado e os pais têm que reaprender, se renovar para entender e atender às demandas e necessidades de sua prole.
Na minha concepção o pai quase sempre se guia, utilizando a Pedagogia do Amor. Procura sempre dosar carinho, ternura, amor na medida certa, impondo limites, uma vez que acompanhar o crescimento e a formação dos filhos precisa de amor, equilíbrio e bom senso. Ser companheiro do filho, saber ouvi-lo com respeito e manter um diálogo franco, sem perder a autoridade atitude e sensatez.
No dia dedicado aos pais, a família o reverencia como a figura importante da célula familiar. Cada uma homenageia de uma forma: com abraços, beijos, presentes simbólicos, enfim, é o dia em que se tem oportunidade de materializar o afeto dos filhos pelo pai. Por que não? Não se pode esquecer a referência de um pai numa família. A falta dele, muitas vezes, causa insegurança, frustração e um sentimento de perda, mesmo ele ainda estando vivo.
Na realidade, pai e mãe se reinventam no decorrer da vida, ensinando e aprendendo com os filhos todos os dias. Este processo contínuo e progressivo se constrói no cotidiano com base no amor, na confiança, na partilha das alegrias, nos momentos de tristeza, enfim na troca e na arte de bem viver.
Apesar da modernidade, a sociedade ainda reconhece a figura do pai como a base sólida que sustenta o telhado, as vigas e colunas da estrutura familiar, mesmo com as mudanças ocorridas. O raciocínio se direciona àqueles pais que assumem o seu papel na construção de um lar, cultivando o amor, o respeito e aceitando-se como protagonista da figura paternal.
Para concluir, nós da AJEB, queremos homenagear e aplaudir os pais presentes e desejar-lhes vida plena com saúde e muitas realizações junto aos familiares.

                                           Evan Bessa


Em seguida, a escritora Socorro Cavalcanti, Embaixadora da Divine Académie Française des Arts, Lettres et Cultura, fez uma explanação sobre a referida entidade, sua história, atuação, funcionamento, projetos editoriais, visando também adquirir sócios no Ceará, bem como convidar nossos escritores para participar de sua antologia (bilíngue), "Ceará em Cena", a ser lançada no 35º Salão do Livro de Paris, em março de 2015. Informou, ainda, a palestrante que a insigne presidente da citada academia, Dra. Diva Pavesi, virá ao Ceará, por ocasião da XI Bienal Internacional do Livro do Ceará, a se realizar no período de 5 a 14 de dezembro deste ano, ocasião em que proferirá uma conferência, sob o tema "A Importância da Literatura Brasileira na França".


Nessa sessão, ainda, aconteceu a entrega do Diploma Honra ao Mérito às poetisas Giselda Medeiros e Rejane Costa Barros, outorgado pela Ordem do Mérito Histórico-Literário Castro Alves, mediante o Instituto Comnène Palaiologos de Educação e Cultura, sediado no Rio de Janeiro. A comenda se deve às comemorações dos 167 anos de nascimento do grande Poeta Castro Alves.
A escritora Lucineide Souto fez a entrega do referido Diploma às poetisas homenageadas, em nome do Presidente Dom Alexander Comnène Palaiologos Maia Cruz. 


FOTOS


Lucineide Souto faz entrega da  honraria à Giselda Medeiros


Rejane Costa Barros recebe seu Diploma de Honra ao Mérito


Rejane Costa Barros, Lucineide Souto, Nirvanda Medeiros e Giselda Medeiros


A Mesa Diretora: Socorro Cavalcânti, Rejane Costa Barros, Presidente Nirvanda Medeiros, Giselda Medeiros e Lucineide Souto

UM CONTO DE THEREZA LEITE



 QUANDO NÓS ÉRAMOS PÁSSAROS

Era como  se os  anjos que os protegessem vivessem em harmonia. Desde o  dia em que  se apaixonara e a levara embora, escondido. Naquele dia, pássaros de nuvens prateadas, asas de filigrana, de tão leves, voavam em bando.

Depois, com um jeito próprio dele,  fora confinando-a, disfarçadamente, distante de tudo e de todos... Onde não mantivesse contato com ninguém, só ele. Apenas passasse as mãos na saia, aperreada, sempre a esperá-lo.  Era o jeito dela.      

Naquele isolamento, ela enfraquecera aos poucos, mente e corpo, até que  fora preciso  tira-la dali. Para que ninguém visse. Para que desse tempo.

Caminhara com ela nos braços, em meio ao mato seco que se debruçava sobre a piçarra,  até  chegar `a beira do rio.  Repousara-lhe, então, o corpo, retrato já esmaecido, sobre uma pedra,  a luz fria da tarde  abrigando-a. Nas mãos, a pequena bolsa de maquiagem, com os restos do que tinha, ainda. Restos usados quando da encenação de dramas.

Como se não houvesse pressa,  ele  pegou as pinturas e borrou o rosto dela com  uma pasta branca,  qual máscara veneziana. Uma rosa carmim, nas faces, e um botão vermelho na boca.  Os olhos, rodeados a carvão, como dois peixes negros, não permitiam  que se visse o brilho da íris. Um vestido  preto, com rosas  estampadas;  no pescoço, o colar de bolas grandes e leitosas combinava com a palidez.

Fazendo-a de boneca, pensou que talvez pudesse reanimá-la. Ainda. Mas ela permanecia estática.

Sacudiu-a como se balançasse um mamulengo, para pernas e braços se mexerem. Boneca de trapos. Marcas de dedos no pescoço, ela não reagia. Com as mãos  entrelaçadas, tornava - se, cada vez mais, imóvel, colorida  de entardecer.  

Teve medo. Olhara  à sua volta e não havia  a quem pedir ajuda. Arrependeu-se daquela casa afastada. Das próprias  escolhas.

Deixara-a, então, como se repousasse, sobre a pedra, e saíra, tonto. Não sabia se fugindo, ou se procurando auxílio. Caminhara  estrada acima, aguardando quem lhe desse acolhida.  Mas  diante do silêncio que se estendia `a sua frente, voltara.   Voltara para encontrar a pedra vazia, sem rastros por perto.

- Como tudo aquilo fora possível?

 Desde o início,  não pudera contê-la nos limites que pensara. Dotada de personalidade múltipla, ela transmudava-se, de  repente. Como se não   tivesse um tempo certo. Um lugar certo. O juízo certo. De uma susceptibilidade à flor da pele, ela doía-se de tudo, nada a satisfazia, vivia de expectativas. De alienação da realidade. Ansiosa e depressiva, num eterno aguardo de alguma coisa, que ele não conseguia alcançar,  tornara-se para ele  o próprio desespero.

Difícil conviver com aquela figura refletida em espelhos múltiplos. Atriz e personagem, eram tantas as facetas em que se partia, ou se multiplicava... Como contê-las?

Corroído de paixão desdobrara-se, no início, em busca dos tons vermelhos que a cobriam, sem jamais alcançá-la: quando pensava tê-la abarcado, ela já era outra.

Tornara-se, assim, obsessivo  e opressor. Confinara-a, primeiro, para tirá-la dos outros. Depois, para que perdesse a sua multiplicidade. Porque, via, não  bastava a ela a chegada de si mesmo, repetitivo, previsível. Incapaz de surpreendê-la. A paixão soprada pelo  seu corpo não a despertava. Não sabia sobre qual personagem derramar-se.
Percebeu-se  sem a dimensão que ela precisava.

Os próprios anjos,  haviam entrado, então, em desarmonia.

Tolhera-a, assim, de tal forma, que ela, estreitada entre quatro paredes, perdera-se no acúmulo dos objetos. Mistura de enfeites, trajes, cosméticos, miudezas que a ajudariam a atravessar a noite,  sempre clara: não descansava.

Ele a procurara ainda, tantas vezes, perguntando-se sob que máscara se escondia aquela moça que tomara para si. Enquanto ela enfrentava a mesmice, fugindo mais e mais de si mesma. Para fugir dele... Partindo para refúgios  não conhecidos, protegida por mistérios que ele não alcançava. Mas pagara com moedas de carne. Definhara, até adoecer. Pernas e braços exangues.

 Então a levara. Em busca  de socorro. Para não ser culpado  pelo que não pretendera fazer de verdade.
Ao voltar, naquele dia, não a encontrara sobre a pedra. Nenhum sinal nos dias seguintes. Nenhuma pista nos anos que correram. Até vê-la, tempos depois, carregada por um  homem de  braço tatuado, vermelho e de pelos louros,  abarcando o ombro dela. Colorida, exagerada, múltipla. Pensou no  desfile,  de menino antigo, a  dançarina em seus rodopios mortais, saltando `a frente da banda...

Jamais fora dele...

Jamais fora dele...

(do livro "Mosaicos", 2003)

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

UM ARTIGO MUITO INTERESSANTE

Como reconhecer uma mulher marcante


por Nathalí Macedo
Artigo publicado no site Entenda os Homens 

A verdade é que se pode reconhecer uma mulher marcante há quilômetros de distância. Sem precisar sentir o perfume forte ou ver o batom vermelho. A mulher marcante dispensa acessórios, é completa em si mesma. Não precisa anunciar-se, por que tem o dom de não passar despercebida. A mulher marcante nunca pretende incomodar, não gosta de provocar a inveja alheia. Um olhar de despeito não torna o seu dia mais alegre, pelo contrário, lhe é indiferente. A mulher marcante sabe bem do seu poder, por isso consegue admirar tranquilamente a beleza alheia, elogiar a grandeza de outrem sem sentir-se diminuída. Vez ou outra ela sai bem vestida e bem maquiada, mas por trás daquilo tudo ainda exala um aroma de naturalidade que encanta. Cultua a beleza porque gosta, mas definitivamente não precisa. A sensualidade está presente, mas não se pode dizer de onde ela vem.

A mulher marcante é, sobretudo, sutil. Ela não grita aos quatro ventos a própria virtude, ela não precisa humilhar outras mulheres ou provocar os ex-namorados. Ela realmente faz toda a diferença. Ela sabe ser dispensada com um ar sensato que faz qualquer galã sentir-se um babaca. Ninguém jamais a abandona sem que se arrependa amargamente pelo resto da vida, e ela guarda um encanto que não deixa espaço pra críticas maldosas. Ela é do tipo que não quebra promessas e não omite os próprios defeitos. Ela se aceita e nunca se desculpa por ser quem ela é. Ela compreende a efemeridade das coisas e das pessoas, mas se recusa terminantemente a ser efêmera. E não poderia ser, mesmo que quisesse, porque ela sempre vem pra ficar. Mesmo depois que vai embora, de alguma forma ela fica, porque é do tipo de mulher que não precisa se fazer presente para ser lembrada.

A mulher verdadeiramente marcante nunca se diz melhor que as outras, embora em muitos aspectos ela seja. Ela guarda os seios bem guardados numa blusinha discreta, em vez de espremê-los num sutiã menor que o seu manequim.

A mulher marcante não se importa de ter gostos peculiares. Ela não segue tendências, mas também não persegue a originalidade a todo custo. Ela não tem vergonha (e nem orgulho) de dizer que gosta do que ninguém gosta, ou que gosta do que todo mundo gosta. A opinião alheia nunca é um problema para ela, porque, verdadeiramente, ela se basta. Sem petulância e sem egoísmo, ela se basta. E por isso mesmo ela não sente necessidade de falar de si mesma, quase nunca.

Esse tipo de mulher sofre constantemente com a inveja alheia, embora, na maioria das vezes, sequer se dê conta. Ela se ocupa em tornar-se alguém melhor e superar os próprios limites, ela gosta tanto de distribuir bons sentimentos que os sentimentos ruins passam despercebidos diante de seus olhos. E isso a torna, de certo modo, inatingível. Embora não queira e não precise incomodar, ela incomoda. E muito. Desperta, na verdade, uma enorme curiosidade em torno do que a faz tão atraente. Pouca gente entende. Não se sabe qual é o traço que chama tanta atenção, ninguém consegue identificar a virtude que a torna tão marcante. Mulheres marcantes são, sobretudo, raras.

É curioso: Quanto mais ela se esconde, mais evidente fica. Quanto mais neutra busca ser, mais marcante se torna. Leveza é o seu sobrenome, mas a sua presença pesa como nenhuma outra.

Nathalí Macedo
Atriz por vocação, escritora por amor e feminista em tempo integral. Adora rir de si mesma e costuma se dar ao luxo de passar os domingos de pijama vendo desenho animado. Apesar de tirar fotos olhando por cima do ombro, garante que é a simplicidade em pessoa. No mais, nunca foi santa. Escreve sobre tudo em: facebook.com/escritosnathalimacedo

quarta-feira, 23 de julho de 2014

AJEB-CE PROMOVE ALMOÇO EM HOMENAGEM À GISELDA MEDEIROS PELO SEU ANIVERSÁRIO


A AJEB-CE, por meio de sua Presidente Nirvanda Medeiros, realizou no Náutico Atlético Cearense um almoço de adesão em homenagem à Giselda Medeiros, pelo seu aniversário, ocorrido em 14 de julho. Foi um encontro agradabilíssimo, fino e carregado de amizade.
A ajebiana Maria Luísa Bomfim fez a saudação à aniversariante que estava cercada de sua família e de seus queridos amigos, por isso, radiante de felicidade.

Confira a saudação de Maria Luísa Bomfim


Boa Tarde

Querida Giselda

  Ao ser convidada por nossa presidente Nirvanda Medeiros, para saudá-la esta tarde, em nome da AJEB, fiquei orgulhosa e feliz. Orgulhosa por merecer a confiança dos amigos e amigas, feliz por ter a oportunidade de dizer em público da grande “benquerença” que existe em todos nós por Você. Você, que há bastante tempo reúne o que há de melhor e mais saudável no mundo literário, sempre seguindo rotas tranquilas, harmoniosas, repletas de amor e solidariedade, visando cada vez mais ao enriquecimento  daqueles que gozam do prazer de sua convivência. A riqueza de seus conhecimentos aliada a sua vontade de aparar as arestas que, vez em quando aparecem, nos mostram o desprendimento da partilha, o prazer da amizade e a lógica da sabedoria. Liderança é um “dom”, e esse dom você carrega de uma maneira sábia. Sim, porque existem duas formas de liderar: a positiva e a negativa. A sua, é aquela que nos leva a olhar o belo da vida, a querer ser cada vez melhor no dia a dia, a acreditar que o bem sempre vence o mal, que o amor está acima de tudo.
     Em todas as entidades às quais  você pertence , em todos os grupos de que você participa, essa sua maneira cativante e responsável, aliada ao seu bom humor e simpatia é extremamente eficaz para o bom resultado das metas idealizadas.
 Sabemos que é de suma importância, no convívio social, respeitar o próximo e aceitar as diferenças. Sem isso é difícil compartilharmos bons momentos de prazer e amizade. Essas qualidades em seu coração de mulher amorosa e amadurecida tornam possível, em todos os sentidos, o relacionamento de harmonia existente entre os participantes.
 Nada mais justo, que prestarmos essa sincera homenagem a Você Giselda querida, nossa presidente de honra e eterna princesa da poesia, por mais uma etapa percorrida no calendário de sua existência. Reconhecer seu valor e suas inúmeras qualidades é tarefa simples e prazerosa, pois inteligência, coragem e amor são constantes em tudo que você realiza.
Amiga, você é muito, muito mais do que estas minhas simples, porém, sinceras palavras, você merece nosso aplauso pela dedicação e carinho demonstrados durante todos esses anos na liderança da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, a nossa valorosa AJEB.
Temos imenso orgulho, não só da sua convivência fraterna neste nosso grupo, mas, sobretudo, da sua contribuição, que sem dúvida alguma é sempre muito importante para o êxito de todas as entidades literárias a que você pertence.
Receba os parabéns de todos aqui presentes, por tudo que você já conquistou e por tudo que ainda irá conquistar. 
 Deus lhe abençoe.
MLUISA BOMFIM, 18/07/2014.

Os agradecimentos da Aniversariante



 FOTOS


A Família: Rafaela (neta) e as filhas Ana Paula e Rosinha


Giselda com a Presidente Nirvanda Medeiros


COM AMIGAS E AMIGOS


Maria Helena Macedo



Cláudio Queiroz


Hermínia Lima


Zenaide Marçal e Maria Luísa Bomfim


Conceição Seabra, Beatriz Alcântara, Rejane Noronha e Ednilo Soárez


Tereza Porto e Cybele Pontes


Ernando Uchoa Lima


Conceição Seabra e Euda Barbosa


Evan Bessa e Maria do Carmo Fontenelle


Sabrina e o pai Aldo Melo


Pereira de Albuquerque


Heliane Pimentel e Nirvanda Medeiros


Conceição Seabra, Nirvanda Medeiros e Lêda Maria


J. Udine e Fátima


Nirvanda e Pedro Jorge Medeiros - Presidente do Náutico Atlético Cearense


Alana, Rafaela e Rosinha 


Ednilo Soárez e Rita de Cássia Araújo


Ajebianas e Ajebianos (1)


Ajebianas e ajebianos (2)


A aniversariante agradeceu aos amigos com um poema de Vinicius de Moraes, que se segue:


PROCURA-SE UM AMIGO
Vinicius de Moraes

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

                                                 ............................

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre...” (Vinicius de Moraes).


Náutico Atlético Cearense - 18/7/2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

AJEBIANA JOAQUINA DE OLIVEIRA (KINA DE OLIVEIRA) DESCANSA NOS BRAÇOS DE DEUS.



HOMENAGEM DA AJEB/SP À SUA PRESIDENTE HONORÁRIA KINA DE OLIVEIRA
                                                                           JUVENTUDE  ETERNA
                                                                              Daisy Buazar
                                                                      co-autora Maria Helena Buazar

Jovem, sempre jovem
Olhar atento e sábio
Abraças o mundo como um imã
Que atrai e jamais perde a fôrça
Uma pérola valiosa e rara
Inundas com brilho e arte
Num turbilhão de sentimentos nobres
natureza foi generosa ao criar-te.

Feliz de mim que a tenho amiga
Enlevas minh’alma cativa
Rejuvenesces meu ser com tua aura
Navegas em águas infinitas
Ardentes chamas espalhas
Nada em ti é perdido
De tudo te agraciou a vida
Estendes tuas mãos bem-vindas
Sobre todos que enlaças.

Docemente falas ao meu coração
Enriquece-me com teu condão

Ofereces lições preciosas
Lascivas, lúbricas e lúcidas
Inspiras o livre viver
Vivencias em tudo o prazer
Envolves com ternura a existência
Incansável caminhas em frente
Riso nas faces sempre tens

Amas a mim que te quero bem.

(Falecida em 16 de julho de 2014)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

POEMA DE SÉRGIO MACEDO


O POETA EXISTE


O poeta existe, o homem não existe.
O poeta é o pensamento,
O homem é a realização frustrada.

O poeta caminha por qualquer estrada, vem e vai.
Ao homem, demanda precauções na ida.
Eventual ausência de volta,
Ao poeta, tramitar no tempo é verdade.
Ao homem, pura falácia.

Ao poeta, fantasia, verdade e  mentira
A ordem dos fatores não altera o poema.
À ética, o homem.

Ao poeta cabe o amor indefinido, indecifrado,
eterno, sem limites, arestas.
Ao homem, o pão nosso de cada dia,
passado presente e futuro,
Aí sim, transita no tempo.

Minha vida não é um pretexto, mas uma ocasião.
O poeta é eterno, sou pequeno demais
Frente ao poeta, dono das dimensões e dos tempos,
Das forcas e dos partos,
Dos saltos e dos voos, das alturas
E dono dos autores e dos atores, da torpeza
Da dor e do sonho,
É dono da vagabundagem da alma e do espírito,
É deus de seus mitos e palavras.

Não o é o homem.

SÉRGIO MACEDO

quinta-feira, 3 de julho de 2014

HINO DA AJEB


Hino da AJEB
                                                  Kina de Oliveira

Do norte ao sul do Brasil
no interlúdio da emoção
Surge o conto, a prosa, o verso
As rimas do coração
A força, a luz da cultura
A chama do interior
se curva no encontro amigo
Nas mãos o ramo do trigo
Na mente, a fértil semente
As escritoras comungam
A lei que enaltece o mundo
a união, o sonho e o amor
A ideia se amplia e cresce
Nos encontros da poesia
A ficção e o romance
Adornam a fantasia
O vigor desvenda a vida
As jornalistas unidas
É bandeira refletida
Na conquista do saber
Divulgando sem temor
A luz do conhecimento
O manancial das ideias
Que nutre a lida e o teor
No direito, a liberdade
no labor, a inspiração
No universo a essência
O despertar da consciência
A crença, a fé e a razão
Abarcam o brilho da vida
No celeiro das letras, a busca
O baluarte da realização!
No desafio do trabalho
A pesquisa, e no atalho
O critério da imagem
Ao somar força e energia
É no doar e receber
Que a intuitiva linguagem
Nutre o calor da mensagem
mais profunda da emoção
O espírito revela o sonho
Nos limites da paixão
Como a flor exala o perfume
E como o fruto o sabor
As escritoras da AJEB
Unidas na comunhão
Sem fronteiras construindo
Um mundo em transição
Fortalecendo as mudanças
Desvendando, descobrindo
Caminhando passo a passo
Na alquimia estreita o laço

(in: Literata - junho 2014. SP-SP)