ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª VICE-PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Nirvanda Medeiros

1ª DIRETORA DE FINANÇAS: Gilda Maria Oliveira Freitas

2ª DIRETORA DE FINANÇAS: Rita Guedes

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Stella Frota Salles

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Evan Gomes Bessa

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Marçal

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

sábado, 26 de outubro de 2013

REUNIÃO DA AJEB DE 17 DE SETEMBRO DE 2013

 Na última sessão da AJEB-CE, realizada em 17de setembro de 2013, o Poeta e Trovador J. Udine proferiu palestra sobre a trova, levando aos presentes toda a importância e sedução desse tipo de poesia que vem desde a Idade Média encantando e congregando adeptos por todo o mundo. Parabéns ao palestrante e parabéns à AJEB-CE, na pessoa de sua Presidente Nirvanda Medeiros.



BREVE HISTÓRICO SOBRE A TROVA: DEFINIÇÕES. ORIGEM. CONSIDERAÇÕES GERAIS.

                        Inicialmente, quero agradecer o honroso convite formulado pela nossa ilustre Presidente da AJEB, Nirvanda Medeiros, para dar esta palestra sobre a TROVA, composição poética clássica de forma fixa. Mesmo não me achando capacitado para tal proeza, aceitei  o encargo, e aqui estou para, dentro de minhas limitações intelectuais, dizer algo sobre esse importante  poema conhecido popularmente  como Trova.

 1.  DEFINIÇÕES SOBRE A TROVA.                        

                          Vamos começar definindo, conceituando o que seja a Trova. “A Trova é poema de quatro versos setessilábicos (ou heptassílabos) com rima e sentido completo”. A trova, hodiernamente, é reverenciada como uma Obra de Arte, como Literatura, portanto.
                          Como composição poética, modernamente, (do gênero poesia), ela deve obedecer às seguintes características:

a)  Ser uma quadra. Possuir quatro versos (ou quatro linhas, tanto faz);

 b) Cada verso  deve ter sete sílabas poéticas, (setessilábicos), e as sílabas são contadas pelo som.

 c) Deve ter sentido completo e independente. O trovador, ao compô-la,  deve pôr, nela,  sua integral ideia, com lucidez, propriedade e grande poder de síntese.

 d)  Ter rima. Os versos da trova podem obedecer aos seguintes esquemas rimáticos: a) ABAB (quando a rima se dá entre o 1º  e o 3º verso; e, o 2º, com o 4º verso. Obs:  Este esquema é o mais cultuado e  elaborado. É, inclusive, o único adotado pela UBT. Há, ainda, trovas nos esquemas  ABCB, ABBA e AABB.

                           É bom observar que uma estrofe, que venha a conter quatro  versos  chama-se quadra (ou quarteto) .  A trova, portanto, é uma quadra. Assim, toda trova é uma quadra, mas nem toda quadra é uma trova. Isso se justifica porque uma quadra para ser trova deve atender  a todos os requisitos formais que assim a caracterizam.  Existem quadras que não se fundamentam como trovas, pois elaboradas sem métrica, com versos brancos e sem rima e sem sentido completo, não passando, portanto,  de simples quadras. Diz-se, também, que “todo trovador é poeta, mas nem todo poeta é trovador, pois nem todo poeta sabe metrificar, fazer o verso medido”.

  2 -   CATEGORIAS DE TROVA.

                                       As trovas podem ser: LÍRICAS (falam de amor, de saudade); FILOSÓFICAS (encerram um ensinamento), e HUMORÍSTICAS  DESCRITIVAS (descrevem algo). Exemplos:

 LÍRICA (de José Valdez de C. Moura)

Pelos mares da saudade
O meu ser, vagando ao léu,
Só deseja a liberdade,
Das andorinhas do céu.

 FILOSÓFICA (de Altair Fernandes Carvalho)

Cultivar ressentimento!
Atividade infeliz...
É querer que o sofrimento
dure mais que cicatriz!

 HUMORÍSTICA ( João Paulo Ouverney)

 Na vida, irônico jogo
que um bravo bombeiro arrasa
é   não não apagar o “fogo”
da mulher que tem em casa.

DESCRITIVA (José Ouverney)

Tendo o céu como moldura
e a noite como cortina,
a Mantiqueira é pintura
que Deus, com orgulho, assina!

3 . ORIGEM DA TROVA.

                                    O termo trova, acredita-se que provém do francês – trouver – ou do espanhol – troubare – pois, ambas as palavras têm o mesmo  significado: achar.  Daí dizer-se, em euforia, que toda boa trova é, sim, um achado e tanto!

                                     A trova está ligada à poesia da Idade Média.  Era, nesse período,  sinônimo de poema e letra de música.   “A cultura trovadoresca refletia  bem o  quadro panorâmico  histórico da época: as Cruzadas, a luta contra os mouros, o feudalismo, o poder espiritual do clero”.   Na arquitetura, predominava o estilo gótico. No tocante à Literatura, essa arte se desenvolveu  no sul da França e em Portugal, com o movimento poético chamado Trovadorismo.   Os poemas produzidos  eram cantados por poetas, os jograis e menestréis, poemas esses que foram, desde logo, sistematicamente publicados. 

                                 A bem da verdade, há de ressaltar que a trova dos nossos dias  possui a  sua conceituação própria, e, dessa forma, diferencia-se  da quadra e da poesia de cordel, da trova gauchesca, do Repente, bem como do poema musicado da Idade Média. 

                              A Trova medieval, se comparada diretamente à trova que hoje  largamente se  pratica, é  por demais, como afirmam os historiadores,  imprecisa, mas essas composições antigas são reconhecidas, hoje,  como formas das primeiras manifestações trovadorescas. Podemos dizer que as trovas medievais eram composições rudes, e que  nos alegra saber, também,  que  a nossa língua portuguesa nasceu cantarolando trovas, através dos valiosos jograis e menestréis, que iam de cidade em cidade, divulgando-as. A trova é,  portanto, um poema milenar. Nas Cortes portuguesas eram bastante apreciadas por sua popularidade e brilho. Era a poesia dos reis, a exemplo do notável Dom Dinis, conhecido como o Rei Trovador.

 4.  SUA DIFUSÃO NO BRASIL.

                                As trovas aportaram aqui, no Brasil, através das caravelas de Cabral. Neste nosso solo pátrio, encontraram um terreno propício e altamente fértil para germinar, crescer e se agigantar, no seio do povo, em esplendente beleza e popularidade.

                                No nosso País, o primeiro movimento literário em torno da trova se consolidou no Nordeste Brasileiro, precisamente em Recife-PE. O poeta destaque  desse movimento foi Jader de Andrade, e também os poetas do livro “Descantes”, publicado em 1907. A palavra “Descantes” significa cantiga popular. O livro “Descantes” reunia trabalhos de jovens estudantes da Faculdade de Direito de Recife, e eram todos líricos boêmios de serenatas.           
                              Para o nosso gáudio e orgulho, a TROVA é, hoje, o único gênero exclusivo da língua portuguesa. Este notável e popular poema, a partir de 1950, ganhou realce  através de um movimento cultural chamado TROVISMO, palavra essa criada pelo poeta e político J.G. de Araújo Jorge (já falecido) . Coube ao escritor Eno Teodoro Wanke  publicar, em 1978 , o livro “O Trovismo”, que conta a história desse movimento a partir de 1950 em diante. No ano de 1980, surge um novo movimento em torno da renovação da trova, chamado de NEOTROVISMO, criado por Clério José Borges do Clube dos Trovadores Capixabas-CTC.   Esse movimento chegou a realizar 20 seminários nacionais da trova no Estado do  Espírito Santo,  e o seu presidente, Clério,  realizou   palestras  praticamente em todas as cidades   brasileiras, sempre no intuito de promover e difundir a trova, que já gozava de grande popularidade.

  5.  CRIAÇÃO DA UBT – UNIÃO BRASILEIRA DOS TROVADORES.

                                     Em 1959, o dentista carioca Gilson de Castro, que adotou o pseudônimo de Luiz Otávio, juntamente com J.G. de Araújo Jorge, e com o favorecimento do jornal carioca “O GLOBO”, promoveram os primeiros jogos florais de Nova Friburgo, que se constituírm num marco inicial para o fortalecimento literário deste movimento, que ganhou amplitude e esmerada organização como nunca se vira na história da literatura deste país.

                                 Os jogos florais gozavam de muita popularidade na Idade Média. Era um torneio cultural que se realizava anualmente. Esses jogos se baseavam em tradições  oriundas da Roma Antiga, e, na França, em Tolouse, era onde aconteciam tais jogos.

                                 O nome “Jogos Florais” fora dado a esse torneio, por ser realizado em plena  primavera, envolvendo diversas modalidades literárias, e, sobretudo,  por oferecer, aos vencedores do certame, prêmios (troféus) em forma de flores.

                                   Após os Jogos Florais realizados em 1959, inúmeras outras cidades passaram, também, a promover essa brilhante e popular competição, que visa, acima de tudo, congregar  e confraternizar  os trovadores, nesse evento alegre e  festivo de ares trovadorescos.

                                   Quanto a Luiz Otávio, podemos dizer que ele foi o grande entusiasta da trova, em nosso meio,  um Mecenas até. Em 1960, após participar de um Congresso do GBT – Grêmio Brasileiro de Trovadores, Luiz Otávio cuidou de implantar uma série de seções dessa entidade no Sul do Brasil.

                                    O seu trabalho incansável, em prol da trova, foi reconhecido pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo que, através de decreto-lei, oficializou e institucionalizou  o dia 18 de julho, dia do nascimento do referido poeta, como o DIA DO TROVADOR.  Luiz Otávio nascera no Rio de Janeiro, no dia 18 de julho de 1916, e falecera em 31 de janeiro de 1977, na cidade Santos. Ele foi o fundador e primeiro presidente da UBT – União Brasileira de Trovadores, hoje espalhada por todo o território nacional, com aproximadamente duzentas representações – seções e delegacias – além de dezesseis representações no exterior.

                                   Em 1960, em congresso de trovadores realizado em São Paulo, foi eleita a família real da trova, sendo que, Luiz Otávio, recebeu o honroso  título de o “Príncipe dos Trovadores”. Luiz Otávio publicou diversos livros de trova  e poesia e compôs os hinos, como o “Hino dos Trovadores” e o Hino dos Jogos Florais”, utilizados até o presente.

                                   A UBT fora criada no dia 21 agosto de 1967.

 6. FUNDAÇÃO DA UBT – NO CEARÁ.                                   

                                 UBT – Secção de Fortaleza-CE foi  fundada em 11 de novembro de 1969, e, dentro de pouco menos de dois meses, completará 45 anos de laboriosa e triunfante existência. O primeiro presidente foi Santiago Vasques Filho e mais vinte e dois poetas, que, em reunião histórica,  na Casa Juvenal Galeno, criaram, oficialmente, a UNIÃO BRASLEIRA DE TROVADORES – Secção de Fortaleza-CE.

                                   Um nome que merece destaque é o de Fernando Câncio Araújo, o qual se fez um grande  e  atuante presidente da entidade por longos vinte anos, dedicando-se com paixão e denodo à trova, usando toda a sua sabedoria e carisma para cada vez mais elevá-la e promovê-la, em nosso meio.

                                   Outro não menos destacável Presidente é o Cel. Gutemberg Liberato de Andrade, que ocupou a entidade por quatro mandatos, com extraordinária capacidade de trabalho, dado o seu dinamismo, eficiência e criatividade no comando da UBT.  Gutemberg  é, hoje,  Presidente de honra da UBT/CE. Fundou delegacias e secções e é o atual  presidente do Conselho Estadual da UBT,  tendo direito a voto na UBT Nacional. Durante as suas gestões, chegou a escrever o livro DOCUMENTOS, que se constitui numa fonte fidedigna de pesquisa e, como o título indica, de cunho documental. Foi, também, o criador do Estandarte da UBT. Graças à sua brilhante e profícua atuação, a UBT, hoje, goza, grande conceito, e figura, no Nordeste, como a única que está devidamente  regular, por cumprir todas as exigências determinadas  pela UBT Nacional. Deixo, a este nosso amigo, Gutemberg, aqui presente,  em nome dos trovadores, o nosso  grande reconhecimento e  gratidão pelo seu  trabalho belíssimo que prestou e ainda presta à querida UBT.

                           O ilustre Jornalista e  trovador – VICENTE ALENCAR – é o nosso atual Presidente. Com bastante empenho e dedicação, ele  vem conduzindo, satisfatoriamente,  os destinos de nossa querida entidade, que tem como Patrono o divino poeta e trovador – SÃO FRANCISCO DE ASSIS.

 CONSIDERAÇÕES FINAIS.

                              Ao encerrar esta palestra, não poderia deixar de citar  a célebre  frase do grande escritor Jorge Amado , sobre a Trova:  “ Não pode haver criação literária mais popular, que fale mais diretamente ao coração do povo do que a trova. É através dela que o povo toma contato com a poesia e sente sua força. Por isso mesmo, a trova e o trovador são imortais”.

                           Desejo ressaltar que, foi muito bom e prazeroso pesquisar sobre a Trova, conhecer um pouco mais do seu histórico, de sua origem, e do seu alto poder de magia que ela exerce sobre cada um de nós. Este pequenino, mas grandioso poema merece, sem dúvida, real destaque no cenário da literatura brasileira. A trova e o soneto, para mim, representam os mais belos tipos de poema. Por eles tenho a maior predileção.  Aprecio, dos célebres autores,  essas primorosas composições. Passarei a ler, agora, algumas trovas famosas, da autoria de notáveis poetas, que já partiram para o além, mas, em razão de a trova e o trovador serem imortais, eles aqui são relembrados e como que ressuscitados por força da beleza de suas divinas produções literárias. Da mesma forma, lerei trovas de alguns grandes trovadores atuais, dos meus diletos amigos, companheiros da nossa gloriosa UBT Fortaleza, para prestigiá-los, já que essa palestra gira em torno da trova e do trovador.


                                 Encerro esta minha palestra invocando as bênçãos do nosso Patrono SÃO FRANCISCO DE ASSIS sobre todos nós e, em especial, para todos os trovadores do Brasil e do mundo inteiro.

                                   Muito Obrigado

                                    João Udine Vasconcelos.  

sábado, 5 de outubro de 2013

AJEBIANAS DO CEARÁ - NEIDE AZEVEDO LOPES

NEIDE AZEVEDO LOPES
CONSELHO DA DIRETORIA



Maria Neide Azevedo Lopes, NEIDE AZEVEDO. Advogada e poetisa. Presidente da Academia Cearense da Língua Portuguesa (2004 - 2005), Vice-Presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - secção do Ceará - AJEB. Lançou em 1981 o livro de poemas Uma Pausa, uma luz e, em 2001, sua segunda obra, O Resvalar do Sonho. Em recente estudo - Diretrizes da Linguagem Poética - o acadêmico F.S do Nascimento, da ACLP, ressalta a poética das escritoras Neide Azevedo, Beatriz Alcântara, Regine Limaverde, Giselda Medeiros e Rita de Cássia, intitulando-as “Quinteto Drummondiano”. Detentora das menções honrosas no “Prêmio Ideal Clube de Literatura” (2002 , 2004 , 2005 , 2006 e 2007) nas categorias Crônica e Poesia. Voluntária da RFI CC.

AJEBIANAS DO CEARÁ - NEIDE FREIRE

NEIDE FREIRE
CONSELHO DA DIRETORIA



Raimunda Neide Moreira Freire  
Professora, bacharela em Teologia, pela Faculdade Universal de São Paulo. Detém, dentre outros, o troféu Monsenhor Tarciso Melo, outorgado pela Prefeitura de Ubajara (2001). Publicou Acendalhas (crônicas e poemas) e Poemas e Lembranças. Seu nome é verbete do Dicionário de Literatura Cearense, Dicionário de Mulheres, Cearenses Notáveis e Ensaios e Perfis. Pertence à Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno (da qual foi presidente), Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará e à Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB/CE. É sócia correspondente da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul e da Academia Irajaense de Letras –RJ.                   

AJEBIANAS DO CEARÁ - MARIA HELENA MACEDO

MARIA HELENA MACEDO
CONSELHO DA DIRETORIA



Maria Helena do Amaral Macedo. 
Pertence à Academia Feminina de Letras do Estado do Ceará e à Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-CE). Obras publicadas: O Mundo Poético de Maria Helena (1998), O Mundo Poético de Maria Helena em Caminhos de Estrelas e Saudades (2004), Relembranças (2006). Participa de todos os volumes de Policromias; da antologia nacional  AJEB Letras; da coletânea Fauna e Flora nos Trópicos, dentre outras.                                


AJEBIANAS DO CEARÁ - FRANCINETE AZEVEDO

FRANCINETE AZEVEDO
CONSELHO DA DIRETORIA



Francinete de Azevedo Ferreira. 
Nasceu em Fortaleza. Formada em Letras pela Universidade Federal do Ceará. Membro efetivo de várias entidades: Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará; Academia Cearense de Retórica; Academia Feminina de Letras do Ceará; União Brasileira de Trovadores, seção de Fortaleza; Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil/CE; COOPCULTURA. Produção literária: Ciranda de Emoções (em parceria com Ezequiel Pinto de Souza); Tributo a um Semeador de Cultura (em parceria com Benildes Batista); Histórias da Tia Nete (em dois volumes); Histórias da Tia Nete no Reino dos Verdes Mares; Para Quem Ama (poemas); Vovó Anastácia e as Mulheres Guerreiras Abolicionistas.   


AJEBIANAS DO CEARÁ - ILNAH SOARES


ILNAH SOARES
CONSELHO DA DIRETORIA



Maria Ilnah Soares e Silva 
Nasceu em Fortaleza-CE no dia 29 de julho de 1928. Médica, formada pela Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, tendo-se iniciado profissionalmente em Ibiapina, cidade interiorana da Serra da Ibiapaba, no Ceará.
No Ex-INAMPS - Fortaleza, exerceu Clinica Geral, foi Supervisora de Hospitais e teve Chefia em Postos Ambulatoriais de Clínicas, no Ex- IAPB.
Frequentou Congressos Internacionais, inclusive o da UMEAL (União de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos).
Participou das diretorias da Sobrames Nacional, AJEB e U.B.T. Colaboradora, em todas as Antologias da SOBRAMES, AJEB e das Revistas Literapia e ALMECE.
Publicou os livros: Eflúvios D’alma, em 2001 e Washington Soares – Fragmentos de uma Vida, em 2005.

  

AJEBIANAS DO CEARÁ - IONE ARRUDA GOMES

IONE ARRUDA GOMES
CONSELHO DA DIRETORIA


Ione Arruda Gomes
Professora. Tem Curso de Extensão Universitária de Antropologia Física e Cultural. Curso de Pedagogia pelo INEP. Escritora com 4 livros publicados. Europa Esplêndida recebeu Menção Honrosa no Prêmio Estado do Ceará. Sócia titular da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno e da Academia Columinjubense de Ciências, Artes e Letras; Sócia Emérita da Academia de Letras dos Municípios do Ceará; Sócia Efetiva da Academia Feminina de Letras do Ceará. Pertence à AJEB, ACLA, PAI, ACI. É verbete em vários dicionários, dentre os quais, Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras, de Nelly Novais Coelho (SP). Faz parte de todas as antologias da AJEB e da ALMECE. Personalidade em Destaque da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno ao completar 28 anos de boa frequência e Diploma de Honra ao Mérito, da AJEB, ao contemplar 30 anos de dedicação a esta Associação.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

AJEBIANAS DO CEARÁ - ARGENTINA ANDRADE

ARGENTINA ANDRADE
2ª TESOUREIRA DA AJEB-CE



MARIA ARGENTINA AUSTREGÉSILO DE ANDRADE. 
Nasceu em Sobral-CE. Formada em Administração de Empresas (UECE). Bacharelado em Geografia (UECE). Licenciatura Plena em Geografia (UECE). Licenciatura em Música (UECE). Francês pela Cultura Francesa (UFC) e Curso de Português. Escritora, poetisa, trovadora e artista plástica (pintura, tela, porcelana e escultura). Autora de Gotinhas de Luz, além de diversos artigos em jornais, revistas e coletâneas. Pertence às seguintes entidades culturais: Academia Feminina de Letras do Ceará. Conselheira da Academia de Letras e Artes do Ceará. Sócia Efetiva da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil-CE. Conselheira da União Brasileira de Trovadores – Fortaleza. Presidente da Academia Feminina de Letras do Ceará, Vice-Presidente da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, Secretária do Conselho Estadual da UBT do Ceará e 2ª Tesoureira da AJEB-CE.

                                                                                                                                                     

AJEBIANAS DO CEARÁ - MARIA DO CARMO FONTENELLE

MARIA DO CARMO FONTENELLE
ATUAL 2ª SECRETÁRIA DA AJEB-CE




Maria do Carmo Carvalho Fontenelle
Sócia efetiva da Academia Fortalezense de Letras, da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno e da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil-AJEB-CE.
È autora do livro Pioneiras em Evidência
Seu nome consta do Dicionário de Mulheres (RS) – de Hilda Flores.
•          Participa de várias antologias e coletâneas. 
Recebeu menção honrosa em concurso de contos em Algarve/Portugal. Detém várias medalhas.

AJEBIANAS DO CEARÁ - REJANE COSTA BARROS

REJANE COSTA BARROS
ATUAL 1ª SECRETÁRIA DA AJEB-CE



REJANE COSTA BARROS 
Nasceu em Fortaleza-CE em 9 de dezembro; filha de Antonio Eliseu de Barros Filho e Maria Geisa Costa Barros. Formada em Letras, é pesquisadora e revisora.
Com trabalhos publicados em diversas Antologias e Coletâneas, é detentora de vários prêmios, em concursos de poesias e trovas.
Sócia da União Brasileira de Trovadores-UBT, secção de Fortaleza-CE; sócia efetiva da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, sócia efetiva da Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil - AJEB, coordenadoria do Ceará, sócia acadêmica da Academia Feminina de Letras do Ceará – AFELCE.
         Presta serviço de assessoria parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.


AJEBIANAS DO CEARÁ - ZENAIDE BRAGA MARÇAL

ZENAIDE BRAGA MARÇAL
ATUAL 2ª VICE-PRESIDENTE DA AJEB-CE

Zenaide Braga Marçal 
Natural de Fortaleza-CE. 2ª Vice-presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB-CE. Membro da UBT – União Brasileira de Trovadores; Sócia Honorária da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará – ALMECE; Faz parte do Movimento Cultural Terça-Feira Em Prosa e Verso; Tem participação em várias antologias e jornais literários.  Obteve 1°. Lugar (Poesia) no Concurso Literário “Amor, Música e Poesia”; 2°. lugar (Poesia) no II Concurso Literário “ Professora Edith Braga” – promovido pela AJEB; 3° lugar no Concurso Prof. Costa Matos – Poesia – 2009, da Academia de Letras e Artes do Nordeste – ALANE. Foi presidente da AJEB-CE. Participa das coletâneas Policromias e da Antologia Nacional AJEB - Letras

AJEBIANAS DO CEARÁ - EVAN BESSA

EVAN BESSA
ATUAL 1ª TESOUREIRA DA AJEB-CE




Maria Evan Gomes Bessa
Pedagoga, formada em Letras com especialização em Literatura luso-brasileira. Publicou oito livros infantis, dois de poesia e um de crônica. Faz parte da Academia Feminina de Letras do Ceará, da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e da Rede de Escritoras Brasileiras – REBRA. Lançou "Estação Outonal - Poesia" e um livro de Contos. 

AJEBIANAS DO CEARÁ - MARIA LUÍSA BOMFIM


MARIA LUÍSA BOMFIM 
ATUAL 1ª VICE-PRESIDENTE DA AJEB- CE



Maria Luísa Silva Bomfim nasceu em Fortaleza-CE. 
Escritora, poetisa, professora, advogada. É sócia efetiva da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-CE) e da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará - ALMECE. Participa do Grupo de Leitura “As Traças”. Co-redatora do informativo “Traçando”. Sócia fundadora do Grupo Lítero-musical “Arteculando”. Publicou Poeira de Estrelas (poesia – 2004). Tem trabalhos publicados em várias antologias, coletâneas e informativos, inclusive em Policromias e AJEB Letras. Foi Presidente da AJEB - Coordenadoria do Ceará.


AJEBIANAS DO CEARÁ - NIRVANDA MEDEIROS

NIRVANDA MEDEIROS 
PRESIDENTE ATUAL DA AJEB - COORDENADORIA DO CEARÁ



Maria Nirvanda Medeiros   nasceu em Camocim – Ceará.

Pedagoga com especialização  em Administração Escolar e Supervisão Escolar. Pós- graduada em Psicopedagogia. Escreveu vários artigos, publicados em revistas, jornais e livros. Sempre profere palestras. Em 1985, publicou o  livro DOMADORAS 100%. É acadêmica – cadeira número  25 -  da Academia  Leonístíca de Cultura do Ceará, da qual foi Presidente (biênio 2004/2005). É  membro  da Academia Feminina  de  Letras, Academia Metropolitana de Fortaleza.  Em 2008 publicou o livro Navegar Pela Vida; em 2005, organizou e participou de artigos  do  livro Rememorando Dias Felizes. É membro  ativo da ALFE (Associação Lojista Feminina). Foi Diretora Cultural, tendo coordenado quatro Revistas da ALFE. Ex- Presidente da ACEPEME – Associação Cearense das Pequenas e Médias Escolas. Membro Ativo da AJEB  (Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, sendo Presidenta atual – biênio 2012/2014. Foi ex-Diretora do Instituto Educacional O Brasinha. É Companheira  Leão, tendo sido, em 2005/2006, Presidente do Lions  Clube Fortaleza – Fátima.

AJEBIANAS DO CEARÁ - GISELDA MEDEIROS

GISELDA MEDEIROS 
PRESIDENTE DE HONRA DA AJEB-CE


Giselda Medeiros
Nasceu em Prata-Acaraú-CE. Graduada em Letras. Professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Membro da Academia Cearense de Letras, Academia Cearense da Língua Portuguesa, Academia Fortalezense de Letras, Academia de Letras e Artes do Nordeste, Sociedade Amigas do Livro, Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, da qual foi Presidente Nacional (2002/2006), da União Brasileira de Trovadores - seção Fortaleza, da Associação Brasileira de Bibliófilos e da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno. Ostenta o título de Princesa dos Poetas do Ceará.
Obras publicadas: POESIA: Alma Liberta (1986), Transparências (1989), Cantos Circunstanciais (1996), Tempo das Esperas (2000) e Ânfora de Sol (2010). PROSA: Sob Eros e Thanatos (2002), Crítica Reunida (2007).
Prêmios literários: “V Prêmio Literário Cidade de Fortaleza - Categoria Conto” (1995); “IV Concurso Nacional de Crônicas - Brasília – DF” (1995); “II Prêmio Ceará de Literatura” 1995); “Prêmio Osmundo Pontes de Literatura – Poesia” (1999); “Prêmio Henriqueta Lisboa” e “Prêmio Lacyr Schettino – Poesia” (MG, 2003), “Prêmio Lúcia Fernandes Martins de Poesia” (2008), “XV Prêmio de Poesia Falada do Norte e Nordeste – SE”, dentre outros.

Medalhas:

Medalha E. D’Almeida Vitor – Conselho Editorial da Revista Brasília – DF;

Medalha e Diploma do Centenário da Academia Paraense de Letras – Belém, 2004; Medalha Carlos Drummond de Andrade – outorgada durante o I ENOAL (Encontro Norte/Nordeste de Autores Literários) Natal/RN – 2003; Medalha e Diploma Sesquicentenário do Barão de StudartAcademia Cearense de Letras no Estado do Rio de Janeiro – 2006.
Seu nome é verbete no Dicionário de Mulheres – Hilda Flores – RS
Também no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras – Nelly Novaes Coelho – SP
  
Fortuna Crítica de Giselda Medeiros

De nome firmado em nosso meio intelectual como poetisa de ousados lampejos, Giselda Medeiros fazia por merecer as louvações a esses atributos sensitivos, usando diferenciado instrumental de transmutação enlevatória dos signos expressos em sua linguagem versificada. Em contínuo avanço nessa área da estética literária, a poetisa Giselda Medeiros chegaria ao Tempo das Esperas, com mais esse acervo de poemas modernistas fazendo jus, em 1999, ao Prêmio Osmundo Pontes destinado ao gênero de sua maior produtividade intelectual. 
                                                          F. S. Nascimento

Os contos de Sob Eros e Thanatos são polifônicos: enquadram-se, ora, no gênero fantástico; mas, também, estabelecem, aqui e ali, diálogos com o maravilhoso – muito presente nas narrativas latino-americanas, em que a realidade histórica ou social está aliada a um mundo mágico –; há os textos alegóricos; e, ainda, os que nascem da colheita dos grãos cotidianos, sofrendo tênue transfiguração: a angústia de um pai pela impossibilidade de reencontrar os filhos que com ele dividem a ceia; a alma da família aprisionada nos retratos; o homônimo do professor machadiano; os desastres de Lúcia; a fome de uns olhos; o milagre do Natal; a verdade inescrutável do rabecão; a epifania de um furto; um rouxinol guardião da beleza; o discurso das flores; a cegueira do mar; os investimentos de Leila...
                                                Carlos Augusto Viana

            Com o livro Sob Eros e Thanatos, Giselda Medeiros apresenta um universo de personagens multiformes, sejam femininos, sejam masculinos, quer adultos, quer crianças, todos muito bem desenhados, e os mostra em situações às vezes próximas do irreal ou do fantástico, mas sempre tendo como objetivo pintar a alma humana. Por outro lado, a contista manipula a linguagem da prosa ficcional como os bons prosadores, utilizando a narração tanto em primeira como em terceira pessoa com a mesma desenvoltura.
                                                           Nilto Maciel
Aos contos de Giselda Medeiros não lhes cabe  a denominação de lineares ou de histórias concretas para serem lidas e narradas oralmente, pelas calçadas ou em círculos de pessoas. Os cenários e motivos ou, melhor dizendo, os pretextos são materiais e concretos: a pousada. A casinha da esquina. A fogueira. A lagoa. A pescaria. A serpente. As flores. A surpresa é que a Autora faz pouquíssimas referências (descrições) à pousada. À lagoa. À fogueira. À casinha da esquina... O leitor vai perceber o pulo rápido e espontâneo e sutil do concreto para o abstrato. Do motivo concreto e particular para o universal. Do palpável ao imaterial. É o aproveitamento do cenário da pescaria, por exemplo, para a fundamentação da traição e para dizer da força do sexo proibido. A serpente é só o pretexto para o aguçamento do desejo sexual e sua concretização.
Dias da Silva

             Sua escritura é construída por meio de uma prosa espontânea, leve e pura que revela a densidade do grandioso poder de criar da Autora.

            A temática envolve sobretudo a vida, diante da tragicidade do destino do homem, ser inconcluso cuja sina é sempre uma trágica incógnita.
            A poetisa é consagrada. E a contista, não tenho dúvidas, terá o mesmo destino. Simplesmente porque é grande!
Genuíno Sales

            Tempo das Esperas é o seu último livro de poemas e com ele Giselda se inscreve entre os melhores poetas de sua geração. Nele a poetisa fala dos motivos e das causas primeiras de sua criação, assim como dos elementos e ritmos que os deuses lhe autorizaram louvar, pois o seu canto, em essência, é um ponto de equilíbrio entre a criação e a louvação, entre a solidão e a paisagem, entre o amor e a poeira do caos que se planta gravada na memória.
Dimas Macedo

            Sua poesia reflete as angústias do tempo presente, inclusive as expectativas do homem finissecular, dilacerado por conflitos de toda ordem, que lhe atingem o corpo e a alma. Mas a sua poesia também canta a esperança, os crepúsculos e alvoradas cósmicas. E canta sobretudo as aleluias do amor, mostrando assim que o ser humano, qualquer que seja a situação em que se encontre, pode alçar vôo para as regiões mais altas do sonho.
Francisco Carvalho

            Vejo-a, portanto, como uma autora em permanente ascensão, cuidando, com seriedade, de seu ofício. O ofício de ser intérprete do espírito humano, numa época a um só tempo gloriosa e terrível, como a que vivemos. E sabe tirar proveito, sempre, de seu comprovado talento, sendo uma das poetisas de maior expressão, nos dias que passam, na Literatura do Ceará.
            Artur Eduardo Benevides

            No livro Transparências, encontro uma poetisa que domina o instrumental poético, sabendo trabalhar tanto o verso livre quanto o verso medido, este notadamente nos sonetos, coisa não muito comum nos poetas que vão surgindo ultimamente.
Sânzio de Azevedo

            Com dois livros de poemas publicados, numa seqüência ascensional, sua trajetória luminosa e lídima alcança, agora, com Cantos Circunstanciais, alturas estelares. Versejando com fluência e desembaraço em todos os ritmos, Giselda Medeiros conquistou o seu lugar ao sol no cenário poético da terra alencarina.
Ferreira Nobre

            Giselda já firmou definitivamente o seu nome como poetisa e já se revelou, de permeio, como uma das nossas contistas mais imaginosas. Contista da condição humana e do imponderável, onde Eros e Tanatos se abraçam. Poetisa também de escol, que paga tributo à lírica e à arte literária de qualidade estética relevante. Crítica Reunida é o livro da sua diversidade e do seu engenho sofisticado e mais ambicioso. Sei que falar em ambição, no caso de Giselda, é agredir um pouco à sua sensibilidade e à sua leveza. Mas a sua ambição literária se fez exatamente contra a sua vontade, e se fez exatamente a partir da sua discussão e da sutilidade com que dissemina no texto que elabora as marcas inconfundíveis do seu tirocínio teórico.
Dimas Macedo

            Inclinando-se para a elegia, a poesia de Giselda Medeiros segue a linha do sofrimento amoroso de uma Florbela Espanca e lembra em alguns aspectos a suavidade do poetar de uma Cecília Meireles, mas sempre mostrando a necessária criatividade, portando uma imagística criativa e impregnando-se de uma sensualidade entre contida e instigante. Encontra-se nessa poesia a construção de um “claro enigma”, em que o hermético não se instaura, pois a autora acena com pistas clarificadoras de um sentido subjetivo. A dor causada por adversidades opõe-se, entre os versos, ao prazer amoroso, sempre implícito, pois esse apenas se vislumbra como desejo tormentosamente irrealizado.
Linhares Filho

             Giselda esposa com sutileza o delírio da metáfora e verte todo o seu imaginário na argamassa do texto e na compleição dos poemas. Em plena alucinação criativa, arranca aplauso em cada verso, e pune sua alma inquieta com o madrigal do silêncio. E é na matriz deste silêncio que ela cresce e encaminha sua poesia para o encantamento.
José Telles

domingo, 29 de setembro de 2013

TRIBUTO À MEMÓRIA DO TROVADOR EZEQUIEL PINTO DE SOUZA - GISELDA MEDEIROS


A UM POETA QUE SE FEZ ESTRELA
(para Ezequiel Pinto de Souza – in memoriam)

  
                    Agora, é como depois de um temporal...
                   Deixemos, então, que esse murmúrio de águas correntes
                   embale nossa saudade.
                  
                   Deixemos que as nuvens movediças
                   desçam com seu olhar de náufragos
                   sobre o peito das nossas lembranças.
                  
                   Deixemos que essa música de terra molhada  
                   penetre em nosso coração
                   e acorde os versos do poeta adormecido.
                  
                   Deixemos que nossos olhos volúveis
                   e cheios de dúvidas
                   perscrutem no espelho do horizonte sombrio,
                   silencioso ancoradouro dos sonhos,
                   a luminosidade daquela estrela
                   pousada em nossa humana visão
                   na invisível forma de Poesia,
                   na invisível forma de quem, serenamente,
                   foi projetar-se na pupila de Deus,
                   sem inércia nem esquecimento,
                   sem amargura nem fraquejamento,
                   porque a felicidade divina se lhe fez sorriso.
                  
                   Agora, é como depois de um temporal,
                   e um anjo derramou sua taça cheia de amor
                   sobre o grande rio da vida,
                   alagando-lhe as margens de saudade.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

UM TEXTO DE CELINA CÔRTE PINHEIRO



MAIS MÉDICOS SEM MÁSCARAS

O programa de governo "Mais Médicos", gerador de tantas polêmicas, fez-me voltar no tempo e recordar minha participação no Projeto Rondon, em 1972, quando já doutoranda. A meta daquele programa era inserir profissionais de diferentes áreas, sobretudo a médica, em cidades brasileiras desassistidas e de poucos recursos. Fui designada para Corguinho, no Mato Grosso. Prometeram-nos o deslocamento por avião. Exultei! Contudo, de Ribeirão Preto a São Paulo, conduziram-nos de trem, por horas a fio, em um percurso que seria feito confortavelmente, já àquela época, de ônibus, em apenas quatro horas. Não havia assentos disponíveis e viajei a noite toda sentada sobre minha mala. Apenas lá pelas cinco ou seis horas da manhã, consegui sentar-me em um dos bancos desocupados pelos passageiros.
De São Paulo a Corguinho, fomos de ônibus. No total, quase dois dias de viagem desconfortável e exaustiva. Porém, nosso sonho de ajudar e colocar em prática o que havíamos aprendido, falava mais alto.
Foram 45 dias de trabalho, quando pude perceber que, por trás do bem que fazíamos, havia, sobretudo, o desejo político de manutenção do poder. A população era carente de tudo e não possuía noções mínimas de educação sanitária. A cidade, por sua vez, destituída de saneamento básico. O experiente prefeito sugeria o acréscimo de complexo B ao nosso receituário onde predominavam os programas "Mais Médicos".
Nosso raciocínio se afunilava pela monotonia de diagnósticos. Tampouco havia condição de algo mais... Nossa presença se constituía uma bênção para a população extremamente carente e sem noção de que as medidas eram meramente paliativas. Satisfazia-se com pouco. Saímos dali enaltecidos pelos moradores e felizes com nosso exercício de solidariedade. Eles, por sua vez, continuariam a ingerir água contaminada e a ter diarreia...
No atual programa, diferenças gritantes no transporte e no receptivo. No mais, talvez a mesma farsa e o mesmo viés eleitoreiro. Comprove-se sua efetividade através da comparação honesta, sem mascarar a realidade, entre os indicadores atuais e após dois ou três anos do programa. Sonhamos com a real melhoria da qualidade de vida da população!

Celina Côrte Pinheiro

Médica  

domingo, 15 de setembro de 2013

UM OLHAR SOBRE "MOSAICOS", DE THEREZA LEITE - GISELDA MEDEIROS



              Hölderlin nos assevera que é somente na profundeza do sofrimento que ressoa em nós o canto vital do mundo.
              Constatamos a veracidade de tal assertiva, após a leitura de Mosaicos (Fortaleza,    Expressão Gráfica e Editora, 2003), livro de estréia de Maria Thereza Leite, no qual podemos visualizar, através da intimidade da autora com a ficção, o drama visceral de suas personagens na espantosa relação com o seu meio e com o social. Seu poder criacional emerge de cada página, de cada conto lido, em que a grande solidão humana é o fio que tece a túnica de suas personagens, da mesma maneira que é ela, a solidão, que, ao se desprender do papel, em sua abissal existência, vem buscar o aconchego do leitor, tal é a interação autora/leitor, para juntos entoarem seu canto vital.
              Neste livro, vislumbramos uma narradora fluente, conhecedora dos meandros da estrutura ficcional, aquela que, penetrando numa atmosfera, por vezes irreal, é capaz de convencer seu leitor de que as situações (por mais insólitas que sejam) vividas pelas personagens são de incontestável plausibilidade.
              A precisão com que define as personagens, o detalhe, a narração vigorosa apresentam-se-nos sob aquele tom tchekoveano que, indubitavelmente, é a arma principal para a detonação do conflito.
              O conto “Mosaicos”, que intitula o livro, é, em nosso ver, o que mais condensa aquela atmosfera de ansiedade, face à luta que Ana trava com a morte: Ana sabia desde pequena, do que entreouvira entre sussurros e passamentos da mãe – a sua morte era esperada muito cedo. /.../ Mas intuía que, se aquela doença nervosa mostrava-se em ataques súbitos e rápidos, ela teria todo o resto do tempo – os momentos intercalados – para viver.
              Thereza Leite também trabalha, nessa sua obra, o drama social deste terceiro milênio, em que, frente aos avanços da tecnologia, o homem se debate angustiado ante  violência, às drogas, à marginalização que o levam para outros caminhos: a homossexualidade, a loucura, o adultério e o suicídio.
              Vejamos o destino de Jairo, personagem do conto “O ‘olho da libélula’”: Atrevera-se a olhar o cenário, percebendo as marcas das balas no muro. /.../ Poucos muros brancos. Muros desenhados a limo./.../ Muros de lixo. /.../ Muros gravados à bala./.../ Respiro fundo, e o vejo sobre a mesa fria, pela última vez. Inerte. O olhar no vazio. E brado meu mais alto gemido, como se fosse para um filho meu, nesta sala de silêncio: - Logo você, Jairo! Logo você!  Ou o drama interior de Jorge, em “A ave de palha”: Faz tempo que elas vivem nessa simbiose. /.../ Elas pensam que eu não percebo! Quanto a mim não sei explicar. Fui deixando como estava. /.../ Temos um outro triângulo, bem mais difícil de ser aceito: duas mulheres amigas, um homem, e a promessa de um recém nascido. E ainda o conflituoso mundo d’“O colecionador de vitrines”, a debater-se entre a sua realidade e o preconceito social, até a sua opção de lançar-se  “ao espaço, com a dignidade e a beleza de um trapezista”: /.../ quando, à noite, uma insônia sem cura vinha perturbar o seu sono, era o nome de Pedro que repetia bem baixo. Não havia como fugir à sentença: os sons, os cheiros e os toques, ao povoarem a sua meninice, haviam deixado um chão marcado de fortes lembranças, para sempre. E também o delírio de Vicência, no conto “Um varal novo para ‘o inverno’”, em seu afã de fazer bonecas, muitas bonecas “escuras e claras – iguais às moças dos retratos encontrados no armário do quarto de despejo”, entre os pertences do marido ausente: Compridos alfinetes, com a cabeça de bolinha colorida, espetavam o peito dos bonecos de calça azul, prendendo as camisas de xadrez em inúmeros pontos, como se fossem botões. Mas havia alfinetes desnecessários... Alguns, espetados nas costas.
              São assim, engenhosos, os contos de Thereza Leite, em que a descrição, dentro de uma linguagem elegante, serve não só de pano de fundo à ação de suas personagens que, de tão impregnadas à paisagem descrita, chegam a confundir-se de tal modo que ela, a paisagem, toma a ação das personagens, fundindo-se ambas num cenário ativo e perquiridor. Vejamos este trecho de “A Angústia das Árvores do Parque”: Como para me consolar, os oitis, pesados de frondoso verde, entrelaçados, me olharam com olhos acolhedores. Os algarobos, com suas folhas encharcadas, traziam pingos de lágrimas, nas pontas das suas folhas.
              Poderíamos continuar, sem nenhum sinal de canseira, a desbravar os caminhos da escritura de Thereza Leite, se não fora a delimitação do espaço que nos cerceia uma visão mais alongada desse universo rico e permeado de inusitados pousos, onde poderíamos ancorar nosso olhar e descobrir paisagens magníficas, em que a dor e a solidão humanas, longe de despertarem medos, nos entoariam seu canto harmonioso e vital, pois é, nesses instantes, que nos descobrimos gente.  

              Que venham, pois, mais e mais Mosaicos, trabalhados pela exímia mão dessa artesã da palavra que é Thereza Leite, para enfeitarem nosso chão de pequenos peixes coloridos, estrelas do mar num amarelo radiante, sóis alaranjados, verdes pujantes, tiras de céu infinito. 
GISELDA MEDEIROS

domingo, 25 de agosto de 2013

REUNIÃO DA AJEB EM AGOSTO DE 2013

CONFIRA FOTOS DA REUNIÃO DA AJEB-CE EM 20/8/2013
NA PAUTA: HOMENAGEM AO CASAL ARGENTINA E GUTEMBERG ANDRADE POR SUAS BODAS DE OURO E HOMENAGEM AOS PAIS.

Presidente Nirvanda Medeiros abre a sessão


Saudação aos Pais


Vital Arruda, Gutemberg Liberato e Pereira de Albuquerque


Rejane Costa Barros faz a homenagem ao casal Argentina e Gutemberg


O casal recebe Diploma da AJEB pelas Bodas de Ouro


Argentina faz os agradecimentos


Luiz Falcão faz convite à AJEB para Parceria na divulgação do Projeto CAMINHOS DE IRACEMA


domingo, 18 de agosto de 2013

UM POEMA DE CLÉO ANSELMO



SONHOS DE MINHA ESSÊNCIA!

 A minha alma cansada de esperar,
 Reclama por um olhar...
 Um toque ou um gesto de carinho,
 Que me faça renascer
 Sem medo de entregar
 O que ousei guardar.

 Sinto o perfume do amor
 Sei, são fagulhas de amor
 que resplandecem meu coração,
 O gosto e teu sabor
 Pressinto a tua presença,
 Da essência das fagulhas
 deste amor a me visitar...

 Sinto meu sonhos sonhos
 a se realizar na penumbra
 do meu coração, em noite de luar

 E percebo hoje que apenas sinto.
 Mas sei, amanhã irei realizar...