DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018

DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

ATUAL DIRETORIA DA AJEB-CE

DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

CHAPA PAPA FRANCISCO

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

1ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

2ª VICE-PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Rosa Virgínia Carneiro de Castro

1ª TESOUREIRA: Rita Maria Lopes Guedes Santos

2ª TESOUREIRA: Maria do Socorro Cavalcanti

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Nirvanda Medeiros

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Braga Marçal

Maria Luisa Bomfim

Celina Côrte Pinheiro

Evan Gomes Bessa

quinta-feira, 23 de março de 2017

SESSÃO DA AJEB-CE, 21 DE MARÇO DE 2017



A primeira reunião da AJEB, em 2017, deu-se no dia 21 de março, com a prestigiada presença de seus associados e de alguns convidados.

A presidente Gizela Nunes da Costa abriu a sessão, dando as boas-vindas a todos os presentes, parabenizando às sócias pelo Dia Internacional da Mulher.

Nirvanda Medeiros anunciou os aniversariantes dos meses janeiro, fevereiro e março, que foram saudados com os aplausos da plateia.

A presidente falou acerca do distintivo da AJEB, confeccionado pela Handal (RJ), a fim de ser usado pelos associados em momentos festivos e solenes, ou seja, para distinguir a nossa querida AJEB.

O jornalista Vicente Alencar palestrou sobre a inolvidável Bárbara de Alencar, mulher corajosa, avó do escritor maior do Romantismo brasileiro, o grande José de Alencar. A palestra agradou a todos os presentes, pela abordagem descontraída usada pelo expositor.

Um dos pontos altos da sessão foi a homenagem ao Cordelista Gutemberg Andrade, pelos serviços prestados à cultura cearense, mormente à AJEB-CE, quando compôs um cordel, em que narra a história de nossa entidade nacional. Recebeu a placa-homenagem pela mão da Presidente de Honra, Giselda Medeiros. Antes havia sido saudado pela ajebiana, Rejane Costa Barros, visivelmente emocionada. A escritora Evan Bessa fez a leitura das trovas de Gutemberg, constantes do livro "Jubileu em Trovas", da UBT- seção de Fortaleza, da qual o homenageado foi presidente. Depois, o agraciado fez os seus agradecimentos em cordel.

Outro ponto relevante foi a posse da escritora premiada e acadêmica, Vládia Mourão, no quadro da AJEB-CE, como sócia efetiva, o que vem acrescentar mais importância à nossa associação.

Ao final, a presidente Gizela Nunes da Costa pediu um minuto de silêncio pelo falecimento de Geraldina Amaral, nossa sócia fundadora, e de Moacir Gadelha, nosso sócio colaborador.

A sessão foi encerrada e, em seguida, serviu-se um lanche.

HOMENAGEM A GUTEMBERG LIBERATO

Gutemberg, o artista dos versos simples
Rejane Costa Barros
    
          Quando o Jesuíta Bartolomeu de Gusmão realizou o primeiro experimento com balão, parecia estar adivinhando que voar era um dos sonhos do homem. A ideia de voar num balão nos passa a sensação de liberdade, de desvendar os mistérios do alto, os limites de nós mesmos. A riqueza cultural de nossa região vai além de suas manifestações folclóricas e populares. Temos a música erudita, a música popular, a dança, o artesanato, a culinária, o teatro, a literatura de cordel.
          Cordel é um gênero literário popular frequentemente escrito de forma rimada e expresso em folhetos. Data do século XVI quando o Renascimento popularizou a impressão desses relatos orais mantidos como forma popular em nosso país. O nome origina-se de como os folhetos eram expostos para serem vendidos, em cordas ou barbantes.
          Estamos no mês de março, mês em que celebramos o Dia Internacional da Mulher. Mas hoje a nossa homenagem será feita a um homem. Gutemberg Liberato de Andrade. Homem que tem ao seu lado, uma grande mulher. Esse é também mês de seu aniversário e essa homenagem é mais que oportuna. Gutemberg é Sócio Benemérito da AJEB – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil Coordenadoria do Ceará e, no mês de dezembro de 2016, deu-nos de presente um cordel, contando a história da Instituição. Assim, ele proporcionou a nós, a sensação do voo, de buscar sonhos mais distantes, de enternecer nossos corações com alegria e imortalizar a história de nossa querida AJEB.
          Gutemberg tem alma de artista e vê o mundo diferente, enxerga-o com outras cores e manuseia tão bem as palavras e os seus escritos, que nos dá a certeza que é mesmo um ser especial. Vive para dar bons exemplos e entendemos que o maior deles é essa amizade sincera e essa fidelidade de espírito e benquerença. Sou suspeita para falar sobre ele e sobre Argentina, pois sempre que o faço, coloco o amor à frente de qualquer sentimento, como todos sabem, os tenho como meus pais e sou amada por eles, feito uma filha. Nossa amizade já vem de vinte e quatro anos, nos conhecemos em 1993. Mas essa história já estava traçada, mesmo antes de eu nascer, posto que minhas duas mães, a biológica e a de coração, se conheceram e foram amigas.
          Hoje, nesta reunião quando Gutemberg recebe esta merecida homenagem, fico feliz em ter sido escolhida para poder saudá-lo. Você, Gutemberg, meu amigo pai, tem um valor incalculável, sua existência é mais que necessária, para os que te amam, e mesmo quando as coisas não vão bem, você desafia o tempo, e mostra que a fé em Deus, supera tudo e amor ajuda a continuar seguindo em frente. Você e Argentina se aquecem e se descobrem de novo ao sol de cada dia e do novo abraço que a vida lhes dá. Limpam-se de qualquer amargura quando esta se achega e reacendem suas energias. E assim, vão deixando as marcas indeléveis dessa história de amor tão bela.
          Como Coronel da Polícia Militar do Ceará, exerceu as funções de Comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças; Comandante do Comando de Policiamento da Capital; Assessor Jurídico da Polícia Militar, Fundador e Comandante do Colégio da Polícia Militar; Chefe de Segurança do Governo do Ceará; Chefe da Casa Militar do Governo.
          Formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará, em Pedagogia e Habilitação e em Administração Escolar pela Universidade Estadual do Ceará. É poeta, escritor, trovador, compositor e cordelista. Publicou os Livros Documentos com a história da UBT Ceará e Iguape em Cordel, além do CD Reflexão. Atualmente já conta com mais de 87 cordéis escritos.
          Tive o prazer se ser imortalizada em um deles. Parte de minha história de vida contada de forma carinhosa e plena de cuidados e só posso agradecer sempre por tanto afeto.
          Então, hoje, nós que compomos a AJEB Ceará, estamos aqui em agradecimento por toda a sua contribuição para a Instituição e pelo singelo cordel escrito contando sobre essa que é uma Entidade literária tão querida e respeitada!
          Deste solo infindo, planeta mitológico de alvoroço e romaria, que é o território fértil da lira do povo, da poesia espontânea e cristalina, rica de ternura e de verdades, de densidade conceitual e sabedoria filosófica, desejamos a ti, Gutemberg que os ventos da Terra do Sol bafejem tua face e te permitam celebrar conosco a alegria de ter-te por muito tempo em nosso convívio!
           Obrigada, por você fazer parte de nossas vidas.
          Parabéns pela merecida homenagem!

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA























quarta-feira, 15 de março de 2017

MOACIR GADELHA PARTIU "NA GARUPA LEVE DO VENTO MACIO"


O Ceará perdeu, ontem à tarde, um dos seus melhores poetas, o notável bardo - JOSÉ MOACIR GADELHA DE LIMA ( Moacir Gadelha). Hoje, 14 de Março, Dia da Poesia, em luto, há um misto de alegria e elegia em face da perda deste notável poeta. Moacir Gadelha era um homem espiritualizado, cheio de luz e arauto do amor. Que a sua alma possa repousar, eternamente, nos braços piedosos do Altíssimo. O falecido era poeta e escritor cearense, membro de várias academias da Capital, inclusive Sócio Colaborador da AJEB-CE e autor de muitas obras literárias (poesias, romances etc).

AO POETA MOACIR GADELHA
(In memoriam)

No Dia da Poesia,
Vela-se Moacir Gadelha,
O Poeta de áurea magia,
Que se foi como centelha
Para o páramo celeste.
De luto está a Poesia,
Que, ao sopro do vento Leste,
Canta uma triste elegia...
Foi-se Moacir Gadelha,
Bom poeta, boa ovelha
Para o redil do Senhor.
Será estrela no Céu,
Que semeou o Amor!

J. Udine – 14-03-2017 – Dia da Poesia.

terça-feira, 7 de março de 2017

AJEB-CE DE LUTO: GERALDINA AMARAL ENCANTOU-SE



Geraldina Amaral, soldado valente e atuante da cultura, literatura e jornalismo do Ceará, 
despediu-se de nós, seus amigos, para ir habitar outra galáxia. Sócia Fundadora da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB - representou essa entidade, diversas vezes, em encontros no Brasil e no exterior. Esteve à frente da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, como jornalista responsável pela edição da Revista Jangada

Por seus méritos, foi laureada com o Diploma de Sócia Honorária da AJEB-CE. Foi uma das vigas-mestras do colunismo social no Ceará. Participou de todos os números de nossa Coletânea POLICROMIAS, hoje no nono volume, estando ela, no livro, como biografada, homenageada pela atual presidente da AJEB-CE, Dra. Gizela Nunes da Costa. Recebeu também da AJEB-CE o honroso título de AJEBIANA DE OURO.
 

Maria Geraldina Alves do Amaral (Caucaia, 2 de fevereiro de 1925) é professora, tradutora, jornalista e escritora brasileira. É graduada em Letras Neolatinas e participou do VIII Curso Hispânico-Brasileiro de Língua e Literatura Espanhola, para jornalistas Ibero-Americanos, no Instituto de Cultura Hispânica de Madri, Espanha.

É sócia Acadêmica da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, sócia Benemérita da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB e membro da Associação Cearense de Imprensa. Fez parte da Diretoria executiva Nacional da AJEB como Diretora do Departamento de Divulgação e relações Públicas.

Possui contribuições em "Mulheres do Brasil", "O Livro da Ajebiana", "Ajebianas do Paraná e do Brasil", "Policromias" e "Revista Jangada". Participou da Antologia Nacional, “AJEB Letras”, edição comemorativa do 33º aniversário de fundação da AJEB, Fortaleza - CE, 2003, organizada pela então Presidente Nacional, Giselda Medeiros.

“Geraldina Amaral forma o grupo de cronistas sociais pioneiros, tendo estreado entrevistando o famoso Jacinto de Thormes, em sua primeira e única vinda ao Ceará, trazido pelo saudoso Arrudinha, para pôr a faixa de Glamour na Fernanda Parente, durante inauguração do Centro Massapeense, clube calcado em cera de carnaúba, que ele presidia.”


Faleceu em Caucaia-CE, em 2 de março de 2017.

Estamos de LUTO, mas engrandecidos pela convivência luminosa com essa mulher extraordinária!!!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

SAMUEL RAWET SOB A ÓTICA DE VLÁDIA MOURÃO



Palestra proferida pela professora Vládia Mourão na Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB-CE

O TEMPO NA LITERATURA DE SAMUEL RAWET

Considerado como um renovador na nossa literatura, “uma espécie de pioneiro, de visionário das novas conquistas e pesquisas do conto brasileiro de hoje”, Samuel Rawet, chegou “a desorientar a crítica em relação aos seus valores estéticos”. O fato é que os estudiosos, os críticos mais tradicionais, “alicerçados em valores tidos por consagrados, não encontravam em sua obra as costumeiras indicações da elaboração do gênero entre nós”.(1)
Samuel Rawet apresenta, em sua escritura, características bem marcantes, como a discussão dos problemas literários pela própria literatura, numa espécie de metatexto, revelando pelo menos duas funções de extrema e aguda consciência de seu papel de escritor: a arte literária por excelência e o exercício da crítica literária.
Movido por esse intuito, sua linguagem deixa de ser apenas um veículo para a formalização de enredos e condução de ideias e passa a ser parte integrante do processo de criação, ou seja, os “seus recursos linguísticos não estavam somente a serviço de um estilo, de um certo modo de escrever bem, e sim, em função do mundo a ser criado como expressão”.(2)
Samuel Rawet possui aquilo que Ernesto Sábato vai qualificar de “a condição mais preciosa do criador, o fanatismo”. E ressalta que é preciso ter uma obsessão fanática pela criação e que nada deve antepor-se a ela. O escritor deve sacrificar qualquer coisa em função da criação, pois sem esse fanatismo nada de relevante poderá ser realizado.
Aliás, há duas atitudes que dão origem aos tipos fundamentais de elaboração ficcional: ou o escritor escreve de forma lúdica, para entretenimento seu e dos leitores, para distração, para buscar momentos agradáveis; ou ele escreve para investigar e tentar compreender a condição humana. O texto lúdico é prazeroso. O texto problemático é inquietante, produz um desassossego. Por isso, concordamos com o pensamento de Maurice Nadeau, ao afirmar que inútil é o livro que deixa o leitor e o escritor da mesma forma que eles eram antes. E cita como exemplo O processo, de Kafka, texto que causa impacto no leitor seja qual for seu tempo e sua circunstância.   
Assim, dentre as múltiplas feições que assume, além de possibilitar a articulação das palavras, a linguagem é fonte de tensão, prazer e medo; a linguagem é potencializadora dos sentimentos humanos. A linguagem articulada pelo homem, através da palavra proferida, é monopólio do próprio homem, e Samuel Rawet trabalha a palavra com maestria e destreza inigualável.
Mesmo sendo um artífice da palavra, dentro de uma perspectiva histórica, os estudos da literatura registram que na época de sua estreia, Samuel Rawet não conseguiu chamar a atenção do grande público para seu livro Contos do imigrante, coletânea que deixava o restrito círculo de leitores perplexos, totalmente desprovidos de apoio para realizar sua apreciação, juízo ou julgamento, pois o escritor reunia ali contos herméticos, subjetivos, muitas vezes mergulhados em densa atmosfera de angústia.
Além do que, seus textos estavam, muitas vezes, a questionar os problemas ficcionais, num entrecruzar de quase ficção e quase realidade. Como analisa um de seus personagens, observando, com certa vigilância, que “seus primeiros contos tinham um ranço didático, narravam com precisão uma história e um ambiente, até que um dia descobriu que esse ranço era a própria negação do ato de criar” e que, por isso mesmo, “a precisão era uma pretensa hipertrofia de um olho pouco exigente”.(39)
Em inúmeros contos de Samuel Rawet encontramos a predominância da discussão em torno de diversas propostas literárias. Realmente, ele tematiza, via de regra, sobre fatos de extrema singularidade e pouca significação como enredo. Muitas vezes, seus textos constituem-se de narrativas que não são contáveis como história, pois para o escritor não importa o que se conta, mas como se conta.  Nesse sentido, podemos afirmar que a sequência lógica da narrativa é totalmente desconsiderada em prol do modo de narrar. Assim, texto enquanto texto. Literatura, necessariamente, abordando aspectos doutrinários, mas sem aspas e citações didáticas. Um conto que teoriza o conto. O texto justificando e interpretando o próprio texto.
Essa tendência foi evidenciada pelo crítico Wilson Martins, duas décadas depois, numa série de artigos publicados pelo Jornal do Brasil, conforme se comprova:

Forma narrativa como valor autônomo na equação romanesca: a maneira de narrar ganhou importância maior que a história narrada e o caráter dos personagens; autor e leitor têm a consciência permanente desse elemento retórico, quero dizer, a natureza deliberadamente artificial da coisa literária. O autor chama a atenção para sua maneira de escrever e de contar, da mesma forma porque o leitor não recebe autorização para esquecer o que está lendo.(40)

Sobre a questão do tempo, propriamente dito, em Samuel Rawet, com relação à sua produção literária, notadamente o conto, que é o gênero que está em nosso foco de análise, encontramos o autor entrecruzando, a um só tempo, no aparato linguístico, diversas dimensões temporais.
O tempo objetivo registrado por meios convencionais, que marcam o transcorrer inexorável do tempo – está presente na obra de Samuel Rawet em inúmeros contos, na maioria das vezes, entrelaçado com outras referências temporais. Porém, precisamente, em seu livro O terreno de uma polegada quadrada, considerado por Hélio Pólvora como o mais “espontâneo dos seus livros”, Samuel Rawet constrói, na maior parte dos contos, textos lógicos e bem delimitados no que concerne à marcação do tempo.
Já o tempo subjetivo alcançando, na curta narrativa, a intensidade e amplitude de uma onda diretamente proporcional à experiência vital acumulada, se insere, de modo efetivo, em vários contos de Samuel Rawet.
Na perspectiva temporal subjetiva, em que atuam “fatores como idade, cultura, intensidade de fatos vividos”, como adverte Raul H. Castagnino, “as crianças têm pouco diversificadas as perspectivas de tempo; os adolescentes vivem a dimensão futura; o homem maduro sente o domínio do presente; a velhice agiganta o passado”.(44)
Se no plano humanístico cabem tais circunstâncias temporais, conforme leciona o teórico, o que se pensar das variações temporais no plano literário, quando o ficcionista, a partir de infinitas possibilidades, se encontra às voltas com personagens, fatos e experiências vivenciadas no passado ou projetadas para um futuro incerto.
Diante destas considerações, ressaltamos que no conto “O Jogo de Damas” (Diálogos, 1963) há, em toda a sua extensão, a predominância do tempo subjetivo. A história é protagonizada por dois personagens, enquanto jogam uma partida de damas. E toda a narrativa se resume ao tempo dessa partida, que não se sabe ao certo quanto tempo durou, no plano objetivo, mas que durante esse tempo indefinido, os personagens vagaram, através do pensamento, pelo passado, através de flash back.
Em se tratando de tempo psicológico, podemos afirmar que ele se relaciona, predominantemente, com os valores afetivos, quando o personagem nos envolve com seus problemas emocionais, nos levando para dentro da narrativa, nos convidando a penetrar numa zona de conflitos e situações de seu universo ficcional.
O tempo psicológico é, na realidade, um tempo que se processa sem padrão de medida, representando um eterno presente, intuído pelo “eu” de cada um, independentemente de convenções.
Não há um antes nem um depois, assim declara o Narrador de A hora da estrela, livro de Clarice Lispector: "Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?” Quando o Narrador afirma que "vivemos exclusivamente no presente" pressupõe a repetição indefinida do que ocorre no relato. Uma referência ao que vem depois – "esta história será o resultado de uma visão gradual" - afasta no mito o que poderia suceder num futuro real.
Nesta linha de raciocínio seguida por Clarice Lispector, não conseguimos cronometrar o tempo que sugere o conto “A Porta” (Diálogo, 1963).
O texto inicia quando um anônimo personagem, diante de uma placa de madeira, mergulha numa série de conjecturas e hesitações, passando a fazer um levantamento de sua existência, sem nenhum critério objetivo, realizando uma espécie de inventário de seus problemas existenciais, através de monólogo interior, próprio de uma consciência em disparos:

A mesma frase, as mesmas palavras, mas com outra inflexão, bastaria para arrancá-lo do torpor que o dominara... E nunca se destrói o ódio? Nunca se esterca o sarcasmo na frase feita com intenções mal acobertadas? Sempre a carga demolidora no gesto visual, o desprezo no ato comum?

Quanto ao tempo misto, possivelmente o de maior realce na obra de Samuel Rawet, se caracteriza pela simultaneidade de presente e passado, pelo entrecruzar de acontecimentos atuais com os já ocorridos ou imaginados, numa fixação psicológica, através de flash back aplicado a narrativas que, apresentam pouca significação e coerência como histórias contadas ou vivenciadas.
Como imigrante, embora tenha chegado ao Brasil ainda criança, Samuel Rawet carrega uma profunda memória histórica, como componente de um povo que se reconhece como povo. E nessa memória busca estabelecer o significado das suas origens e sua identidade, justamente com o intuito de resgatar o passado no presente. Essa sensação de estranhamento é justificável pela própria origem e raça do escritor.
Ao avançarmos na análise dos textos, podemos observar, por exemplo, que no conto “Uma Tarde de Abril”, pouca coisa acontece digna de nota; os fatos, na verdade, parecem insignificantes. Uma reunião, uma festinha de classe média, um homem entre os convidados, a entrecruzar seu destino. Abstraído totalmente daquela estranha geografia de copos, garrafas, pratos de salgados, cinzeiros, “envolvendo excessos de pontas sobre o tempo”, fixa-lhe uma passagem, “um esforço para se desvincular do presente”. Em dado momento pergunta a si mesmo: “até que ponto um homem é capaz de construir o seu passado, construí-lo em detalhes”.
Este posicionamento do personagem, sem qualquer apresentação, surgido de súbito, sem qualquer indicação, alude, de imediato, para a característica básica da estrutura do conto, ou seja, a contenção dos meios narrativos e, em consequência, a economia de espaço e de tempo, ou até sua ausência completa, como se observa no seguinte trecho:

Um homem sem passado, sem nome, a cruzar por todos os destinos igualmente anônimos, porém seguro nos seus passos e, sobretudo dotado de forças suficientes para chegar ao extremo do itinerário percorrido.

Quanto à postura de Samuel Rawet como escritor, vamos encontrá-lo em diversos momentos em pleno exercício de humildade, tanto em relação ao seu fazer literário, que deu concretude a monumental obra de engenharia literária, como em relação às atitudes puramente humanas, quando, em depoimento carregado de emoção, narra o encontro que teve, pela primeira vem, na época da construção de Brasília, com Oscar Niemeyer, elogiando sua grandeza e erudição. Certo dia, contou Samuel Rawet que teve um “troço” por dentro, quando encontrou Oscar Niemeyer, Joaquim Cardozo e Lúcio Costa, seus mestres de engenharia.
Em relação à narrativa, em termos de história, encontramos ao longo de sua obra uma variedade de temas e de situações vivenciadas por personagens vários. Às vezes são pessoas discriminadas pela sociedade como o imigrante e o vagabundo, encarnações modernas que relembram o drama do judeu errante à procura de sua identidade; outras vezes, são pessoas cheias de conflitos, dramas próprios de seres normais e problemáticos que povoam nosso cotidiano.
Ao penetrarmos no universo literário de Samuel Rawet, fica muito fácil nos identificarmos com seus personagens. Comum é percebermos que habitamos ali naquele mundo recriado pela imaginação do escritor. Corriqueiro é nos determos diante de um dos seus personagens e termos a nítida impressão de que estamos diante nós, como num espelho a refletir a nossa imagem, sem a menor possibilidade de distinguirmos o que é espaço e tempo dentro de nossa consciência.
Mas quem é Samuel Rawet? Na realidade, ele encarna bem a expressão “um conhecido desconhecido”. Quem o conhece por seus textos, só tem duas reações: ou ama ou rejeita. Não há meio termo. A reação é extremada.
Samuel Rawet, que nasceu precisamente em 23 de julho de 1929, na pequena aldeia de Klimotow, cidade composta na sua maioria por judeus poloneses. Seus pais eram pequenos comerciantes, de origem muito humilde. Samuel Rawet começou a estudar muito cedo numa escola que funcionava ao lado da sinagoga, em sua terra de origem. É o próprio Rawet quem nos dá conta de alguns referenciais cronológicos de sua infância:

O primeiro alfabeto que aprendi foi o ídiche – não aprendi o hebraico propriamente. Aprendi as rezas, alguém me traduzia a frase toda, a prece, o versículo. Tenho lembranças da vida na aldeia, lembranças do inverno, da vida religiosa, da convivência com parentes, lembranças inclusive de um mundo que não existe mais...

O modo de vida na Europa Oriental no início do século XX era muito em torno da sinagoga e da casa de estudos (escola), sempre situada em zonas rurais e organizada em comunidades. Esse fato posteriormente veio influenciar o trabalho de Samuel Rawet, principalmente no seu conto “O Profeta”, que nos dá a dimensão da intensidade das lembranças da infância, marcada pelos hábitos antigos de seus antepassados.  
Samuel Rawet chegou ao Brasil com sete anos de idade, mesmo assim conseguiu guardar lembranças da primeira infância vivida em sua terra, a tal ponto que essas reminiscências perduraram em sua obra e em seu percurso existencial. O sentimento de errância, de solidão vai permanecer na vida de Samuel Rawet até o fim, por via de consequência, seus dramas e frustrações serão incutidos ao longo de sua literatura.
Em nossas pesquisas, descobrimos que Samuel Rawet se mantém religioso até os quinze anos de idade. Mas na fase final da segunda guerra, com o extermínio nos campos de concentração, muitos judeus se perguntavam e até hoje se perguntam, “onde Deus estava enquanto os alemães matavam seis milhões de pessoas”. É quando o surge o questionamento presente na obra de Samuel Rawet e no meio da comunidade judaica: “Depois de Auschwitz é possível continuar religioso?”. Esse tema vai ser discutido pelo escritor em sua obra, através de alguns personagens como o “O Profeta”, que terá sua mudez provocada por ser um sobrevivente, carregando para o resto da vida a impossibilidade de comunicar a experiência traumática nos campos de morte.
Os conflitos do escritor não cessam nunca, desta feita são de ordem literária. Sua postura humilde acarretou-lhe graves problemas de autoestima. Quem nos conta é o próprio Samuel Rawet, ao confessar que um

...tipo de leitura que me apaixonou e me empolgou – e que depois me criou problemas tremendos – foi que se denominava de literatura brasileira de época, o que eu chamo de “gigantes nordestinos”, Raquel de Queiroz, Zé Lins, Jorge Amado. Este grupo me arrasou, andei deixando de escrever por causa deles. Achava que não tinha nada a dizer diante deles. Aliás, só mais tarde é que fui descobrir os autores que, estes sim, me estimularam e me ajudaram, autores como Lima Barreto, Cornélio Penna e outros.

Já sua incursão pelo teatro foi frustrante. Depois de algumas experiências mal sucedidas, Samuel Rawet destrói quase tudo que escreve. Somente numa fase mais madura, quando já trabalhava como engenheiro na construção de Brasília, é que começou a se interessar por um tipo de teatro mais poético, escrevendo as seguintes peças: O papa do gueto; A noite que volta e O lance de dados.
Numa fase anterior de sua vida Samuel Rawet fez crítica de teatro, ainda no tempo em que fazia escola de engenharia. Depois abandonou a atividade, conforme confessa:  “me desinteressei”, não obstante seu convívio com o ambiente teatral e sua admiração pelo teatro expressionista de Ziembinski, que muito influenciou em suas narrativas.
A partir dos anos 50, Samuel Rawet concentra toda sua atividade intelectual no conto, gênero que vai se adequar aos seus objetivos e para o qual dará valiosa contribuição. Com a publicação de Contos do imigrante, Samuel Rawet conta-nos que teve uma grande surpresa:

Em 1951, 52, 53, eu ia publicando meus contos em suplementos. Naqueles tempos todo jornal tinha um suplemento. A grande emoção era sábado à noite ficar tomando chope com os amigos até de madrugada, pra esperar o jornal de domingo às quatro da manhã a fim de ver se o conto havia saído ou não. Era uma farra. Publiquei meus contos no suplemento do “Diário Carioca”. Mandei o primeiro, eles aceitaram. Quando fui levar o segundo, Prudente de Moraes Neto, diretor do suplemento, me perguntou se eu não tinha mais coisas, disse que sim. Ele então me pediu que juntasse os contos e levasse pra ele...; quando fui procurá-lo mais uma vez, ele me levou até a Ed. José Olympio, me apresentou lá e dois anos depois o livro era publicado.

A repercussão que teve o livro não foi ampla, sequer conseguiu chamar a atenção dos leitores, mas para o autor este fato não teve importância. Afinal, ele não esperava nem mesmo sua publicação. Além do que, em toda sua carreira este foi um momento extraordinário, único, que não mais se repetirá.
Seu segundo livro Diálogo é publicado em 1963. Observamos que houve um intervalo relativamente longo entre um livro e outro. Possivelmente uma indisposição de Samuel Rawet para escrever, uma fase em que ele priorizou outras atividades, como a engenharia e o trabalho de engenheiro calculista durante a construção de Brasília.

Entre os anos de 1968 e 1969, Samuel Rawet larga o emprego, vende seu apartamento e volta para o Rio de Janeiro, para, com o dinheiro, financiar a edição de seus novos livros: O terreno de uma polegada quadrada, que ficou encalhado num depósito, devido a um desentendimento com o editor e cinco volumes de ensaios. Em 1967 consegue uma co-edição com o INL para publicar Os sete sonhos, livro que recebeu o Prêmio Guimarães Rosa.
Samuel Rawet ainda publica com recursos próprios, em 1970, A viagem de Ahasverus à terra alheia em busca de um passado que não existe porque é futuro e de um futuro que já passou porque sonhado, uma novela curta, mas com o mesmo estilo e tema adotado em seus contos. Seu único livro esgotado até hoje foi Contos do imigrante, os outros continuam esquecidos nas prateleiras ou depósitos de livrarias e distribuidoras.
Quando um escritor toma a atitude extremada de financiar a publicação de seus livros é porque as dificuldades de participar do mercado editorial já naquele tempo, ou sempre foi e será sempre difícil. Conseguir sobreviver de literatura neste país, ser um escritor profissional é privilégio para poucos.
Como escreve Ernesto Sábato em seu livro O escritor e seus fantasmas, “para o bem ou para o mal, o verdadeiro escritor escreve sobre a realidade que sofreu e de que se alimentou, isto é, sobre a pátria, embora, às vezes, pareça fazê-lo sobre histórias distantes no tempo e no espaço”. E acrescenta que parece difícil escrever algo profundo que não seja ligado de forma aberta ou emaranhada à infância.
Justamente é o que ocorre com Samuel Rawet em seu livro publicado em 1978, intitulado Angústia e conhecimento – ética e valor, onde descreve seus conflitos com a família, desde a fase da adolescência até a adulta, quando menciona que “a convivência familiar estava abaixo de qualquer padrão mínimo de equilíbrio e decência”, ao mesmo tempo em que relata os detalhes do rompimento com os irmãos por questões de herança.
Na verdade, Samuel Rawet foi, em toda sua vida, um solitário. Um homem imerso na sua angústia, na condição dramática de exilado, na marginalização, que o fazia se identificar com o escritor Cruz e Sousa quando afirma que

Judeu é isso, é aquilo, qualquer coisa parecida com o que enfrentara pessoalmente em sua condição de mulato, e mulato é negro... Nenhuma violência, nenhum obstáculo, concreto, um estado de espírito, apenas, criar barreiras, um incômodo feito de miudezas que moem, trituram, dilaceram e exacerbam pequenos impulsos, sonhos.

A herança que Samuel Rawet nos deixa é valiosíssima, sua contribuição no âmbito da ficção, do ensaio, do teatro e da filosofia nos traz, ao mesmo tempo, uma espécie de despertar da consciência para a condição do homem no mundo, misturada ao encantamento provocado por suas reflexões filosóficas e existenciais.
Conto e ensaio foram os dois gêneros que mais frequentaram o universo literário do escritor e de forma simultânea, num entrecruzar de indagações éticas e estéticas, conforme afirma:


Hoje a palavra mudou para mim. É pura ambiguidade em relação ao real, e os dois extremos experimentados me convencem ainda mais: delírio e ironia. 

E como o tempo passa depressa e para não cansar essa distinta plateia, encerro minha fala citando Antônio Carlos Villaça, quando diz que no “princípio era o nada; depois, apareceu Machado de Assis; depois, foi o nada, outra vez”. E depois veio Samuel Rawet. 

Professora Vládia Mourão
22 de novembro de 2016










quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA DA AJEB-CE


ACONTECEU, DIA 13 DE DEZEMBRO DE 2016, NO SALÃO NOBRE DO NÁUTICO ATLÉTICO CEARENSE, A CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA DA ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS E ESCRITORAS DO BRASIL, AJEB-CE, ORGANIZADA PELA DIRETORA DE EVENTOS, AJEBIANA NIRVANDA MEDEIROS.

FOI UM MOMENTO DE MUITA  PAZ E RESPEITO AO MENINO-DEUS, ABERTO, OFICIALMENTE, PELA PRESIDENTE GIZELA NUNES DA COSTA, QUE, TAMBÉM, AGRADECEU UM RICO CORDEL, FEITO PELO TROVADOR GUTEMBERG LIBERATO DE ANDRADE, RELATANDO A HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DA AJEB. 

ARGENTINA ANDRADE, ZINAH ALEXANDRINO, EVAN BESSA, STELLA FROTA SALLES, REJANE COSTA BARROS E NIRVANDA MEDEIROS LEVARAM SUA MENSAGEM DE REFLEXÃO E EXALTAÇÃO À ALUDIDA DATA.

HOUVE SORTEIO DE BRINDES, PROMOVIDO PELA AJEB, E AMIGO SECRETO.

FECHOU-SE COM CHAVE DE OURO, COM A AJEBIANA STELA COMANDANDO A PLATEIA, QUANDO ENTOOU-SE "NOITE FELIZ". EM SEGUIDA, TODOS REZARAM O PAI-NOSSO E A AVE-MARIA.

DEPOIS, FOI SERVIDO O ALMOÇO, MOMENTO EM QUE TODOS FICARAM À VONTADE, NUM AMBIENTE DE DESCONTRAÇÃO, AMIZADE E FRATERNIDADE.

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA











MENSAGENS


Mensagem de Natal

          O amor como experiência muito próxima da mística remete-nos à sensação de um alvoroço contido na alma e no corpo, exalando uma divina exaltação nos sentidos. E quando o final do ano se aproxima, ficamos mais convictos de que o amor de Cristo é essencial e necessário em nossas vidas. Assim, se descortina o véu que encobre a ousada arte do sonho, se desenvolve a leitura que a vida faz de nossos destinos e onde brotam os lírios e os raios da alvorada e banham generosamente nossa convivência de ternura, permitindo a colheita real e o desejo de nos fortalecermos numa amizade profunda e verdadeira a cada ano que passa.
          Temos hoje os braços abertos e o coração em festa para, num abraço especial, acolher o Menino Jesus, pois, o Natal é data de comemoração de Seu nascimento. A comercialização foi incorporada através dos anos e muitas pessoas centralizam o Natal para as compras e para celebrar a figura do Papai Noel, que habita os sonhos das crianças e traz fantasias para nossas mentes adultas.
          Neste Natal, que o milagre de reinventar, recriar histórias, pregar a caridade, faça parte de nossas vidas e possam alegrar as pessoas que estão próximas a nós. Que possamos ter o dom de dizer as coisas de modo surpreendente, preservando o significado delas. Que possamos escolher as tintas para pintar de azul, por exemplo, o painel cinzento de muitos encontros. O que eu gostaria mesmo neste Natal era ver todas as Nações de mãos dadas a comemorar o Teu aniversário, Senhor. Também pedir a Ti, pelos dons especiais de cada um aqui presente, em expressar o amor através da literatura, da música, das artes plásticas.
          Hoje também queremos agradecer pelo dom da vida, a saúde, o dom da inteligência, da criatividade, o alimento de todos os dias, o trabalho e essa nossa amizade, que seja conservada e aprimorada a cada dia.
          Para este Natal Senhor, vamos todos esperar o Teu abraço e que a Tua bondade infinita invada todos os lares e que o Senhor nos proteja e permita a cada um de nós, um 2017 muito melhor, produtivo e pleno de realizações.
          Feliz Natal a todos! E que 2017 seja incrível!
                                                                                    Rejane Costa Barros
                                                              Fortaleza, 13 de dezembro de 2016.


O  SALVADOR VINDOURO

               Deus prometeu que o Salvador – Messias – o Ungido viria através da linhagem de Abraão: “Em tua descendência serão benditas todas as nações da terra”.
         Isaías profetizara que o Salvador vindouro nasceria como criança do sexo masculino e teria em Si tanto a natureza divina quanto à humana, e Belém Efrata seria o local do seu nascimento.
             O nascimento deste Ser divino-humano seria sobrenatural: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho e Ele será chamado pelo nome de Emanuel, ( que quer dizer “ Deus conosco” ).
             A missão do Salvador acha-se expressa nas seguintes palavras: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas e a curar aos quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos, e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança de nosso Deus; a consolar todos os que choram”.
             Somente Jesus Cristo cumpriu todas estas profecias. As Escrituras traçam a sua genealogia desde Abraão; o nascimento de Jesus foi miraculoso. A Virgem Maria achou-se grávida pelo Espírito Santo.  Um decreto romano trouxe-a a Belém, o lugar em que, segundo a profecia, deveria nascer o Menino.
             O Criador e Mantenedor dos mundos, Aquele em quem a plenitude da divindade habita, tornou-Se um indefeso bebê na manjedoura, Ser infinitamente superior a qualquer um dos anjos, porém igual ao Pai em dignidade e glória, mesmo assim condescendeu Ele em vestir-Se de roupagem humana como resgate de nossos pecados.

            Que saibamos nós, nos despirmos da nossa miséria humana: a vaidade exacerbada, o orgulho e o preconceito e direcionarmos os nossos olhares para a cruz, lugar onde está toda a nossa vergonha, a transgressão de nossos primeiros pais, herança que por eles nos foi repassada, e não deixemos que o sacrifício de nosso Deus-Menino, o Salvador deste mundo que derramou gota por gota de seu sangue na cruz, a nosso favor, para que pudéssemos ser herdeiros da promessa da vida eterna, tenha sido em vão.
           Que esta confraternização tenha o verdadeiro espírito do caráter de Cristo, que saiamos daqui revigorados nessa promessa e como conhecedores agora do que representa o verdadeiro espírito do Natal, procuremos cada um de nós mostrar ao mundo que somos dignos de havermos sido comprados pelo sangue purificador de nosso Cristo. Amém!
Feliz Natal!                                                                                                          

Por Zinah Alexandrino.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PRESIDENTE NACIONAL DA AJEB LANÇA "ILUMINURAS", POEMAS

Com a Família



A Presidente Nacional da AJEB, Maria Odila Menezes, lançou, na 62ª Feira do Livro em Porto Alegre-RS, seu livro de poemas, intitulado "Iluminuras", com a presença de ajebianas, família e amigos. Sobre a razão do título, ela explicou:

"Escolhi o título Iluminuras pelo seu significado: A Arte de Iluminar, fazer ilustração colorida de um manuscrito. A primeira letra no título dos meus poemas são letras capitulares dos códices de pergaminhos medievais, cujos desenhos receberam o nome de Iluminuras. Creio que minhas poesias fluíram através de "Iluminuras" da alma. Convido-os à leitura!"

Registramos em nosso Blog, AJEB-CE, os momentos intensos de emoção e alegria vividos por Maria Odila e seus convidados. Vejamos a galeria de fotos.


















A AJEB-CE LHE DÁ PARABÉNS, PRESIDENTE NACIONAL!!