DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018

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DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

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DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

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PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

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2ª SECRETÁRIA: Rosa Virgínia Carneiro de Castro

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

SAMUEL RAWET SOB A ÓTICA DE VLÁDIA MOURÃO



Palestra proferida pela professora Vládia Mourão na Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB-CE

O TEMPO NA LITERATURA DE SAMUEL RAWET

Considerado como um renovador na nossa literatura, “uma espécie de pioneiro, de visionário das novas conquistas e pesquisas do conto brasileiro de hoje”, Samuel Rawet, chegou “a desorientar a crítica em relação aos seus valores estéticos”. O fato é que os estudiosos, os críticos mais tradicionais, “alicerçados em valores tidos por consagrados, não encontravam em sua obra as costumeiras indicações da elaboração do gênero entre nós”.(1)
Samuel Rawet apresenta, em sua escritura, características bem marcantes, como a discussão dos problemas literários pela própria literatura, numa espécie de metatexto, revelando pelo menos duas funções de extrema e aguda consciência de seu papel de escritor: a arte literária por excelência e o exercício da crítica literária.
Movido por esse intuito, sua linguagem deixa de ser apenas um veículo para a formalização de enredos e condução de ideias e passa a ser parte integrante do processo de criação, ou seja, os “seus recursos linguísticos não estavam somente a serviço de um estilo, de um certo modo de escrever bem, e sim, em função do mundo a ser criado como expressão”.(2)
Samuel Rawet possui aquilo que Ernesto Sábato vai qualificar de “a condição mais preciosa do criador, o fanatismo”. E ressalta que é preciso ter uma obsessão fanática pela criação e que nada deve antepor-se a ela. O escritor deve sacrificar qualquer coisa em função da criação, pois sem esse fanatismo nada de relevante poderá ser realizado.
Aliás, há duas atitudes que dão origem aos tipos fundamentais de elaboração ficcional: ou o escritor escreve de forma lúdica, para entretenimento seu e dos leitores, para distração, para buscar momentos agradáveis; ou ele escreve para investigar e tentar compreender a condição humana. O texto lúdico é prazeroso. O texto problemático é inquietante, produz um desassossego. Por isso, concordamos com o pensamento de Maurice Nadeau, ao afirmar que inútil é o livro que deixa o leitor e o escritor da mesma forma que eles eram antes. E cita como exemplo O processo, de Kafka, texto que causa impacto no leitor seja qual for seu tempo e sua circunstância.   
Assim, dentre as múltiplas feições que assume, além de possibilitar a articulação das palavras, a linguagem é fonte de tensão, prazer e medo; a linguagem é potencializadora dos sentimentos humanos. A linguagem articulada pelo homem, através da palavra proferida, é monopólio do próprio homem, e Samuel Rawet trabalha a palavra com maestria e destreza inigualável.
Mesmo sendo um artífice da palavra, dentro de uma perspectiva histórica, os estudos da literatura registram que na época de sua estreia, Samuel Rawet não conseguiu chamar a atenção do grande público para seu livro Contos do imigrante, coletânea que deixava o restrito círculo de leitores perplexos, totalmente desprovidos de apoio para realizar sua apreciação, juízo ou julgamento, pois o escritor reunia ali contos herméticos, subjetivos, muitas vezes mergulhados em densa atmosfera de angústia.
Além do que, seus textos estavam, muitas vezes, a questionar os problemas ficcionais, num entrecruzar de quase ficção e quase realidade. Como analisa um de seus personagens, observando, com certa vigilância, que “seus primeiros contos tinham um ranço didático, narravam com precisão uma história e um ambiente, até que um dia descobriu que esse ranço era a própria negação do ato de criar” e que, por isso mesmo, “a precisão era uma pretensa hipertrofia de um olho pouco exigente”.(39)
Em inúmeros contos de Samuel Rawet encontramos a predominância da discussão em torno de diversas propostas literárias. Realmente, ele tematiza, via de regra, sobre fatos de extrema singularidade e pouca significação como enredo. Muitas vezes, seus textos constituem-se de narrativas que não são contáveis como história, pois para o escritor não importa o que se conta, mas como se conta.  Nesse sentido, podemos afirmar que a sequência lógica da narrativa é totalmente desconsiderada em prol do modo de narrar. Assim, texto enquanto texto. Literatura, necessariamente, abordando aspectos doutrinários, mas sem aspas e citações didáticas. Um conto que teoriza o conto. O texto justificando e interpretando o próprio texto.
Essa tendência foi evidenciada pelo crítico Wilson Martins, duas décadas depois, numa série de artigos publicados pelo Jornal do Brasil, conforme se comprova:

Forma narrativa como valor autônomo na equação romanesca: a maneira de narrar ganhou importância maior que a história narrada e o caráter dos personagens; autor e leitor têm a consciência permanente desse elemento retórico, quero dizer, a natureza deliberadamente artificial da coisa literária. O autor chama a atenção para sua maneira de escrever e de contar, da mesma forma porque o leitor não recebe autorização para esquecer o que está lendo.(40)

Sobre a questão do tempo, propriamente dito, em Samuel Rawet, com relação à sua produção literária, notadamente o conto, que é o gênero que está em nosso foco de análise, encontramos o autor entrecruzando, a um só tempo, no aparato linguístico, diversas dimensões temporais.
O tempo objetivo registrado por meios convencionais, que marcam o transcorrer inexorável do tempo – está presente na obra de Samuel Rawet em inúmeros contos, na maioria das vezes, entrelaçado com outras referências temporais. Porém, precisamente, em seu livro O terreno de uma polegada quadrada, considerado por Hélio Pólvora como o mais “espontâneo dos seus livros”, Samuel Rawet constrói, na maior parte dos contos, textos lógicos e bem delimitados no que concerne à marcação do tempo.
Já o tempo subjetivo alcançando, na curta narrativa, a intensidade e amplitude de uma onda diretamente proporcional à experiência vital acumulada, se insere, de modo efetivo, em vários contos de Samuel Rawet.
Na perspectiva temporal subjetiva, em que atuam “fatores como idade, cultura, intensidade de fatos vividos”, como adverte Raul H. Castagnino, “as crianças têm pouco diversificadas as perspectivas de tempo; os adolescentes vivem a dimensão futura; o homem maduro sente o domínio do presente; a velhice agiganta o passado”.(44)
Se no plano humanístico cabem tais circunstâncias temporais, conforme leciona o teórico, o que se pensar das variações temporais no plano literário, quando o ficcionista, a partir de infinitas possibilidades, se encontra às voltas com personagens, fatos e experiências vivenciadas no passado ou projetadas para um futuro incerto.
Diante destas considerações, ressaltamos que no conto “O Jogo de Damas” (Diálogos, 1963) há, em toda a sua extensão, a predominância do tempo subjetivo. A história é protagonizada por dois personagens, enquanto jogam uma partida de damas. E toda a narrativa se resume ao tempo dessa partida, que não se sabe ao certo quanto tempo durou, no plano objetivo, mas que durante esse tempo indefinido, os personagens vagaram, através do pensamento, pelo passado, através de flash back.
Em se tratando de tempo psicológico, podemos afirmar que ele se relaciona, predominantemente, com os valores afetivos, quando o personagem nos envolve com seus problemas emocionais, nos levando para dentro da narrativa, nos convidando a penetrar numa zona de conflitos e situações de seu universo ficcional.
O tempo psicológico é, na realidade, um tempo que se processa sem padrão de medida, representando um eterno presente, intuído pelo “eu” de cada um, independentemente de convenções.
Não há um antes nem um depois, assim declara o Narrador de A hora da estrela, livro de Clarice Lispector: "Como começar pelo início, se as coisas acontecem antes de acontecer?” Quando o Narrador afirma que "vivemos exclusivamente no presente" pressupõe a repetição indefinida do que ocorre no relato. Uma referência ao que vem depois – "esta história será o resultado de uma visão gradual" - afasta no mito o que poderia suceder num futuro real.
Nesta linha de raciocínio seguida por Clarice Lispector, não conseguimos cronometrar o tempo que sugere o conto “A Porta” (Diálogo, 1963).
O texto inicia quando um anônimo personagem, diante de uma placa de madeira, mergulha numa série de conjecturas e hesitações, passando a fazer um levantamento de sua existência, sem nenhum critério objetivo, realizando uma espécie de inventário de seus problemas existenciais, através de monólogo interior, próprio de uma consciência em disparos:

A mesma frase, as mesmas palavras, mas com outra inflexão, bastaria para arrancá-lo do torpor que o dominara... E nunca se destrói o ódio? Nunca se esterca o sarcasmo na frase feita com intenções mal acobertadas? Sempre a carga demolidora no gesto visual, o desprezo no ato comum?

Quanto ao tempo misto, possivelmente o de maior realce na obra de Samuel Rawet, se caracteriza pela simultaneidade de presente e passado, pelo entrecruzar de acontecimentos atuais com os já ocorridos ou imaginados, numa fixação psicológica, através de flash back aplicado a narrativas que, apresentam pouca significação e coerência como histórias contadas ou vivenciadas.
Como imigrante, embora tenha chegado ao Brasil ainda criança, Samuel Rawet carrega uma profunda memória histórica, como componente de um povo que se reconhece como povo. E nessa memória busca estabelecer o significado das suas origens e sua identidade, justamente com o intuito de resgatar o passado no presente. Essa sensação de estranhamento é justificável pela própria origem e raça do escritor.
Ao avançarmos na análise dos textos, podemos observar, por exemplo, que no conto “Uma Tarde de Abril”, pouca coisa acontece digna de nota; os fatos, na verdade, parecem insignificantes. Uma reunião, uma festinha de classe média, um homem entre os convidados, a entrecruzar seu destino. Abstraído totalmente daquela estranha geografia de copos, garrafas, pratos de salgados, cinzeiros, “envolvendo excessos de pontas sobre o tempo”, fixa-lhe uma passagem, “um esforço para se desvincular do presente”. Em dado momento pergunta a si mesmo: “até que ponto um homem é capaz de construir o seu passado, construí-lo em detalhes”.
Este posicionamento do personagem, sem qualquer apresentação, surgido de súbito, sem qualquer indicação, alude, de imediato, para a característica básica da estrutura do conto, ou seja, a contenção dos meios narrativos e, em consequência, a economia de espaço e de tempo, ou até sua ausência completa, como se observa no seguinte trecho:

Um homem sem passado, sem nome, a cruzar por todos os destinos igualmente anônimos, porém seguro nos seus passos e, sobretudo dotado de forças suficientes para chegar ao extremo do itinerário percorrido.

Quanto à postura de Samuel Rawet como escritor, vamos encontrá-lo em diversos momentos em pleno exercício de humildade, tanto em relação ao seu fazer literário, que deu concretude a monumental obra de engenharia literária, como em relação às atitudes puramente humanas, quando, em depoimento carregado de emoção, narra o encontro que teve, pela primeira vem, na época da construção de Brasília, com Oscar Niemeyer, elogiando sua grandeza e erudição. Certo dia, contou Samuel Rawet que teve um “troço” por dentro, quando encontrou Oscar Niemeyer, Joaquim Cardozo e Lúcio Costa, seus mestres de engenharia.
Em relação à narrativa, em termos de história, encontramos ao longo de sua obra uma variedade de temas e de situações vivenciadas por personagens vários. Às vezes são pessoas discriminadas pela sociedade como o imigrante e o vagabundo, encarnações modernas que relembram o drama do judeu errante à procura de sua identidade; outras vezes, são pessoas cheias de conflitos, dramas próprios de seres normais e problemáticos que povoam nosso cotidiano.
Ao penetrarmos no universo literário de Samuel Rawet, fica muito fácil nos identificarmos com seus personagens. Comum é percebermos que habitamos ali naquele mundo recriado pela imaginação do escritor. Corriqueiro é nos determos diante de um dos seus personagens e termos a nítida impressão de que estamos diante nós, como num espelho a refletir a nossa imagem, sem a menor possibilidade de distinguirmos o que é espaço e tempo dentro de nossa consciência.
Mas quem é Samuel Rawet? Na realidade, ele encarna bem a expressão “um conhecido desconhecido”. Quem o conhece por seus textos, só tem duas reações: ou ama ou rejeita. Não há meio termo. A reação é extremada.
Samuel Rawet, que nasceu precisamente em 23 de julho de 1929, na pequena aldeia de Klimotow, cidade composta na sua maioria por judeus poloneses. Seus pais eram pequenos comerciantes, de origem muito humilde. Samuel Rawet começou a estudar muito cedo numa escola que funcionava ao lado da sinagoga, em sua terra de origem. É o próprio Rawet quem nos dá conta de alguns referenciais cronológicos de sua infância:

O primeiro alfabeto que aprendi foi o ídiche – não aprendi o hebraico propriamente. Aprendi as rezas, alguém me traduzia a frase toda, a prece, o versículo. Tenho lembranças da vida na aldeia, lembranças do inverno, da vida religiosa, da convivência com parentes, lembranças inclusive de um mundo que não existe mais...

O modo de vida na Europa Oriental no início do século XX era muito em torno da sinagoga e da casa de estudos (escola), sempre situada em zonas rurais e organizada em comunidades. Esse fato posteriormente veio influenciar o trabalho de Samuel Rawet, principalmente no seu conto “O Profeta”, que nos dá a dimensão da intensidade das lembranças da infância, marcada pelos hábitos antigos de seus antepassados.  
Samuel Rawet chegou ao Brasil com sete anos de idade, mesmo assim conseguiu guardar lembranças da primeira infância vivida em sua terra, a tal ponto que essas reminiscências perduraram em sua obra e em seu percurso existencial. O sentimento de errância, de solidão vai permanecer na vida de Samuel Rawet até o fim, por via de consequência, seus dramas e frustrações serão incutidos ao longo de sua literatura.
Em nossas pesquisas, descobrimos que Samuel Rawet se mantém religioso até os quinze anos de idade. Mas na fase final da segunda guerra, com o extermínio nos campos de concentração, muitos judeus se perguntavam e até hoje se perguntam, “onde Deus estava enquanto os alemães matavam seis milhões de pessoas”. É quando o surge o questionamento presente na obra de Samuel Rawet e no meio da comunidade judaica: “Depois de Auschwitz é possível continuar religioso?”. Esse tema vai ser discutido pelo escritor em sua obra, através de alguns personagens como o “O Profeta”, que terá sua mudez provocada por ser um sobrevivente, carregando para o resto da vida a impossibilidade de comunicar a experiência traumática nos campos de morte.
Os conflitos do escritor não cessam nunca, desta feita são de ordem literária. Sua postura humilde acarretou-lhe graves problemas de autoestima. Quem nos conta é o próprio Samuel Rawet, ao confessar que um

...tipo de leitura que me apaixonou e me empolgou – e que depois me criou problemas tremendos – foi que se denominava de literatura brasileira de época, o que eu chamo de “gigantes nordestinos”, Raquel de Queiroz, Zé Lins, Jorge Amado. Este grupo me arrasou, andei deixando de escrever por causa deles. Achava que não tinha nada a dizer diante deles. Aliás, só mais tarde é que fui descobrir os autores que, estes sim, me estimularam e me ajudaram, autores como Lima Barreto, Cornélio Penna e outros.

Já sua incursão pelo teatro foi frustrante. Depois de algumas experiências mal sucedidas, Samuel Rawet destrói quase tudo que escreve. Somente numa fase mais madura, quando já trabalhava como engenheiro na construção de Brasília, é que começou a se interessar por um tipo de teatro mais poético, escrevendo as seguintes peças: O papa do gueto; A noite que volta e O lance de dados.
Numa fase anterior de sua vida Samuel Rawet fez crítica de teatro, ainda no tempo em que fazia escola de engenharia. Depois abandonou a atividade, conforme confessa:  “me desinteressei”, não obstante seu convívio com o ambiente teatral e sua admiração pelo teatro expressionista de Ziembinski, que muito influenciou em suas narrativas.
A partir dos anos 50, Samuel Rawet concentra toda sua atividade intelectual no conto, gênero que vai se adequar aos seus objetivos e para o qual dará valiosa contribuição. Com a publicação de Contos do imigrante, Samuel Rawet conta-nos que teve uma grande surpresa:

Em 1951, 52, 53, eu ia publicando meus contos em suplementos. Naqueles tempos todo jornal tinha um suplemento. A grande emoção era sábado à noite ficar tomando chope com os amigos até de madrugada, pra esperar o jornal de domingo às quatro da manhã a fim de ver se o conto havia saído ou não. Era uma farra. Publiquei meus contos no suplemento do “Diário Carioca”. Mandei o primeiro, eles aceitaram. Quando fui levar o segundo, Prudente de Moraes Neto, diretor do suplemento, me perguntou se eu não tinha mais coisas, disse que sim. Ele então me pediu que juntasse os contos e levasse pra ele...; quando fui procurá-lo mais uma vez, ele me levou até a Ed. José Olympio, me apresentou lá e dois anos depois o livro era publicado.

A repercussão que teve o livro não foi ampla, sequer conseguiu chamar a atenção dos leitores, mas para o autor este fato não teve importância. Afinal, ele não esperava nem mesmo sua publicação. Além do que, em toda sua carreira este foi um momento extraordinário, único, que não mais se repetirá.
Seu segundo livro Diálogo é publicado em 1963. Observamos que houve um intervalo relativamente longo entre um livro e outro. Possivelmente uma indisposição de Samuel Rawet para escrever, uma fase em que ele priorizou outras atividades, como a engenharia e o trabalho de engenheiro calculista durante a construção de Brasília.

Entre os anos de 1968 e 1969, Samuel Rawet larga o emprego, vende seu apartamento e volta para o Rio de Janeiro, para, com o dinheiro, financiar a edição de seus novos livros: O terreno de uma polegada quadrada, que ficou encalhado num depósito, devido a um desentendimento com o editor e cinco volumes de ensaios. Em 1967 consegue uma co-edição com o INL para publicar Os sete sonhos, livro que recebeu o Prêmio Guimarães Rosa.
Samuel Rawet ainda publica com recursos próprios, em 1970, A viagem de Ahasverus à terra alheia em busca de um passado que não existe porque é futuro e de um futuro que já passou porque sonhado, uma novela curta, mas com o mesmo estilo e tema adotado em seus contos. Seu único livro esgotado até hoje foi Contos do imigrante, os outros continuam esquecidos nas prateleiras ou depósitos de livrarias e distribuidoras.
Quando um escritor toma a atitude extremada de financiar a publicação de seus livros é porque as dificuldades de participar do mercado editorial já naquele tempo, ou sempre foi e será sempre difícil. Conseguir sobreviver de literatura neste país, ser um escritor profissional é privilégio para poucos.
Como escreve Ernesto Sábato em seu livro O escritor e seus fantasmas, “para o bem ou para o mal, o verdadeiro escritor escreve sobre a realidade que sofreu e de que se alimentou, isto é, sobre a pátria, embora, às vezes, pareça fazê-lo sobre histórias distantes no tempo e no espaço”. E acrescenta que parece difícil escrever algo profundo que não seja ligado de forma aberta ou emaranhada à infância.
Justamente é o que ocorre com Samuel Rawet em seu livro publicado em 1978, intitulado Angústia e conhecimento – ética e valor, onde descreve seus conflitos com a família, desde a fase da adolescência até a adulta, quando menciona que “a convivência familiar estava abaixo de qualquer padrão mínimo de equilíbrio e decência”, ao mesmo tempo em que relata os detalhes do rompimento com os irmãos por questões de herança.
Na verdade, Samuel Rawet foi, em toda sua vida, um solitário. Um homem imerso na sua angústia, na condição dramática de exilado, na marginalização, que o fazia se identificar com o escritor Cruz e Sousa quando afirma que

Judeu é isso, é aquilo, qualquer coisa parecida com o que enfrentara pessoalmente em sua condição de mulato, e mulato é negro... Nenhuma violência, nenhum obstáculo, concreto, um estado de espírito, apenas, criar barreiras, um incômodo feito de miudezas que moem, trituram, dilaceram e exacerbam pequenos impulsos, sonhos.

A herança que Samuel Rawet nos deixa é valiosíssima, sua contribuição no âmbito da ficção, do ensaio, do teatro e da filosofia nos traz, ao mesmo tempo, uma espécie de despertar da consciência para a condição do homem no mundo, misturada ao encantamento provocado por suas reflexões filosóficas e existenciais.
Conto e ensaio foram os dois gêneros que mais frequentaram o universo literário do escritor e de forma simultânea, num entrecruzar de indagações éticas e estéticas, conforme afirma:


Hoje a palavra mudou para mim. É pura ambiguidade em relação ao real, e os dois extremos experimentados me convencem ainda mais: delírio e ironia. 

E como o tempo passa depressa e para não cansar essa distinta plateia, encerro minha fala citando Antônio Carlos Villaça, quando diz que no “princípio era o nada; depois, apareceu Machado de Assis; depois, foi o nada, outra vez”. E depois veio Samuel Rawet. 

Professora Vládia Mourão
22 de novembro de 2016










quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA DA AJEB-CE


ACONTECEU, DIA 13 DE DEZEMBRO DE 2016, NO SALÃO NOBRE DO NÁUTICO ATLÉTICO CEARENSE, A CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA DA ASSOCIAÇÃO DE JORNALISTAS E ESCRITORAS DO BRASIL, AJEB-CE, ORGANIZADA PELA DIRETORA DE EVENTOS, AJEBIANA NIRVANDA MEDEIROS.

FOI UM MOMENTO DE MUITA  PAZ E RESPEITO AO MENINO-DEUS, ABERTO, OFICIALMENTE, PELA PRESIDENTE GIZELA NUNES DA COSTA, QUE, TAMBÉM, AGRADECEU UM RICO CORDEL, FEITO PELO TROVADOR GUTEMBERG LIBERATO DE ANDRADE, RELATANDO A HISTÓRIA DA FUNDAÇÃO DA AJEB. 

ARGENTINA ANDRADE, ZINAH ALEXANDRINO, EVAN BESSA, STELLA FROTA SALLES, REJANE COSTA BARROS E NIRVANDA MEDEIROS LEVARAM SUA MENSAGEM DE REFLEXÃO E EXALTAÇÃO À ALUDIDA DATA.

HOUVE SORTEIO DE BRINDES, PROMOVIDO PELA AJEB, E AMIGO SECRETO.

FECHOU-SE COM CHAVE DE OURO, COM A AJEBIANA STELA COMANDANDO A PLATEIA, QUANDO ENTOOU-SE "NOITE FELIZ". EM SEGUIDA, TODOS REZARAM O PAI-NOSSO E A AVE-MARIA.

DEPOIS, FOI SERVIDO O ALMOÇO, MOMENTO EM QUE TODOS FICARAM À VONTADE, NUM AMBIENTE DE DESCONTRAÇÃO, AMIZADE E FRATERNIDADE.

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA











MENSAGENS


Mensagem de Natal

          O amor como experiência muito próxima da mística remete-nos à sensação de um alvoroço contido na alma e no corpo, exalando uma divina exaltação nos sentidos. E quando o final do ano se aproxima, ficamos mais convictos de que o amor de Cristo é essencial e necessário em nossas vidas. Assim, se descortina o véu que encobre a ousada arte do sonho, se desenvolve a leitura que a vida faz de nossos destinos e onde brotam os lírios e os raios da alvorada e banham generosamente nossa convivência de ternura, permitindo a colheita real e o desejo de nos fortalecermos numa amizade profunda e verdadeira a cada ano que passa.
          Temos hoje os braços abertos e o coração em festa para, num abraço especial, acolher o Menino Jesus, pois, o Natal é data de comemoração de Seu nascimento. A comercialização foi incorporada através dos anos e muitas pessoas centralizam o Natal para as compras e para celebrar a figura do Papai Noel, que habita os sonhos das crianças e traz fantasias para nossas mentes adultas.
          Neste Natal, que o milagre de reinventar, recriar histórias, pregar a caridade, faça parte de nossas vidas e possam alegrar as pessoas que estão próximas a nós. Que possamos ter o dom de dizer as coisas de modo surpreendente, preservando o significado delas. Que possamos escolher as tintas para pintar de azul, por exemplo, o painel cinzento de muitos encontros. O que eu gostaria mesmo neste Natal era ver todas as Nações de mãos dadas a comemorar o Teu aniversário, Senhor. Também pedir a Ti, pelos dons especiais de cada um aqui presente, em expressar o amor através da literatura, da música, das artes plásticas.
          Hoje também queremos agradecer pelo dom da vida, a saúde, o dom da inteligência, da criatividade, o alimento de todos os dias, o trabalho e essa nossa amizade, que seja conservada e aprimorada a cada dia.
          Para este Natal Senhor, vamos todos esperar o Teu abraço e que a Tua bondade infinita invada todos os lares e que o Senhor nos proteja e permita a cada um de nós, um 2017 muito melhor, produtivo e pleno de realizações.
          Feliz Natal a todos! E que 2017 seja incrível!
                                                                                    Rejane Costa Barros
                                                              Fortaleza, 13 de dezembro de 2016.


O  SALVADOR VINDOURO

               Deus prometeu que o Salvador – Messias – o Ungido viria através da linhagem de Abraão: “Em tua descendência serão benditas todas as nações da terra”.
         Isaías profetizara que o Salvador vindouro nasceria como criança do sexo masculino e teria em Si tanto a natureza divina quanto à humana, e Belém Efrata seria o local do seu nascimento.
             O nascimento deste Ser divino-humano seria sobrenatural: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho e Ele será chamado pelo nome de Emanuel, ( que quer dizer “ Deus conosco” ).
             A missão do Salvador acha-se expressa nas seguintes palavras: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor Me ungiu para pregar boas novas e a curar aos quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos, e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança de nosso Deus; a consolar todos os que choram”.
             Somente Jesus Cristo cumpriu todas estas profecias. As Escrituras traçam a sua genealogia desde Abraão; o nascimento de Jesus foi miraculoso. A Virgem Maria achou-se grávida pelo Espírito Santo.  Um decreto romano trouxe-a a Belém, o lugar em que, segundo a profecia, deveria nascer o Menino.
             O Criador e Mantenedor dos mundos, Aquele em quem a plenitude da divindade habita, tornou-Se um indefeso bebê na manjedoura, Ser infinitamente superior a qualquer um dos anjos, porém igual ao Pai em dignidade e glória, mesmo assim condescendeu Ele em vestir-Se de roupagem humana como resgate de nossos pecados.

            Que saibamos nós, nos despirmos da nossa miséria humana: a vaidade exacerbada, o orgulho e o preconceito e direcionarmos os nossos olhares para a cruz, lugar onde está toda a nossa vergonha, a transgressão de nossos primeiros pais, herança que por eles nos foi repassada, e não deixemos que o sacrifício de nosso Deus-Menino, o Salvador deste mundo que derramou gota por gota de seu sangue na cruz, a nosso favor, para que pudéssemos ser herdeiros da promessa da vida eterna, tenha sido em vão.
           Que esta confraternização tenha o verdadeiro espírito do caráter de Cristo, que saiamos daqui revigorados nessa promessa e como conhecedores agora do que representa o verdadeiro espírito do Natal, procuremos cada um de nós mostrar ao mundo que somos dignos de havermos sido comprados pelo sangue purificador de nosso Cristo. Amém!
Feliz Natal!                                                                                                          

Por Zinah Alexandrino.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PRESIDENTE NACIONAL DA AJEB LANÇA "ILUMINURAS", POEMAS

Com a Família



A Presidente Nacional da AJEB, Maria Odila Menezes, lançou, na 62ª Feira do Livro em Porto Alegre-RS, seu livro de poemas, intitulado "Iluminuras", com a presença de ajebianas, família e amigos. Sobre a razão do título, ela explicou:

"Escolhi o título Iluminuras pelo seu significado: A Arte de Iluminar, fazer ilustração colorida de um manuscrito. A primeira letra no título dos meus poemas são letras capitulares dos códices de pergaminhos medievais, cujos desenhos receberam o nome de Iluminuras. Creio que minhas poesias fluíram através de "Iluminuras" da alma. Convido-os à leitura!"

Registramos em nosso Blog, AJEB-CE, os momentos intensos de emoção e alegria vividos por Maria Odila e seus convidados. Vejamos a galeria de fotos.


















A AJEB-CE LHE DÁ PARABÉNS, PRESIDENTE NACIONAL!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

LANÇAMENTO DE "PALAVRAS", ANTOLOGIA NACIONAL DA AJEB



AJEB- Sessão de autógrafos da antologia PALAVRAS no Memorial do RGS. Um sucesso de participação! Participaram colegas escritores do Pará, Maranhão, Ceará, São Paulo- ( S.José dos Campos), Goiás( Inhumas), Paraná, Santa Catarina(Camboriú e Criciúma) e até do Canadá. No Rio Grande do Sul, a maioria de Porto Alegre, mas há escritores de Canoas, Rio Pardo, Santana do Livramento, do Litoral- Osório e Tramandaí.


A Antologia Nacional PALAVRAS - 2016 - foi organizada, com esmero e competência, pela ajebiana Hilda Flores (RS).






De parabéns a nossa AJEB e seus componentes!




Lançada , na Feira do Livro de Porto Alegre, em 10 de novembro de 2016, pela Presidente Nacional, Maria Odila Menezes, e sua Organizadora, Hilda Flores, vem somar talentos e criatividade dos que fazem parte desta entidade reconhecidamente nacional. Aqui, do Ceará, participaram as ajebianas: Beatriz Alcântara, Giselda Medeiros, Marly Vasconcelos, Rita de Cássia Araújo e Sabrina Melo.


Vejamos flagrantes da bela festa.  
















sábado, 22 de outubro de 2016

PRÍNCIPE DAS ARTES - POR ROSA VIRGÍNIA, 2ª SECRETÁRIA DA AJEB-CE


Sobre O Título de Príncipe das Artes

          A Cássio Murilo Coelho Cavalcante


“De todas as coisas humanas, a única
 que tem o fim em si mesma é a arte.”
Machado de Assis

            Compreendo que não são somente os destinados ao Trono Real e nobreza os que recebem este título. Na perspectiva cultural o termo Príncipe foi usado a primeira vez pelo Imperador Augusto no ano de 27 a.C. Que significa o primeiro entre pares ou cidadãos. E Arte é uma grande variedade de linguagens…. Trago aqui, a minha opinião de que a arte é a lapidação do espírito de Deus em nós! Contudo, para fundamentar exponho como referência Schelling ao dizer que o mundo é um “poema” quando o autor busca a beleza. Lukács, ao pensar a arte como “um reflexo da realidade”. Vejo Goethe, ao referir-se “Só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem”. Picasso, nos revela “Em arte, procurar não significa nada. O importante é encontrar.” Oscar Wilde, nos conta “A finalidade da arte é, simplesmente, criar um estudo da alma.” Em Nietzsche “Temos a arte para não morrer da verdade.” Simone de Beauvoir “É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente.” Sebastião Salgado nos ensina “Você não fotografa com sua máquina. Você fotografa com a sua cultura.” Creio que essas ideias traduzem porque criei, indiquei e solicitei o título a Academia de Letras Juvenal Galeno, obtendo aprovação, concedido a outorga em 24 de setembro de 2016.

            Cássio Cavalcante, foi pensado por seu destacado trabalho em prol da comunidade acadêmica, valoroso desempenho em cultura clássica e popular, presente em todas as vertentes da intelectualidade contemporânea, disseminando esses valores nos maiores veículos de comunicação  do país. Sendo assim, expressão que inspira e recria as percepções, emoções e ideias do mundo artístico. Como homem que se faz instrumento da arte no cenário histórico por onde passa, ambientando a palavra em sensibilidade, sua dedicação à literatura e afinidade em que exprime desde as tradições até as relações da modernidade líquida.
            Cássio Murilo Coelho Cavalcante é cearense, jornalista, escritor, radicado em Pernambuco há mais de 20 anos. Teve seu início na literatura como contista, com a publicação do conto Meu Primeiro Milhão na revista Caruaru Hoje, em outubro de 2005. Membro da União Brasileira de Escritores em Pernambuco. Pertence as Academias: Recifense de Letras, ocupando a cadeira n° 01 (PE); Olindense de Letras, ocupando a cadeira de n° 20 (PE); de Artes, Letras e Ciências de Olinda, ocupando a cadeira de n° 21 (PE); de Artes e Letras de Pernambuco, ocupando a cadeira n° 10; Acadêmico Correspondente da Academia de Letras e Artes de Fortaleza (CE); Academia de Letras Juvenal Galeno (CE) e Academia de Letras do Brasil na cadeira de n° 01 (SP). Faz parte da Delegação no Brasil da Academia de Letras e Artes Valparaíso (CHILE). Membro da Sociedade dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco. Pertence a Associação da Imprensa de Pernambuco.
            O Título Príncipe das Artes, a rigor abraça as amplitudes percorridas por Cássio em seu convívio com os artistas e as Artes, em seus perfis estéticos, múltiplos e transcendentes nos movimentos modernos. Cássio se faz caminho da linguagem dos secretos encontros da alma com a arte. Detentor das comendas: “Luís Vaz de Camões” pelo Núcleo de Letras e Artes de Lisboa; “Ubiratan Castro” pela Casa do Brasil na Áustria e “Marechal Floriano Peixoto” pela Associação de Escritores e Artistas.” Personalidade da Neolatinidade concedida pelo Conselho Consultivo do Movimento Festival Internacional de Culturas, Línguas e Literaturas. É verbete do Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira. Biógrafo da cantora Nara Leão.
            Seu “Tratado Literário” mergulha onde estão as pessoas, sobre o mar, na terra e no céu, neste horizonte do espírito vai construindo sua memória de história e do mundo, na centelha das chamas das ideias socioculturais. Sendo presença constante nos eventos da literatura, entre estes: Festa internacional de Pernambuco, Feira Literária do Vale do Ipojuca, Curador do Festival de Literatura da livraria Jaqueira, Festa Literária de Marechal Deodoro, Feira Literária de Boqueirão, Festa internacional de Paraty, Bienais em Recife e Cachoeiro de Itapemirim.
            Quero lembrar a solidão que acompanha os escritores, os artistas, em Hannah Arendt, como solicitude, que significa o ato de pensar, mas que nunca é realizado inteiramente sem um parceiro ou companhia. Nesta pluralidade, o escritor Cássio carrega-se de ternos amigos, a quem lembro um dos seus, Ferreira Gullar ao reportar-se “A Arte existe, porque a vida não basta!”
            Quero lembrar que as metáforas que utilizo são apenas para explorar às perguntas dos mais sensíveis ou as respostas aos mais críticos. A palavra do nobre Jornalista caminha no seu curso esplendoroso a unir-se com nomes e destinos neste ciclo que lhe é fonte de prazer a contemplar-lhe os sentidos de cada Outono a se cumprir. Neste exercício é editor do Jornal Folha Cultural e do Blog “Papo de Domingo”. É coordenador do programa Arte em Pernambuco no Cultura Nordestina, Letras & Artes (PE), é um dos Coordenadores do Sarau da Cidade – Estação Gravatá (PE).
Pois como nos diz Albert Camus: “O Outono é outra primavera, cada folha uma flor”.
            Este é um Título inovador, que cumpre a missão de reconhecimento por Cássio promover, revigorar os laços humanos de todos as artes no privilégio de acreditar nas mensagens escritas, as esculpidas, pintadas, musicadas, fotografadas, se estendem ou estenderão pelo fascínio misterioso da criação artística, em suas fragilidades de beleza e a eternidade de Deus.
             A tese de Croce é de que a arte é “uma teorese, um conhecer”, que religa o particular ao universo e portanto tem sempre a marca da universalidade e da totalidade.” Cássio ver o que  muitas pessoas não veem e torna possível, visível aos outros, florescer! Tem o talento de reconhecer os talentosos. Neste patamar organiza a Antologia dos Sete Pecados Capitais em Prosa e Verso, com 84 escritores de todo o Brasil entre os nomes participantes estão Raimundo Carrero e Mary del Priore. Do Ceará fazem parte os escritores: Francisco Medeiro Torres, Rosa Virgínia Carneiro de Castro, Mônica Serra Silveira, Stélio Torquato, Elinalva Alves de Oliveira, Rejane Costa Barros, Bernivaldo Carneiro, Célia Oliveira e Rita Atir Guedes.
            Agradeço à Academia de Letras Juvenal Galeno, na pessoa de sua Presidente Dra. Linda Lemos. A todos aqueles que comungam com o olhar ao Título de Príncipe das Artes  para Cássio Cavalcante. Aos poetas, escritores e jornalistas meus cumprimentos nas palavras de Pablo Neruda “A poesia tem comunicação secreta com os sofrimentos do homem”. Aos cênicos, em Frederico Garcia Lorca “O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana.” Aos artistas plásticos, saúdo-os em Rodin “Há somente uma única beleza, a verdade que se revela.” Aos músicos, meus aplausos numa frase de Bach “Tive que trabalhar duramente. Quem trabalha assim duramente conseguirá chegar igualmente longe.” Aos cantores na frase de Nara Leão “Estava a toa na vida/ O meu amor me chamou/ Pra ver a banda passar/ Cantando coisas de amor.” Aos fotógrafos o meu carinho em Henri Cartier – Bresson “Fotografar é colocar na mesma linha a cabeça, o olho e o coração.” Agradeço, em fim a todos que me concederam o privilégio desta leitura nas palavras de Shakespeare “O amor não se vê com os olhos, vê com a mente, por isso é cego, é alado e tão potente.” Anexo a este texto uma resumida Biografia de Cássio Cavalcante.


Rosa Virgínia Carneiro de Castro.
Sócia-Fundadora  da Academia de Letras
 Juvenal Galeno – ALJUG – Cadeira N° 04



PERFIL BIOGRÁFICO

Cássio Cavalcante, cearense, jornalista, DRT Nº 5311/ PE, escritor, radicado em Pernambuco há mais de 20 anos. Teve seu início na literatura como contista, com a publicação do conto Meu Primeiro Milhão na revista Caruaru Hoje, em outubro de 2005. Membro da União Brasileira de Escritores em Pernambuco. Pertence as academias: Recifense de Letras, ocupando a cadeira de nº 01 (PE); Olindense de Letras, ocupando a cadeira de nº 20 (PE); de Artes, Letras e Ciências de Olinda, ocupando a cadeira de nº 21 (PE); de Artes e Letras de Pernambuco, ocupando a cadeira de nº 10 (PE). Acadêmico Correspondente da Academia de Letras e Artes de Fortaleza (CE), Academia de Letras Juvenal Galeno (CE) e Academia de Letras do Brasil na cadeira de nº 01 (SP). Faz parte da Delegação no Brasil da Academia de Letras e Artes Valparaíso (CHILE). Membro da SABEPE – Sociedade dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco. Pertence a AIP – Associação da Imprensa da Pernambuco. Outorgado com as comendas: “Luiz Vaz de Camões”, pelo Núcleo de Letras e Artes de Lisboa; “Ubiratan Castro”, pela ABRASA – Casa do Brasil na Áustria; “Marechal Floriano Peixoto”, pela LITERARTE – Associação de Escritores e Artistas. Personalidade da Neolatinidade concedida pelo Conselho Consultivo do Movimento Festival Internacional de Culturas, Línguas e Literaturas – Festlatino. É verbete do dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira. Biógrafo da cantora Nara Leão, prosador, editor do jornal Folha Cultural. Colaborador dos Jornais Folha de Pernambuco – Recife (PE), Terra da Gente – Surubim (PE), Voz do Planalto – Carpina (PE) e Folha do E. Santo – Cachoeiro do Itapemirim (ES).

Presença constante em eventos literários tais como: Fliporto, Festa Literária Internacional de Pernambuco (PE); Flipojuca, Feira Literária do Vale do Ipojuca (PE); Fli Jaqueira, Festival de Literatura da livraria Jaqueira (curadoria) (PE); Flimar, Festa Literária de Marechal Deodoro (AL); Flibo, Feira Literária de Boqueirão (PB); Flip, Festa Literária Internacional de Paraty (RJ); Bienais em Recife (PE) e Cachoeiro do Itapemirim (ES).

É coordenador do programa Arte em Pernambuco no Cultura Nordestina, Letras & Artes (PE), é um dos Coordenadores do Sarau da Cidade – Estação Gravatá (PE).

Está organizando a Antologia dos Sete Pecados Capitais em Prosa e Verso, com 84 escritores de todo o Brasil entre os nomes participantes estão Raimundo Carrero e Mary del Priore. Do Ceará fazem parte os escritores: Francisco Medeiro Torres, Rosa Virgínia Carneiro de Castro, Mônica Serra Silveira, Stelio Torquato, Elinalva Alves de Oliveira, Rejane Costa Barros, Bernivaldo Carneiro, Célia Oliveira, Rita Atir Guedes.

É editor do jornal Folha Cultural que no primeiro número teve na capa Fagner e do Blog de entrevistas “papo de Domingo”, entre os entrevistados, Amelinha, Ednardo, Toquinho, Edney Silvestre, Leda Nagle, Antônio Torres entre outros.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

HOMENAGEM PÓSTUMA À DRA. CELINA CÔRTE PINHEIRO



A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB-CE realizou, em sua reunião ocorrida dia 18 de outubro de 2016, em sua sede, sita no Palácio da Luz, a sua homenagem póstuma à Dra. Celina Côrte Pinheiro, uma de nossas atuantes ajebianas.
A sessão contou com a presença de seu filho, odontólogo Fernando Pinheiro, que, após a homenagem, muito emocionado, agradeceu o carinho da AJEB-CE.  
A nossa presidente, Dra. Gizela Nunes da Costa, abriu a sessão, com a saudação que se segue: 

 HOMENAGEM PÓSTUMA À DRA. CELINA CÔRTE PINHEIRO

          Na elaboração da Chapa Papa Francisco, eleição da AJEB-CE, biênio 2016/2018, convidamos a Dra, Celina Côrte Pinheiro para compor o Conselho Fiscal da Entidade. O convite foi muito bem-aceito. Mas no dia da posse da nova Diretoria ela não pôde comparecer por motivos superiores.
          Dra. Celina Côrte Pinheiro é natural de Ribeirão Preto, São Paulo, nascida em 24 de julho de 1941. Em sua terra natal graduou-se em Medicina. Fez residência e estágio na Santa Casa de São Paulo em Ortopedia e Traumatologia. Passou a residir em Fortaleza no ano de 1976. Casou-se com seu colega médico Dr. Wilson Pinheiro e desse enlace nasceram três filhos: Flávio, promotor de justiça de Icó, Fernando, odontólogo, e Fabrício, engenheiro que vive na África.
          Trabalhou muitos anos na Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará na qualidade de responsável pela seleção dos residentes. O seu nome consta em todas as entidades nacionais e internacionais que congregam ortopedistas e traumatologistas.
          O ano de 1980 é o marco inicial da incursão da Doutora Celina no mundo literário. Escreveu artigos no Jornal da Sociedade de Ortopedia e Traumatologia do Ceará e no Jornal Médico em Revista. Foi articulista do Jornal O Povo, tendo integrado o Conselho de Leitores do aludido jornal.
          Em 1987 passou a ser sócia efetiva da SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional do Ceará, participando de 20 (vinte) antologias. Exerceu vários cargos na Diretoria. Presidiu a Entidade em dois períodos: 2012/2014 e 2014/2016. A sua administração competente foi motivo de reconhecimento de todos os seus pares.
          Pertencia a inúmeras Entidades Culturais, tais como: AFELCE – Academia Feminina de Letras do Ceará, SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Regional do Ceará, AJEB – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil Coordenadoria do Ceará, ALMECE – Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará etc. Além disso, foi agraciada com diversos prêmios literários.
          Celina era uma médica competente e humana, pintora e desenhista de talento e exímia pianista. Faleceu em Fortaleza-CE em 03 de agosto de 2016.
          Esta é a homenagem póstuma que as Ajebianas do Ceará prestam à Dra. Celina Côrte Pinheiro, hoje habitante da dimensão maior onde acreditamos que tenha sido recebida pelo Senhor de braços abertos.
           Obrigada,
Gizela Nunes da Costa

Presidente da AJEB Coordenaria do Ceará 

Em seguida, a ajebiana Zenaide Marçal, foi à tribuna e registrou a sua homenagem:


 Celina Côrte Pinheiro e  sua lembrança entre nós.

     Hoje,  nós que fazemos a AJEB, reverenciamos a memória de Celina Côrte Pinheiro , essa ajebiana que sempre prestigiou com sua  afável presença as nossas reuniões mensais.
    Louve-se a sua fortaleza de espírito na dedicação ao seu esposo e nosso amigo Dr.Wilson Pinheiro diante das difíceis circunstâncias que, nesses últimos tempos, a Vida lhe apresentou.
    Como se não bastassem as suas ocupações de médica ortopedista, dedicou-se à literatura, participando, além da AJEB como sócia efetiva, de várias Associações literárias entre as quais a Almece – Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará, e a Sobrames – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – CE, na qual foi eleita presidente para o biênio 2012/2014.
    Seus escritos, repletos do humor peculiar aos bons cronistas, se fazem presentes em publicações diversas, de modo particular nas Antologias  das entidades acima referidas.
     Assim, na Sobrames , teve participação em: 
Receitas Literárias, com Modernidades, Marketing às Avessas, Força da Imaginação;
Murmúrios Literários, com O Violino, GPS, Restrições e Exigências;                                                    
Ressonâncias Literárias com Síndrome de Popcorn, Zelo excessivo e Mário Gomes, o Poeta da Praça do Ferreira.
    Vale notar que Celina , ao falar do Poeta da Praça do Ferreira, dá mostra de grande sensibilidade , além de abrir sua alma de poeta ao compor, em homenagem ao mesmo, o poema  que transcrevo a seguir:

 Mário Gomes, o Poeta da Praça do Ferreira
“Onde será que dorme
O poeta Mário Gomes?
Será nos bancos compridos
Lá da Praça do Ferreira?
Ou então sob as marquises
De tanta loja faceira?
Será sob a proteção
Das bancas que vendem revistas
Ou será que só faz hora
Em frente à Coluna da Hora
Poetas? Poetas não dormem
Apenas adormecem para sonhar poemas...

 Na ALMECE, como representante do município de Aquiraz, publicou A Ponta de um Icebergde onde extraí este trecho: “Havia uma curiosidade não respondida em meu íntimo face ao fato de Aquiraz ser considerada a primeira capital do Ceará” .

Na Antologia da AJEB, a nossa Policromias   que já atinge o oitavo volume, Celina participou dos três últimos, sendo:
Sexto volume, com Domésticas; 
Sétimo, com Redes Virtuais, De Família, Indiferença;
Oitavo, em 2015, escolheu um escritor de alta projeção, Rubem Alves, sobre quem escreveu com segurança e competência.
    Quanto a ele, diz a saudosa ajebiana:
    “ O tempo de sua transmutação chegou, conforme ele mesmo escreveu um dia: A alma é uma borboleta... Há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento da grande metamorfose...”.
    E continua Celina: “Eu senti daqui e lamentei. Mas,  por que prantear a ausência corpórea se seu pensamento permanece imortalizado entre nós?”
 É  legítima  essa sua afirmação!    

Por isto mesmo posso dizer que sei, que de par com a saudade que sentimos dela, o seu pensamento, também, permanecerá entre nós através da excelência de sua obra literária.

                                    Zenaide Braga Marçal  
    

Nossa Secretária, Rejane Costa Barros, reverenciou a memória de Celina, lendo um trabalho de sua autoria e, em seguida, um texto do Dr. Francisco José Pessoa, colega da SOBRAMES.


CELINA CÔRTE PINHEIRO FOI ENCENAR A VIDA EM OUTRO UNIVERSO

          Estamos nesse momento com a saudade batendo à nossa porta e pedindo licença para se instalar. Ela se achega para trazer à tona, a figura terna e doce de nossa amiga, a ajebiana Celina Côrte Pinheiro. Natural de Ribeirão Preto-SP, ao vir para Fortaleza, tornou-se tão nordestina como um mandacaru, um pé de juazeiro, uma imagem do Padre Cícero, um romance de cordel, a sanfona do Rei do Baião.
          Celina era competente médica, pintora, desenhista, escritora e soube recentemente, que era exímia pianista. Gostava de versar sobre o cotidiano e o fazia muito bem. Externava na pena toda a sua verve, aguda e luminosa, expressada de um modo todo particular, verdadeiro e franco.
          Seu tom irreverente fazia dela uma pessoa autêntica e possuía uma qualidade que a maioria dos amigos admirava, era a de sempre fazer às pessoas, um elogio.     Tinha para dizer, aquela palavra amiga, nos brindava com um sorriso, um afago, um conselho. Era bom estar perto dela.
          Partiu numa quarta-feira de agosto, logo após seu aniversário. Foi tranquila e com a serenidade dos justos. As paredes de sua casa, que muitas vezes a viram passar, agora são pedaços de vida, unidas por argamassa que compartilharam de seu caráter e seu comportamento irretocável.
          Sua alma estava pronta e arrumada para o encontro com o encantamento que nunca imaginou ser tão rápido. O séquito celestial a conduziu ao reino iluminado da deusa Minerva, sua morada definitiva ao lado de anjos, arcanjos, querubins e santos da mais nobre linhagem das pradarias do universo.
          A natureza dotou-a de talento para a Medicina, para a vida familiar, para caminhar nos trilhos da escrita, com abnegação e persistência, vocação para o estudo e a consciência do trabalho. Mas deu-lhe, sobretudo, o dom perfeito do discernimento, a capacidade extraordinária de distinguir o que era principal do secundário, o transitório do essencial, a substância da veleidade efêmera.
          A partir de agora, em qualquer latitude da terra quando estivermos mirando o universo em noites mornas de aconchego, escutaremos cirandas em lentos compassos e saberemos que numa daquelas estrelas, ela repousa.
          Hoje é Dia do Médico e esta homenagem veio no momento propício. A AJEB Coordenadoria do Ceará sente muito orgulho por Celina Côrte Pinheiro ter feito parte do quadro de sócias efetivas e tão bem ter-se destacado e participado ativamente da vida literária de nossa cidade.
          Amiga Celina, você agora está encantada, pairando acima da razão, da lei, da ordem e da desordem humana e hoje sei que não estou sozinha nesse território da saudade. Desejamos a ti os versos, os encantos, as orações, a alegria de lembrar os bons momentos vividos contigo, em sonoros cantos, numa felicidade tímida e resguardada.
          Descanse em paz!
          Rejane Costa Barros
Fortaleza, 18 de outubro de 2016.

 Segue-se o testemunho laudatório do Dr. Francisco José Pessoa



 CELINA, UM SER ESPECIAL
 Por Francisco José Pessoa de Andrade Reis

          Cada existência terrena que experimentamos no nosso ciclo ascensional, como espíritos que somos, é coroada de provas, missões e quitação de débitos contraídos em vidas passadas. Celina deixou-nos cedo, talvez, por ter cumprido seu estágio com louvor, pois, trazia consigo um saldo polpudo de qualidades positivas na sua conta bancária celestial. Mulher de comando, decidida quando tomava para si o timão, sem perder a suavidade dos gestos e a doçura das palavras, enxergava com a intuição que sempre lhe servia de azimute, a faixa não com o dizer de chegada, mas, de ponto de partida. Estava sempre a trabalhar pela causa dos mais necessitados de conforto espiritual, de carinho familial, de apoio financeiro, enfim, praticava a verdadeira caridade assim como nos ensinou o Cristo. Celina escritora, fazia das frases marionetes que bailavam sob os cordéis mágicos de sua pena, descrevendo cenários e situações com um realismo próprio do século XIX, no proscênio dos nossos dias.     Celina médica, que deixou marcados com sua sapiência na especialidade e afeto no trato, tantos residentes seus, hoje colegas de trabalho, que, embora excelentes especialistas, terão dificuldades em tratar essa fratura que, tenho certeza, levará tempo para consolidar-se, o seu adeus e a sua saudade. Celina Sobrames, que fez da nossa associação uma Côrte, por onde desfilaram poetas, escritores e menestréis, com a fortaleza e exuberância de um Pinheiro, também símbolo da honradez e da eternidade, verdadeiro paraíso dos escolhidos. Celina espírita, talvez esse adjetivo seja a nascente de onde brotavam sua sinceridade, sua simplicidade, sua honradez, sua fé, seu amor ao próximo, sua perseverança, sua capacidade de perdoar, virtudes que ela exercitou no seu último viver entre nós. Sinto-me feliz por ter tido o prazer de ter ouvido sua última execução ao piano e ver o Wilson beijá-la como numa despedida, naquele domingo que eu não pensei, fosse o derradeiro. Nossas conversas continuarão, minha amiga, e sabedores que somos de que a vida é eterna, até um dia, mas, que não seja tão breve. Tome um beijo minha amiga-irmã, acompanhado dessa décima.

 Uma diva, uma dádiva

A mulher... esse invento acostelado
Que o bom DEUS sabiamente pôs no mundo
Para torná-lo um tanto mais fecundo
E, por fim, para ser mais habitado
Calculou e ficou bem calculado
Como fez com a nossa Presidente
Da Sobrames – Ceará ah! minha gente
Pense numa mulher laboriosa
Tão afável, tão meiga, carinhosa,
Que São Paulo nos deu como presente!


O filho de Dra. Celina Côrte Pinheiro, Dr. Fernando Pinheiro, agradeceu a homenagem e o carinho da AJEB-CE.



Encerrada a primeira parte da pauta, seguiu-se a exposição de livros de literatura infantil, escritos por nossas ajebianas.
Evan Bessa e Francinete Azevedo encenaram trechos do livro "Conversas com a Vovó", de Evan Bessa. 
Francinete Azevedo falou sobre sua produção nessa área da literatura.
A seguir houve sorteio de livros e de brindes.











Ao encerramento da reunião, Gutemberg Liberato de Andrade e sua esposa, Argentina, fizeram a entrega de um cordel à ajebiana Rejane Costa Barros, narrando fatos de sua vida.



Fechou-se a proveitosa reunião com  um refinado coquetel, em que todos, ajebianos e ajebianas, se congratularam com simpatia, solidariedade e fraternidade.
18/10/2016