DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018

DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

ATUAL DIRETORIA DA AJEB-CE

DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

CHAPA PAPA FRANCISCO

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

1ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

2ª VICE-PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Rosa Virgínia Carneiro de Castro

1ª TESOUREIRA: Rita Maria Lopes Guedes Santos

2ª TESOUREIRA: Maria do Socorro Cavalcanti

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Nirvanda Medeiros

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Braga Marçal

Maria Luisa Bomfim

Celina Côrte Pinheiro

Evan Gomes Bessa

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

PRESIDENTE NACIONAL DA AJEB LANÇA "ILUMINURAS", POEMAS

Com a Família



A Presidente Nacional da AJEB, Maria Odila Menezes, lançou, na 62ª Feira do Livro em Porto Alegre-RS, seu livro de poemas, intitulado "Iluminuras", com a presença de ajebianas, família e amigos. Sobre a razão do título, ela explicou:

"Escolhi o título Iluminuras pelo seu significado: A Arte de Iluminar, fazer ilustração colorida de um manuscrito. A primeira letra no título dos meus poemas são letras capitulares dos códices de pergaminhos medievais, cujos desenhos receberam o nome de Iluminuras. Creio que minhas poesias fluíram através de "Iluminuras" da alma. Convido-os à leitura!"

Registramos em nosso Blog, AJEB-CE, os momentos intensos de emoção e alegria vividos por Maria Odila e seus convidados. Vejamos a galeria de fotos.


















A AJEB-CE LHE DÁ PARABÉNS, PRESIDENTE NACIONAL!!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

LANÇAMENTO DE "PALAVRAS", ANTOLOGIA NACIONAL DA AJEB



AJEB- Sessão de autógrafos da antologia PALAVRAS no Memorial do RGS. Um sucesso de participação! Participaram colegas escritores do Pará, Maranhão, Ceará, São Paulo- ( S.José dos Campos), Goiás( Inhumas), Paraná, Santa Catarina(Camboriú e Criciúma) e até do Canadá. No Rio Grande do Sul, a maioria de Porto Alegre, mas há escritores de Canoas, Rio Pardo, Santana do Livramento, do Litoral- Osório e Tramandaí.


A Antologia Nacional PALAVRAS - 2016 - foi organizada, com esmero e competência, pela ajebiana Hilda Flores (RS).






De parabéns a nossa AJEB e seus componentes!




Lançada , na Feira do Livro de Porto Alegre, em 10 de novembro de 2016, pela Presidente Nacional, Maria Odila Menezes, e sua Organizadora, Hilda Flores, vem somar talentos e criatividade dos que fazem parte desta entidade reconhecidamente nacional. Aqui, do Ceará, participaram as ajebianas: Beatriz Alcântara, Giselda Medeiros, Marly Vasconcelos, Rita de Cássia Araújo e Sabrina Melo.


Vejamos flagrantes da bela festa.  
















sábado, 22 de outubro de 2016

PRÍNCIPE DAS ARTES - POR ROSA VIRGÍNIA, 2ª SECRETÁRIA DA AJEB-CE


Sobre O Título de Príncipe das Artes

          A Cássio Murilo Coelho Cavalcante


“De todas as coisas humanas, a única
 que tem o fim em si mesma é a arte.”
Machado de Assis

            Compreendo que não são somente os destinados ao Trono Real e nobreza os que recebem este título. Na perspectiva cultural o termo Príncipe foi usado a primeira vez pelo Imperador Augusto no ano de 27 a.C. Que significa o primeiro entre pares ou cidadãos. E Arte é uma grande variedade de linguagens…. Trago aqui, a minha opinião de que a arte é a lapidação do espírito de Deus em nós! Contudo, para fundamentar exponho como referência Schelling ao dizer que o mundo é um “poema” quando o autor busca a beleza. Lukács, ao pensar a arte como “um reflexo da realidade”. Vejo Goethe, ao referir-se “Só a arte permite a realização de tudo o que na realidade a vida recusa ao homem”. Picasso, nos revela “Em arte, procurar não significa nada. O importante é encontrar.” Oscar Wilde, nos conta “A finalidade da arte é, simplesmente, criar um estudo da alma.” Em Nietzsche “Temos a arte para não morrer da verdade.” Simone de Beauvoir “É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente.” Sebastião Salgado nos ensina “Você não fotografa com sua máquina. Você fotografa com a sua cultura.” Creio que essas ideias traduzem porque criei, indiquei e solicitei o título a Academia de Letras Juvenal Galeno, obtendo aprovação, concedido a outorga em 24 de setembro de 2016.

            Cássio Cavalcante, foi pensado por seu destacado trabalho em prol da comunidade acadêmica, valoroso desempenho em cultura clássica e popular, presente em todas as vertentes da intelectualidade contemporânea, disseminando esses valores nos maiores veículos de comunicação  do país. Sendo assim, expressão que inspira e recria as percepções, emoções e ideias do mundo artístico. Como homem que se faz instrumento da arte no cenário histórico por onde passa, ambientando a palavra em sensibilidade, sua dedicação à literatura e afinidade em que exprime desde as tradições até as relações da modernidade líquida.
            Cássio Murilo Coelho Cavalcante é cearense, jornalista, escritor, radicado em Pernambuco há mais de 20 anos. Teve seu início na literatura como contista, com a publicação do conto Meu Primeiro Milhão na revista Caruaru Hoje, em outubro de 2005. Membro da União Brasileira de Escritores em Pernambuco. Pertence as Academias: Recifense de Letras, ocupando a cadeira n° 01 (PE); Olindense de Letras, ocupando a cadeira de n° 20 (PE); de Artes, Letras e Ciências de Olinda, ocupando a cadeira de n° 21 (PE); de Artes e Letras de Pernambuco, ocupando a cadeira n° 10; Acadêmico Correspondente da Academia de Letras e Artes de Fortaleza (CE); Academia de Letras Juvenal Galeno (CE) e Academia de Letras do Brasil na cadeira de n° 01 (SP). Faz parte da Delegação no Brasil da Academia de Letras e Artes Valparaíso (CHILE). Membro da Sociedade dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco. Pertence a Associação da Imprensa de Pernambuco.
            O Título Príncipe das Artes, a rigor abraça as amplitudes percorridas por Cássio em seu convívio com os artistas e as Artes, em seus perfis estéticos, múltiplos e transcendentes nos movimentos modernos. Cássio se faz caminho da linguagem dos secretos encontros da alma com a arte. Detentor das comendas: “Luís Vaz de Camões” pelo Núcleo de Letras e Artes de Lisboa; “Ubiratan Castro” pela Casa do Brasil na Áustria e “Marechal Floriano Peixoto” pela Associação de Escritores e Artistas.” Personalidade da Neolatinidade concedida pelo Conselho Consultivo do Movimento Festival Internacional de Culturas, Línguas e Literaturas. É verbete do Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira. Biógrafo da cantora Nara Leão.
            Seu “Tratado Literário” mergulha onde estão as pessoas, sobre o mar, na terra e no céu, neste horizonte do espírito vai construindo sua memória de história e do mundo, na centelha das chamas das ideias socioculturais. Sendo presença constante nos eventos da literatura, entre estes: Festa internacional de Pernambuco, Feira Literária do Vale do Ipojuca, Curador do Festival de Literatura da livraria Jaqueira, Festa Literária de Marechal Deodoro, Feira Literária de Boqueirão, Festa internacional de Paraty, Bienais em Recife e Cachoeiro de Itapemirim.
            Quero lembrar a solidão que acompanha os escritores, os artistas, em Hannah Arendt, como solicitude, que significa o ato de pensar, mas que nunca é realizado inteiramente sem um parceiro ou companhia. Nesta pluralidade, o escritor Cássio carrega-se de ternos amigos, a quem lembro um dos seus, Ferreira Gullar ao reportar-se “A Arte existe, porque a vida não basta!”
            Quero lembrar que as metáforas que utilizo são apenas para explorar às perguntas dos mais sensíveis ou as respostas aos mais críticos. A palavra do nobre Jornalista caminha no seu curso esplendoroso a unir-se com nomes e destinos neste ciclo que lhe é fonte de prazer a contemplar-lhe os sentidos de cada Outono a se cumprir. Neste exercício é editor do Jornal Folha Cultural e do Blog “Papo de Domingo”. É coordenador do programa Arte em Pernambuco no Cultura Nordestina, Letras & Artes (PE), é um dos Coordenadores do Sarau da Cidade – Estação Gravatá (PE).
Pois como nos diz Albert Camus: “O Outono é outra primavera, cada folha uma flor”.
            Este é um Título inovador, que cumpre a missão de reconhecimento por Cássio promover, revigorar os laços humanos de todos as artes no privilégio de acreditar nas mensagens escritas, as esculpidas, pintadas, musicadas, fotografadas, se estendem ou estenderão pelo fascínio misterioso da criação artística, em suas fragilidades de beleza e a eternidade de Deus.
             A tese de Croce é de que a arte é “uma teorese, um conhecer”, que religa o particular ao universo e portanto tem sempre a marca da universalidade e da totalidade.” Cássio ver o que  muitas pessoas não veem e torna possível, visível aos outros, florescer! Tem o talento de reconhecer os talentosos. Neste patamar organiza a Antologia dos Sete Pecados Capitais em Prosa e Verso, com 84 escritores de todo o Brasil entre os nomes participantes estão Raimundo Carrero e Mary del Priore. Do Ceará fazem parte os escritores: Francisco Medeiro Torres, Rosa Virgínia Carneiro de Castro, Mônica Serra Silveira, Stélio Torquato, Elinalva Alves de Oliveira, Rejane Costa Barros, Bernivaldo Carneiro, Célia Oliveira e Rita Atir Guedes.
            Agradeço à Academia de Letras Juvenal Galeno, na pessoa de sua Presidente Dra. Linda Lemos. A todos aqueles que comungam com o olhar ao Título de Príncipe das Artes  para Cássio Cavalcante. Aos poetas, escritores e jornalistas meus cumprimentos nas palavras de Pablo Neruda “A poesia tem comunicação secreta com os sofrimentos do homem”. Aos cênicos, em Frederico Garcia Lorca “O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana.” Aos artistas plásticos, saúdo-os em Rodin “Há somente uma única beleza, a verdade que se revela.” Aos músicos, meus aplausos numa frase de Bach “Tive que trabalhar duramente. Quem trabalha assim duramente conseguirá chegar igualmente longe.” Aos cantores na frase de Nara Leão “Estava a toa na vida/ O meu amor me chamou/ Pra ver a banda passar/ Cantando coisas de amor.” Aos fotógrafos o meu carinho em Henri Cartier – Bresson “Fotografar é colocar na mesma linha a cabeça, o olho e o coração.” Agradeço, em fim a todos que me concederam o privilégio desta leitura nas palavras de Shakespeare “O amor não se vê com os olhos, vê com a mente, por isso é cego, é alado e tão potente.” Anexo a este texto uma resumida Biografia de Cássio Cavalcante.


Rosa Virgínia Carneiro de Castro.
Sócia-Fundadora  da Academia de Letras
 Juvenal Galeno – ALJUG – Cadeira N° 04



PERFIL BIOGRÁFICO

Cássio Cavalcante, cearense, jornalista, DRT Nº 5311/ PE, escritor, radicado em Pernambuco há mais de 20 anos. Teve seu início na literatura como contista, com a publicação do conto Meu Primeiro Milhão na revista Caruaru Hoje, em outubro de 2005. Membro da União Brasileira de Escritores em Pernambuco. Pertence as academias: Recifense de Letras, ocupando a cadeira de nº 01 (PE); Olindense de Letras, ocupando a cadeira de nº 20 (PE); de Artes, Letras e Ciências de Olinda, ocupando a cadeira de nº 21 (PE); de Artes e Letras de Pernambuco, ocupando a cadeira de nº 10 (PE). Acadêmico Correspondente da Academia de Letras e Artes de Fortaleza (CE), Academia de Letras Juvenal Galeno (CE) e Academia de Letras do Brasil na cadeira de nº 01 (SP). Faz parte da Delegação no Brasil da Academia de Letras e Artes Valparaíso (CHILE). Membro da SABEPE – Sociedade dos Amigos da Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco. Pertence a AIP – Associação da Imprensa da Pernambuco. Outorgado com as comendas: “Luiz Vaz de Camões”, pelo Núcleo de Letras e Artes de Lisboa; “Ubiratan Castro”, pela ABRASA – Casa do Brasil na Áustria; “Marechal Floriano Peixoto”, pela LITERARTE – Associação de Escritores e Artistas. Personalidade da Neolatinidade concedida pelo Conselho Consultivo do Movimento Festival Internacional de Culturas, Línguas e Literaturas – Festlatino. É verbete do dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira. Biógrafo da cantora Nara Leão, prosador, editor do jornal Folha Cultural. Colaborador dos Jornais Folha de Pernambuco – Recife (PE), Terra da Gente – Surubim (PE), Voz do Planalto – Carpina (PE) e Folha do E. Santo – Cachoeiro do Itapemirim (ES).

Presença constante em eventos literários tais como: Fliporto, Festa Literária Internacional de Pernambuco (PE); Flipojuca, Feira Literária do Vale do Ipojuca (PE); Fli Jaqueira, Festival de Literatura da livraria Jaqueira (curadoria) (PE); Flimar, Festa Literária de Marechal Deodoro (AL); Flibo, Feira Literária de Boqueirão (PB); Flip, Festa Literária Internacional de Paraty (RJ); Bienais em Recife (PE) e Cachoeiro do Itapemirim (ES).

É coordenador do programa Arte em Pernambuco no Cultura Nordestina, Letras & Artes (PE), é um dos Coordenadores do Sarau da Cidade – Estação Gravatá (PE).

Está organizando a Antologia dos Sete Pecados Capitais em Prosa e Verso, com 84 escritores de todo o Brasil entre os nomes participantes estão Raimundo Carrero e Mary del Priore. Do Ceará fazem parte os escritores: Francisco Medeiro Torres, Rosa Virgínia Carneiro de Castro, Mônica Serra Silveira, Stelio Torquato, Elinalva Alves de Oliveira, Rejane Costa Barros, Bernivaldo Carneiro, Célia Oliveira, Rita Atir Guedes.

É editor do jornal Folha Cultural que no primeiro número teve na capa Fagner e do Blog de entrevistas “papo de Domingo”, entre os entrevistados, Amelinha, Ednardo, Toquinho, Edney Silvestre, Leda Nagle, Antônio Torres entre outros.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

HOMENAGEM PÓSTUMA À DRA. CELINA CÔRTE PINHEIRO



A Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB-CE realizou, em sua reunião ocorrida dia 18 de outubro de 2016, em sua sede, sita no Palácio da Luz, a sua homenagem póstuma à Dra. Celina Côrte Pinheiro, uma de nossas atuantes ajebianas.
A sessão contou com a presença de seu filho, odontólogo Fernando Pinheiro, que, após a homenagem, muito emocionado, agradeceu o carinho da AJEB-CE.  
A nossa presidente, Dra. Gizela Nunes da Costa, abriu a sessão, com a saudação que se segue: 

 HOMENAGEM PÓSTUMA À DRA. CELINA CÔRTE PINHEIRO

          Na elaboração da Chapa Papa Francisco, eleição da AJEB-CE, biênio 2016/2018, convidamos a Dra, Celina Côrte Pinheiro para compor o Conselho Fiscal da Entidade. O convite foi muito bem-aceito. Mas no dia da posse da nova Diretoria ela não pôde comparecer por motivos superiores.
          Dra. Celina Côrte Pinheiro é natural de Ribeirão Preto, São Paulo, nascida em 24 de julho de 1941. Em sua terra natal graduou-se em Medicina. Fez residência e estágio na Santa Casa de São Paulo em Ortopedia e Traumatologia. Passou a residir em Fortaleza no ano de 1976. Casou-se com seu colega médico Dr. Wilson Pinheiro e desse enlace nasceram três filhos: Flávio, promotor de justiça de Icó, Fernando, odontólogo, e Fabrício, engenheiro que vive na África.
          Trabalhou muitos anos na Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará na qualidade de responsável pela seleção dos residentes. O seu nome consta em todas as entidades nacionais e internacionais que congregam ortopedistas e traumatologistas.
          O ano de 1980 é o marco inicial da incursão da Doutora Celina no mundo literário. Escreveu artigos no Jornal da Sociedade de Ortopedia e Traumatologia do Ceará e no Jornal Médico em Revista. Foi articulista do Jornal O Povo, tendo integrado o Conselho de Leitores do aludido jornal.
          Em 1987 passou a ser sócia efetiva da SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional do Ceará, participando de 20 (vinte) antologias. Exerceu vários cargos na Diretoria. Presidiu a Entidade em dois períodos: 2012/2014 e 2014/2016. A sua administração competente foi motivo de reconhecimento de todos os seus pares.
          Pertencia a inúmeras Entidades Culturais, tais como: AFELCE – Academia Feminina de Letras do Ceará, SOBRAMES – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Regional do Ceará, AJEB – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil Coordenadoria do Ceará, ALMECE – Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará etc. Além disso, foi agraciada com diversos prêmios literários.
          Celina era uma médica competente e humana, pintora e desenhista de talento e exímia pianista. Faleceu em Fortaleza-CE em 03 de agosto de 2016.
          Esta é a homenagem póstuma que as Ajebianas do Ceará prestam à Dra. Celina Côrte Pinheiro, hoje habitante da dimensão maior onde acreditamos que tenha sido recebida pelo Senhor de braços abertos.
           Obrigada,
Gizela Nunes da Costa

Presidente da AJEB Coordenaria do Ceará 

Em seguida, a ajebiana Zenaide Marçal, foi à tribuna e registrou a sua homenagem:


 Celina Côrte Pinheiro e  sua lembrança entre nós.

     Hoje,  nós que fazemos a AJEB, reverenciamos a memória de Celina Côrte Pinheiro , essa ajebiana que sempre prestigiou com sua  afável presença as nossas reuniões mensais.
    Louve-se a sua fortaleza de espírito na dedicação ao seu esposo e nosso amigo Dr.Wilson Pinheiro diante das difíceis circunstâncias que, nesses últimos tempos, a Vida lhe apresentou.
    Como se não bastassem as suas ocupações de médica ortopedista, dedicou-se à literatura, participando, além da AJEB como sócia efetiva, de várias Associações literárias entre as quais a Almece – Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará, e a Sobrames – Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – CE, na qual foi eleita presidente para o biênio 2012/2014.
    Seus escritos, repletos do humor peculiar aos bons cronistas, se fazem presentes em publicações diversas, de modo particular nas Antologias  das entidades acima referidas.
     Assim, na Sobrames , teve participação em: 
Receitas Literárias, com Modernidades, Marketing às Avessas, Força da Imaginação;
Murmúrios Literários, com O Violino, GPS, Restrições e Exigências;                                                    
Ressonâncias Literárias com Síndrome de Popcorn, Zelo excessivo e Mário Gomes, o Poeta da Praça do Ferreira.
    Vale notar que Celina , ao falar do Poeta da Praça do Ferreira, dá mostra de grande sensibilidade , além de abrir sua alma de poeta ao compor, em homenagem ao mesmo, o poema  que transcrevo a seguir:

 Mário Gomes, o Poeta da Praça do Ferreira
“Onde será que dorme
O poeta Mário Gomes?
Será nos bancos compridos
Lá da Praça do Ferreira?
Ou então sob as marquises
De tanta loja faceira?
Será sob a proteção
Das bancas que vendem revistas
Ou será que só faz hora
Em frente à Coluna da Hora
Poetas? Poetas não dormem
Apenas adormecem para sonhar poemas...

 Na ALMECE, como representante do município de Aquiraz, publicou A Ponta de um Icebergde onde extraí este trecho: “Havia uma curiosidade não respondida em meu íntimo face ao fato de Aquiraz ser considerada a primeira capital do Ceará” .

Na Antologia da AJEB, a nossa Policromias   que já atinge o oitavo volume, Celina participou dos três últimos, sendo:
Sexto volume, com Domésticas; 
Sétimo, com Redes Virtuais, De Família, Indiferença;
Oitavo, em 2015, escolheu um escritor de alta projeção, Rubem Alves, sobre quem escreveu com segurança e competência.
    Quanto a ele, diz a saudosa ajebiana:
    “ O tempo de sua transmutação chegou, conforme ele mesmo escreveu um dia: A alma é uma borboleta... Há um instante em que uma voz nos diz que chegou o momento da grande metamorfose...”.
    E continua Celina: “Eu senti daqui e lamentei. Mas,  por que prantear a ausência corpórea se seu pensamento permanece imortalizado entre nós?”
 É  legítima  essa sua afirmação!    

Por isto mesmo posso dizer que sei, que de par com a saudade que sentimos dela, o seu pensamento, também, permanecerá entre nós através da excelência de sua obra literária.

                                    Zenaide Braga Marçal  
    

Nossa Secretária, Rejane Costa Barros, reverenciou a memória de Celina, lendo um trabalho de sua autoria e, em seguida, um texto do Dr. Francisco José Pessoa, colega da SOBRAMES.


CELINA CÔRTE PINHEIRO FOI ENCENAR A VIDA EM OUTRO UNIVERSO

          Estamos nesse momento com a saudade batendo à nossa porta e pedindo licença para se instalar. Ela se achega para trazer à tona, a figura terna e doce de nossa amiga, a ajebiana Celina Côrte Pinheiro. Natural de Ribeirão Preto-SP, ao vir para Fortaleza, tornou-se tão nordestina como um mandacaru, um pé de juazeiro, uma imagem do Padre Cícero, um romance de cordel, a sanfona do Rei do Baião.
          Celina era competente médica, pintora, desenhista, escritora e soube recentemente, que era exímia pianista. Gostava de versar sobre o cotidiano e o fazia muito bem. Externava na pena toda a sua verve, aguda e luminosa, expressada de um modo todo particular, verdadeiro e franco.
          Seu tom irreverente fazia dela uma pessoa autêntica e possuía uma qualidade que a maioria dos amigos admirava, era a de sempre fazer às pessoas, um elogio.     Tinha para dizer, aquela palavra amiga, nos brindava com um sorriso, um afago, um conselho. Era bom estar perto dela.
          Partiu numa quarta-feira de agosto, logo após seu aniversário. Foi tranquila e com a serenidade dos justos. As paredes de sua casa, que muitas vezes a viram passar, agora são pedaços de vida, unidas por argamassa que compartilharam de seu caráter e seu comportamento irretocável.
          Sua alma estava pronta e arrumada para o encontro com o encantamento que nunca imaginou ser tão rápido. O séquito celestial a conduziu ao reino iluminado da deusa Minerva, sua morada definitiva ao lado de anjos, arcanjos, querubins e santos da mais nobre linhagem das pradarias do universo.
          A natureza dotou-a de talento para a Medicina, para a vida familiar, para caminhar nos trilhos da escrita, com abnegação e persistência, vocação para o estudo e a consciência do trabalho. Mas deu-lhe, sobretudo, o dom perfeito do discernimento, a capacidade extraordinária de distinguir o que era principal do secundário, o transitório do essencial, a substância da veleidade efêmera.
          A partir de agora, em qualquer latitude da terra quando estivermos mirando o universo em noites mornas de aconchego, escutaremos cirandas em lentos compassos e saberemos que numa daquelas estrelas, ela repousa.
          Hoje é Dia do Médico e esta homenagem veio no momento propício. A AJEB Coordenadoria do Ceará sente muito orgulho por Celina Côrte Pinheiro ter feito parte do quadro de sócias efetivas e tão bem ter-se destacado e participado ativamente da vida literária de nossa cidade.
          Amiga Celina, você agora está encantada, pairando acima da razão, da lei, da ordem e da desordem humana e hoje sei que não estou sozinha nesse território da saudade. Desejamos a ti os versos, os encantos, as orações, a alegria de lembrar os bons momentos vividos contigo, em sonoros cantos, numa felicidade tímida e resguardada.
          Descanse em paz!
          Rejane Costa Barros
Fortaleza, 18 de outubro de 2016.

 Segue-se o testemunho laudatório do Dr. Francisco José Pessoa



 CELINA, UM SER ESPECIAL
 Por Francisco José Pessoa de Andrade Reis

          Cada existência terrena que experimentamos no nosso ciclo ascensional, como espíritos que somos, é coroada de provas, missões e quitação de débitos contraídos em vidas passadas. Celina deixou-nos cedo, talvez, por ter cumprido seu estágio com louvor, pois, trazia consigo um saldo polpudo de qualidades positivas na sua conta bancária celestial. Mulher de comando, decidida quando tomava para si o timão, sem perder a suavidade dos gestos e a doçura das palavras, enxergava com a intuição que sempre lhe servia de azimute, a faixa não com o dizer de chegada, mas, de ponto de partida. Estava sempre a trabalhar pela causa dos mais necessitados de conforto espiritual, de carinho familial, de apoio financeiro, enfim, praticava a verdadeira caridade assim como nos ensinou o Cristo. Celina escritora, fazia das frases marionetes que bailavam sob os cordéis mágicos de sua pena, descrevendo cenários e situações com um realismo próprio do século XIX, no proscênio dos nossos dias.     Celina médica, que deixou marcados com sua sapiência na especialidade e afeto no trato, tantos residentes seus, hoje colegas de trabalho, que, embora excelentes especialistas, terão dificuldades em tratar essa fratura que, tenho certeza, levará tempo para consolidar-se, o seu adeus e a sua saudade. Celina Sobrames, que fez da nossa associação uma Côrte, por onde desfilaram poetas, escritores e menestréis, com a fortaleza e exuberância de um Pinheiro, também símbolo da honradez e da eternidade, verdadeiro paraíso dos escolhidos. Celina espírita, talvez esse adjetivo seja a nascente de onde brotavam sua sinceridade, sua simplicidade, sua honradez, sua fé, seu amor ao próximo, sua perseverança, sua capacidade de perdoar, virtudes que ela exercitou no seu último viver entre nós. Sinto-me feliz por ter tido o prazer de ter ouvido sua última execução ao piano e ver o Wilson beijá-la como numa despedida, naquele domingo que eu não pensei, fosse o derradeiro. Nossas conversas continuarão, minha amiga, e sabedores que somos de que a vida é eterna, até um dia, mas, que não seja tão breve. Tome um beijo minha amiga-irmã, acompanhado dessa décima.

 Uma diva, uma dádiva

A mulher... esse invento acostelado
Que o bom DEUS sabiamente pôs no mundo
Para torná-lo um tanto mais fecundo
E, por fim, para ser mais habitado
Calculou e ficou bem calculado
Como fez com a nossa Presidente
Da Sobrames – Ceará ah! minha gente
Pense numa mulher laboriosa
Tão afável, tão meiga, carinhosa,
Que São Paulo nos deu como presente!


O filho de Dra. Celina Côrte Pinheiro, Dr. Fernando Pinheiro, agradeceu a homenagem e o carinho da AJEB-CE.



Encerrada a primeira parte da pauta, seguiu-se a exposição de livros de literatura infantil, escritos por nossas ajebianas.
Evan Bessa e Francinete Azevedo encenaram trechos do livro "Conversas com a Vovó", de Evan Bessa. 
Francinete Azevedo falou sobre sua produção nessa área da literatura.
A seguir houve sorteio de livros e de brindes.











Ao encerramento da reunião, Gutemberg Liberato de Andrade e sua esposa, Argentina, fizeram a entrega de um cordel à ajebiana Rejane Costa Barros, narrando fatos de sua vida.



Fechou-se a proveitosa reunião com  um refinado coquetel, em que todos, ajebianos e ajebianas, se congratularam com simpatia, solidariedade e fraternidade.
18/10/2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

LANÇAMENTO DE "METÁFORA DOS SENTIDOS"

Na sessão da AJEB-CE, realizada no dia 20 de setembro de 2016, dentre outros assuntos da pauta, constou o lançamento do livro da ajebiana Zinah Alexandrino, intitulado Metáfora dos Sentidos".

Foi um acontecimento muito prestigiado pelo público amante da Poesia. O editor Assis Almeida fez a apresentação do livro. Em seguida, a Autora apresentou os seus agradecimentos.

A presidente da AJEB-CE, Gizela Nunes da Costa, teceu comentários elogiosos à Autora e ao seu livro, enfatizando o desempenho do apresentador.

Giselda Medeiros, autora do Prefácio de "Metáfora dos Sentidos", parabenizou a Autora pela beleza externa e interna do livro, lendo um parágrafo do Prefácio, que discorria sobre o ser poeta.

Após o lançamento, foi servido um coquetel, ocasião em que todos se confraternizaram, alegremente.

Apresentação – Metáfora dos Sentidos, Zinah Alexandrino

Bom dia, senhoras, senhores...

Com muita honra aqui estamos para prestigiar o lançamento do livro Metáfora dos Sentidos, da poetisa Zinah Alexandrino.

É uma manhã celebrativa, pois sempre que uma obra literária, independente do gênero, é apresentada aos leitores ficamos com a certeza da perpetuação da vida por meio da arte da escrita. Tem sido assim há séculos.

Essa perpetuação da vida por meio da palavra antes sentida e depois escrita se nos revela como um milagre, um renascimento ou quiçá uma perspectiva jamais vislumbrada por nós, tão ocupados que somos e estamos, com/na a urgência das horas.

O que nos permite ver Zinah Alexandrino em Metáfora dos Sentidos? O que nos dá a conhecer de si e o que nos sinaliza para que busquemos com paciência e delicadeza?

As temáticas escolhidas pela poetisa compõem um caleidoscópio que nos convida a contemplar a diversidade das palavras. Ora, mas que graça teria vivermos a linearidade constante? O que queremos com a busca da segurança engessada se os sentidos nos permitem experimentar novas texturas, enxergar detalhes e diferenciar olores e odores?

Por esse viés saboreamos em Metáfora dos Sentidos não a ruptura com os assuntos triviais, mas o acréscimo do improvável como unir a aparente aridez de vocábulos da cibernética ou da matemática à doçura das palavras gentis e apresentar o resultado com a naturalidade de quem contempla o despertar e o ocaso, dia após dia, num frenesi de cidade grande.

O amor é a matéria-prima do poeta e Zinah não se se esquiva de frequentar esse lugar comum. Mas o faz com segurança e sem pieguismos, desnudando a proposta sem preâmbulos:

“ Livra-te das paixões passageiras,
Elas impedirão de encontrares
Teu verdadeiro amor,
Que sou eu” (Prescrição, pág. 64)

E como apresentar a poetisa? Ela é aquela que as frestas de cada poema nos permitem contemplar, mas seus versos a refletem sem meias-palavras:

O QUE SOU

Eu sou assim:
Lua em plenilúnio,
Sol escaldante,
Terra brava,
Lago sereno,
Estrela faiscante...
Depende das fases da lua.
Mormente, eu sou o que sou:
Aquela mulher que todo homem
Gostaria de ser!

Metáfora dos Sentidos, um hiato no tempo para nos deixarmos encantar e seduzir, provar e gostar, ler e recitar... transformar-se. Essa é a missão da poesia.

Parabéns, Zinah! Quem venham outras Metáforas e não se demore, a salvação do mundo, como dizia Dostoievsky, está na beleza e o belo se faz na poesia nossa de cada dia! Aplausos!


Assis Almeida – Editor


Agradecimentos da Autora

Estendo meu cordial bom dia a todos aqui presentes, na pessoa de nossa presidente da AJEB, a Dra. Gisela Nunes!

Agradeço ao meu Deus, por mais esta oportunidade de lançar mais um livro de minha obra, Metáfora dos Sentidos; à nossa presidente, por ter dado abertura para este lançamento juntamente com o apoio de toda a diretoria e dos demais associados, em especial à nossa diretora de eventos, Nirvanda Medeiros, e à secretária, Rejane Costa Barros.

Agradeço, também, à nossa presidente de honra, a escritora e princesa dos poetas cearenses, Giselda Medeiros, pelo proficiente prefácio deste meu livro e à escritora, Arleni Portelada, pela apresentação da orelha, na qual ela me apresenta com toda a sua singularidade. Ao meu diagramador e design gráfico, Armando Oliveira Bastos que, pela terceira vez, desenvolve com sua arte peculiar tão sugestiva capa. Ao meu editor o Psicólogo e escritor, Presidente da Academia Brasileira de Psicólogos Escritores, Assis Almeida, por aceitar minha solicitação para esta bela apresentação.

Caríssimos convidados, meus pares das lides literárias, meus amigos e meus familiares aqui presentes. Há exatamente dez anos, no ano de 2006, eu lancei meu primeiro livro de poesia, o Sutilezas e eu não pensara que lançaria mais um livro no gênero. No entanto, aqui me encontro, uma vez mais, a lançar esta obra que, como já afirmou o Dr. Roberto Pontes, no prefácio do meu primeiro livro, Sutilezas: “Um poeta certamente não escreve versos para ganhar dinheiro e enriquecer porque o sistema capitalista não reconhece utilidade à poesia. Também, se é de fato poeta, depois de produzir o primeiro poema, não consegue mais livrar-se da sina de tudo converter em verso, rima, estrofe, ritmo e modo poemático.” E, ele ainda acrescenta esta observação do poeta francês Pierre Reverdy: ”Como admitir sem um triste sorriso a ideia de envelhecermos ruminando versos”. Eis seu pensamento, aqui, se concretizando!

Meus queridos, devido o horário não ser muito propício ao evento e à velocidade do tempo e ao meu desejo de estar mais perto de vocês, decidi que não ficaria sentada, como é de praxe, autografando.

Desde já, aceitem meus agradecimentos, pelas suas honrosas presenças, o meu mais caloroso abraço e toda a minha gratidão.
                                               Zinah Alexandrino


MEMÓRIA ICONOGRÁFICA