ATUAL DIRETORIA AJEB-CE - 2018/2020

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª VICE-PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

2ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Nirvanda Medeiros

1ª DIRETORA DE FINANÇAS: Gilda Maria Oliveira Freitas

2ª DIRETORA DE FINANÇAS: Rita Guedes

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Stella Frota Salles

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Evan Gomes Bessa

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Marçal

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020

DIRETORIA AJEB-CE - 2018-2020
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

sábado, 29 de junho de 2019

AJEB/CE RECEBE ESCRITORA BEATRIZ ALCÂNTARA


Sessão ordinária, dia 18 de junho de 2019, no Palácio da Luz.


Beatriz Alcântara profere palestra sobre Florbela Espanca na Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - AJEB/CE.


Vládia Mourão e Beatriz Alcântara


Beatriz Alcântara, Elinalva Alves e Nirvanda Medeiros


Zenaide Marçal e Beatriz Alcântara


Beatriz Alcântara e Rosa Virgínia


Rita Guedes, Rejane Costa Barros, 
Fátima Lemos e Vládia Mourão.


Grupo de Ajebianas com a palestrante,
Beatriz Alcântara

terça-feira, 21 de maio de 2019

REJANE COSTA BARROS ASSUME CADEIRA NA ACADEMIA CEARENSE DE RETÓRICA




Na festiva noite de 16 de maio de 2019, no auditório da Academia Cearense de Letras, a escritora, ajebiana, Rejane Costa Barros, foi ungida com o bálsamo da imortalidade, ao ser festivamente empossada na Academia Cearense de Retórica (ACERE), tomando assento na Cadeira número 10.

Lá estavam também autoridades, família, amigos e admiradores da novel acadêmica, que proferiu um discurso, cuja riqueza de conteúdo emocionou a seleta plateia.

À Acadêmica Francinete Azevedo coube a tarefa de proferir o discurso de saudação e de acolhimento à nova integrante do quadro social da ACERE.

Foi, realmente, uma festa de alegria, discursos belos, música, abraços e muitas emoções.

Transcreveremos, aqui, os dois discursos e, em seguida, postaremos o registro fotográfico.


DISCURSO DE POSSE NA ACADEMIA CEARENSE DE RETÓRICA

Enquanto espera Ulisses voltar da Guerra de Troia, Helena adia a escolha de um substituto fiando um bordado. Diz que quando acabar o trabalho se casa com um dos pretendentes que já se apresentaram à sua figura. Mas de noite, desfaz o que já fez durante o dia e recomeça tudo novamente. O clássico poema Odisseia de Homero diz muito das emoções desta noite. Desde o anúncio para o ingresso nesta Arcádia, que os bordados vêm sendo fiados e desmanchados esperando que este momento tão sublime finalmente, chegasse. Há uma certeza presente que agora, o sonho torna-se realidade. O quanto honra-me portar o medalhão acadêmico onde está gravada a efígie de Marcus Tullius Cícero. Advogado, político, escritor e filósofo da gens Túlia da República Romana.  
Sempre tive admiração e idolatria pelos tribunos de fala nobre em reverência à retórica. Quantas vezes estive em reuniões e solenidades da Academia Cearense de Retórica ouvindo belos discursos proferidos por quem faz uso da palavra com a responsabilidade de bem usá-la e propagá-la. E hoje estou aqui para doravante, enaltecer e respeitar cada vez mais, o uso da fala e da palavra.
Precisamos desfazer os equívocos tão usuais em nossa linguagem. Necessário e urgente é retomarmos o uso da fala e da escrita de maneira responsável e correta. As elocuções precisam de boa roupagem, limpa e decente. E para isto, vamos valorizar a retórica, respeitando e cuidando como quem detém um tesouro.
Excelentíssimo senhor Neuzemar Gomes de Moraes, presidente da Academia Cearense de Retórica em nome de quem saúdo todos os acadêmicos desta Arcádia e agradeço a confiança em permitir que eu tome assento nesta cadeira DEZ que é tão significativa para mim. Exmº senhor Juarez Fernandes Leitão, Vice-presidente da Academia Cearense de Letras, meu padrinho literário a quem agradeço imensamente por ter um dia olhado os meus versos e sentido em mim, o sinal de Orfeu, a vocação para a prosa e a poesia e por hoje me permitir ocupar a cadeira dez. Exmº senhor Ubiratan Diniz de Aguiar, o Ministro, ex-presidente da Academia Cearense de Letras, nosso Orador Modelo e querido amigo. Homem que se diferencia pela conduta e por sua elegante inteligência. Exmº senhor José Valdo Silva, Procurador do estado, amigo de longa data, que tem na retidão do caráter a marca registrada dos que sabem se destacar pela dignidade. Exmº senhor Jardson Cruz, presidente da Academia Cearense de Direito e do Náutico Atlético Cearense. Pessoa de fino trato, confrade desta Arcádia, que compartilha conosco a dignidade, a palavra amiga, o afeto e a cordialidade.
Exmª senhora Vanessa Gomes de Moraes, presidente do Centro Cultural do Ceará, que tem feito de nosso CCC uma forja de semeadura da boa convivência. É uma mulher que nos orgulha e por quem eu tenho muito apreço. Lá, eu também me assento na cadeira dez e acho que doravante, usarei como número de sorte para a minha vida.

E neste momento, de muita emoção, reverencio a cadeira onde está o medalhão acadêmico do amigo Maurício Cabral Benevides, o Corifeu do Retores, que presidiu brilhantemente a Academia Cearense de Retórica por vinte e oito anos e oito meses.
Depois de Itamar Espíndola, Maurício assumiu, passou oito anos, logo após, assumiu Osmundo Pontes e em 1994, Maurício retornou e presidiu-a até a data de 11 de setembro de 2018. E doravante, teremos sempre a sua memória reverenciada através do seu medalhão acadêmico.
A Academia Cearense de Retórica idealizada por Itamar Espíndola em abril de 1979 será também a partir de agora minha casa e meus pares, membros de mais uma família literária que me acolhe e abraça com tanta generosidade e benquerença.
Há muito para aprender, mas estou disposta a enfrentar todos os desafios e empreender os maiores esforços para dignificar o meu ingresso na Academia Cearense de Retórica.
Sou filha de Fortaleza, mas tenho raízes em Itapipoca, a Terra dos Três Climas, descendendo por parte de pai dos Romero Barros e por parte de mãe, dos Costa Martins, sobrenomes envolvidos com a política local e com as atividades comerciais do município. Passei boa parte de minha infância naquela terra, mesmo depois de vir para minha pátria de nascimento, passava as férias ali e ainda sinto o cheiro da chuva que molhava o corpo e a alma, marcando para sempre em mim, a lembrança de um tempo em que a felicidade se dava com tão pouco. Era muito envolvente frequentar a Fazenda Cabatan, do meu avô Eliseu, onde o contato direto com a terra me iluminou com todas as cores que hoje compõem o meu universo literário e o artístico. Costumo me definir nestes versos:
Sou pedaço de carne
cravada na faca fria do nada
porta entreaberta mirando as paisagens molhadas.
Um porto esperando os navios que chegam e partem,
sou metade da lenda que está quase escrita,
com letras vermelhas, pulsantes,
vivo sangue que derrama desejos, cores, ardores.
Sou a cantiga e a calmaria,
Um bule cheirando a vida e a esperança
E a alma a lavar-se em todos os segredos.

A minha emoção nesta noite, sente três saudades: de meu pai Antônio de Barros Filho, de minha mãe, Maria Geisa Costa Barros e de meu irmão, Marramed Costa Barros, eles devem estar aqui espalhados entre nós, vigiando este momento, mas nestes anos de vida que tenho, o destino presenteou-me com algumas mães de coração e nesta noite estou amparada por três delas, mulheres queridas que me emprestam seus braços para os abraços e seus corações para os consolos: Argentina Austregésilo de Andrade, Raquel Stedile e Vânia Hissa, e assim, vamos a cada dia nos descobrindo nesse amor materno-filial e seguindo pelas veredas encantadas da benquerença. Vocês são mais que especiais.

Sou feita de poesia, por constituição e pela substância que me move, recebi o beijo irrecusável de Orfeu, este deus sedutor que me empurra para o abismo mais convidativo que existe. Mas agora é hora de me dedicar a ser uma boa retora e merecer esta cadeira que me foi destinada. Não posso e não quero escapar deste destino.
O dramaturgo William Shakespeare, à determinada altura de sua peça A Tempestade, diz que “a vida é matéria dos nossos sonhos. E que sonhar é o ofício de quem vive”. Que bom sonho o escritor Itamar Espíndola fez tornar realidade, ao fundar a Academia Cearense de Retórica. Que bom eu ter a paciência de esperar para um dia me assentar numa cadeira desta Arcádia. E logo a de número dez, patroneada com muita honradez pelo odontólogo, farmacêutico, jornalista e escritor Demócrito Rocha. Homem culto, de caráter reto que iniciou sua atividade jornalística fundando no ano de 1924 o Jornal Ceará Ilustrado e no ano de 1928 o Jornal O Povo. Demócrito foi iniciado na Maçonaria no ano de 1928 na Loja Liberdade IV Nº 846 do Grande Oriente do Brasil Ceará. Teve uma participante atuação política, exercendo o mandato até a dissolução da Câmara pelo Estado Novo no ano de 1937. Demócrito Rocha faleceu no ano de 1943, vítima de tuberculose. Mas deixou para sempre a sua marca impressa em nós e sempre a Retórica enaltecerá o seu nome.
Outro nome de extrema importância para a Retórica e a cadeira dez é o de Wanda Rita Othon Sidou. A repressão no Ceará, imposta pelo Regime Militar de 1964, sabe a importância da existência, neste contexto, desta inesquecível mulher. Era uma mulher destemida, advogada de grande significado, mas ao mesmo tempo em que era possuidora destas titularidades, era caridosa na forma de encarar a rudeza dos tribunais militares, na defesa dos presos políticos. Fazia tudo com destemor e puramente por idealismo, numa missão que encarava como sendo divina e sem visar algum retorno financeiro. Sempre abraçou a causa dos presos que julgava indefensáveis, pois os advogados da época, não queriam se expor, não possuíam esta coragem cívica, não se comprometiam com medo de serem visados pela Ditadura. Wanda Rita era conhecida entre os que precisavam como a voluntária da esperança. Ela gostava deste enfrentamento com intrepidez. Foi uma mulher que nunca se intimidou quando tentaram calar a sua voz. Sua fama foi além fronteira, tendo seu nome citado pelo Brasil afora, inclusive, na Anistia Internacional. Honra-me ocupar a cadeira onde um dia ela tomou assento. O poeta Juarez Leitão definiu Wanda Rita Othon Sidou nestes belos versos:
- Quem era essa dama intrépida
pela qual ninguém podia passar incólume,
sem uma marca de luz, sem a cor da paixão?

- Quem era essa moça altiva
vestida assim de coragem
que conhecia a nascente
e o roteiro da viagem?


- Quem era essa dama forte
de serena valentia
que só falava do povo
o que o povo queria?

Assim, reverencio a memória de Wanda Rita Othon Sidou.
E falo agora, do segundo ocupante da cadeira. Juarez Fernandes Leitão, o professor que viu em mim, um dia, a promessa de ser uma grande escritora, em especial, poetisa. Não sei se me tornei grande, mas sei que o orgulho por ter tomado todas as lições de História e as dicas de vida que ele me deu, dizendo-me para ler os clássicos da literatura, pois através deles eu enriqueceria o meu vocabulário e aprenderia a usar o vernáculo com mais propriedade, falou-me assim:
“você tem uns versos acanhados, mas vê-se muita inspiração e uma coisa você faz bem, que é usar as metáforas. Leia e leia muito e um dia, você será uma grande escritora e uma grande poetisa”. Tornou-se meu padrinho literário quando convidou-me a fazer parte da União Brasileira de Trovadores, secção de Fortaleza. De lá quando entrei, ainda uma menina, fui galgando outros degraus e estou nesta noite ingressando em mais uma imortalidade. Devo a você, meu nobre amigo, que um dia acreditou que eu seria capaz. Juarez Leitão é orador primoroso, para mim e para muita gente, o melhor do nosso Ceará, um excelente contador de histórias, magnífico professor, biógrafo dos melhores e acima de tudo, é amigo verdadeiro. Destes que defende com armas e espadas um amigo seu. Ninguém ousa falar mal de alguém que o Juarez goste, sem sair marcado pelo ferro ardente da sinceridade. Nisto, nos parecemos muito. Você nos honra e orgulha por sua retidão de caráter, foi político e nunca se deixou corromper, desfila por todos os ambientes sendo respeitado e admirado. Você faz da poesia a sua morada, da oratória o embelezamento de sua fala e de sua boa conduta, a rara linguagem lírica que enriquece a convivência contigo. O teu tempo espreita todo teu caminhar e vigilante, desafias a própria sombra encharcando o lenço de tempero, mel e sal e nesta luta anunciada que vem do dorso das manhãs, assumes a figura do cavaleiro andante tecendo as sementes do verão insone. Muito obrigada, meu amigo e padrinho, Juarez Fernandes Leitão, vou honrar a cadeira dez, pode confiar.
A literatura é destino e encantamento definitivo. Desde os salmistas bíblicos aos agentes da vanguarda contemporânea, os que escrevem obedecem a uma convocação. Um chamado peremptório e de tal modo irrecusável que ninguém ousa desobedecer, sob pena de ser atirado às cadeiras eternas da loucura. Muitos, de dentro da própria loucura, ainda produziram arte, numa prova cabal de que a propulsão para escrever é maior do que qualquer tragédia. Da dor ou da alegria, da ternura ou da brutalidade, da objetividade explícita ou da subjetividade submersa, a palavra é a Estrada de Damasco, a conversão absoluta do homem comum em um ser criador e, como tal, em parceiro de Deus. O tempo é meu tema constante e obsessivo no ato de viver. Com ele, vou registrando a feição das horas, determinando cada espaço e administrando cada emoção, feito a que sinto nesta noite, onde meus pares me recebem na Academia Cearense de Retórica e onde a responsabilidade de me assentar à cadeira dez, é imensa.
Agora é chegada a hora da gratidão.
Pela vida e pelo dom que Deus me deu em poder transformar as palavras em gestos que agregam e pelo carinho que recebo por quem de mim se acerca.
A cada um de vocês que aqui está, para prestigiar além de minha pessoa, aos homenageados da noite e aos meus pares da Academia Cearense de Retórica. Como eu costumo sempre dizer, o amor é o sentimento mais nobre que há e hoje, vocês demonstram este amor de maneira generosa por minha pessoa.
À minha amiga, Francinete Azevedo, que produziu uma fala pontuada do mais puro afeto, com palavras que me encorajam a seguir adiante na certeza que estou fazendo o melhor que posso pela literatura que um dia resolvi abraçar. Ela é a dama da literatura infantil, também minha confreira nesta Arcádia e devotou seu tempo para me fazer a saudação de ingresso na Academia Cearense de Retórica.
Ao meu querido amigo Franklin Dantas, que nos encanta nesta noite, com sua bela voz e com este repertório tão cuidadosamente escolhido. Pessoa por quem nutro além do respeito, amizade fraterna e um carinho especial. A ti, agradeço por tornar este momento tão lindo, tão precioso.
À minha amiga Crislene Gomes de Moraes pela dedicação e atenção. Nestes dias que antecederam a minha posse, você se entregou de maneira incrível para que tudo saísse da forma mais perfeita.
À amiga Ângela Maria Rossas Mota de Gutiérrez, bisneta de Tomás Pompeu, a primeira mulher a assumir a presidência da Academia Cearense de Letras e que nos empresta a sua Casa para que possamos realizar nossas reuniões e solenidades.
Aos funcionários da Academia Cearense de Letras, Cláudia Queiroz, Walter, Arteiro e sr. Nunes, que estão sempre dispostos a nos ajudar no que precisarmos.
Aos amigos e acadêmicos Francisco de Assis Clementino Ferreira e Ernani Rocha Machado, que indicaram meu nome para compor o quadro acadêmico desta Arcádia.
Aos meus amigos, confrades, retores, que aceitaram por unanimidade o meu nome para ocupar a cadeira dez na Academia Cearense de Retórica.
Ao amigo e confrade Vicente Alencar, por ter conduzido tão bem o Cerimonial da minha posse.
Ao amigo, retor e presidente da Academia Cearense de Retórica, Neuzemar Gomes de Moraes, por ter presidido com maestria esta solenidade de posse, a primeira de sua gestão, o que muito me deixa feliz.  
Ao amigo Eduardo Oliveira, presidente da Academia Cearense de Artes que tem empreendido um novo olhar para a nossa Academia e permitido que todos descubram outras veredas do caminhar artístico através de um inusitado fazer poético cultural.
Às amigas Elinalva Alves de Oliveira, presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e Lucia Paiva Recamonde, presidente da Academia de Letras e Artes do Ceará, que caminham comigo pelos vales literários, portando novas tintas e fiando novos bordados.
À querida amiga Rose Espíndola Granjeiro Benevides, que caminhou ao lado do nosso inesquecível Maurício Cabral Benevides por anos, fazendo dos eventos literários e dos musicais, os momentos mais aprazíveis e mais sublimes. O casal era modelo de amor maior. Agora, ela caminha sem ele, mas na certeza de que estaremos sempre ao seu lado, para o que precisar. Você é uma pessoa muito especial.
À querida amiga Vancy Gomes de Moraes, mulher corajosa e doce, pura em seus sentimentos, que recentemente também me adotou em seu coração materno, tratando-me com o amor de mãe e fazendo desta convivência, a expressão da sublimidade.
Ao meu anjo, Raffael Barroso. Para ele, trago em minha vida, os versos, os aromas serenados, as curvas das estradas que estão sempre abertas e me faço mensageira do encanto, tirando do lado esquerdo do peito, as mais puras emoções e as melhores notícias de um mundo que pode ser azul, ser calmaria e tempestade, mas acima de tudo, ser a reinvenção do cotidiano.
A Deus por me permitir vivenciar todos os momentos de minha vida. E rogando que eu o faça sempre com serenidade e responsabilidade.
Assim, agradeço por ter o carinho das minhas famílias literárias, que são fundamentais para que eu nunca esteja sozinha, aos dias de luta, pois neles, criamos forças para seguir adiante, ao amor que sorri com os olhos prontos a estender a mão em todo e qualquer momento, repito: o amor é o sentimento mais sublime, e aos meus pais, que me deram desde a infância até a adolescência, motivos para amá-los e querer em outras vidas, que sejam novamente os meus pais.
Para o bem da literatura, da poesia, da retórica e da boa convivência, eu agradeço a todos vocês, meus pares desta notável Academia Cearense de Retórica, aos amigos que compartilham comigo deste momento especial, a todas as Instituições as quais pertenço e pela confiança de quem comigo convive.
Muito obrigada!
Rejane Costa Barros
Fortaleza, 16 de maio de 2019.


   DISCURSO   DE   SAUDAÇÃO   ACADÊMICA  

 Boa Noite a Todos!

Ilustríssimo Senhor Dr. Neuzemar Gomes de Moraes
Presidente da Academia Cearense de Retórica

Ilustríssimo Senhor Dr. Ubiratan Aguiar
Ex-Presidente da Academia Cearense de Letras  
em nome de quem cumprimento os demais membros da Distinta Mesa;

Senhoras e Senhores:

Apraz-me, sempre, adentrar o Palácio da Luz, pisar este chão ornado de sabedoria, louvar o Templo Majestático da Academia Cearense de Retórica. No entanto, hoje, estou aqui, sufocando o pranto da saudade, decorrente das ausências de três exímios oradores: Maurício Cabral Benevides, José Moacir Gadelha de Lima e Francisco Lima Freitas.  Nenhum deles será relegado ao esquecimento.
Mas, oportuno, Senhores, neste momento áureo é anunciar a excelência desta noite, memorável no calendário aceriano: a Arcádia, sob a égide do notório intelectual, Retor-Padrão, Dr. Neuzemar Gomes de Moraes registra no Quadro de Sócios Efetivos, uma refulgente aquisição: Conosco, hasteando a bandeira fulgurante da Academia Cearense de Retórica, a escritora Rejane Costa Barros. 
Em nome de meus pares, saúdo a jovem artífice das letras, pesquisadora, revisora gramatical: Rejane Costa Barros, cujo talento inconteste é, notadamente, reconhecido nas lides literárias, por sua aguçada sensibilidade com o uso da pena, principalmente, em revelações de sua verve  poética – um determinante na impressão de seus suspiros d’alma.
Rejane Costa Barros perfila a galeria dos apaixonados pela vida, definindo-se em prosa e verso.
Em seu poema, “A NOITE em MIM” inserido em seu recente livro “Águas do Tempo”, nos últimos versos, ela, singelamente, nos confessa:
“A noite é chama acesa em mim
Onde todas as batalhas são vencidas
E as horas, feitas de sonhos e lembranças.
É dessa noite que me alimento e vivo
E nela escrevo os versos
Que me alimentam a vida!”

Relevantes também, são suas atitudes na prestação da solidariedade, que aproxima as pessoas, multiplica os amigos.

Senhoras e Senhores:

Rejane Costa Barros nasceu em Fortaleza, em 9 de dezembro. Filha de Antônio Barros Filho e de Maria Geisa Costa Barros. Cursou o Primeiro Grau no Colégio Stella Maris, da Congregação das Filhas do Amor Divino. O Segundo Grau fez no Colégio Lourenço Filho, tendo concluído o último ano no Colégio Liceu do Ceará. Cursou Letras.
Trabalhou oito anos na Câmara Municipal de   Fortaleza-CE, ocupando os cargos de Secretária e  Assessora de Gabinete do então Vereador Paulo Facó. Na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará trabalhou durante quatro anos, ocupando os cargos de Secretária e  Assessora de Gabinete do Deputado Estadual Paulo Facó.
Detentora de vários prêmios em Concursos de Poesias e Trovas. Participação literária em Antologias e Coletâneas. Verbete no Anuário do Ceará 2010/2011.
Sócia Efetiva da União Brasileira de Trovadores -UBT – Secção de Fortaleza-CE; Sócia Efetiva da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno; Sócia Efetiva da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB, Coordenadoria do Ceará; Sócia Acadêmica da Academia de Letras e Artes de Fortaleza -  ALAF; Sócia Acadêmica da Academia de Letras e Artes do Ceará – ALACE; Sócia Fundadora do Centro Cultural do Ceará -CCC; Membro Correspondente da União Brasileira de Escritores -UBE -RJ; Sócia Correspondente da Academia Apodiense de Letras – AAPOL; Sócia Correspondente da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte -ATRN; Membro de Honra da Divine Acadèmie Française des Arts Lettres et Cuture; Membro Fundador do CONINTER- Conselho Internacional dos Acadêmicos de Ciências, Letras e Artes / Seccional do Ceará; Sócia da Associação Cearense de Escritores -ACE; Membro Associado da Academia Cearense de Artes.
Em março de 2010 recebeu das mãos do Dr. Jerônimo Dix-sept Rosado Maia Sobrinho, o Diploma de Sócia Amiga da Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense – AFLAM.
Em dezembro de 2010, recebeu da Academia de Letras e Artes do Nordeste – ALANE a outorga de Primeiro Lugar no Concurso Costa Matos de Poesia com o poema “Enigmas”.
Em abril de 2013, recebeu da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB, Coordenadoria do Ceará, a outorga de Primeiro Lugar na categoria poesia do V Concurso Professora Edith Braga, com o poema “O Jogo”.
Em março de 2014, lançou seu livro de poesias intitulado “Águas do Tempo”. Obra que lhe abriu as portas da permanência e um lugar de respeito na galeria das conceituadas letras de nossa terra.
Em 2014, recebeu da Academia de Letras e Artes de Fortaleza – ALAF, a outorga de “Destaque Poético 2014”.  No mesmo ano, em julho, recebeu na cidade de Itapipoca, berço de nascimento de seus pais, o Prêmio Mulheres que Fazem a Diferença, em reconhecimento a sua atuação profissional e literária.
Em 2018, recebeu a outorga de “Menção Honrosa” no I Prêmio Literário Marina Mariano da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB, Coordenadoria do Ceará.
Ministrou, recentemente, no Centro Cultural do Ceará – CCC, palestra sobre a escritora Rachel de Queiroz, sua Patrona na Cadeira de número 15, da Academia Feminina de Letras do Ceará – AFELCE, que lhe rendeu vários convites para ministrá-la em outras instituições.     
                                                 
Gratificante, Senhores, foi discorrer sobre a personalidade admirável da escritora Rejane Costa Barros e enumerar suas atribuições literárias e sociais, as quais ela executa com extraordinária competência.
Seja Bem Vinda, Rejane Costa Barros, ao convívio harmonioso que nobilita o colegiado da Academia Cearense de Retórica, na qual despontam magníficos Retores da “Terra da Luz”. Auguramos que seu desempenho nesta Arcádia seja revestido de sucesso.
E, para solenizar o nosso presságio, relembramos as palavras proferidas pelo saudoso orador Francisco Lima Freitas, em um de seus exaltantes pronunciamentos: “Abrem-se os umbrais do Capitólio Cearense para acolher em seu seio maternal, uma filha dileta que, com sua reconhecida inteligência, contribuirá para a solidificação do Silogeu”.

SENHORAS E SENHORES:
Monsenhor Gilberto Sampaio Pithon apregoava:
“Agradecer é orquestrar o canto de amor, com a colaboração de todas as vozes da criação”.
E o nosso agradecer consiste em entoarmos hinos de louvor a Deus pela ascensão da escritora Rejane Costa Barros, assumindo a Cadeira de Nº 10, na augusta Academia Cearense de Retórica, anteriormente ocupada pelo exímio orador Juarez Leitão, um dos mais brilhantes magos da palavra escrita e oral na Terra de Alencar.
Na excelsitude deste momento, o da Gratidão, registramos o nosso MUITO OBRIGADO às autoridades presentes, ao colegiado aceriano, familiares da novel acadêmica, amigos convidados.
Considerem-se todos, honrosos partícipes deste “opíparo banquete artístico.”
DISSE-O!
 Francinete Azevedo Ferreira
Fortaleza, 16 de maio de 2019.

REGISTRO FOTOGRÁFICO


A Mesa Diretora dos Trabalhos


Acadêmica Francinete Azevedo  em seu Discurso de Saudação 


A Diplomação


Entrega do Colar Acadêmico


Apresentação do Tenor Franklin Dantas


Assinatura do termo de posse 


Rejane com amigos


Rejane, ladeada por Crislene e Vanessa 


Os Acadêmicos da ACERE


Rejane, ladeada por Juarez Leitão e Raffael Barroso 


O Juramento

   
Rejane e seu Anjo, Raffael Barroso 

sábado, 19 de janeiro de 2019

UMA HOMENAGEM PÓSTUMA AO POETA, CRONISTA E TROVADOR WALDIR RODRIGUES



A ILUSÃO DO ETERNO

Giselda Medeiros

               Qualquer pessoa, por menor que seja sua sensibilidade, não deixará de emocionar-se com a leitura de “A Ilusão do Eterno”, livro de crônicas do, também poeta, Waldir Rodrigues. Isso porque o autor deixa sua pena explorar o mundo fantástico de sua interioridade e, através de suas esplêndidas jazidas, permite-nos descobrir caminhos, pelos quais vamos, passo a passo, embrenhando-nos pelos labirintos de sua escritura elegante, leve, equilibrada em frases curtas, onde as ideias se fundem respaldadas em argumentos lúcidos. Por conseguinte, tudo no livro se multiplica em grãos de sensibilidade artística, em contínua amostragem analítica do conteúdo existencial do ser.
               Fernando Pessoa nos assevera: “A espantosa realidade das coisas é a sua descoberta de todos os dias”. E Waldir Rodrigues sabe que o ser humano é cúmplice dessa espantosa realidade. Por isso, procura (re)descobrir o cotidiano da vida, com sua palavra tecida na mais fina gaze poética que, como ele mesmo afirma, “é grande como o homem e eterna como Deus”.
               Suas crônicas revelam a perplexidade do homem ante a contradição de sua essência corpo/espírito, efemeridade/eternidade, niilismo/sublimidade. E é integrado a esses binômios que Waldir Rodrigues, em uma das mais emotivas crônicas do livro, “Rondó para o Meu Pai Morto”, assim divaga: “Na tua insólita viagem, deixaste um raio de luz no espaço azul da minha perplexidade. /.../ Evidentemente, tenho a impressão de que morreste antes de tua própria morte, porque ela tem, para mim, um conteúdo vazio e abstrato. Não sou poeta, mas um homem cheio de poemas a fazer”.
               São os temas universais, como o amor, a morte, a vida, a saudade, a solidão interior, a solidariedade, as angústias, a brevidade da vida que preenchem o espaço ilusório de sua eternidade. Há em suas crônicas uma fusão entre “a realidade espantosa das coisas” e o vigor saboroso de sua ficção, o que leva o leitor a manter um constante interesse pelo desenrolar da narrativa e, sobretudo, pelo seu desfecho, trazendo uma mensagem ora filosófica, ora levemente irônica e humorística.
               Podemos dizer que as crônicas de “A Ilusão do Eterno” trazem um aprendizado da vida, uma vez que o Autor se deixa materializar nelas, quer pela evocação de fatos relativos à sua infância, quer pelas reminiscências de pessoas que lhe povoaram a seara da existência, enclausurada em conflitos ontológicos. E é, exatamente, isso que nos comove, nos chama à sua escritura e nos deixa à vontade para, juntamente com ele, penetrar nos subterrâneos do tempo passado e, daí, compreender melhor o presente e poder contemplar um mundo futuro mais humano, mais solidário, onde “o sol viesse antes da aurora”, para assim nos bastarmos “apenas com a presença do amor, mesmo impossível...”, amor esse que nos conduziria a “mão, livre e solta, sem rédeas nem limites”, para escrevermos, enfim, a crônica de nossa vida, numa (re)invenção d’A Ilusão do Eterno.
               Ah! o senso metafísico de tudo aquilo que poderia ter sido e que não foi... E o papagaio colorido das minhas ilusões, preso ao frágil cordel da esperança...”
               Que belo, Waldir! Parabéns! 

(in: Crítica Reunida)

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

AJEB - DO BRASIL AO MUNDO!




AJEB - Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e AJEB/RS, unidas por um só ideal.
Hoje à tarde estreitamos os laços de parceria e amizade com a jornalista gaúcha Angelina, que reside em Nova York há 15 anos. Agradecemos à ajebiana carioca Zara Paim, por ter nos proporcionado este importante encontro.
Angelina irá representar a AJEB internacionalmente. Motivo de orgulho e satisfação para as Ajebianas de todo o Brasil, principalmente às conterrâneas gaúchas. 
Obrigada, Angelina, por sua amável presença e predisposição em fazer parte de nossa família Ajebiana. Seja muito bem-vinda! Receba nosso carinho e admiração.

(Maria Odila Menezes - Presidente Nacional)

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

MENÇÃO HONROSA NO PRÊMIO MARINA MARIANO





AS ESTAÇÕES DE MARINA

Os verdes coqueiros de Marina
Nas marinhas-águas do céu Mariano
Nas areias brancas: os sonhos!
Em brumas, em brumas, em brumas flutuando.

Ao abrir as portas da casinha branca
Ouvem-se as folhas em leque dos coqueirais
Murmuram aos ventos os anos
Que não voltam mais,
A encontrar Marina e seus ancestrais.

Os Girassóis de Marina
Ao trazerem a paz,
Giravam, sim,
Em cheiros de Bogari e jasmim
Ao sol de sua criação.
O  jarro mágico, o poder da pintora,
O poder de Aladim!
Van Gogh no amarelo de longe a sorrir,
Dos brancos girassóis de Marina
Que se fizeram existir.

O traço das paisagens
Nas lágrimas a correrem com os rios,
Que secam nas terras dos Sertões,
Nos lagos das Chananas
O mistério da luz serrana
No silêncio dos coqueirais – a partir!

Por onde correm o pincel e a alma
No encontro da primavera a florir.

O majestoso farol à beira-mar,
Pintura que eu queria
De Marina para mim.
Amo Faróis e Pontes –
Ao sol ou a lua nos dias, sem fim
Tudo que nos ajuda a passar, a passar, a passar...

E lá estão as jangadas em alto-mar.
Nos azuis de Marina:
Caravelas e homens a cantarem seus destinos
Às velas e aos ventos do mar do Ceará! 
ROSA VIRGÍNIA CARNEIRO DE CASTRO