DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018

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DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

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quinta-feira, 30 de abril de 2015

APRECIAÇÃO DE CARLOS BORTOLOTI sobre "A Intenção do Silêncio", de ZINAH ALEXANDRINO

                           
Os Grandes Que Estão Entre Nós! -
Á Zinah Alexandrino

 
“...Ninguém escapa desse inimigo
antagônico do ciclo da vida que permeia
nossas horas (o tempo)....!”.


Zinah Alexandrino


                          Tenho anjos que me iluminam de forma diferençada. Explico: Eles insistem em me presentear, no mínimo uma vez por semana, com o melhor dos presentes para mim: Um Livro!
                          Receber um livro é abrir as portas do coração para seres especialíssimos que colocam em palavras o que lhes vai à alma.

                          Temos falado das perdas, principalmente no ano que passou de grandes mestres brasileses da literatura, chamada de regional, mesmo que sejam conhecidos no mundo todo:
Meu amadíssimo Rubem Alves, mineiro da Boa Esperança, João Ubaldo Ribeiro da amada Bahia, Itaparica, e Ariano Suassuna, da não menos amada e linda Paraíba, para não fazer disto uma “nota de falecimento”.
Ficamos mais pobres? Sim ficamos.

                         Mas vamos falar dos que estão vivos, produzindo obras belíssimas e utilizando as palavras para amaciar e tornar melhor nossas vidas: Adélia Prado, Mineira de Divinópolis, e minha admiradíssima autora do rico regionalismo a cearense Zinah Alexandrino.
                         Como sou suspeito por ser um apaixonadíssimo pelo rico e fantástico regionalismo brasilês, aumento meus itens em tão singela relação.
                        Mas falar de Zinah é simplesmente ir a fundo ao riquíssimo e vasto cenário cultural regional do Brasil.

                        Grandes nomes que fazem sucesso no Mundo inteiro? Ora isso seria redundância e quase uma pobreza, pois foi construído pelo marketing... Sim!  - O famoso meio de aumentar algo a ser visualizado e vendido pelos americanos – tanto que não temos tradução ou versão para nossa amada língua portuguesa brasilesa até hoje – passa simplesmente a ser estudo de mercado. E como mercado é gente, pessoas, logo...

                          Ao receber pela primeira vez, por sugestão de amigos uma obra de Zinah Alexandrino que não conhecia ao menos para mim era o primeiro chamava-se: Sutilezas.
                          Ah, as amadíssimas sutilezas que os brasileses às vezes têm dificuldade de saber o que significa, mas utilizam, sobremaneira.

                         Literalmente proprietária de um romantismo especial e único, coloca todas as outras “sutilezas”, estas que encontramos no dia a dia e vai mais fundo buscar a afetividade... Muitas vezes até o místico através de sua poetização.

                          Foi desta forma que esta iluminada escritora do amado nordeste chegou aos leitores...

                          Agora para nos deliciar e mostrar seu encantamento, sua superioridade iluminada de ser elevado nos traz simplesmente um livro de contos: A intenção do Silêncio, pela Editora Premius, nos últimos dias de 2014.

                            Obra maravilhosa, ainda fresquinha, recém-saída da editoração me é presenteada pela própria escritora e com dedicação o que me deixa mais efusivamente mais envaidecido ainda.

                           Esta obra fantástica, digna de autores de primeiro mundo ou de todos os mundos, afirmaria, tem uma dedicação especial e nas palavras dela... “Ao filho amado de minha segunda primogenitura Fausto á quem é dedicado esta obra divina”.
Primeiro:

Fausto: Sim o que nos leva a Fausto é um poema trágico do escritor alemão Johann Wolfgang Von Goethe.

                       Logo após este acarinhamento efetuado à sua obra genética e muito humana Zinah deixa para o leitor um aviso de Rodand Barthes:
“... A ciência é grosseira, a vida é sutil e é pra corrigir
essa distancia que a literatura nos importa...!”
                       Ah, os grandes quando são humildes e julgam que estão indo buscar outros maiores... No fundo seus iguais...

                      A obra divina e simplesmente apaixonante traz vinte e quatro contos.
Eis a riqueza que tanto admiro e comento do regionalismo brasilês.

                      Esta divina autora, graças a Ele, ainda entre nós, faz das palavras e do ambiente em que está um mundo de histórias dignas de serem apenas chamadas de encantadamente maravilhosas...

                    Esta mulher, esposa, mãe, escritora de forma tão convincentemente fantástica e iluminada e, sobretudo, uma educadora que me lembra, de imediato, Rubem Alves.

                    Todos seus contos e historias são lúdicos. Todas elas nos ensinam. Todas nos mostram caminhos e nos mostrando nos fazem ver nosso melhor.
Você está em dúvida?
Sim, afirmo estou falando de uma grande escritora da língua portuguesa brasilesa e do meu amadíssimo nordeste.

Ah, Nordeste... Como tu produziu filhos pródigos, cultos e que nos mostram caminhos que devemos seguir e em os seguindo sê-los como eles, melhores...
Ah, Nordeste tão “usado” pelos politiqueiros, tão maltratado pelo restante do Brasil durante tanto tempo, que esquecemos as verdadeiras riquezas que lá estão para melhorar cada um de nós em tudo...

                      Zinah Alexandrino é um destes seres amados, divinamente nordestina a quem tenho uma admiração e quase idolatria pelos seus escritos.

                      A singeleza, a simplicidade e por sua vez a complexidade que coloca suas palavras chegam a todos os seres... Até os que aprenderam a ler ontem... Mas tem recados subliminares fantásticos como na página 39: São apenas 10 linhas em três parágrafos e lá diz tudo:
Chama-se “Confissão”:
Emocionou-me pela forma colocada de chegar à alma.
Diz Zinah:

“... Preciso confessar-te... Estou apaixonada!
É um amor contido, calmo, esperançoso, desses que acalantam os sonhos mais indeléveis...
Lembras, quando viajaste, no mês passado, para Nova Friburgo? Fiquei tão sozinha! Não havia com que compartilhar este sentimento novo, que brotara em mim... Eu só pensava em te dizer...
Espera não me faças essa cara de bobo abismado, porque não é por ti; tu és apenas meu melhor amigo; é pelo teu melhor amigo...!”.

                       Como buscar livros e todo tipo de escrito de autores de outros países tendo esta riqueza nacional?

Como não ler... Não se apaixonar por palavras construídas na alma, filtradas pelo coração e lançadas por uma mente tão genial, genuína, humana e superior como Zinah e preferir autores que nem sabemos o que são e o que querem além de nosso dinheiro?

                      Se te parecer pretensioso, por favor, perdoa-me: Mas permita-me fazer-te um pedido: Como gaúcho utilizo-me da mesma maneira que esta amada e brilhante ESCRITORA nordestina a segunda pessoa, tão natural para nós do Rio Grande do Sul:

                       Por favor, tchê, acorda... Acultura-te vivente... Lê mais... Busca esta riqueza divina e maravilhosa que temos aqui... Poderás tu, me julgar ufanista... Não ligo, Porém te digo: Temos gente, buenacha, gigantescamente maravilhosa neste Brasilzão de meu Deus, taura para ler ao trabalho que te dás buscando nomes complicados até de falar e dizem palavras que não são nossas... Acorda tchê!

Aligeiras-te que o mundo não para... E ama... E lê o que temos de melhor...
Nos, aqui do Rio Grande, ainda estamos tristes pela perda de nosso poetinha Mário Quintana... E vocês do nordeste tem tantos gênios que chego a ficar com certa inveja... Como esta grande prenda Zinah Alexandrino...

Comovo-me só de falar... Quando leio suas histórias me escondo da prenda, pois lágrimas me vêm aos olhos de tanta emoção que esta guria lá do nordeste distante me causa...

Só posso-te dizer vivente:
Aproveitas o que temos de tão fantástico... Por favor?
Leia as obras de Zinah Alexandrino... E depois nós conversamos.
Ah, como é bom termos Zinah´s entre nós...

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