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sábado, 5 de outubro de 2013
AJEBIANAS DO CEARÁ - NEIDE AZEVEDO LOPES
NEIDE AZEVEDO LOPES
CONSELHO DA DIRETORIA
Maria Neide Azevedo Lopes, NEIDE AZEVEDO. Advogada e poetisa. Presidente da Academia Cearense da Língua Portuguesa (2004 - 2005), Vice-Presidente da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - secção do Ceará - AJEB. Lançou em 1981 o livro de poemas Uma Pausa, uma luz e, em 2001, sua segunda obra, O Resvalar do Sonho. Em recente estudo - Diretrizes da Linguagem Poética - o acadêmico F.S do Nascimento, da ACLP, ressalta a poética das escritoras Neide Azevedo, Beatriz Alcântara, Regine Limaverde, Giselda Medeiros e Rita de Cássia, intitulando-as “Quinteto Drummondiano”. Detentora das menções honrosas no “Prêmio Ideal Clube de Literatura” (2002 , 2004 , 2005 , 2006 e 2007) nas categorias Crônica e Poesia. Voluntária da RFI CC.
AJEBIANAS DO CEARÁ - NEIDE FREIRE
NEIDE FREIRE
CONSELHO DA DIRETORIA
Raimunda Neide Moreira Freire
Professora, bacharela em Teologia, pela Faculdade Universal de São
Paulo. Detém, dentre outros, o troféu Monsenhor Tarciso Melo, outorgado pela Prefeitura de Ubajara (2001).
Publicou Acendalhas (crônicas e
poemas) e Poemas e Lembranças. Seu nome é verbete do Dicionário de Literatura Cearense,
Dicionário de Mulheres, Cearenses Notáveis e Ensaios e Perfis. Pertence
à Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno (da qual foi presidente), Academia de
Letras dos Municípios do Estado do Ceará e à Associação de Jornalistas e
Escritoras do Brasil – AJEB/CE. É sócia correspondente da Academia Literária
Feminina do Rio Grande do Sul e da Academia Irajaense de Letras –RJ.
AJEBIANAS DO CEARÁ - MARIA HELENA MACEDO
MARIA HELENA MACEDO
CONSELHO DA DIRETORIA
Maria Helena do
Amaral Macedo.
Pertence à Academia
Feminina de Letras do Estado do Ceará e à Associação de Jornalistas e
Escritoras do Brasil (AJEB-CE). Obras publicadas: O Mundo Poético de Maria Helena (1998),
O
Mundo Poético de Maria Helena em Caminhos de Estrelas e Saudades (2004),
Relembranças
(2006). Participa de todos os volumes de Policromias; da antologia
nacional AJEB Letras; da coletânea
Fauna
e Flora nos Trópicos, dentre outras.
AJEBIANAS DO CEARÁ - FRANCINETE AZEVEDO
FRANCINETE AZEVEDO
CONSELHO DA DIRETORIA
Francinete de Azevedo Ferreira.
Nasceu em
Fortaleza. Formada em Letras pela Universidade Federal do
Ceará. Membro efetivo de várias entidades: Ala Feminina da Casa de Juvenal
Galeno, Academia de Letras dos
Municípios do Estado do Ceará; Academia Cearense de Retórica; Academia Feminina
de Letras do Ceará; União Brasileira de Trovadores, seção de Fortaleza; Associação
de Jornalistas e Escritoras do Brasil/CE; COOPCULTURA. Produção literária: Ciranda
de Emoções (em parceria com Ezequiel Pinto de Souza); Tributo
a um Semeador de Cultura (em
parceria com Benildes Batista); Histórias da Tia Nete (em dois
volumes); Histórias da Tia Nete no Reino dos Verdes Mares; Para
Quem Ama (poemas); Vovó Anastácia e as Mulheres Guerreiras
Abolicionistas.
AJEBIANAS DO CEARÁ - ILNAH SOARES
ILNAH SOARES
CONSELHO DA DIRETORIA
Maria Ilnah
Soares e Silva
Nasceu em Fortaleza-CE no dia 29 de julho de 1928. Médica,
formada pela Faculdade de Medicina da Universidade da Bahia, tendo-se iniciado
profissionalmente em Ibiapina, cidade interiorana da Serra da Ibiapaba, no
Ceará.
No Ex-INAMPS
- Fortaleza, exerceu Clinica Geral, foi Supervisora de Hospitais e teve Chefia
em Postos Ambulatoriais de Clínicas, no Ex- IAPB.
Frequentou
Congressos Internacionais, inclusive o da UMEAL (União de Médicos Escritores e
Artistas Lusófonos).
Participou
das diretorias da Sobrames Nacional, AJEB e U.B.T. Colaboradora, em todas as Antologias
da SOBRAMES, AJEB e das Revistas Literapia e ALMECE.
Publicou os
livros: Eflúvios D’alma, em 2001 e Washington Soares – Fragmentos de uma Vida,
em 2005.
AJEBIANAS DO CEARÁ - IONE ARRUDA GOMES
IONE ARRUDA GOMES
CONSELHO DA DIRETORIA
Ione Arruda Gomes.
Professora. Tem Curso de Extensão Universitária de Antropologia
Física e Cultural. Curso de Pedagogia pelo INEP. Escritora com 4 livros
publicados. Europa Esplêndida recebeu Menção Honrosa no Prêmio Estado do
Ceará. Sócia titular da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno e da Academia
Columinjubense de Ciências, Artes e Letras; Sócia Emérita da Academia de Letras
dos Municípios do Ceará; Sócia Efetiva da Academia Feminina de Letras do Ceará.
Pertence à AJEB, ACLA, PAI, ACI. É verbete em vários dicionários, dentre os
quais, Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras, de Nelly Novais
Coelho (SP). Faz parte de todas as antologias da AJEB e da ALMECE.
Personalidade em Destaque da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno ao
completar 28 anos de boa frequência e Diploma de Honra ao Mérito, da AJEB, ao
contemplar 30 anos de dedicação a esta Associação.
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
AJEBIANAS DO CEARÁ - ARGENTINA ANDRADE
ARGENTINA ANDRADE
2ª TESOUREIRA DA AJEB-CE
MARIA
ARGENTINA AUSTREGÉSILO DE ANDRADE.
Nasceu em Sobral-CE. Formada em
Administração de Empresas (UECE). Bacharelado em Geografia (UECE). Licenciatura
Plena em Geografia (UECE). Licenciatura em Música (UECE). Francês pela Cultura
Francesa (UFC) e Curso de Português. Escritora, poetisa, trovadora e artista
plástica (pintura, tela, porcelana e escultura). Autora de Gotinhas de Luz, além de diversos artigos em jornais, revistas e
coletâneas. Pertence às seguintes entidades culturais: Academia Feminina de
Letras do Ceará. Conselheira da Academia de Letras e Artes do Ceará. Sócia
Efetiva da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil-CE. Conselheira da
União Brasileira de Trovadores – Fortaleza. Presidente da Academia Feminina de
Letras do Ceará, Vice-Presidente da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno,
Secretária do Conselho Estadual da UBT do Ceará e 2ª Tesoureira da AJEB-CE.
AJEBIANAS DO CEARÁ - MARIA DO CARMO FONTENELLE
MARIA DO CARMO FONTENELLE
ATUAL 2ª SECRETÁRIA DA AJEB-CE
Sócia efetiva da Academia
Fortalezense de Letras, da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno e da
Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil-AJEB-CE.
È autora do livro Pioneiras
em Evidência.
Seu nome consta do Dicionário de Mulheres (RS) – de Hilda
Flores.
• Participa de
várias antologias e coletâneas.
Recebeu menção honrosa em concurso de contos em
Algarve/Portugal. Detém várias medalhas.
AJEBIANAS DO CEARÁ - REJANE COSTA BARROS
REJANE COSTA BARROS
ATUAL 1ª SECRETÁRIA DA AJEB-CE
REJANE COSTA
BARROS
Nasceu em Fortaleza-CE em 9
de dezembro; filha de Antonio Eliseu de Barros Filho e Maria Geisa Costa
Barros. Formada em Letras, é pesquisadora e revisora.
Com trabalhos
publicados em diversas Antologias e Coletâneas, é detentora de vários prêmios,
em concursos de poesias e trovas.
Sócia da
União Brasileira de Trovadores-UBT, secção de Fortaleza-CE; sócia efetiva da
Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno, sócia efetiva da Associação de
Jornalistas e Escritores do Brasil - AJEB, coordenadoria do Ceará, sócia
acadêmica da Academia Feminina de Letras do Ceará – AFELCE.
Presta
serviço de assessoria parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.
AJEBIANAS DO CEARÁ - ZENAIDE BRAGA MARÇAL
ZENAIDE BRAGA MARÇAL
ATUAL 2ª VICE-PRESIDENTE DA AJEB-CE
Zenaide Braga
Marçal
Natural de Fortaleza-CE. 2ª Vice-presidente da Associação de Jornalistas
e Escritoras do Brasil – AJEB-CE. Membro da UBT – União Brasileira de
Trovadores; Sócia Honorária da Academia de Letras dos Municípios do Estado do
Ceará – ALMECE; Faz parte do Movimento Cultural Terça-Feira Em Prosa e Verso;
Tem participação em várias antologias e jornais literários. Obteve 1°. Lugar (Poesia) no Concurso
Literário “Amor, Música e Poesia”; 2°. lugar (Poesia) no II Concurso Literário
“ Professora Edith Braga” – promovido pela AJEB; 3° lugar no Concurso Prof.
Costa Matos – Poesia – 2009, da Academia de Letras e Artes do Nordeste – ALANE. Foi presidente da AJEB-CE. Participa das coletâneas Policromias e da Antologia Nacional AJEB - Letras
AJEBIANAS DO CEARÁ - EVAN BESSA
EVAN BESSA
ATUAL 1ª TESOUREIRA DA AJEB-CE
Maria Evan Gomes Bessa
Pedagoga, formada em Letras com especialização em Literatura luso-brasileira.
Publicou oito livros infantis, dois de poesia e um de crônica. Faz parte da
Academia Feminina de Letras do Ceará, da Ala Feminina da Casa de Juvenal
Galeno, da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil e da Rede de
Escritoras Brasileiras – REBRA. Lançou "Estação Outonal - Poesia" e um livro de Contos.
AJEBIANAS DO CEARÁ - MARIA LUÍSA BOMFIM
MARIA LUÍSA BOMFIM
ATUAL 1ª VICE-PRESIDENTE DA AJEB- CE
Maria
Luísa Silva Bomfim
nasceu em Fortaleza-CE.
Escritora, poetisa, professora, advogada. É sócia
efetiva da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-CE) e da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará - ALMECE.
Participa do Grupo de Leitura “As Traças”. Co-redatora do informativo
“Traçando”. Sócia fundadora do Grupo Lítero-musical “Arteculando”. Publicou Poeira
de Estrelas (poesia – 2004). Tem trabalhos publicados em várias antologias,
coletâneas e informativos, inclusive em Policromias e AJEB Letras. Foi Presidente da AJEB - Coordenadoria do Ceará.
AJEBIANAS DO CEARÁ - NIRVANDA MEDEIROS
NIRVANDA MEDEIROS
PRESIDENTE ATUAL DA AJEB - COORDENADORIA DO CEARÁ
Maria Nirvanda
Medeiros nasceu em Camocim – Ceará.
Pedagoga com especialização em Administração Escolar e Supervisão
Escolar. Pós- graduada em Psicopedagogia. Escreveu vários artigos, publicados
em revistas, jornais e livros. Sempre profere palestras. Em 1985, publicou
o livro DOMADORAS 100%. É acadêmica –
cadeira número 25 - da Academia
Leonístíca de Cultura do Ceará, da qual foi Presidente (biênio 2004/2005).
É membro
da Academia Feminina de Letras, Academia Metropolitana de Fortaleza. Em 2008 publicou o livro Navegar Pela Vida; em 2005, organizou e participou de artigos do
livro Rememorando Dias Felizes.
É membro ativo da ALFE (Associação
Lojista Feminina). Foi Diretora Cultural, tendo coordenado quatro Revistas da
ALFE. Ex- Presidente da ACEPEME – Associação Cearense das Pequenas e Médias
Escolas. Membro Ativo da AJEB (Associação
de Jornalistas e Escritoras do Brasil, sendo Presidenta atual – biênio
2012/2014. Foi ex-Diretora do Instituto Educacional O Brasinha. É
Companheira Leão, tendo sido, em
2005/2006, Presidente do Lions Clube
Fortaleza – Fátima.
AJEBIANAS DO CEARÁ - GISELDA MEDEIROS
GISELDA MEDEIROS
PRESIDENTE DE HONRA DA AJEB-CE
Giselda Medeiros
Nasceu em Prata-Acaraú-CE. Graduadaem Letras. Professora de Língua Portuguesa e
Literatura Brasileira. Membro da Academia Cearense de Letras, Academia Cearense
da Língua Portuguesa, Academia Fortalezense de Letras, Academia de Letras e
Artes do Nordeste, Sociedade Amigas do Livro, Associação de Jornalistas e
Escritoras do Brasil, da qual foi Presidente Nacional (2002/2006), da União
Brasileira de Trovadores - seção Fortaleza, da Associação Brasileira de
Bibliófilos e da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno. Ostenta o título de
Princesa dos Poetas do Ceará.
Nasceu em Prata-Acaraú-CE. Graduada
Obras publicadas: POESIA: Alma Liberta (1986), Transparências (1989), Cantos Circunstanciais (1996), Tempo das Esperas (2000) e Ânfora de Sol (2010). PROSA: Sob Eros e Thanatos (2002), Crítica Reunida (2007).
Prêmios literários: “V Prêmio
Literário Cidade de Fortaleza - Categoria Conto” (1995); “IV Concurso Nacional
de Crônicas - Brasília – DF” (1995); “II Prêmio Ceará de Literatura” 1995); “Prêmio
Osmundo Pontes de Literatura – Poesia” (1999); “Prêmio Henriqueta Lisboa” e “Prêmio Lacyr Schettino – Poesia”
(MG, 2003), “Prêmio Lúcia Fernandes Martins de Poesia” (2008), “XV Prêmio de Poesia Falada do Norte e
Nordeste – SE”, dentre outros.
Medalhas:
Medalha E. D’Almeida Vitor –
Conselho Editorial da Revista Brasília – DF;
Medalha e Diploma do Centenário da Academia Paraense de Letras –
Belém, 2004; Medalha Carlos Drummond de
Andrade – outorgada durante o I
ENOAL (Encontro Norte/Nordeste de Autores Literários) – Natal/RN
– 2003; Medalha e Diploma
Sesquicentenário do Barão de Studart – Academia Cearense de
Letras no Estado do Rio de Janeiro – 2006.
Seu nome é verbete no Dicionário de Mulheres – Hilda Flores – RS
Também no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras – Nelly Novaes
Coelho – SP
Fortuna
Crítica de Giselda Medeiros
De nome firmado em nosso meio intelectual como poetisa de ousados
lampejos, Giselda Medeiros fazia por merecer as louvações a esses atributos
sensitivos, usando diferenciado instrumental de transmutação enlevatória dos
signos expressos em sua linguagem versificada. Em contínuo avanço nessa área da
estética literária, a poetisa Giselda Medeiros chegaria ao Tempo das Esperas,
com mais esse acervo de poemas modernistas fazendo jus, em 1999, ao Prêmio
Osmundo Pontes destinado ao gênero de sua maior produtividade intelectual.
F. S. Nascimento
Os contos de Sob Eros e Thanatos são polifônicos:
enquadram-se, ora, no gênero fantástico; mas, também, estabelecem, aqui e ali,
diálogos com o maravilhoso – muito presente nas narrativas latino-americanas,
em que a realidade histórica ou social está aliada a um mundo mágico –; há os
textos alegóricos; e, ainda, os que nascem da colheita dos grãos cotidianos,
sofrendo tênue transfiguração: a angústia de um pai pela impossibilidade de
reencontrar os filhos que com ele dividem a ceia; a alma da família aprisionada
nos retratos; o homônimo do professor machadiano; os desastres de Lúcia; a fome
de uns olhos; o milagre do Natal; a verdade inescrutável do rabecão; a epifania
de um furto; um rouxinol guardião da beleza; o discurso das flores; a cegueira
do mar; os investimentos de Leila...
Carlos
Augusto Viana
Com o livro Sob Eros
e Thanatos, Giselda Medeiros apresenta um universo de personagens
multiformes, sejam femininos, sejam masculinos, quer adultos, quer crianças,
todos muito bem desenhados, e os mostra em situações às vezes próximas do
irreal ou do fantástico, mas sempre tendo como objetivo pintar a alma humana.
Por outro lado, a contista manipula a linguagem da prosa ficcional como os bons
prosadores, utilizando a narração tanto em primeira como em terceira pessoa com
a mesma desenvoltura.
Nilto Maciel
Aos contos de Giselda Medeiros não lhes cabe a denominação de lineares ou de histórias
concretas para serem lidas e narradas oralmente, pelas calçadas ou em círculos
de pessoas. Os cenários e motivos ou, melhor dizendo, os pretextos são
materiais e concretos: a pousada. A casinha da esquina. A fogueira. A lagoa. A
pescaria. A serpente. As flores. A surpresa é que a Autora faz pouquíssimas
referências (descrições) à pousada. À lagoa. À fogueira. À casinha da
esquina... O leitor vai perceber o pulo rápido e espontâneo e sutil do concreto
para o abstrato. Do motivo concreto e particular para o universal. Do palpável
ao imaterial. É o aproveitamento do cenário da pescaria, por exemplo, para a
fundamentação da traição e para dizer da força do sexo proibido. A serpente é
só o pretexto para o aguçamento do desejo sexual e sua concretização.
Dias da Silva
A temática envolve
sobretudo a vida, diante da tragicidade do destino do homem, ser inconcluso
cuja sina é sempre uma trágica incógnita.
A poetisa é consagrada.
E a contista, não tenho dúvidas, terá o mesmo destino. Simplesmente porque é
grande!
Genuíno Sales
Tempo das Esperas é
o seu último livro de poemas e com ele Giselda se inscreve entre os melhores
poetas de sua geração. Nele a poetisa fala dos motivos e das causas primeiras
de sua criação, assim como dos elementos e ritmos que os deuses lhe autorizaram
louvar, pois o seu canto, em essência, é um ponto de equilíbrio entre a criação
e a louvação, entre a solidão e a paisagem, entre o amor e a poeira do caos que
se planta gravada na memória.
Dimas Macedo
Sua poesia reflete as
angústias do tempo presente, inclusive as expectativas do homem finissecular,
dilacerado por conflitos de toda ordem, que lhe atingem o corpo e a alma. Mas a
sua poesia também canta a esperança, os crepúsculos e alvoradas cósmicas. E
canta sobretudo as aleluias do amor, mostrando assim que o ser humano, qualquer
que seja a situação em que se encontre, pode alçar vôo para as regiões mais
altas do sonho.
Francisco Carvalho
Vejo-a, portanto, como
uma autora em permanente ascensão, cuidando, com seriedade, de seu ofício. O
ofício de ser intérprete do espírito humano, numa época a um só tempo gloriosa
e terrível, como a que vivemos. E sabe tirar proveito, sempre, de seu
comprovado talento, sendo uma das poetisas de maior expressão, nos dias que
passam, na Literatura do Ceará.
Artur Eduardo
Benevides
No livro Transparências, encontro uma
poetisa que domina o instrumental poético, sabendo trabalhar tanto o verso
livre quanto o verso medido, este notadamente nos sonetos, coisa não muito
comum nos poetas que vão surgindo ultimamente.
Sânzio de Azevedo
Com dois livros de poemas publicados, numa
seqüência ascensional, sua trajetória luminosa e lídima alcança, agora, com Cantos
Circunstanciais, alturas estelares. Versejando com fluência e desembaraço
em todos os ritmos, Giselda Medeiros conquistou o seu lugar ao sol no cenário
poético da terra alencarina.
Ferreira Nobre
Giselda já firmou
definitivamente o seu nome como poetisa e já se revelou, de permeio, como uma
das nossas contistas mais imaginosas. Contista da condição humana e do
imponderável, onde Eros e Tanatos se abraçam. Poetisa também de escol, que paga
tributo à lírica e à arte literária de qualidade estética relevante. Crítica
Reunida é o livro da sua diversidade e do seu engenho sofisticado e mais
ambicioso. Sei que falar em ambição, no caso de Giselda, é agredir um pouco à
sua sensibilidade e à sua leveza. Mas a sua ambição literária se fez exatamente
contra a sua vontade, e se fez exatamente a partir da sua discussão e da
sutilidade com que dissemina no texto que elabora as marcas inconfundíveis do
seu tirocínio teórico.
Dimas Macedo
Inclinando-se para a
elegia, a poesia de Giselda Medeiros segue a linha do sofrimento amoroso de uma
Florbela Espanca e lembra em alguns aspectos a suavidade do poetar de uma
Cecília Meireles, mas sempre mostrando a necessária criatividade, portando uma
imagística criativa e impregnando-se de uma sensualidade entre contida e
instigante. Encontra-se nessa poesia a construção de um “claro enigma”, em que
o hermético não se instaura, pois a autora acena com pistas clarificadoras de
um sentido subjetivo. A dor causada por adversidades opõe-se, entre os versos,
ao prazer amoroso, sempre implícito, pois esse apenas se vislumbra como desejo
tormentosamente irrealizado.
Linhares Filho
José
Telles
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