DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018

DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

ATUAL DIRETORIA DA AJEB-CE

DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

CHAPA PAPA FRANCISCO

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

1ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

2ª VICE-PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Rosa Virgínia Carneiro de Castro

1ª TESOUREIRA: Rita Maria Lopes Guedes Santos

2ª TESOUREIRA: Maria do Socorro Cavalcanti

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Nirvanda Medeiros

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Braga Marçal

Maria Luisa Bomfim

Celina Côrte Pinheiro

Evan Gomes Bessa

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

AJEBIANAS DO CEARÁ - GISELDA MEDEIROS

GISELDA MEDEIROS 
PRESIDENTE DE HONRA DA AJEB-CE


Giselda Medeiros
Nasceu em Prata-Acaraú-CE. Graduada em Letras. Professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Membro da Academia Cearense de Letras, Academia Cearense da Língua Portuguesa, Academia Fortalezense de Letras, Academia de Letras e Artes do Nordeste, Sociedade Amigas do Livro, Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, da qual foi Presidente Nacional (2002/2006), da União Brasileira de Trovadores - seção Fortaleza, da Associação Brasileira de Bibliófilos e da Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno. Ostenta o título de Princesa dos Poetas do Ceará.
Obras publicadas: POESIA: Alma Liberta (1986), Transparências (1989), Cantos Circunstanciais (1996), Tempo das Esperas (2000) e Ânfora de Sol (2010). PROSA: Sob Eros e Thanatos (2002), Crítica Reunida (2007).
Prêmios literários: “V Prêmio Literário Cidade de Fortaleza - Categoria Conto” (1995); “IV Concurso Nacional de Crônicas - Brasília – DF” (1995); “II Prêmio Ceará de Literatura” 1995); “Prêmio Osmundo Pontes de Literatura – Poesia” (1999); “Prêmio Henriqueta Lisboa” e “Prêmio Lacyr Schettino – Poesia” (MG, 2003), “Prêmio Lúcia Fernandes Martins de Poesia” (2008), “XV Prêmio de Poesia Falada do Norte e Nordeste – SE”, dentre outros.

Medalhas:

Medalha E. D’Almeida Vitor – Conselho Editorial da Revista Brasília – DF;

Medalha e Diploma do Centenário da Academia Paraense de Letras – Belém, 2004; Medalha Carlos Drummond de Andrade – outorgada durante o I ENOAL (Encontro Norte/Nordeste de Autores Literários) Natal/RN – 2003; Medalha e Diploma Sesquicentenário do Barão de StudartAcademia Cearense de Letras no Estado do Rio de Janeiro – 2006.
Seu nome é verbete no Dicionário de Mulheres – Hilda Flores – RS
Também no Dicionário Crítico de Escritoras Brasileiras – Nelly Novaes Coelho – SP
  
Fortuna Crítica de Giselda Medeiros

De nome firmado em nosso meio intelectual como poetisa de ousados lampejos, Giselda Medeiros fazia por merecer as louvações a esses atributos sensitivos, usando diferenciado instrumental de transmutação enlevatória dos signos expressos em sua linguagem versificada. Em contínuo avanço nessa área da estética literária, a poetisa Giselda Medeiros chegaria ao Tempo das Esperas, com mais esse acervo de poemas modernistas fazendo jus, em 1999, ao Prêmio Osmundo Pontes destinado ao gênero de sua maior produtividade intelectual. 
                                                          F. S. Nascimento

Os contos de Sob Eros e Thanatos são polifônicos: enquadram-se, ora, no gênero fantástico; mas, também, estabelecem, aqui e ali, diálogos com o maravilhoso – muito presente nas narrativas latino-americanas, em que a realidade histórica ou social está aliada a um mundo mágico –; há os textos alegóricos; e, ainda, os que nascem da colheita dos grãos cotidianos, sofrendo tênue transfiguração: a angústia de um pai pela impossibilidade de reencontrar os filhos que com ele dividem a ceia; a alma da família aprisionada nos retratos; o homônimo do professor machadiano; os desastres de Lúcia; a fome de uns olhos; o milagre do Natal; a verdade inescrutável do rabecão; a epifania de um furto; um rouxinol guardião da beleza; o discurso das flores; a cegueira do mar; os investimentos de Leila...
                                                Carlos Augusto Viana

            Com o livro Sob Eros e Thanatos, Giselda Medeiros apresenta um universo de personagens multiformes, sejam femininos, sejam masculinos, quer adultos, quer crianças, todos muito bem desenhados, e os mostra em situações às vezes próximas do irreal ou do fantástico, mas sempre tendo como objetivo pintar a alma humana. Por outro lado, a contista manipula a linguagem da prosa ficcional como os bons prosadores, utilizando a narração tanto em primeira como em terceira pessoa com a mesma desenvoltura.
                                                           Nilto Maciel
Aos contos de Giselda Medeiros não lhes cabe  a denominação de lineares ou de histórias concretas para serem lidas e narradas oralmente, pelas calçadas ou em círculos de pessoas. Os cenários e motivos ou, melhor dizendo, os pretextos são materiais e concretos: a pousada. A casinha da esquina. A fogueira. A lagoa. A pescaria. A serpente. As flores. A surpresa é que a Autora faz pouquíssimas referências (descrições) à pousada. À lagoa. À fogueira. À casinha da esquina... O leitor vai perceber o pulo rápido e espontâneo e sutil do concreto para o abstrato. Do motivo concreto e particular para o universal. Do palpável ao imaterial. É o aproveitamento do cenário da pescaria, por exemplo, para a fundamentação da traição e para dizer da força do sexo proibido. A serpente é só o pretexto para o aguçamento do desejo sexual e sua concretização.
Dias da Silva

             Sua escritura é construída por meio de uma prosa espontânea, leve e pura que revela a densidade do grandioso poder de criar da Autora.

            A temática envolve sobretudo a vida, diante da tragicidade do destino do homem, ser inconcluso cuja sina é sempre uma trágica incógnita.
            A poetisa é consagrada. E a contista, não tenho dúvidas, terá o mesmo destino. Simplesmente porque é grande!
Genuíno Sales

            Tempo das Esperas é o seu último livro de poemas e com ele Giselda se inscreve entre os melhores poetas de sua geração. Nele a poetisa fala dos motivos e das causas primeiras de sua criação, assim como dos elementos e ritmos que os deuses lhe autorizaram louvar, pois o seu canto, em essência, é um ponto de equilíbrio entre a criação e a louvação, entre a solidão e a paisagem, entre o amor e a poeira do caos que se planta gravada na memória.
Dimas Macedo

            Sua poesia reflete as angústias do tempo presente, inclusive as expectativas do homem finissecular, dilacerado por conflitos de toda ordem, que lhe atingem o corpo e a alma. Mas a sua poesia também canta a esperança, os crepúsculos e alvoradas cósmicas. E canta sobretudo as aleluias do amor, mostrando assim que o ser humano, qualquer que seja a situação em que se encontre, pode alçar vôo para as regiões mais altas do sonho.
Francisco Carvalho

            Vejo-a, portanto, como uma autora em permanente ascensão, cuidando, com seriedade, de seu ofício. O ofício de ser intérprete do espírito humano, numa época a um só tempo gloriosa e terrível, como a que vivemos. E sabe tirar proveito, sempre, de seu comprovado talento, sendo uma das poetisas de maior expressão, nos dias que passam, na Literatura do Ceará.
            Artur Eduardo Benevides

            No livro Transparências, encontro uma poetisa que domina o instrumental poético, sabendo trabalhar tanto o verso livre quanto o verso medido, este notadamente nos sonetos, coisa não muito comum nos poetas que vão surgindo ultimamente.
Sânzio de Azevedo

            Com dois livros de poemas publicados, numa seqüência ascensional, sua trajetória luminosa e lídima alcança, agora, com Cantos Circunstanciais, alturas estelares. Versejando com fluência e desembaraço em todos os ritmos, Giselda Medeiros conquistou o seu lugar ao sol no cenário poético da terra alencarina.
Ferreira Nobre

            Giselda já firmou definitivamente o seu nome como poetisa e já se revelou, de permeio, como uma das nossas contistas mais imaginosas. Contista da condição humana e do imponderável, onde Eros e Tanatos se abraçam. Poetisa também de escol, que paga tributo à lírica e à arte literária de qualidade estética relevante. Crítica Reunida é o livro da sua diversidade e do seu engenho sofisticado e mais ambicioso. Sei que falar em ambição, no caso de Giselda, é agredir um pouco à sua sensibilidade e à sua leveza. Mas a sua ambição literária se fez exatamente contra a sua vontade, e se fez exatamente a partir da sua discussão e da sutilidade com que dissemina no texto que elabora as marcas inconfundíveis do seu tirocínio teórico.
Dimas Macedo

            Inclinando-se para a elegia, a poesia de Giselda Medeiros segue a linha do sofrimento amoroso de uma Florbela Espanca e lembra em alguns aspectos a suavidade do poetar de uma Cecília Meireles, mas sempre mostrando a necessária criatividade, portando uma imagística criativa e impregnando-se de uma sensualidade entre contida e instigante. Encontra-se nessa poesia a construção de um “claro enigma”, em que o hermético não se instaura, pois a autora acena com pistas clarificadoras de um sentido subjetivo. A dor causada por adversidades opõe-se, entre os versos, ao prazer amoroso, sempre implícito, pois esse apenas se vislumbra como desejo tormentosamente irrealizado.
Linhares Filho

             Giselda esposa com sutileza o delírio da metáfora e verte todo o seu imaginário na argamassa do texto e na compleição dos poemas. Em plena alucinação criativa, arranca aplauso em cada verso, e pune sua alma inquieta com o madrigal do silêncio. E é na matriz deste silêncio que ela cresce e encaminha sua poesia para o encantamento.
José Telles

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