DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018

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DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

ATUAL DIRETORIA DA AJEB-CE

DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

CHAPA PAPA FRANCISCO

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

1ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

2ª VICE-PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Rosa Virgínia Carneiro de Castro

1ª TESOUREIRA: Rita Maria Lopes Guedes Santos

2ª TESOUREIRA: Maria do Socorro Cavalcanti

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Nirvanda Medeiros

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

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Zenaide Braga Marçal

Maria Luisa Bomfim

Celina Côrte Pinheiro

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Apresentação do livro – ASAS AO VENTO - Do Escritor SILVIO DOS SANTOS


    
       Embora o nosso estimado Escritor Silvio dos Santos seja bastante conhecido pela maioria dos presentes, faço aqui a leitura do seu Currículo, resumido porque cresce a cada instante, à medida de sua participação ativa no nosso meio literário. Além do mais, trata-se de Artista Plástico laureado, inclusive, com Medalha de Ouro em Salão Nacional.
     Silvio dos Santos Filho é natural de Manaus-AM e está radicado no Ceará desde 1989. É Jornalista – formado pela Universidade Federal do Amazonas – e licenciado em Língua Portuguesa pela Univ. Estadual do Ceará. Membro da Almece – Academia  de Letras dos Municípios do Estado do Ceará; Sócio Colaborador da AJEB – Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – Coord. do Ceará;  integrante do Movimento Cultural Terça-Feira em Prosa e Verso. Publicou: Pelos Caminhos da Memória – Crônicas; Pedaços de Vida – Romance; Limite Extremo – também romance; Chão e Pegadas – Crônicas; tem textos publicados em diversas coletâneas.  Premiado em vários concursos na categoria  - Prosa – a saber: 2° Lugar no Café Literário/ Terça Feira em Prosa e Verso – 2001 - e 1° Lugar em 2004; 1° Lugar no III° Concurso Literário Professora Edith Braga e 9° Lugar no Prêmio de Literatura Unifor – Crônica – em 2009.

     No prefácio do livro – Cadeira de Balanço – de Carlos Drummond de Andrade, a Professora e ensaísta Ângela Vaz Leão diz ser ele “ um tímido e que talvez por isto sinta a necessidade de dar explicação ao leitor na Introdução de cada obra de sua autoria”.
     Verifico que o nosso Escritor Silvio dos Santos também justifica cada título de seus livros quando são publicados e poderíamos dizer que ele também sente essa timidez. Mas , se isso é ser tímido, demos vivas à timidez!
     Assim, vejamos: Silvio dos Santos , no seu livro de estréia – Pelos Caminhos da Memória, 2004 – Em Nota Explicativa diz: “Nossa obra reflete o que temos dentro de nós. O produto do nosso trabalho, independentemente da linguagem e da natureza, é nosso retrato interno. (...)  É um passeio pela minha mente, pelo meu coração e pela minha imaginação”.
    Em - Pedaços de Vida – 2005 – Também em - Nota Explicativa - justifica o título e termina com estas palavras: “Pedaços de Vida é, portanto, o resultado do casamento das próprias experiências sociais desse observador, associadas a esses dramas individuais vividos por várias pessoas que circularam à sua volta, etc.”
     Em Limite Extremo – 2008 -  Diz na Introdução: “ Sou apenas um velho sonhador, com sua mania, quase doentia, de querer ver o que está “ por trás do muro”.  Aliás, este pensamento é confirmado nesta trova constante do livro hoje lançado:
                “ Muito cedo eu comecei
                   a pensar no meu futuro.
                  Foi assim que desvendei
                  o que estava atrás do muro”.
     Passemos agora ao seu 4° livro – Chão e Pegadas – 2010 – A título de introdução, usa  a expressão - Simples Curiosidade – Diz: “Pode acreditar: em busca da originalidade, os pés que produziram as marcas, ou pegadas, que aparecem na capa desta obra foram produzidas pelos meus próprios pés”.

    O escritor, professor e filósofo - Rubem Alves -  afirma que “ Só podem se entregar às delícias da contemplação aqueles que fizeram as pazes com a vida  e não se esqueceram dos seus próprios desejos”.
     Silvio dos santos é um ser contemplativo e deixa-nos ver, ao longo de seus escritos, que dedica muito do seu tempo a pensar e a repensar o presente e o futuro, transmitindo aos seus leitores as conclusões obtidas no seu meditar.  Além do mais, como é sabido, todo  pintor  tem um olhar diferenciado sobre as coisas que vê, e nelas sempre encontra algo a mais, fruto de sua aguçada percepção.
     Hoje temos a felicidade de ter em mãos este seu 5° livro - Asas ao Ventoque também traz uma Introdução.  Segundo o Autor,  Asas ao Vento é a expressão da liberdade que gosta de sentir no exercício literário, por ser meio avesso a modelos.  Desculpa-se por, segundo ele, “projetar estas maluquices que me vêm à mente de vez em quando. Os verdadeiros escritores que me desculpem pela ousadia”. Não se preocupe o nosso Escritor, pois Rubem Braga, reconhecidamente um dos maiores cronistas brasileiros, já no seu tempo, dizia: “Cuida o leitor que estou escrevendo bobagens, e é certo. Mas eu sei das bobagens minhas, elas têm enredo íntimo”. Continuando a falar sobre Asas ao Vento , Silvio dos Santos diz: “ Chegou-me qual um pássaro vadio circulando-me a cabeça”; diz ainda: “Este livro é só uma gostosa brincadeira”. Certo! Mas, o que podemos pensar de uma brincadeira que, conforme nos declara o próprio Autor, foi “concebida ao longo de dois anos”?
     Editado pela Gráfica Encaixe – este livro   é dividido em três partes: Crônicas, (onde constam também pequenos contos), Poemas e Trovas.  Nele encontramos o Autor filosofando, como sempre; refletindo sobre vida; a vida que é, aliás, um dos temas recorrentes no conteúdo deste livro. Nele vamos do rio ao mar, do Norte ao Nordeste, em prosa e em versos; em temas sérios ou humorísticos. A infância é outro tema que surge muitas vezes, como nesta trova:
               Eu Jamais vou esquecer
                o meu tempo de criança
                Quanto mais envelhecer,
                mais me apego a essa lembrança.
      A Amazônia, a bela região onde nasceu, é  presente nos temas: rios , nau, canoas , canoeiros, e até barquinhos de ilusão quando diz: “ E lá se vão e lá se vêm os nossos barquinhos de ilusão” -    E mais adiante: “Fica-nos a lição de que nada é para sempre: - nem a subida nem a descida se eternizam; e precisamos estar preparados para as duas”.
       Não posso deixar de comentar a crônica – Saudades Antecipadas– em que Silvio dos Santos revela toda a sua sensibilidade ao falar do Amor que dedica ao pequeno  cajueiro da Praça da Sé. Nessa crônica fica evidente  sua ternura pelas coisas da Natureza. -  Nem todas as pessoas conseguem ver a alma dos inanimados. Felizes aqueles que a vêem! - E, como se não bastasse a beleza  que aí vai expressa, o Autor nos dá uma visão geral dos fatos referentes às situações político-sociais, da parcela do nosso povo que se condensa naquele logradouro,  e que são presenciadas pelo Cajueiro,  tais como: As artimanhas do comércio alternativo na concorrência com o Mercado Central; protestos político-partidários; manifestações estudantís; contravenções noturnas e, até mesmo, pregações em altos brados de líderes religiosos ao microfone, etc.” Em tudo, como acontece em outras passagens do livro, as opiniões abalizadas do Autor.
     O Poeta Paul Valéry afirma: “é preciso ser leve como o pássaro e não como a pluma”. Silvio dos Santos , ao dar título ao seu livro, não pensa na pluma que é apenas levada, sem rumo , sem meta;  pensa em pássaros, em asas. Pensa em Asas ao Vento,  que têm uma direção, um destino definido  que, neste caso, é  espargir a Beleza!
     Por tudo o que foi aqui exposto, os leitores de – Asas ao Vento -  podem calcular quão proveitosos e  agradáveis serão os momentos que dedicarem à sua leitura.     Parabéns ao Autor e aos seus leitores!         Obrigada!
    
                                            Zenaide Braga Marçal – AJEB – CE.

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