DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018

DIRETORIA AJEB-CE - 2016-2018
DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

ATUAL DIRETORIA DA AJEB-CE

DIRETORIA ELEITA POR UNANIMIDADE

CHAPA PAPA FRANCISCO

PRESIDENTE DE HONRA: Giselda de Medeiros Albuquerque

PRESIDENTE: Gizela Nunes da Costa

1ª VICE-PRESIDENTE: Maria Argentina Austregésilo de Andrade

2ª VICE-PRESIDENTE: Elinalva Alves de Oliveira

1ª SECRETÁRIA: Rejane Costa Barros

2ª SECRETÁRIA: Rosa Virgínia Carneiro de Castro

1ª TESOUREIRA: Rita Maria Lopes Guedes Santos

2ª TESOUREIRA: Maria do Socorro Cavalcanti

DIRETORA DE EVENTOS: Maria Nirvanda Medeiros

DIRETORA DE PUBLICAÇÃO: Giselda de Medeiros Albuquerque

CERIMONIALISTA: Francinete de Azevedo Ferreira

CONSELHO

Maria Helena do Amaral Macedo

Zenaide Braga Marçal

Maria Luisa Bomfim

Celina Côrte Pinheiro

Evan Gomes Bessa

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

REUNIÃO DA AJEB - 15 DE OUTUBRO DE 2013



Professor – Um profissional com perspectiva?

 
Digníssimos membros da mesa diretora dos trabalhos desta manhã, os quais saúdo na figura da Presidente desta casa, Nirvanda Medeiros.

 Inicio minhas palavras agradecendo a presidenta Nirvanda pelo convite para estar aqui com vocês e, especialmente agradeço, pela confiança de me incumbir tarefa tão importante como esta. Para prosseguir minha fala, reporto-me ao educador e poeta Filgueiras Lima, com a frase que nos enche a alma: “Ensino como quem reza: com a alma genuflexa”.

  Prossigo, portanto, à minha fala, afirmando que foi com prazer e receio que aceitei o convite da nossa presidenta para dialogar com minhas colegas da AJEB sobre o dia do professor, pois, temos nossa AJEB muitas educadoras, Nirvanda Medeiros, Giselda Medeiros, Evan Bessa, Maria do Carmo, Neide Freire, Maria Helena, e Francinette Azevedo, me desculpem se existem outras e deixei de citá-las.

   Estou aqui apenas para dedicar uma mensagem, e não para falar sobre o dia do professor inserido no atual sistema educacional brasileiro, nem tão pouco para defendê-lo, apesar de ter dedicado grande parte da minha vida a essa tão nobre e ao mesmo tempo árdua profissão. Citarei apenas algumas informações ao aludido dia de um profissional tão especial como afirma Cora Coralina:

 
“Professor, “sois o sal da terra e a luz do mundo”.

Sem vós tudo seria baço e a terra escura.

Professor, faze de tua cadeira,

a cátedra de um mestre.

 
   No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Teresa de Ávila), D. Pedro I publicou um decreto Imperial que determinava a criação de escolas no Brasil. Era o início da Educação oficial do País, e essa data foi escolhida para homenagear os profissionais do magistério. O Dia do Professor mostra a importância de valorizar a carreira docente e o trabalho dos bons professores. Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia efetivamente dedicado ao professor. Foi em São Paulo, Ginásio Caetano de Campos.

 É evidente que todas as categorias merecem respeito, pela contribuição dada, cada qual a seu modo, ao desenvolvimento da sociedade. Porém, o dia do professor é uma das datas mais significativas do calendário de homenagens dirigidas às categorias profissionais.

   Nesse contexto, entretanto, o professor desempenha papel de particular relevância, por transmitir o conhecimento que servirá de base à formação dos demais profissionais. E ainda por estimular, em sua tarefa cotidiana, o crescimento pessoal e o exercício da cidadania entre seus alunos, sejam eles crianças, jovens ou adultos.

  Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas,  permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. E ainda  mal remunerados, com baixo prestígio social são responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.

    A profissão de educador continua sendo muito necessária, sendo mais atraente na rede privada e escolas de nível superior. E menos concorrida na rede pública; no entanto, não para de crescer em nosso país, nem mesmo com os avanços tecnológicos.

  Informações sobre esse assunto vêm do estudo: Professores do Brasil: Impasses e Desafios. Lançado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura-Unesco, o doutor em educação e consultor Celio da Cunha, ao comentar este assunto, “lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%).” RAIS 2006.

O poder público é responsável por 83% dos empregos do magistério. Destes, 77,6% estão na educação básica.

  As mulheres ocupam 77% dos postos de trabalho, o que tem também óbvias implicações de gênero, nem sempre devidamente aprofundadas nos estudos da área de educação. Sua presença varia segundo os níveis de escolaridade e a proporção delas aumenta gradativamente nos níveis mais baixos de escolarização.

Na educação infantil (EI) 98%; ensino fundamental (EF) 88,3% ensino médio (EM) 67% PNAD, 2006.

   A Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação - CNTE estima uma base de 2,8 milhões de trabalhadores em exercício nas redes públicas de ensino básico, dos quais 1,8 milhão está lotado no magistério.

   Para o professor avançar na sua carreira é de suma importância a educação continuada. “A educação continuada vê as pessoas como capazes de aproveitar oportunidades de aprendizado em todas as idades e em numerosos contextos: no trabalho, em casa e através de atividades de lazer, não apenas através de canais formais tais como escolas e universidades.”

   Tudo o que se espera de um professor é que ele seja um educador suficientemente preparado para, por um lado, ensinar e proporcionar aos seus alunos as aprendizagens fundamentais previstas em cada etapa da vida escolar e, por outro, ser um exemplo em relação aos valores universais da modernidade.

  Acredito, pois, se houver educação continuada com pessoas abertas a novas ideias, decisões, habilidades, espírito coletivo e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem seguramente com o cumprimento da Lei 11.769, sancionada em 2008, que torna obrigatório o ensino de música na educação básica em todas as escolas do país, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem mais promissor do que o atual. Assim também como o ensino da música em minha opinião seria oportuno, a inclusão da poesia nas escolas, e já existem algumas que trabalham este tema, apesar de ser um número insignificante. Existem também escolas que possuem até academias literárias.

 Uma sociedade com professores bem formados, com projetos atraentes e uma remuneração digna será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa para a educação básica. "Caso isso não se concretize poderá colocar em risco o futuro do país, por conta da importância que a educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma sociedade globalizada."

  Hoje a carreira do magistério se torna mais atraente, com mais perspectivas e avança com capacitações contínuas, novas tecnologias, as medidas educativas e suportes adequados para incorporar valores como solidariedade, afetividade, entre outros, no entanto, estão ainda insuficientes.

        A data é um convite para que todos nós, pais, alunos, escritores, poetas, enfim, a sociedade; repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação.

   Concluo e dedico estas minhas palavras aos heroicos professores anônimos da rede pública educacional de Fortaleza, as minhas colegas ajebianas, especialmente as educadoras, e ainda, ao grande educador e poeta lavrense, Filgueiras Lima (inmemorian), a minha mensagem de esperança, pois, admito que, educação e poesia sempre formaram um par ordenado.

Encerro com os trechos destes dois poemas:

   Educação dos meus sonhos (autoral)

Quero ver o mundo

Como nos meus sonhos,

Sonhos exagerados, colossais,

Nutridos de esperanças

Professores repletos de alegria

Realizando seus ideais.

Que o sonho do educador,

Concretize-se com brevidade,

Sejam além disso valorizados

E respeitados pelo seu labor.

 
Escola

Filgueiras Lima

D. Mariana, minha primeira professora,

tinha uns olhos de santa de legenda

e os braços que a Vênus de Millus perdeu...

Ela repreendia todos os alunos,

porém, nunca me repreendeu!

Também no dia da visita do Inspetor

ninguém dizia versos como eu.

D. Mariana saltava de contente,

e a meninada

ficava comigo “por aqui”

com cara de judeu.

Um dia,

(e este dia nunca me esqueceu)...

 
Muito obrigada.

Rosa Firmo Beserra Gomes

 
Referências:

GATTI, Bernadete. A construção metodológica da pesquisa em educação: desafios” publicado na Revista da ANPAE, v.28, n.1, 2012 . Acesso em 05 de outubro de 23013.

GATTI, Bernadete Angelina e Elba Siqueira de Sá Barreto (Coords).   cenpec.org.br/biblioteca/educacão/estudos- e-pesquisas/professores-do-brasil-impasses-e-desafios> Acesso em 04 de outubro de 2013.


http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_professor> Acesso em: 04 de outubro de 2013.

LEITÃO, Juarez, Ensino como quem reza – Vida e tempo de Filgueiras Lima, Tecnograf, 2006.

Palestra proferida em reunião da AJEB-CE

Nenhum comentário:

Postar um comentário